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Florbela Espanca – Versos na tarde – 03/11/2017 sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Que importa?… Florbela Espanca ¹ Eu era a desdenhosa, a indiferente, Nunca sentira em mim o coração Bater em violência de paixão, Como bate no peito à outra gente. Agora, olhas-me tu altivamente, Sem sombra de desejo ou de emoção, Enquanto as asas loiras da ilusão Abrem dentro de mim ao sol nascente. Minh’alma, a pedra, transformou-se em fonte; Como nascida em carinhoso monte, Toda ela é riso e é frescura e graça! Nela refresca a boca um só instante……

Albano Martins – Poesia – Versos na tarde – 26/04/2017 quinta-feira, 20 de abril de 2017

Dois Poemas Albano Martins ¹ Em que idioma te direi este amor sem nome que é servo e rei? Como o direi? Como o calarei? É como se a noite se molhasse repentinamente, quando choras. É como se o dia se demorasse, quando te espero e tu te demoras. (in «Outros Poemas», 1951/52; «Vocação do Silêncio», Poesia – 1950-1985) ¹ Albano Dias Martins * Fundão, Portugal – 6 de agosto de 1930 [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo] Compartilhe a informação:

Fernando Pessoa – Versos na tarde – 25/03/2017 sábado, 25 de março de 2017

Ficções do Interlúdio – extrato Fernando Pessoa¹ Sentir a poesia é a maneira figurada de se viver Eu não sinto a poesia não porque não saiba o que ela é Mas porque não posso viver figuradamente E se o conseguisse tinha de seguir outro modo de me acondicionar A condição da poesia é ignorar como se pode senti-la Há coisas belas que são belas em si Mas a beleza íntima dos sentimentos espelha-se nas coisas E se elas são belas…

Maria Augusta Ribeiro – Versos na tarde – 15/01/2017 domingo, 15 de janeiro de 2017

Poema Maria Augusta Ribeiro ¹ Se tu fosses ferro Moldava-te ao lume Se tu fosses onda Fazia-te cais Se tu fosses ouro Não tinha ciúme Se fosses pátria Amava-te mais Se tu fosses gente Só por ti orava Se tu fosses vida Dava-te valor Se fosses enfermo Curava-te a dor Se fosses impuro Eu te protegia Se tu fosses noite Abria-te os braços Abria-te o dia Assim, como és sonho, Faço-te em pedaços E, com toda a calma, Lanço-te na…

Alexandre O’Neill – Versos na tarde – 27/12/2016 terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Gaivota Alexandre O’Neill ¹ Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa no desenho que fizesse, nesse céu onde o olhar é uma asa que não voa, esmorece e cai no mar. Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração. Se um português marinheiro, dos sete mares andarilho, fosse quem sabe o primeiro a contar-me o que inventasse, se um olhar de novo brilho no meu olhar…

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