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Fernando Pessoa – Versos na tarde – 07/03/2018 quarta-feira, 7 de março de 2018

Não digas nada! Fernando Pessoa Não digas nada! Não, nem a verdade! Há tanta suavidade Em nada se dizer E tudo se entender – Tudo metade De sentir e de ver… Não digas nada! Deixa esquecer. Talvez que amanhã Em outra paisagem Digas que foi vã Toda esta viagem Até onde quis Ser quem me agrada… Mas ali fui feliz… Não digas nada. Compartilhe a informação:

José Luis Peixoto – Versos na tarde 28/01/2018 domingo, 28 de janeiro de 2018

Amor José Luis Peixoto Amor o teu rosto à minha espera, o teu rosto a sorrir para os meus olhos, existe um trovão de céu sobre a montanha. as tuas mãos são finas e claras, vês-me sorrir, brisas incendeiam o mundo, respiro a luz sobre as folhas da olaia. entro nos corredores de outubro para encontrar um abraço nos teus olhos, este dia será sempre hoje na memória. hoje compreendo os rios. a idade das rochas diz-me palavras profundas, hoje…

Maiakóvski – Versos na tarde 24/01/2018 – Poesia quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Em lugar de uma carta Maiakóvski Fumo de tabaco rói o ar. O quarto — um capítulo do inferno de Krutchônikh. Recorda — atrás desta janela pela primeira vez apertei tuas mãos, atônito. Hoje te sentas, no coração — aço. Um dia mais e me expulsarás, talvez, com zanga. No teu hall escuro longamente o braço, trêmulo, se recusa a entrar na manga. Sairei correndo, lançarei meu corpo à rua . Transtornado, tornado louco pelo desespero. Não o consintas, meu…

Claes Andersson – Versos na tarde – 01/09/2017 sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Não se preocupam com os meios Claes Andersson ¹ Tem cuidado com aquele que diz representar a voz de muitos. Talvez seja verdade. Tem cuidado com aquele que diz que fala apenas em seu nome. Talvez seja verdade. Tem cuidado com aquele que se limita a consentir com a cabeça. Amanhã o consentimento pode afetar-te a ti. Tem cuidado com aqueles que só querem viver a sua vida em paz. Não se preocupam com os meios. ¹ Claes Andersson *…

Sylvia Plath – Versos na tarde – 28/06/2017 quarta-feira, 28 de junho de 2017

Canção de Amor da Jovem Louca Sylvia Plath¹ Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer (Acho que te criei no interior da minha mente) Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis, Entra a galope a arbitrária escuridão: Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro. Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama, Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade. (Acho que te criei no interior de minha mente) Tomba…

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