1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (8 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...

Fernando Pessoa – Versos na tarde – 25/03/2017

Ficções do Interlúdio – extrato Fernando Pessoa¹ Sentir a poesia é a maneira figurada de se viver Eu não sinto a poesia não porque não saiba o que ela é Mas porque não posso viver figuradamente E se o conseguisse tinha de seguir outro modo de me acondicionar A condição da poesia é ignorar como […]

, , , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas ( Seja o primeiro a votar !!! )
Loading...

Maria Augusta Ribeiro – Versos na tarde – 15/01/2017

Poema Maria Augusta Ribeiro ¹ Se tu fosses ferro Moldava-te ao lume Se tu fosses onda Fazia-te cais Se tu fosses ouro Não tinha ciúme Se fosses pátria Amava-te mais Se tu fosses gente Só por ti orava Se tu fosses vida Dava-te valor Se fosses enfermo Curava-te a dor Se fosses impuro Eu te […]

, , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (8 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...

Alexandre O’Neill – Versos na tarde – 27/12/2016

Gaivota Alexandre O’Neill ¹ Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa no desenho que fizesse, nesse céu onde o olhar é uma asa que não voa, esmorece e cai no mar. Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração. Se um […]

, , , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (5 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...

Nicolau Sião – Versos na tarde – 20/12/2016

Relíquia Nicolau Sião ¹ (ao Le Clézio, c/ o velho abraço) Onde está o silêncio onde jaz o silêncio? Não neste braço sujo cortado Não neste tapete espesso neste bloco de apontamentos onde se cruzam insultos rimas Não no pequeno perímetro das veias – afinal tudo tudo entre nuvens de carbono semelhantes a um bafo […]

, , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas ( Seja o primeiro a votar !!! )
Loading...

Sophia Andresen – Versos na tarde – 03/12/2016

Data Sophia Andresen¹ Tempo de solidão e de incerteza Tempo de medo e tempo de traição Tempo de injustiça e de vileza Tempo de negação Tempo de covardia e tempo de ira Tempo de mascarada e de mentira Tempo de escravidão Tempo dos coniventes sem cadastro Tempo de silêncio e de mordaça Tempo onde o […]

, , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (2 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...

Melo e Castro – Versos na tarde – 18/11/2016

Arremesso E.M.Melo e Castro ¹ a palavra é de PEDRA a palavra é PEDRA a palavraPEDRA a palaPEvraDRA a paPElaDRAvra a PEpaDRAlavra a PEDRApalavra a PEDRA é palavra a PEDRA é de palavra A PEDRA É DE PEDRA ¹ Ernesto Manuel de Melo e Castro * Covilhã, Portugal – 1932 d.C Poeta, crítico, ensaísta e […]

, , , , , , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas ( Seja o primeiro a votar !!! )
Loading...

Fernando Pessoa – Versos na tarde – 09/11/2016

Se tudo que há é mentira Fernando Pessoa¹ Se tudo o que há é mentira, É mentira tudo o que há. De nada nada se tira, A nada nada se dá. Se tanto faz que eu suponha Uma coisa ou não com fé, Suponho-a se ela é risonha, Se não é, suponho que é. Que […]

, ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas ( Seja o primeiro a votar !!! )
Loading...

Antônio Gedeão – Versos na tarde – 22/10/2016

Amostra sem valor Antônio Gedeão ¹ Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém. Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível; com ele se entretém e se julga intangível. Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu, sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito, […]

, , , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas ( Seja o primeiro a votar !!! )
Loading...

Fernando Pessoa – Versos na tarde – 21/10/2016

Depois que todo se foram Fernando Pessoa¹ Depois que todos foram E foi também o dia, Ficaram entre as sombras Das áleas do ermo parque Eu e a minha agonia. A festa fora alheia E depois que acabou Ficaram entre as sombras Das áleas apertadas Quem eu fui e quem sou. Tudo fora por todos. […]

, , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (3 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...

Mia Couto – Versos na tarde – 18/10/2016

Árvore Mia Couto¹ cego de ser raiz imóvel de me ascender caule múltiplo de ser folha aprendo a ser árvore enquanto iludo a morte na folha tombada do tempo ¹ Antônio Emílio Leite Couto *Beira, Moçambique – 5 de julho de 1955 Tweet

, , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (2 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...

Eugênio de Andrade – Versos na tarde – 17/10/2016

Pastoral Eugênio de Andrade¹ A terra inocente abre-se ao ardor de oiro de uma flauta – será que o pastor ou a primavera desperta e se exalta? ¹ José Frotinhas Rato * Póvoa de Atalaia, Fundão,Portugal – 19 de janeiro de 1923 + Porto, Portugal – 13 de junho de 2005 Tweet

, , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (2 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...

Atonio Gedeão – Versos na tarde – 13/10/2016

Memória sobre teus olhos Atonio Gedeão¹ Magníficos. como os jactos que aguardam no aeroporto o iminente sinal da partida, seus grandes olhos imensos escorvam, impacientes, o subsolo da imagem pressentida. Perfurantes como as brocas dos mineiros, pontas de aço-vanádio que o cubro alcançam sem perder o gume, um fogo o olhar o queima, um mar […]

, , , ,