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Ledo Ivo – Versos na tarde – 04/11/2017 sábado, 4 de novembro de 2017

A Queimada Ledo Ivo ¹ “Queime tudo o que puder: as cartas de amor as contas telefônicas o rol de roupas sujas as escrituras e certidões as inconfidências dos confrades ressentidos a confissão interrompida o poema erótico que ratifica a impotência e anuncia a arteriosclerose os recortes antigos e as fotografias amareladas. Não deixe aos herdeiros esfaimados nenhuma herança de papel. Seja como os lobos: more num covil e só mostre à canalha das ruas os seus dentes afiados. Viva…

Ledo Ivo – Versos na tarde – 13/08/2017 domingo, 13 de agosto de 2017

Soneto Puro Lêdo Ivo¹ Fique o amor onde está; seu movimento nas equações marítimas se inspira para que, feito o mar, não se retire das verdes áreas de seu vão lamento. Seja o amor como a vaga ao vago intento de ser colhida em mãos; nela se mire e, fiel ao seu fulcro, não admire as enganosas rotações do vento. Como o centro de tudo, não se afaste da razão de si mesmo, e se contente em luzir para o…

Lêdo Ivo – Versos na tarde – 14/04/2016 quinta-feira, 14 de abril de 2016

A Passagem Lêdo Ivo¹ “Que me deixem passar – eis o que peço diante da porta ou diante do caminho. E que ninguém me siga na passagem. Não tenho companheiros de viagem nem quero que ninguém fique ao meu lado. Para passar, exijo estar sozinho, somente de mim mesmo acompanhado. Mas caso me proíbam de passar por seu eu diferente ou indesejado mesmo assim eu passarei. Inventarei a porta e o caminho e passarei sozinho”. ¹Lêdo Ivo * Maceió, AL…

Lêdo Ivo – Versos na tarde – 13/08/2015 quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Soneto Puro Lêdo Ivo¹ Fique o amor onde está; seu movimento nas equações marítimas se inspire para que, feito o mar, não se retire das verdes áreas de seu vão lamento. Seja o amor como a vaga ao vago intento de ser colhida em mãos; nela se mire e, fiel ao seu fulcro, não admire as enganosas rotações do vento. Como o centro de tudo, não se afaste da razão de si mesmo, e se contente em luzir para o…

Ledo Ivo – Versos na tarde – 05/12/2014 sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Os frutos da imobilidade Lêdo Ivo ¹ Entre a tarde e a arquitetura, a oclusão e a consonlância, canto-me dormido no horizonte na viagem de olhos cerrados para as catástrofes do sono. E meu coração que é sombrio como um sol visto às avessas tem canção ininterrupta, fanal de sino acordado ou os instantes plantados no dia do dia seguinte. Canto o tráfico do que sou diante da luz da aurora, a mulher do meu amor e eu sempre seguro…

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