No Absurdistão, os Tupiniquins contemplam a ‘firme’ posição ideológica dos seus (deles) parlamentares. PT e PSDB, além de siameses — só são gato e rato, não necessariamente nessa ordem, ou rato e rato?  — para a platéia, e continuam farinha do mesmo saco. Intramuros, no escondidinho dos gabinetes, “fazemos qualquer negócio”.
A oposição concorda com o governo quando deveria, no mínimo, discutir a questão ou apresentar outra proposta.
Esses exóticos membros da elite parlamentar do “Vaselinastão”, não tem bandeira nem ideologia. Argh!

Nas tabas já se ouvem Tupiniquins brandindo a borduna e bradando: “ou Marina ou voto nulo”!

O Editor


Por Serra, PSDB se une a PT no Congresso

Com medo de herdar Previdência ainda mais deficitária, tucanos tentam evitar votação de projeto que reajusta aposentadorias

Estratégia de DEM e PPS é votar proposta que estende reajuste do salário mínimo a todas as pensões do INSS e deixar ônus de veto para Lula

Objeto de preocupação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a proposta de reajuste de aposentadorias produziu uma aliança tácita entre PSDB e PT no Congresso e rachou a oposição.

Com medo de herdar um profundo deficit da Previdência num eventual governo Serra, o PSDB trabalha, discretamente, para evitar a votação da proposta que aplica a todas as faixas de aposentadoria do INSS o mesmo índice de reajuste do salário mínimo.

Numa reunião em São Paulo, os líderes na Câmara do PSDB, José Aníbal, e do PT, Cândido Vaccarezza, e o presidente da Casa, Michel Temer, traçaram um acordo para evitar que projeto fosse levado à votação.

Aliados do PSDB, PPS e DEM pregam, no entanto, voto em favor do projeto -de autoria do senador petista Paulo Paim (RS)-, para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assuma o ônus do veto.

O presidente do PPS, Roberto Freire, admite que “Serra está preocupado” com o impacto da medida. “Serra tem espírito público. Ele vê reflexos também no seu governo. Está preocupado com o futuro do país”, diz Freire. Mas avisa que o PPS votará a favor do projeto.

“Se o governo não tem racionalidade administrativa, cria cargos para abrigar apaniguados, por que o aposentado será punido? O PSDB ajuda o governo e sempre leva porrada.”

De Catia Seabra/Folha de S.Paulo

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Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

A pouca, aliás, nenhuma vergonha, atravessa todas as fronteiras ideológicas.

Não tem para ninguém! Suas (deles) ex-celências, querem humilhar Al Capone.

A bandalheira é generalizada. A turma do mensalão passa a ser referência de ética diante dessa corja! Todos os partidos e seus respectivos dedões acusatórios da roubalheira dos outros, estão chafurdando na mesma pocilga. Como é que as vestais do PSDB do DEM e do PSOL vão explicar essa bandalheira?

Quem acha que Arthur Virgílio ou Zé Agripino, por exemplo, irão fazer um “mea culpa” e pedir perdão ao “aprendiz” de meliante Delúbio Soares, acredita em Papai Noel e em mula sem cabeça.

Cadê a furibunda Heloísa Helena? Afinal o líder de seu (dela) partido Ivan Valente é um dos turistas às nossas custas.

A gentalha que infesta o Congresso Nacional, todos eleitos com nossos votos, saliente-se, criou o Bolsa Aeronave!

Como é que essa turma pode reclamar do bolsa esmola, ops, bolsa família que o apedeuta dá aos miseráveis? Até o José Anibal, aquele poço de moralidade do PSDB, tá no cocho!

Anotem e divulguem o nome dos caras que estão metendo a mão, desavergonhadamente, no seu, no meu, no nosso sofrido dinheirinho.

Argh!

O editor

Líderes e famílias viajam ao exterior, Câmara paga. Metade dos 23 líderes partidários usou cota em viagens internacionais. Nova Iorque, Paris e Miami são destinos mais comuns entre as 82 viagens. O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves usou a cota da Câmara para levar a família aos Estados Unidos

Metade dos 23 líderes da Câmara utilizou a cota de passagens em 82 viagens internacionais nos últimos dois anos. O uso indiscriminado do benefício transcende as bandeiras partidárias e ideológicas, envolvendo 11 lideranças da base governista e da oposição.

Pelo menos oito líderes aproveitaram o recurso da Câmara para levar parentes para o exterior. São eles: Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), José Aníbal (PSDB-SP), Sandro Mabel (PR-GO), Mário Negromonte (PP-BA), Sarney Filho (PV-MA), Fernando Coruja (PPS-SC), Ivan Valente (Psol-SP) e André de Paula (DEM-PE), líder da minoria na Casa. Também cederam o benefício a terceiros para viagens internacionais Daniel Almeida (PCdoB-BA), Uldurico Pinto (PMN-BA) e Cléber Verde (PRB-MA).

Clique aqui para ver a relação de viagens de cada um deles

Leia tudo sobre a farra das passagens aéreas

O destino preferido dos parlamentares e de seus familiares é Nova Iorque. A cidade americana aparece como origem ou destino de 28 viagens custeadas com recursos públicos. Paris desponta, logo a seguir, na preferência dos deputados. A capital francesa é ponto de chegada ou partida em 16 ocasiões. Miami, com 15 viagens, é a terceira cidade estrangeira mais visitada com verba da Câmara pelos líderes. No total, gastaram R$ 145,6 mil.

Três líderes utilizaram a cota em voos para o exterior mais de dez vezes. Com 23 viagens, Mário Negromonte é o campeão em uso da cota com passagens internacionais. Fernando Coruja, com 19, e Henrique Eduardo Alves, com 13, aparecem na sequência.

Leia mais…

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Parece que pela primeira vez, nas últimas décadas, na taba dos Tupiniquins, os caciques estão pensando nos caras-pálidas. Assim, é possível que suas (deles) ex-celências esqueçam o próprio umbigo.

Oposição admite discutir a nova estatal do petróleo.
PSDB: ‘Não gostamos de estatal, mas veremos com calma’
DEM: ‘Maioria é contra, mas tem uma corrente que defende’

Do blog do Josias de Souza

Despertada pelo barulho que vem do Planalto, a oposição resolveu entrar no debate do pré-sal. PSDB e DEM programaram para esta semana as primeiras reuniões inspiradas pela necessidade de destrinchar o tema. O encontro dos tucanos está previsto para quarta. O dos ‘demos’, para quinta. Ambos em Brasília. As duas legendas tentam uniformizar os respectivos discursos em relação a um tema que vai desaguar no Congresso.

Como explorar as novas reservas petrolíferas farejadas na costa brasileira, a mais de 6 mil metros de profundidade? Curiosamente, os oposicionistas vão à mesa em posição mais convergente com o governo do que se poderia supor. A idéia mais controversa em discussão no Planalto é a que prevê a criação de uma nova estatal petrolífera.

Ouça-se o que dizem a respeito os presidentes do privatista PSDB e do liberal DEM:
Primeiro o tucano Sérgio Guerra (PE): “A gente não gosta de estatal. Mas, nesse caso, é preciso analisar com calma. Precisa ver como seria essa nova estatal.”
Agora, o ‘demo’ Rodrigo Maia (RJ): “Em princípio, a maioria é contra a nova estatal. Mas tem uma corrente que defende. Vamos abrir o debate sem posições fechadas.”

Neste alvorecer do debate, o discurso da oposição coincide com a pregação de Lula noutro ponto: ninguém discorda da tese de que o pré-sal reclama cuidados especiais. Para Lula, a nova riqueza deve ser convertida em inversões na educação. Precisa ser usada para “resolver o problema dos milhões de pobres” brasileiros.

“O pré-sal é novidade relevante”, concorda Sérgio Guerra. “É importante do ponto de vista tecnológico, econômico e empresarial. Acho que dá para aprovar alguma coisa até 2010. Tem muito tempo. Dá para analisar com calma.”

“Se for verdadeiro o volume de petróleo anunciado, o Brasil muda de patamar no mercado internacional do petróleo”, ecoa Rodrigo Maia. “Não há como ficar alheio a isso.” O “volume” que Rodrigo deseja ver confirmado não é, de fato, negligenciável. Alça à casa dos 80 bilhões de barris. O bastante para converter o Brasil na sexta potência petrolífera no mundo.

Medido pela cotação atual do petróleo (US$ 112 o barril), o pré-sal valeria algo em torno de US$ 9 trilhões. Cerca de sete vezes o PIB do país.

A discussão promete. Um pedaço da oposição não parece tão disposto a transigir. “Essa história de estatal me soa a malandragem”, diz, por exemplo, José Aníbal (SP). Líder do PSDB na Câmara, Aníbal lembra que, para arrancar o óleo do fundo do mar, serão necessários “investimentos altíssimos.” Acha que o timbre nacionalista de Lula, “em vez de trazer os investidores para a empreitada, afugenta-os.” Por isso, declara-se “totalmente contrário” à nova estatal. O lero-lero em torno do pré-sal está, por ora, recoberto por uma camada de especulação. Na semana passada, porém, Lula começou a limpar o terreno. Esclareceu que uma comissão do governo estuda mudanças à Lei do Petróleo. Foi baixada em 1997, sob FHC. Instituiu a quebra do monopólio da Petrobras.

Com essa lei, abriu-se para as companhias estrangeiras o mercado nacional de prospecção e exploração de petróleo. Algo que, a depender de Lula, deve mudar no caso do pré-sal. A nova riqueza, no dizer do presidente, não vai ficar “na mão de meia dúzia de empresas.”

Deve-se ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia) a idéia de retirar das mãos da Petrobras a gestão das mega reservas. Inspirou-se no modelo da Noruega. A proposta não é consensual nem dentro do governo. Sérgio Gabrielli, o petista que preside a Petrobras, torce o nariz.

Acha que bastaria o governo aumentar a participação da União nos royalties e tonificar a cota -”participação especial”- que as empresas são obrigadas a repassar ao Estado. O DEM parece mais próximo de Lobão do que de Gabrielle. Eleito pelo Rio, o Estado que mais recebe royalties do petróleo, Rodrigo Maia não quer mexidas nessa área. Quanto à nova estatal, lembra que a da Noruega tem limitações legais para contratar e pagar salários. “Aqui, podemos fazer o mesmo, definindo em lei uma estrutura enxuta.”

Rodrigo acrescenta: “Não entraremos nessa discussão com posições fechadas. Por sermos liberais temos de ser contra estatal? Não necessariamente. Somos contra o inchaço da máquina. Se for uma coisa enxuta, não vejo razões para não debater.”

Como se vê, a tentativa de Lula de reeditar campanha getulista da década de 40 sob novo slogan -”O pré-sal é nosso”- encontra mais eco na oposição do que poderia supor o mais ferrenho governista.

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