07:55:24
Em matéria de cara-de-pau, o governador Agnelo Queiroz é mesmo insuperável
Acusado das mais diversas irregularidades, desde os tempos em que ainda era filiado ao PCdoB e ocupava uma das diretorias da Anvisa (Vigilância Sanitária), passando depois pelo Ministério do Esporte até chegar ao governo do Distrito Federal, já pela legenda do PT e sempre acumulando cada vez mais denúncias, o governador Agnelo Queiroz agora diz que pode ir depor na CPI do Cachoeira para dar o “bom exemplo” de um contrato assinado com a construtura Delta, vejam só a que ponto chegamos.

“Se eu for convidado, posso ir à CPI”, disse ele ao repórter Filipe Coutinho, da Folha, acrescentando que poderia explicar como o contrato assinado com a Delta representou uma economia de 40% para os cofres públicos.

O governador é um cara-de-pau ou um tremendo gozador. Em Brasília, todos sabem que o PT está pouco ligando para ele. Pelo contrário, está dando as costas para o neopetista. Recentemente, o Planalto e o PT o obrigaram a nomear para a Casa Civil um ex-assessor de Dilma Rousseff e de Lula, Swedenberger Barbosa, braço direito da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. O motivo foi justamente a Operação Monte Carlo, que detonou o escândalo de Carlinhos Cachoeira.

O Palácio do Planalto já sinalizou, através do ministro Gilberto Carvalho, que entregaria Agnelo Queiroz à própria sorte. Mas a estratégia do PT comandada por José Dirceu foi a de nomear o interventor, como chefe da Casa Civil, na tentativa de estancar a sangria que Agnelo vem provocando na Capital da República desde a posse no início de 2011.

Outro agravante: o chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, pediu afastamento do cargo após ser citado em conversas telefônicas de pessoas do grupo de Cachoeira. Em uma das conversas, é discutido um suposto pagamento de propina a Monteiro pelo sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, e Cláudio Abreu, então diretor da Delta.

Monteiro também é citado com um dos que teriam celular antigrampo. Ele nega envolvimento com o grupo acusações, mas admite que se encontrou com Dadá por duas vezes, na condição de funcionário da Delta, empresa que faz a coleta do lixo em Brasília.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

08:33:28
CPMI do Cachoeira. O alvo é Marconi Perillo
O PT e demais membros da corja tentam usar todos os meios pra desviar a atenção do julgamento do Mensalão.
Non passarán”!  

PT: prioridade é atacar governador tucano na CPI
A bancada do PT na CPI mista do Cachoeira se reuniu para definir o alvo principal, nos próximos dias: o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Orientados pelo ex-presidente Lula, os petistas vão apresentar requerimento para convocar Leonardo Almeida Ramos, sobrinho do bicheiro, que teria emitido três cheques, no valor total de R$ 1,4 milhão, para a compra de um imóvel que pertencia a Perillo.
A explicação? Veja declaração revanchista do deputado Silvio Costa (PTB-PE) sobre o ataque do PT a Perillo na CPI do Cachoeira: “No mensalão, quem mais bateu em Lula foi Perillo”.

09:08:19
Esquerdoides são inacreditáveis! Petistas e demais viúvas do carniceiro Stalin.
Imprensa privada é negócio. Portanto a linha editorial segue os interesses dos acionistas. Quem não gostar disso, não leia a publicação. Simples assim!
Contra qualquer tipo de censura. Sempre!

11:36:42
O dom da síntese
Existem pessoas que têm o dom da síntese.
Navegando há vários meses sem que os marujos tomassem banho ou trocassem
de roupas, o que não era novidade na Marinha Mercante britânica, o navio
fedia.
O Capitão chama seu Imediato:
- Mr. Simpson, o navio fede. Mande os hom ens trocarem de roupa!
- Yes, Sir!
Simpson reune seus homens e diz:
- Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos
trocarem de roupa. David troque a camisa com John. John troque a sua com
Peter. Peter troque a sua com Alfred. Alfred troque a sua com Fred…
E assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele
retorna ao Capitão e diz: – Sir, todos já trocaram de roupa.
O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.

Você acaba de entender exatamente o que é o Brasil no governo atual.
por Abraham Shapiro

15:05:25
Comissão da Verdade: se não é revanchismo, é o quê?
O revanchismo está implícito e explicito, dá para ver em todos lugares, não é de hoje que as Forças Armadas vêm sofrendo com os desfeitos concebidos pelo governo, o desmantelamento e sucateamento são provenientes desse revanchismo, a falta de investimento que vem gerando a decadência da tropa, vem matando nossos soldados. Desafio o Ministério Público a entrar nos Batalhões Históricos caindo aos pedaços.

Os militares, para se ter alguma regalia, têm que tirar dinheiro do próprio bolso e investir na própria unidade para ter um lugar decente para dormir e em muitas vezes para comer, os armamentos são obsoletos da década de 60, por mais que se faça a manutenção, vêm matando nossos soldados em todo o Brasil com disparos “acidentais”.

Quem não viu as viaturas do Exercito enguiçadas pela cidade? E o porta-aviões São Paulo, da segunda Guerra, que matou um soldado este ano com um acidente mal explicado, já é a segunda vez que se envolve nesse tipo de problema? A base de pesquisas da Antártida foi incendiada com a morte de dois militares por falta de investimento para se fazer o básico. A base de lançamentos de foguetes de Alcântara no Maranhão teve a plataforma  incendiada com 21 técnicos e engenheiros mortos, e muitos outros casos que vem ceifando vidas devido à falta de investimento, sendo claras as motivações políticas de revanchismo.

Não satisfeitos pelo corte de verba para as necessidades básicas de sobrevivência da tropa, os políticos se voltaram contra o pessoal diretamente, os integrantes da Forças Armadas, que nada tiveram a ver com os fatos ocorridos nas décadas de 60 e 70. Foram e estão sendo afetados, e mais se degrada o soldado, afetando-o diretamente através do corte dos salários que é refletido em sua família.

É verdade que o soldado apresenta uma simbiose  que faz desenvolver suas tarefas em qualquer meio por mais degradante que seja, mas quando afeta as suas famílias, não. O militar das Forças Armadas incorporava 1% do soldo a cada ano trabalhado, similar aos triênios que são concedidos, até hoje, às forças auxiliares. Foram cortados, a licença especial que tem direito a ficar seis meses de descanso a cada cinco anos trabalhados, idem, fato que é concedido as Forças Auxiliares até hoje. E o pior, o rebaixamento indireto sobre a patente, o aumento do interstício, tempo que o militar leva para ser promovido, que aumentou de 4,5 anos para 8 anos, ou seja, um aumento de 77,7% no tempo para ser promovido, entre outras ofensivas, que se descritas vão nos estender e muito.

O soldado Brasileiro recebe 900 reais por mês, o recruta menos de um salário mínimo, o soldado brasileiro está sobre fogo amigo constantemente mas me parece que os políticos não sabem o que eles são!

Todos os benefícios que são concedidos pelas forças auxiliares, como isenção de IPI na compra de carros, financiamento de imóveis a juros baixo, não são estendidos aos integrantes da Forças Armadas.
As forças auxiliares não tiveram redução de seus salários, pelo contrário adquiriram alguns benefícios, que não é o caso das Forças Armadas, evidenciando claramente um tratamento diferenciado que caracteriza o revanchismo que causa o desmantelamento e sucateamento. E, por consequência, mortes.
Assim são as Forças Armadas, subjugadas pela hierarquia!!!
Prentice Franco/Tribuna da Imprensa

17:00:02
Maranhão: Justiça Federal cassa licença de empresa de Eike Batista.
A Justiça Federal julgou procedente a ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e Ibama decidindo anular todas as licenças ambientais dadas à empresa Diferencial Energia Empreendimentos e Participações Ltda, rebatizada de UTE Porto do Itaqui Geração de Energia, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão. A ação civil pública apontava irregularidades como o descumprimento de etapas previstas em normas administrativas e deficiências no licenciamento e nos estudos apresentados pelo Ibama. Segundo a sentença do juiz federal Ricardo Felipe Rodrigues Macieira, o estudo ambiental apresentado pela própria empresa sugere a ocorrência de impactos ambientais sobre a zona costeira, que integra o patrimônio da União. A Usina Termelétrica UTE Porto do Itaqui, antiga UTE-Termomaranhão, é um empreendimento promovido pela empresa Diferencial Energia, sendo esta 100% de propriedade da MPX Energia S.A., a qual por sua vez é controlada pela holding EBX. Ambas as empresas são controladas pelo megaempresário Eike Batista.
coluna Claudio Humberto

17:02:40
DNIT terá que pagar indenização de R$ 30 mil por buracos na pista
Um motoqueiro que se acidentou por causa de buracos na pista, deve receber indenização por danos morais e materiais. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A segunda instância confirmou sentença que condenou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O acidente ocorreu em janeiro de 2008, no município de Joinville (SC). O autor estava em um viaduto e perdeu o controle da moto ao passar por um buraco, caindo e sofrendo várias lesões, sendo a mais séria a que resultou na imobilidade da mão esquerda. O DNIT recorreu ao tribunal após ser condenado em primeira instância a indenizar a vítima. Após analisar o recurso, a relatora do processo no tribunal, desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, entendeu que o estado tem responsabilidade pelo ocorrido, já que as provas demonstram que o DNIT conhecia o estado da estrada naquele trecho e  nada fez para corrigir os defeitos ou alertar os usuários. O DNIT terá que pagar, por danos materiais, o valor de R$ 653,22 a ser deduzido do valor do seguro DPVAT recebido pelo autor, e por danos morais de 50 salários mínimos, ou seja, R$ 31.100,00.

17:10:26
‘Acesso à Informação’ entra em vigor
A Lei de Acesso à Informação, que dá direito aos cidadãos brasileiros a terem acesso aos dados oficiais do Executivo, Legislativo e Judiciário, entra em vigor nesta quarta (16). Com esta nova medida, cada órgão público terá um Serviço de Informação ao Cidadão para garantir a transparência dos dados públicos. A partir de agora, o Brasil fará parte do grupo de nações, formado por 91 países, que reconhecem que as informações guardadas pelo estado são um bem público.
Informações do Conjur


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O noticiário sobre o escândalo que tem como protagonistas principais o senador Demóstenes Torres e o “empresário” de jogos viciados Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como “Carlinhos Cachoeira”, começa a derivar perigosamente para uma queda de braço entre a chamada grande imprensa e alguns representantes do Partido dos Trabalhadores.

Nas primeiras páginas os principais jornais do país apostam numa disputa entre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e os réus do processo conhecido como “mensalão”, como pano de fundo das ações de parlamentares na investigação do caso Cachoeira.

Trata-se de uma situação inusitada e com potencial para desfechos surpreendentes.

Ao acusar o procurador-geral de se haver omitido em 2009, quando Carlos Cachoeira foi citado em uma operação da Polícia Federal na qual já apareciam sinais do envolvimento de políticos, alguns parlamentares estariam, segundo Gurgel, tentando reduzir as responsabilidades dos acusados no caso “mensalão”.

Papel da imprensa

Se demonstrado que o procurador prevaricou numa das etapas do processo que transforma em corréus o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Cachoeira, a acusação ficaria enfraquecida também no caso “mensalão”.

Esse é o raciocínio que a imprensa oferece aos seus leitores. Mas há outra hipótese em construção nos bastidores do caso: o que os representantes do partido governista querem demonstrar é que tudo estaria intrincadamente misturado, ou seja, não há um caso “mensalão”, mas uma grande conspiração cujo principal articulador e financiador seria o bicheiro Carlos Cachoeira.

O ponto de partida seria o escândalo original do “mensalão”, no qual um assessor do então ministro José Dirceu, Waldomiro Diniz, foi apanhado cobrando propina do bicheiro. A gravação da cena, que foi parar em mãos de um editor da revista Veja, e daí para o resto da imprensa, teria sido uma “armação” do bicheiro já em conluio com Demóstenes Torres.

A partir daí teria sido montado o enredo conhecido como “mensalão”, ou uma suposta rede de pagamento mensal de propinas para estimular os votos favoráveis de parlamentares em questões de interesse do governo.

Essa tese provoca tensões no Supremo Tribunal Federal, onde alguns ministros deixam escapar certo desânimo com relação ao conjunto de provas contra os principais acusados do “mensalão”. Por outro lado, o procurador-geral da República insiste que as provas são consistentes e que esse seria o motivo dos ataques que vem sofrendo por parte de representantes da base aliada no Congresso.

No meio de tudo isso é preciso observar o papel da imprensa, que há muito tempo deixou de ser uma espectadora isenta e se transformou também em parte do processo.

Fonte privilegiada

Inicialmente, a mídia jogou o papel de porta-voz dos acusadores no caso “mensalão”, ampliando e dirigindo os debates públicos de modo a consolidar a interpretação geral de que houve um esquema de compra de votos no governo anterior.

Mas agora, com a revelação de relações suspeitas entre o bicheiro Carlos Cachoeira e um diretor de Veja – marcando o ponto exato de onde saíram quase todas as denúncias contra integrantes do governo e da bancada governista nos últimos seis anos – a imprensa á lançada no meio do escândalo. Não mais como observadora, mas como protagonista.

Na quinta-feira, dia 10, os jornais informam que houve um refluxo no ímpeto inicial de alguns parlamentares de convocar jornalistas para explicar suas relações com o bicheiro. Segundo os diários, o gabinete da Presidência da República ordenou cautela e recomendou que seja evitada a convocação de representantes da imprensa à Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso Demóstenes-Cachoeira.

No entanto, segundo declarações reproduzidas pelos jornais, se houve mesmo mais de duzentas conversações gravadas entre o diretor de Veja em Brasília e integrantes do esquema do bicheiro, não haverá como evitar a convocação do jornalista.

Alguns parlamentares querem interrogar não apenas o diretor da sucursal da revista na capital federal, mas o próprio dono da Editora Abril, Roberto Civita, inimigo declarado do governo desde o primeiro mandato de Lula da Silva, quando sua empresa perdeu contratos para o fornecimento de livros didáticos para escolas públicas – segundo já foi divulgado pela imprensa.

Ao governo não parece interessar essa briga. Mas bem que a sociedade merece um esclarecimento sobre essa relação privilegiada entre a revista e o bicheiro, principalmente porque absolutamente tudo que o chefe da quadrilha “soprou” para Veja foi reproduzido pelo resto da imprensa sem reservas.
Luciano Martins Costa/Observatório da Imprensa

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08:37:33
Vai ter governador tucano e petista no poleiro da sujeira
CPI cogita mudar plano e convocar governadores, diz presidente
Senador Vital do Rêgo disse que comissão decidirá no próximo dia 17.
Delegado disse que assessor recebe dinheiro em GO, segundo deputado.
O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI mista que investiga as relações políticos e autoridades com Carlinhos Cachoeira, afirmou nesta quinta (10) que o plano de trabalho da comissão pode mudar e incluir o depoimento de governadores suspeitos de envolvimento com o bicheiro. O cronograma original de depoimentos à CPI não prevê a presença de governadores.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), membro da CPI, afirmou que um assessor especial do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu R$ 500 mil da organização chefiada por Cachoeira, preso em fevereiro pela Polícia Federal. De acordo com Teixeira, a informação foi dada pelo delegado da PF Matheus Mela Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, que resultou na prisão de Cachoeira, em fevereiro. O delegado prestou depoimento à CPI em sessão secreta nesta quinta.
Na segunda (7), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou que iria pedir a abertura de inquérito para apurar as relações de Perillo e Cachoeira por conta de uma solicitação do próprio governador, que nega as acusações. O pedido para convocação do governador provocou bate-boca na CPI.

08:43:45
Delegado implicou Perillo e descartou relação de citados com a quadrilha
Dessa vez é o iracundo senador Álvaro Dias que quer colocar panos quentes nas assas do tucano. Aprendeu com o PT?
O depoimento à CPI mista do Cachoeira, do delegado Matheus Mella Rodrigues, que chefia a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, misturou suspeitos, que mantiveram frequentes contatos com o bicheiro Carlos Cachoeira, e pessoas que apenas foram citadas em algumas dessas conversas, incluindo a presidenta Dilma, ministros do governo e de tribunais superiores e jornalistas. Quando se referiu a governadores, o delegado informou que há 237 diálogos que mencionam governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, e que houve tentativa de encontro entre Cachoeira e o goernador Agnelo Queiroz (PT), mas que isso “provavelmente não ocorreu”. Segundo informou o blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1, o relator da CPI Mista, deputado Odair Cunha (PT-MG), perguntou sobre o suposto envolvimento de jornalistas no caso. O delegado respondeu: “Em nenhum momento ficou provado que jornalistas tinham relação com a organização”.

09:08:05
Nióbio: estão roubando o Brasil. Sem Nióbio não há eletrônica.Brasil tem as maiores reservas mundiais
Na CPI dos Correios, o operador de falcatruas do PT, Marcos Valério, dono de farto laranjal do mensalão, revelou na TV, para todo o Brasil, enfaticamente: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O Ministro José Dirceu estava negociando com os bancos uma mina de nióbio na Amazônia”. Ninguém teve coragem de investigar. Ou estarão todos ganhando com isso?

Some-se esse fato que foi publicado na Folha de São Paulo em 2002: “Lula ficou hospedado na casa do dono da CMN (produtora de nióbio) em Araxá-MG, cuja ONG financiou o programa fome zero”. E, em muitas conversas ao pé do ouvido, estudiosos no assunto afirmam que estaríamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a OPEP vendesse a um dólar o barril do petróleo.

Porém, petróleo existe em outras fontes, e o nióbio – segundo especialistas acreditados – só no Brasil, e poderia ser uma outra moeda nossa. O que é, de fato, um descalabro alarmante.

O jornalista Carlos Marchi editou histórica e contundente matéria, na edição dominical de O Estado de São Paulo, em 31 de agosto de 2008, intitulada “Linha direta entre Lula e FHC evitou o impeachment”, detalhando: “Conversas secretas, intermediadas por Palocci e Bastos, ajudaram a evitar o caos do mensalão.”
Malandragem boçal
Jorge Brennand/Tribuna da Imprensa

09:16:24
Ainda há quem acredite em virgens na zona!
LULA E FHC, TUDO A VER
Durante todo o primeiro mandato e parte do segundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma linha direta de consultas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mantida por meio de conversas secretas dos então ministros Antonio Palocci, da Fazenda, e Márcio Thomaz Bastos, da Justiça.

A linha direta funcionou com mais vigor no auge do escândalo do mensalão, quando os ministros pediram a Fernando Henrique para agir e evitar que a oposição descambasse para pedir o impeachment de Lula. Ele atendeu e se posicionou publicamente contra o impeachment.

Os encontros foram confirmados ao Estadão pelo ex-presidente, Palocci e Bastos. Palocci confirmou que esteve pessoalmente com Fernando Henrique “pelo menos cinco vezes”. Bastos disse ter conversado com ele “apenas uma vez, em junho de 2005″, momento em que crescia a onda do impeatchment. Mas os contatos por telefone foram muito mais frequentes, confirmam os três.

Palocci e Bastos asseguram que Lula sempre soube das conversas antes de elas ocorrerem e foi informado de seu resultado depois. Mais de uma vez, no entanto, em momento de difícil enfrentamento com a oposição, Lula sugeriu a Palocci: “Vai conversar com o Fernando Henrique.”
Jorge Bernanand/Tribuna da Imprensa

12:52:27
Cachoeira, Procurador Roberto Gurgel, Imprensa e CPMI

1. Enquanto não mudarem a Constituição todos são iguais perante a lei. Inclusive o Procurador Geral da República. Ou não? CPI tem poderes de convocar inclusive o Presidente da República para depor. Só há flexibilização na forma.
3.”Globo e Veja se unem contra a convocação de jornalistas em CPI do Cachoeira.”
Por quê?
Enquanto não mudadrem a Constituição Federal todos são iguais perante a lei. Uma CPMI tem o poder constitucional de convocar qualquer cidadão a prestar esclarecimentos. Inclusive o presidente da República. Estarão jornalistas acima da lei?
Todos sabiam que os Três Poderes estão apodrecidos. Agora sabemos que o Quarto Poder também está.


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Julgamento do Mensalão agora só depende do ministro Lewandowski, amigo de fé, irmão camarada de Lula.

Ministros do STF: Dias Tofolli, Carlos Ayres Brito e Ricardo Lewandowski

A nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, que não aceita ser chamada de “presidenta”, diz não ver impedimento em julgar o processo do Mensalão durante o recesso do Judiciário, em julho, ou mesmo no segundo semestre deste ano, quando o país estará em pleno processo eleitoral.

Portanto, vai se definindo o quadro no Supremo, a respeito da necessidade de se fazer logo o julgamento do Mensalão.

Até agora, temos cinco ministros a favor de apressar o caso, que está mais do que atrasado, pois os crimes mais leves já começaram a prescrever: Ayres de Brito, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Carmem Lúcia.

Dois outros, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski não demonstram o menor interesse em julgar logo o caso.

Assim, ficam faltando se definir quatro ministros: Celso de Mello, Dias Tofolli, Luiz Fux e a nova Rosa Weber.

O governo e o PT pressionam Toffoli a participar do julgamento, embora na época do Mensalão ele fosse chefe da Advocacia-Geral da União e subordinado do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, um dos 38 réus no processo, de quem era (e continua sendo) amigo íntimo.

Diante disso, Toffoli deveria se declarar suspeito para julgar o caso, conforme prometeu ao ser sabatinado no Senado, antes da nomeação, quando garantiu que se consideraria impedido em todas as questões envolvendo diretamente o PT e o governo.

Mas promessas são apenas palavras… ao vento…

Com Toffoli a favor de atrasar o julgamento e deixar vir a prescrição dos crimes, o placar ficaria em 5 a 3, faltando Celso de Mello, Luiz Fux e Rosa Weber.

Ou seja, se um deles for a favor de julgar logo, o caso estaria liquidado, pois com seis votos a favor, não há mais retorno.

Acontece que o Mensalão só poderá ser julgado quando o revisor, Ricardo Lewandowski, apresentar seu parecer. Ou seja, tudo está nas mãos dele.

Entre todos os membros do Supremo, é o mais ligado a Lula, com amizade próxima, de família.

No fim de semana, os jornais publicaram que ele terminará seu relatório ainda no primeiro semestre.

Se cumprir esse compromisso, tudo bem. Mas é sempre bom repetir que promessas são apenas palavras… ao vento…
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa 

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12:02:53
 Palavras do ator Wagner Moura sobre o Pânico na TV, em carta aberta, divulgada no globo.com:

“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

” Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência ”

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”

12:10:01
Política de educação no Brasil é retórica de demagogos
Nenhum governo no Brasil, em nenhuma época, de qualquer ideologia, teve ou tem compromisso com a educação. Para atestar basta visitar qualquer escola pública das periferias das grandes cidades, bem como verificar o salário dos professores.

12:18:08
Lula, blindagens e Sérgio Cabral
Leio no jornal: ”PMDB admite convocar Lula para blindar Governador Sérgio Cabral na CPI do Cachoiera.”
Pergunto: blindar com uma peneira?

15:21:28
Brasil: da série “por que (não) me ufano do meu país.”
1. 1/4 dos membros da CPI do Cachoeira responde a algum tipo de processo judicial.
2. Collor de Mello,indiciado em 2 processos, e Cândido Vacarezza,PT, esse ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, unidos na fermentação da massa da pizza.
3. PT e oposições “assoprando” as brasas do forno.
Ps. Quem quiser saber o currículo processual de suas ex-celências clique aqui.


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É malcheiroso o odor que emana dos suntuosos tapetes que se esparramam sobre os pisos palacianos do planalto central dessa pobre e depauperada Taba dos Tupiniquins.
De todos os podres poderes.

Estamos todos aguardando que espécie de água verterá pela caudalosa cachoeira, que transformou o senador Demóstenes Torres em doença contagiosa, e vai contaminando Marconis, Agnelos e sabem-se lá mais quantos estarão no caminho da enlameada enxurrada.

A população parece já acostumada com a banalização das CPIs inúteis. A última, a do mensalão, nos presenteou com um filósofo da “quadratura intelectual” de um Delúbio Soares, que continua nos brindado com porções diárias de cinismo explícito. Quem virá agora, ao depor, dizer que tudo será uma grande piada de salão?
José Mesquita – Editor


Malfeitos, mal feitos e bem feitos
Nelson Mota/O Globo
Ao contrário de Lula, a oratória não está entre as qualidades da presidente Dilma, suas dificuldades de expressão prejudicam a comunicação de suas ideias, planos e ações ao público.

Não que a oratória seja uma qualidade em si, grandes canalhas e farsantes, como políticos palanqueiros e advogados safados, são os que melhor a usam com os piores objetivos.

É como dizia o grande psicanalista e poeta mineiro Hélio Pellegrino (1924-1988), um dos fundadores do PT: a inteligência voltada para o mal é pior do que a burrice.

Mas a avassaladora popularidade da presidente comprova que os brasileiros estão aprendendo a entender o intrincado dilmês.

Não se sabe se foi por falta de melhor expressão, se por imprecisão vocabular, ou se foi uma escolha consciente e bem pensada da presidente e do marqueteiro João Santana, mas a palavra “malfeito” se tornou uma marca de sucesso do governo Dilma.

Mais leve, flexível e genérica do que corrupção, ladroeira, gatunagem, banditismo, falcatrua, rapinagem, maracutaia, que poderiam ser associadas ao governo anterior, onde se originaram muitos malfeitos ora condenados, serve na medida para a presidente designar qualquer coisa entre a incompetência, a lambança, o erro técnico, o tráfico de influência, a fraude, o suborno e o roubo de dinheiro público.

Projetos mal feitos não ficam de pé, mas não são necessariamente corruptos, embora com boas chances de sê-lo, se feitos em algum órgão público.

O mensalão é um malfeito ou foi apenas mal feito, porque foi descoberto? E os aloprados, foram pilhados porque fizeram mal um malfeito?

E os malfeitos de Durval Barbosa, não foram bem feitos?

Arruda e Cachoeira foram para a cadeia?

Bem feito! Receber por palestras que não foram dadas é um malfeito ou só um não feito?

Saudada por Hillary Clinton como exemplo global de luta pela transparência e contra a corrupção, Dilma respondeu que “quanto maior a transparência e os canais de interação, mais justa e forte a democracia”, enquanto ecoava na memória nacional o histórico aforismo de seu correligionário Delúbio Soares: “Transparência demais é burrice.”

Publicado no Globo de hoje.

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Tópicos do dia – 19/04/2012

08:29:48
Ministro Joaquim Barbosa: “Peluso se acha”
O ministro Joaquim Barbosa, que nesta quinta-feira toma posse na vice-presidência do Supremo Triunal Federal, criticou duramente o colega Cezar Peluso, que passa a presidência ao ministro Carlos Ayres Britto.

Ao comentar entrevista de Peluso ao site Consultor Jurídico, onde o prsidente do STF disse que após a denúncia do mensalão ter sido aceita, em 2007, ele chegou a ser aplaudido em um bar no Rio e pensou em tomar um rumo político, Barbosa desabafou a jornalistas,: “O Peluso se acha. Ele não sabe perder.” A Eliana [Calmon] ganhou todas. E ele diz que ela não fez. E ela fez muito, não obstante os inúmeros obstáculos que ele tentou criar. Na verdade, ele [Peluso] tem uma amargura.

Em relação a mim, então…”, afirmou, após a solenidade de posse da ministra Carmen Lúcia na presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Os jornalistas quiseram saber se há mesmo planos políticos, e Joaquim Barbosa respondeu: “Eles [que aventam a possibilidade] que sabem. Estão inventando essa história. Jamais falei com qualquer pessoa sobre candidatura.”

11:13:26
Como previsto PT já tenta “melar” – solicitando questão de ordem absurda –  a CPI do C.
C de Cachoeira, C de Cavendish, C de Concluio.
Você não inclui os meus que eu não denincio os seus.

12:06:56
Brasil: da série “me engana que eu gosto”, ou olha a CPMI aí! Onde? Onde? Onde?
Na quarta-feira estiveram com Lula e Sarney no hospital:
vice-presidente da República, Michel Temer, presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), ministro da Previdência, Garibaldi Alves.
Na segunda-feira:
líderes no Senado do PMDB, Renan Calheiros (AL),  PTB, Gim Argelo (DF), do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP).

13:59:33
Versailles, o rei, e balas para elefantes.
A primeira vez que vi Versalhes entendi, de pronto, por que haviam cortado a cabeça de Maria Antonieta e demais inúteis.
Agora leio que o inútil – tanto quanto todos os demais – rei da Espanha fraturou a bacia durante uma caçada no Quênia. Inacreditável! Em pleno sec.XXI um parasita desses, vivendo à custa de um povo desempregado e de um país falido, se dá à barbárie de ir matar elefantes. A humanidade continua refém de duas inutilidades: Papas e Reis.
“Era uma vez um czar naturalista que caçava homens. Quando lhe disseram que também caçam borboletas e andorinhas, ficou muito espantado e achou uma barbaridade.” Carlos Drummond de Andrade.

15:40:20
Incomodam-me sobremaneira silêncios silentes e omissos, parcialidades solertes e cínicas.
Assim é em relação ao silêncio mundial a respeito do míssil balístico intercontinental, capaz de atingir alvos a 5mil km com precisão cirúrgica e conduzindo ogiva nuclear, testado ontem, com sucesso, pela Índia. Não esqueçam que a aparentemente dócil terra dos mil deuses, foi e continua sendo uma das mais belicosas nações do planeta. Somente contra o Paquistão, outro membro nuclear do clube do apocalipse, foram três guerras nos últimos anos.


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Os limites do lulismo

Há alguns anos, o cientista político André Singer cunhou o termo “lulismo” para dar conta do modelo político-econômico implementado no Brasil desde o início do século 21.

Baseado em uma dinâmica de aumento do poder aquisitivo das camadas mais baixas da população por meio do aumento real do salário mínimo, de programas de transferência de renda e de facilidades de crédito para consumo, o lulismo conseguiu criar o fenômeno da “nova classe média”.

No plano político, esse aumento do poder aquisitivo da base da pirâmide social foi realizado apoiando-se na constituição de grandes alianças ideologicamente heteróclitas, sob a promessa de que todos ganhariam com os dividendos eleitorais da ascensão social de parcelas expressivas da população.

O resultado foi uma política de baixa capacidade de reforma estrutural e de perpetuação dos impasses políticos do presidencialismo de coalizão brasileiro.

No entanto é bem possível que estejamos no momento de compreensão dos limites do modelo gestado no governo anterior.

O aumento exponencial do endividamento das famílias demonstra como elas, atualmente, não têm renda suficiente para dar conta das novas exigências que a ascensão social coloca na mesa.

É fato que o país precisa de uma nova repactuação salarial.

As remunerações são, em média, radicalmente baixas e corroídas por gastos que poderiam ser bancados pelo Estado.

Por isso, é possível dizer que a próxima etapa do desenvolvimento nacional passe pela recuperação dos salários.

A melhor maneira de fazer isso é por meio de uma certa ação do Estado.

Uma família que recebe R$ 3.500 mensais gasta praticamente um terço de sua renda só com educação privada e planos de saúde. Normalmente, tais serviços são de baixa qualidade.

Caso fossem fornecidos pelo Estado, tais famílias teriam um ganho de renda que isenção alguma de imposto seria capaz de proporcionar.

Entretanto a universalização de uma escola pública de qualidade e de um serviço de saúde que realmente funcione não pode ser feita sob a dinâmica do lulismo, pois ela exige investimentos estatais só possíveis pela taxação pesada sobre fortunas, lucros bancários e renda da classe alta.

Ou seja, isso exige um aumento de impostos sobre aqueles que vivem de maneira nababesca e que têm lucros milionários no sistema financeiro.

Algo dessa natureza exige, por sua vez, uma mobilização política que está fora do quadro de consensos do lulismo.

Porém a força política que poderia pressionar essa nova dinâmica ainda não existe no Brasil.

Ela pede uma esquerda que não tenha medo de dizer seu nome.
Vladimir Safatle/Folha de S.Paulo

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09:27:26
A cachoeira também desaguou no financiamento de campanha do Lula.
Mais que água tem haver com lixo. Aguardem!

09:32:07
Até onde vai o silêncio de Demóstenes?
De todos os aspectos atípicos do escândalo que arrasou com a reputação do senador Demóstenes Torres, um, em particular, chama a atenção: a demora do parlamentar em apresentar sua defesa. Há dezoito dias o ex-democrata não se refere ao episódio, seja a partir da tribuna do senado, seja por entrevista, seja pelo twitter ou blog pessoal.
Também nao há registro de interlocutor com o qual Demóstenes se abra ou de assessor próximo a quem manifeste o que pretenda fazer. O único a quem o senador se reporta com fequência tem sido o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Nos dias críticos, como a segunda-feira, dia 2, as ligações passam de uma dezena. Nestes casos, ambos discutem tecnicamente medidas a serem tomadas perante a Justiça. Com sólida formação jurídica, Demóstenes dialoga em pé de igualdade com Castro, mas costuma acatar as ponderações do advogado, experiente em casos de políticos enrascados.
O sumiço estratégico do senador já precipitou uma conseqüência política e prática: a ameaça de processo expulsão do DEM, que acabou se transformando em ruptura do parlamentar com o partido. O comando do Democratas esperou pelas explicações de Demóstenes, mas, diante da demora, decidiu abandonar o correligionário antes de ser também arrastado pelo escândalo.
Com a iminência do processo de cassação por quebra de decoro, aproxima-se o momento de Demóstenes quebrar o silêncio. Anda que no Conselho de Ética do Senado deva ser provavelmente um dos últimos a ser ouvido, precisará apresentar explicações ao colegiado e ao senado como um todo.
Embora seu advogado tenha ressaltado que Demóstenes só vai se pronunciar quanto tiver conhecimento amplo do inquérito e, principalmente dos grampos – passam de 50 os DVDs com gravações da investigação, que durou três anos – o “tempo da política é diferente do tempo jurídico”, como bem lembrou o próprio Castro.
Vai passando a hora do senador Demóstenes apresentar sua defesa. A não ser que não tenha explicações a dar. Ou que esteja escolhendo outro caminho, que o leve a prestar esclarecimentos apenas perante a Justiça. Ainda assim, ficará devendo à tribuna que o acolheu de boa fé por nove longos anos.
blog da Cristina Lemos

14:13:01
Repsol, Dona Cristina e Malvinas.
Tal e qual um Videla redivivo dona Kirchner “enfia los hermanos” em outra aventura padrão Malvinas, para encobrir governo desastroso.
É impressionante a insensatez dos governantes, em todos os tempos, nas mais diferentes situações, povos e países.
A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Troia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,
Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse “De Troia à Palestina”.
“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”
Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.

14:31:45
Declaração, versão livre, do ministro Lobão, um lobinho Tupiniquin, ante as peraltices de uma chapeuzinha portenha:
…”não temos conhecimento de nenhum problema da Petrobras na Argentina. Se houver tem que ser respeitada a soberania Argentina.”
Traduzindo pro idioma portenho: “Señora me estatize.”

16:26:38
Brasil: da série “o tamanho do buraco”!
PT agora tenta adiar CPI do caso Cachoeira
O temor de que as investigações sobre o caso Carlinhos Cachoeira possam respingar em membros do partido ou do Palácio do Planalto fez integrantes do PT começarem a trabalhar pelo adiamento da CPI no Congresso. Petistas dizem querer esperar o retorno do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), para permitir que a comissão saia do papel. Sarney está internado em São Paulo após se submeter a cateterismo e angioplastia com a colocação de stent.
Por Gabriela Guerreiro, Catia Seabra e Natuza Nery, na Folha.

16:28:39
Cachoeira na Pizza do Mensalão
“Nun tô falando”? Leiam aí:
“…em relação ao mensalão: o ministro Marco Aurélio Mello diz que é “terminantemente contra” a convocação da corte em julho apenas para apressar o andamento do processo, como defendem alguns de seus colegas. “Entre as coisas extravagantes que tenho visto, esta é a maior de todas”, diz ele.
Mello diz que o mensalão “é um processo como outros 700 que temos que apreciar. Por que pinçar este para julgar a toque de caixa?”. Ele diz que o STF não deve “ceder à turba, que quer justiçamento, e muito menos à pressão política”, que tenta adiar o julgamento.
Coluna Mônica Bergamo/Folha S.Paulo

16:34:48
Sobre Pizzas, republicas e cachoeiras
Vou repetir, e completar, o que postei ontem. Não esperem nada dos poderes constituídos. As redes sociais são nossa única arma para barrar essa continua cachoeira de corrupção que infelicita a Taba dos Tupiniquins desde sempre. A república, com minúsculas mesmo, treme ante as gravações do encachoerado senhor, que, lembrem-se, já havia sido flagrado em tenebrosas transações com Waldomiro Diniz.


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09:06:03
Irã, Israel, Obama e bomba atômica
Aumentou a pressão dos Estados Unidos e aliados nucleares contra a Coréia do Norte e o Irã, proibidos de possuir a bomba. Se insistirem, os coreanos ficarão sem comida e os iranianos a um passo dos ataques de Israel. O problema é que além dos americanos, detém artefatos nucleares Inglaterra, França, Índia, Paquistão, China, Rússia e Israel.

A quinze minutos de deter o mesmo poder encontram-se a Alemanha e o Japão, apesar das cortinas-de-fumaça pacifistas que taticamente levantam. A pergunta é sobre o que aconteceria caso o Brasil decidisse seguir as lições do saudoso ex-vice-presidente da República, José Alencar, para quem deveríamos perseguir o mesmo objetivo, sem resistências nem impedimentos. Se os outros podem, por que não poderíamos, como potência emergente?
Carlos Chagas,Tribuna da Imprensa

09:43:50
Hacker que vazou fotos de Scarlett Johansson pode pegar 60 anos de prisão
Christopher Chaney vai se declarar culpado para diminuir pena de 121 anos para 60 anos. Ele também invadiu conta de mais 50 celebridades.
Christopher Chaney, o hacker que invadiu o email de celebridades como Scarlett Johansson e publicou fotos pessoais dela na internet, pode pegar até 60 anos de prisão pelos crimes, de acordo com a Reuters.

O rapaz, que também invadiu a conta da atriz Mila Kunis e da cantora Christina Aguilera, vai se declarar culpado das acusações. Ele teria invadido a conta de mais de 50 celebridades nos últimos anos.

Ao se declarar culpado, ele reduzirá os 121 anos de prisão que pegaria com 26 acusações feitas contra ele para 60 anos.

De acordo com o FBI, Chaney usou softwares de código aberto para descobrir email e senha das celebridades e acessar as mensagens pessoais delas.

17:43:19
Papa em Cuba
Na Globo News:
‘Papa reza por “privados de liberdade” em Cuba’.
Privados de liberdade é ótimo. Adoro os sofistas.
PS. As aspas duplas em “privados de liberdade” são do texto/letreiro do noticiário da emissora.

17:46:19
No G1: “Procuradoria vai investigar elo entre senador e Cachoeira.
Jornal apontou que Demóstenes Torres pediu dinheiro a empresário ligado a jogo ilegal.”
Já? Pra que tanta pressa?

17:55:48
Lula recebe visita de FHC em hospital de São Paulo
Lula tratou câncer de laringe e se recupera de inflamação na garganta.
Ele também passa por sessões de fonoaudiologia no hospital Sírio-Libanês.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu na manhã desta terça-feira (27) a visita do  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, segundo informou a assessoria do Instituto Lula.
G1


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É o sempre o toma-lá-dá-cá. Deputados barganham vantagens para liberar bebida nos estádios durante a copa.

Sem uma lei Federal, a FIFA terá que negociar com o governo de cada Estado sede de jogos.
José Mesquita – Editor


Documentos internos da Fifa adicionam controvérsia no já polêmico debate sobre a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos da Copa do Mundo de 2014.

Os papéis põem em dúvida a principal alegação do governo para justificar a proposta de alteração da legislação que regula a matéria no Brasil.

De acordo com a versão oficial, a liberação do comércio de bebidas alcoólicas, prevista na Lei Geral da Copa, é um dos compromissos assumidos por Lula em protocolo firmado com a Fifa. O documento foi assinado em 15 de junho de 2007.

O alegado compromisso consta da “garantia número 8”, anotada na 13a página.

Nesse tópico, o texto menciona “bebidas” de forma genérica, sem especificar as alcoólicas.

Está escrito: “…Não existirão restrições legais ou proibições sobre a venda, publicidade ou distribuição de produtos das afiliadas comerciais [empresas patrocinadoras da Fifa], inclusive alimentos e bebidas, nos estádios ou em outros locais durante as competições…”

Na época em que foi celebrado o protocolo, o manual de segurança da Fifa proibia explicitamente o comércio de bebidas alcoólicas nas suas competições. A regra consta do “artigo 19”. Grafado em língua inglesa, o documento da Fifa pode ser lido aqui (em pdf). O artigo em questão está na página 13. Tem três itens. Numa tradução livre, lê-se o seguinte:

1. “Estão proibidas a venda e a distribuição de bebidas alcoólicas antes e durante a partida em todas as imediações do estádio.”

2. “Em caso de se descobrir no estádio pessoas alcoolizadas ou sob influência de outras substâncias que afetem suas faculdades, a polícia e as forças de segurança deverão expulsá-las do estádio imediatamente.”

3. “As bebidas serão vendidas somente em copos plásticos.”

A combinação do compromisso assinado por Lula com o regulamento interno da Fifa que vigia em 2007, conduz à suposição de que o protocolo da Copa de 2014 tratava de bebidas sem nenhum teor alcoólico. Seria paradoxal que a Fifa exigisse do governo brasileiro aquilo que proibida expressamente em seu manual.

Posteriormente, a Fifa incluiu no seu rol de patrocinadores um grande fabricante de cervejas. Em janeiro de 2009, um ano e meio depois da assinatura do protocolo com o Brasil, a entidade máxima do futebol mundial alterou suas normas de segurança. Em novo documento, passou a admitir a venda de bebidas alcoólicas.

Esse segundo texto, também em inglês, está disponível aqui (pdf). As novas regras constam do artigo 20 (“Álcool e Bebidas”), inserido na página 19 do documento da Fifa. São dois tópicos. Traduzidos para o português, anotam o seguinte:

1. “A Fifa reconhece que a regulação do consumo de álcool é crucial. Se a posse, venda, distribuição ou consumo de álcool for permitida em uma partida, deve o seu organizador tomar todas as medidas razoáveis para garantir que o consumo de álcool não interfira na apreciação segura dos espectadores da partida. A menos que a questão seja de outra forma regulada pela lei do país onde o evento ocorrer, as medidas mínimas a serem adotadas:”

- “Restringir a venda e distribuição de álcool a pessoal autorizado;”

- “Proibir a posse e distribuição de álcool nas imediações do estádio (perímetro de segurança externo) ou no próprio estádio por quaisquer pessoas não autorizadas;”

- “Proibir a entrada de qualquer pessoa que aparente estar alcoolizada;”

- “Proibir a posse e distribuição de garrafas de vidro ou plástico, latas ou outros recipientes fechados portáteis, que possam ser lançados e causar ferimentos.”

2. “A Fifa, as confederações e associações se reservam o direito de futuramente restringir a posse, venda, distribuição ou consumo de álcool nos jogos, incluindo os tipos de bebida que possam ser vendidos, os locais onde as bebidas alcoólicas podem ser consumidas, ou proibir o álcool, se for considerado como apropriado às circunstâncias.”

Resumo da ópera: a Fifa passou a admitir o consumo de álcool nos jogos promovidos sob sua logomarca em data muito posterior à da assinatura do documento em que Lula assumiu compromissos em nome do governo brasileiro. Em tese, o Brasil governo não estaria obrigado a sujeitar-se às novas regras.

O papelório que resume a encrenca foi colecionado por um procurador de Justiça de Minas Gerais, um dos Estados onde a venda de bebidas nos estádios é proibida. Chama-se José Antônio Baêta de Melo Cançado. Ele repassou os documentos ao deputado federal Bruno Araújo (PE), líder do PSDB na Câmara.

Munido dos dados, o parlamentar tucano reforça no Legislativo a pregação contra a aprovação dos artigos da Lei da Copa que suspendem os efeitos do Estatuto do Torcedor nos trechos em que proíbe o comércio de bebida nos jogos.

“Fica claro que o governo fez um arrumadinho para assegurar os interesses do presidente da Fifa, Joseph Blatter”, diz Bruno Araújo. “Nas democracias ocidentais, caso do Brasil, protocolos internacionais dependem da ratificação do Congresso. E nós não podemos violentar os interesses do país para atender às conveniências mercantis da Fifa”.

Em conversa com o promotor mineiro José Antônio Baêta, o líder do PSDB recolheu outros dados que potencializam seus argumentos. Soube que, em 2006, a CBF, entidade que representa os interesses da Fifa no Brasil, procurou o Conselho Nacional do Ministério Público.

Para quê? “A CBF pediu que fosse desenvolvido um modelo que permitisse a proibição de bebidas nos estádios de todo país”, afirma Bruno. “Minas foi o primeiro Estado a adotar as providências. A violência nos estádios caiu em mais de 70%. Reduziram-se os atendimentos na enfermaria. Foi preciso aumentar o efetivo da polícia feminina, em função da presença de crianças e mulheres nos jogos.”

Segundo o relato do deputado, o promotor revelou outro detalhe: “Representantes do setor de segurança da Fifa visitaram Minas Gerais. Foram acompanhados pelo promotor Baêta. Disseram que o pioneirismo na proibição de bebidas fortalecia muito a posição de Belo Horizonte como candidata a sediar jogos da Copa.”

As informações providas pelo promotor chegam uma semana depois de um desencontro de versões que constrangeu o governo. Em reunião com líderes de partidos governistas, um assessor da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) informou: o governo não assumira com a Fifa nenhum compromisso de liberar o álcool nos estádios.

Surpreendidos com a informação, os líderes sentiram-se desobrigados de aprovar a medida. Uma providência que enfrenta forte resistência na Câmara, sobretudo entre os deputados que integram as bancadas evangélica e da saúde. Chegou-se a firmar um acordo excluindo a bebida do projeto de Lei Geral da Copa.

Acionado pelo líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), o ministro Aldo Rebelo (Esportes) desdisse o auxiliar da Casa Civil. No mesmo dia, foi ao Planalto. Reuniu-se com Gleisi. Depois, Aldo divulgou uma nota reiterando que a liberação da bebida alcóolica consta, sim, do rol de garantias oferecidas pelo Brasil à Fifa.

Nessa nota, Aldo repdoruziu o trecho do protocolo firmado por Lula. Aquele pedaço do documento que fala de “bebidas” sem mencionar a natureza alcoólica do líquido. Levado ao plenário nesta quarta (21), o projeto da Copa não foi votado. A sessão caiu por conta de uma obstrução que reuniu as legendas de oposição e a maioria dos partidos governistas.
blog Josias de Souza 

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A eleição do ministro Ayres Brito para a presidência do Supremo Tribunal Federal, e do ministro Joaquim Barbosa para vice-presidente, não são fatos que se esgotam na rotina administrativa da Corte Suprema, como é comum a cada biênio. Sua importância (política, pode-se dizer) é muito maior.

Significa, principalmente, que os réus do mensalão, escândalo que explodiu em 2005 e causou a demissão de José Dirceu da Casa Civil do governo Lula, além da cassação de seu mandato e do deputado Roberto Jefferson, serão efetivamente julgados este ano.

Caso fosse outra a tendência predominante, o comando do Judiciário correria outro caminho. Argumentos não faltariam. Por exemplo: o ministro Ayres Brito completa 70 anos em novembro e, assim, cai na aposentadoria compulsória. Como o mandato é de dois anos, poder-se-ia levantar uma outra perspectiva. Mas não. E, para garantir a sequência do processo em sua fase final, se for o caso, elegeu-se Joaquim Barbosa vice-presidente.

O que representa tal solução? Elementar, meu caro Watson, para citar Sherlock Holmes. O ministro Joaquim Barbosa foi quem aceitou a denúncia do Procurador Geral da República em 2007. Tornou-se inclusive o relator da matéria e já opinou pela condenação dos réus. Basta ler seu trabalho. Sem dúvida. Pois se Joaquim Barbosa decidisse pela improcedência das acusações, mesmo parcialmente, outro teria sido o seu texto.

Está aí à disposição de todos. Foi publicado no Diário Oficial. Encontra-se no universo da Internet, site do STF. O relatório significa a reprovação ao comportamento dos acusados, os quais, sem dúvida, violaram a lei e a ética. Em alguns casos até moral. As peças acusatórias tornam-se fáceis de montar, creio, para Joaquim Barbosa.

No rol dos réus verificaram-se várias confissões. A de Roberto Jefferson, um exemplo. Afirmou na entrevista a Renata Lo Prete, Folha de São Paulo, ter recebido 4 milhões de reais das mãos de José Dirceu para campanha eleitoral do PTB e deixou no ar a falta de uma destinação na sequência.

O publicitário Duda Mendonça confessou na CPI dos Correios ter recebido, via Marcos Valério, 10 milhões de dólares, como pagamento por seu trabalho na campanha presidencial de Lula, num paraíso fiscal no exterior. O relator da CPI, Osmar Serraglio, o avisou da confissão que estava fazendo. Duda Mendonça foi em frente. Praticou evasão de divisas e sonegação fiscal. Como pode ser absolvido? Pode pegar uma pena leve. Mas condenado não pode deixar de ser.

Os responsáveis pelos empréstimos falsos aparentemente produzidos por dois bancos praticaram crimes financeiros em série. Na ocasião, o próprio vice-presidente da República, José Alencar, em entrevista aos jornais disse textualmente que as operações feitas não foram empréstimos.

Joaquim Barbosa, penso eu, deve ter anexado a seu trabalho as declarações de Alencar. Existem muitas outras. Depoimentos em profusão. Falta de explicações lógicas para uma centena de fatos que aparentavam sofismas, mas cujo conteúdo concreto era bem diferente.

Não há dúvida, agora, que finalmente o julgamento acontecerá. E as defesas dos acusados serão difíceis de montar. José Dirceu, por exemplo. Basta anexar também o processo, na Câmara dos Deputados, que terminou decretando a cassação de seu mandato por larga margem de votos.

Encontrar uma saída no labirinto é algo impossível. Suficiente apenas que o julgamento ocorra. Os advogados dos réus jogavam com outra hipótese. Mas esta desapareceu com a escolha de Ayres Brito e Joaquim Barbosa. Parece estar próximo o capítulo final de um dos maiores escândalos da história republicana do país.
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa

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