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João Cabral de Melo Neto – Versos na tarde – 07/11/2017

Ode Mineral João Cabral de Melo Neto ¹ É mineral o papel onde escrever o verso; o verso que é possível não fazer. São minerais as flores e as plantas, as frutas, os bichos quando em estado de palavra. É mineral a linha do horizonte, nossos nomes, essas coisas feitas de palavras. É mineral, por […]

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Ledo Ivo – Versos na tarde – 04/11/2017

A Queimada Ledo Ivo ¹ “Queime tudo o que puder: as cartas de amor as contas telefônicas o rol de roupas sujas as escrituras e certidões as inconfidências dos confrades ressentidos a confissão interrompida o poema erótico que ratifica a impotência e anuncia a arteriosclerose os recortes antigos e as fotografias amareladas. Não deixe aos […]

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Paulo Leminsk – Versos na tarde – 28/10/2017

Amor Bastante Paulo Leminsk ¹ quando eu vi você tive uma idéia brilhante foi como se eu olhasse de dentro de um diamante e meu olho ganhasse mil faces num só instante basta um instante e você tem amor bastante um bom poema leva anos cinco jogando bola, mais cinco estudando sânscrito, seis carregando pedra, […]

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Líria Porto – Versos na tarde – 27/10/2017

Per secula seculorum Líria Porto ¹ tornei-me o invólucro da tua boca sou eu o teu beijo permanente ao beijares outra boca beija-a sôfrego beija-a sedento estarás a beijar-me como louco em todos os sabores e indecências ¹ Líria Porto Professora, mineira, vive em Belo Horizonte. Inédita, tem poemas publicados no Cronópios e na Germina […]

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Vinicius de Moraes – Versos na tarde – 13/09/2017

Ternura Vinicius de Moraes ¹ Eu te peço perdão por te amar de repente Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos Das horas que passei à sombra dos teus gestos Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos Das noites que vivi acalentado Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo […]

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Gerardo Mello Mourão – Versos na tarde – 07/09/2017

Sibila (Último oráculo) Gerardo Mello Mourão ¹ Perdido nas veredas das palavras tapa os ouvidos – canto sibilino não escuta: olha apenas estes olhos apaga teus sentidos – só nos olhos acharás o caminho; sem meus olhos, somente os meus – redondos neste rosto – morrerás entre ínvios labirintos. Sibila sou – Sibila, a Sâmia, […]

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Adélia Prado – Versos na tarde – 23/08/2017

Amor Violeta Adélia Prado ¹ O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas. Atinge meu coração é por esta via inclinada. Eu ponho o amor no pilão com cinza e grão de roxo e soco. Macero ele, faço dele cataplasma e ponho sobre a ferida ¹ Adélia Luzia Prado […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde – 13/11/2014

Soberania Manoel de Barros ¹ Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo do vento escorregava muito e eu não consegui pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos deram gaitadas me gozando. […]

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Carlos Drummond de Andrade – Versos na tarde – 30/07/2017

Ausência Carlos Drummond de Andrade ¹ Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, […]

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Murilo Mendes – Versos na tarde – 29/07/2017

O fósforo Murilo Mendes ¹ Acendendo um fósforo acendeu Prometeu, o futuro, a liquidação dos falsos deuses, o trabalho do homem. O fósforo: tão radioso quanto secreto. Furioso, deli- cado. Encolhe-se no seu casulo marrom; mas quando cha- mado e provocado, polêmico estoura, esclarecendo tudo. O século é polêmico. O gás não funciona hoje. Temos […]

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Dante Milani – Versos na tarde – 28/07/2017

Corpo Dante Milano¹ Adorei teu corpo, Tombei de joelhos. Encostei a fronte, O rosto, em teu ventre. Senti o gosto acre De santidade Do corpo nu. Absorvi a existência, Vi todas as coisas numa coisa só, Compreendi tudo desde o princípio do Mundo. ¹Dante Milano * Barra de S. João, RJ – 16 de Janeiro […]

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J.G. de Araújo Jorge – Versos na tarde – 17/07/2017

Canção do meu abandono J. G. de Araújo Jorge ¹ Não, depois de te amar não posso amar ninguém! Que importa se as ruas estão cheias de mulheres esbanjando beleza e promessa ao alcance da mão? Se tu já não me queres é funda e sem remédio a minha solidão. Era tão fácil ser feliz […]

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