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Nietzsche – Versos na tarde – 19/01/2016 terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Remédio para o Pessimismo Friedrich Nietzsche¹ Queixas-te porque não encontras nada a teu gosto? São então sempre os teus velhos caprichos Ouço-te praguejar, gritar e escarrar… Estou esgotado, o meu coração despedaça-se. Ouve, meu caro, decide-te livremente. A engolir um sapinho bem gordinho, De uma só vez e sem olhar. É remédio soberano para a dispepsia. in “A Gaia Ciência” 1 Friedrich Wilhelm Nietzsche * Röcken, Alemaa – 15 de outubro de 1844 d.C + Saxônia – Alemanha – 25…

Bertold Bretch – Versos na tarde – 29/01/2015 quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Poema Bertold Brecht ¹ Há uma rosa linda no meio do meu jardim Dessa rosa cuido eu, quem cuidará de mim? De manhã desabrochou, a tarde foi escolhida pra de noite ser levada de presente à minha amiga Feliz de quem possui uma rosa em seu jardim A minha amiga com certeza pensa agora só em mim Quando sopra o vento frio e o inverno gela o jardim Eu tenho calor em casa e fico quietinho assim Feliz de quem…

Bernhard Wosien – Versos na tarde – 25/04/2014 sexta-feira, 25 de abril de 2014

Poema Bernhard Wosien ¹ Eu danço uma canção do silêncio seguindo uma música cósmica e coloco meu pé ao longo das beiras do céu eu sinto como seu sorriso me faz feliz ¹ Bernhard Wosien Alemanha – 1908-1986 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Bertolt Brecht – Versos na tarde – 04/11/2013 segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sobre o pobre B.B. Bertolt Brecht¹ 1 Eu, Bertolt Brecht, vim das florestas negras. Minha mãe trouxe-me, no abrigo de seu ventre, às cidades. E, enquanto eu viver, o frio das florestas estará comigo. 2 Na cidade de asfalto estou em casa. Recebi cada extrema-unção logo, a saber: jornais, álcool, tabaco. Cheio de suspeitas, preguiça e, afinal, de prazer. 3 Eu sou cordial com todos. Ponho um chapéu-coco, pois isto é normal. Eu digo: que animais de cheiro estranho. E…

Herman Hesse – Prosa na tarde – 13/10/2013 domingo, 13 de outubro de 2013

Hernan Hesse¹ “Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.” ¹Hermann Hesse * Württemberg, Alemanha, 2 de Julho de 1877 d.C + Tessino, Suíça, 9 de agosto de 1962 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Brecht – Versos na tarde – 18/08/2013 domingo, 18 de agosto de 2013

As Boas Ações Brecht¹ Esmagar sempre o próximo não acaba por cansar? Invejar provoca um esforço que inchas as veias da fronte. A mão que se estende naturalmente dá e recebe com a mesma facilidade. Mas a mão que agarra com avidez rapidamente endurece. Ah! que delicioso é dar! Ser generoso que bela tentação! Uma boa palavra brota suavemente como um suspiro de felicidade! ¹Eugen Berthold Friedrich Brecht * Augsburg, Alemanha – 10 de Fevereiro de 1898 d.C + Berlim,…

Goethe – Versos na Tarde – 28/06/2013 sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sem título Goethe¹ Poetas não podem calar-se. Quem vai confessar-se em prosa? Abrimo-nos como rosa, no calmo bosque das musas. ¹ Johann Wolfgang von Goethe * Frankfurt, Alemanha – 28 Agosto 1749 d.C + Weimar, Alemanha – 22 Março 1832 d.C → Biografia de Goethe [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Walter Benjamin – Versos na tarde sexta-feira, 13 de julho de 2012

Como é que a Solidão Hei-de Ir Medindo? Walter Benjamin ¹ Como é que a solidão hei-de ir medindo? desse-me os golpes de uso inda esta dor um a um sua nudez a sobrepor que o ritmo sem nome a foi vestindo mas sofro agora o tempo nu saindo numa levada sem nenhum teor gasto caudal do meu rio interior nem chora o peito por mais gritos vindo Quando é que é novo ano na amargura quando volto a chegar-me…

Brecht – Versos na tarde terça-feira, 1 de maio de 2012

O Pão do Povo Bertold Brecht ¹ A justiça é o pão do povo. Às vezes bastante às vezes pouca. Às vezes de gosto bom, às vezes de gosto ruim. Quando o pão é pouco, há fome. Quando o pão é ruim, há descontentamento. Fora com a justiça ruim! Cozida sem amor, amassada sem saber! A justiça sem sabor, cuja casca é cinzenta! A justiça de ontem, que chega tarde demais! Quando o pão é bom e bastante o resto…

Brecht – Versos na tarde sábado, 21 de abril de 2012

Poema Bertolt Brecht ¹ Toda manhã, para ganhar meu pão Vou ao mercado, onde se compram mentiras. Cheio de esperança alinho-me entre os vendedores. ¹ Bertolt Brecht * Augsburg, Alemanha – 10 de Fevereiro de 1898 d.C + Berlim, Alemanha – 14 de Agosto de 1956 de 1956 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Heidegger – Cartas na tarde sexta-feira, 9 de março de 2012

“Cara Hannah! A insinuação de que não cumprimento judeus é uma difamação tão baixa que a anotarei aliás para mim futuramente. Como esclarecimento de como me comporto em relação aos judeus, cito apenas os seguintes fatos: quem me enviou há algumas semanas um trabalho extenso para uma leitura urgente é um judeu. Os dois bolsistas da sociedade beneficente que foram alocados por mim são judeus. Quem conseguiu através de mim uma bolsa para Roma é um judeu. Quem quiser chamar…

Hannah Arendt – Cartas na tarde quinta-feira, 8 de março de 2012

“Caro Martin, Dirijo-me a você com a antiga certeza e com o velho pedido: não se esqueça de mim e não esqueça o quão profundamente sei que o nosso amor foi a bênção da minha vida. Nada é capaz de abalar esse saber – e isso mesmo agora, no momento em que encontrei uma pátria e um porto seguro para o meu desespero (…) Escuto às vezes algo sobre você. No entanto, tudo envolto em um tom particularmente estranho e…

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