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Jean Cocteau – Poesia – Versos na tarde – 27/04/2017

A Poesia Jean Cocteau ¹ Aproveitei-me, confesso, de certos acidentes Do mistério e de erros de cálculos celestes. Aí está toda a minha poesia: eu decalco O invisível (o que para vós é invisível). Ao crime disfarçado em traje desumano, «Mãos ao alto!», gritei eu, «É inútil reagir», A encantos informes tratei de dar contorno; […]

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Charles Baudelaire – Reflexões na tarde – 23/03/2017

O imprevisto que se mostra Charles Baudelaire ¹ Aquilo a que chamam amor é bem pequeno, bem restrito, e bem fraco, comparado à inefável orgia, à santa prostituição da alma que se dá toda inteira, em poesia e caridade, ao imprevisto que se mostra, ao desconhecido que passa. É bom ensinar por vezes aos felizes […]

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Paul Eluard – Versos na tarde – 21/06/2016

A Noite Paul Eluard¹ Acaricia o horizonte da noite, busca o coração de azeviche que a aurora recobre de carne. Ele te porá nos olhos pensamentos inocentes, chamas, asas e verduras que o sol ainda não inventou. Não é a noite que te falta, mas o seu poder. ¹Eugène Émile Paul Grindel * Saint-Denis, França […]

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Verlaine – Versos na tarde – 05/06/2015

Canção do outono Verlaine ¹ Os soluços graves Dos violinos suaves Do outono Ferem a minh’alma Num langor de calma E sono. Sufocado, em ânsia, Ai! quando à distância Soa a hora, Meu peito magoado Relambra o passado E chora. Daqui, dali, pelo Vento em atropelo Seguido, Vou de porta em porta, Como a folha […]

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Paul Elouard – Versos na tarde – 07/05/2015

Gritar Paul Elouard¹ Aqui a ação simplifica-se Derrubei a paisagem inexplicável da mentira Derrubei os gestos sem luz e os dias impotentes Lancei por terra os propósitos lidos e ouvidos Ponho-me a gritar Todos falavam demasiado baixo falavam e escreviam Demasiado baixo Fiz retroceder os limites do grito A acção simplifica-se Porque eu arrebato à […]

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Yves Bonefoy – Versos na tarde – 24/01/2015

A Murta Yves Bonnefoy ¹ Por vezes te sabia a terra, eu bebia Em teus lábios a angústia das nascentes Quando brota das pedras quentes, e o verão Dominava alto a pedra airosa e quem bebia. Por vezes te dizia de murta e queimávamos árvore de teus gestos todos todo um dia. Eram fogaréus breves […]

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Sully Prudhomme – Versos na tarde – 11/01/2015

Le Vase Brisé Sully Prudhomme ¹ O vaso, em que desmaia esta verbena, De um leque a asa lépida o feriu; E a tênue contusão foi tão pequena Que o mínimo sonido não se ouviu! No entanto, a oculta falha pequenina, Imperceptível para o humano olhar – Foi se alastrando,e silenciosa e fina, Veio todo […]

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Paul Elouard – Versos na tarde – 07/01/2015

Seus olhos sempre puros Paul Elouard ¹ Dias de lentidão, dias de chuva, Dias de espelhos quebrados e agulhas perdidas, Dias de pálpebras fechadas ao horizonte [ dos mares, De horas em tudo semelhantes, dias de cativeiro. Meu espírito que brilhava ainda sobre as folhas E as flores, meu espírito é desnudo feito o amor, […]

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Paul Verlaine – Versos na tarde – 07/01/2016

Em surdina Paul Verlaine¹ Calmo, na paz que difunde a sombra dos altos ramos, que o nosso amor se aprofunde neste silêncios em que estamos. Coração, alma e sentidos se confundam com estes ais que exalam, enlanguescidos, medronheiros e pinhais. Fecha os olhos mansamente e cruza as mãos sobre o seio. Do teu coração dolente […]

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Yves Bonnefoy – Versos na tarde – 29/08/2014

A Murta Yves Bonnefoy ¹ Por vezes te sabia a terra, eu bebia Em teus lábios a angústia das nascentes Quando brota das pedras quentes, e o verão Dominava alto a pedra airosa e quem bebia. Por vezes te dizia de murta e queimávamos árvore de teus gestos todos todo um dia. Eram fogaréus breves […]

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Paul Elouard – Versos na tarde – 29/05/2014

Capital da Dor Paul Elouard ¹ Teu olhar faz a volta do meu coração, Uma roda de dança e de doçura, Auréola do tempo, berço noturno e seguro, E se não sei mais o que tenho vivido É porque teus olhos nem sempre me enxergaram. Folhas do dia e musgo do rocio, Caniços do vento, […]

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Paul Verlaine – Versos na tarde – 24/04/2014

Poema Paul Verlaine¹ Antes de qualquer coisa, música e, para isso, prefere o Ímpar mais vago e mais solúvel no ar, sem nada que pese ou que pouse. E preciso também que não vás nunca escolher tuas palavras em ambigüidade: nada mais caro que a canção cinzenta onde o Indeciso se junta ao Preciso. São […]

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