Tecnologia Câmeras Fotográficas Aparelho Universal de Chavalier – 1856

siga o Blog do Mesquita no Twitter

, , , ,

Os brasileiros vivem há centenas de anos sob heranças malditas. Os avanços não foram capazes de mudar os horizontes e por enquanto continuamos na busca de um ponto de luz no fim do túnel. Após os desmandos do regime militar – herança maldita, que todos querem ver enterrada, veio à redemocratização, e com ela, outras maldições se sucederam. Da independência ou morte, restou a dependência e a esperança de dias melhores. As trocas de turnos não puseram fim aos males que se abatem sobre a sociedade.

Os co-mandantes do Brasil antes, durante o regime autoritário e depois com Sarney, Collor, Itamar, FHC e agora com Lula, não conseguiram extirpar as mazelas em 4 ou 8 anos. Hoje, o PT e o governo Lula, procuram justificar os problemas endêmicos atuais que se arrastam há anos como uma herança maldita. Os opositores, ex-vidraças, atiram pedras.

Uma das primeiras heranças malditas veio com o “fim da escravidão” no país. Não pela essência e importância do ato. A Lei Áurea é um marco histórico importantíssimo, mas o legado e os seus desdobramentos desembocaram em liberdades condicionais. Liberdade que tornou milhares de seres livres em “indigentes presos”, ao lançá-los à própria sorte. Pseudos-libertos que em pleno século XXI continuam perambulando em busca de dignidade.

Homens prisioneiros da fome, da miséria, da falta de instrução, de emprego, de moradia, de segurança, de saúde e do sonho de liberdade entre tantas outras heranças malditas com as quais são obrigados a conviver. Depois de saqueados por colonizadores, que retornaram as suas origens com bornais reluzentes da terra sangrada, hoje, somos saqueados pelos que se alojaram nas Casas constituídas por leis – verdadeiros escombros, que permitem todo tipo de abominação para a felicidade de indivíduos, Reis, Rainhas e das próprias Cortes.

As heranças malditas continuam como um câncer enraizado no seio da pátria e relegam a segundo plano os mais elementares direitos constitucionais, principalmente para os mais humildes. Culpa de governos, que sem exceção, optaram por alianças com uma casta política e empresarial, gananciosa e escravocrata, parte dos resíduos coloniais, em detrimento de uma aliança com o povo. Escravocratas usurpadores de liberdades e sonhos, que se alternam no poder e tiram proveito da deformação centenária e permissiva com os que controlam a nação.

Vale ressaltar que este é um ano de eleições para os comandos estaduais e do país. Serra ou qualquer outro candidato de oposição que vier a vencer as próximas eleições estaduais ou presidencial, devem apoderar-se do bordão da herança maldita deixada pelo antecessor. Se Dilma for a escolhida para comandar o país nos próximos anos, a coisa muda. Não poderá culpar o governo do qual faz parte nem a Lula, pela herança maldita que herdará. A herança deixada por FHC estará fora de moda. Na falta de um bode expiatório, restará a ela culpar Cabral como o pivô de tantas maldições, afinal, quem descobriu o Brasil oficialmente?

Hélio Chaves é analista de suporte da Infoglobo.

siga o Blog do Mesquita no Twitter

, , , , , , , , , , , ,

Toda a preocupação com a tragédia no Haiti não impediu o presidente Lula de trazer de volta a discussão sobre o Programa Nacional dos Direitos Humanos.

Segundo declarações do presidente no Maranhão, o único ponto polêmico é a criação da Comissão da Verdade.

Pelo visto, os ministros Nelson Jobim e Paulo Vanucchi já se entenderam e se satisfizeram com a troca de algumas palavras no texto.

Assim, todos ficam felizes.

Jobim não aparece como defensor de torturadores, Vanucchi não aparece como revanchista, e os militares não se sentem ameaçados com a revisão dos crimes de tortura e a condução dos torturadores que ainda estiverem vivos ao banco dos réus.

Para o presidente Lula, “não se trata de caça às bruxas, trata-se apenas de você pegar 140 pessoas que ainda não encontraram os seus parentes que desapareceram, e que essas pessoas possam ter o direito de encontrar o cadáver e enterrar.”

Seria maravilhoso se fosse tão simples.

O presidente está certíssimo. Não se trata de caça às bruxas.

Há muito mais coisa envolvida. Trata-se de promover o encontro do país com sua História.

O Brasil é o único país a ter vivido uma ditadura recente, que se recusa a conhecer totalmente o passado, a abrir os arquivos e revelar o que realmente aconteceu naqueles anos.

Uruguai, Argentina e Chile, para ficar apenas na América do Sul, já vêm acertando as contas com o passado há anos.

Menos o Brasil.

A redemocratização brasileira resultou de um processo que chamamos, à época, de “transição pela transação”.

A saída foi negociada entre a oposição e lideranças do antigo regime.

Assim, a Aliança Democrática montada para eleger Tancredo Neves presidente da República apresentou como vice na chapa José Sarney, enfant gâté do regime, último presidente do partido da ditadura, a Arena.

Aliás, hoje faz 25 anos que o dr. Tancredo foi eleito, e a ditadura começou a terminar.

A anistia fez parte desse processo.

Mas muito já se tem dito que anistia é perdão, não é esquecimento.

O que se busca é a memória, não a revanche.

Para o Brasil poder virar esta página, é preciso lê-la até o fim e compreender o que aconteceu.

O acerto de contas com o passado é um largo passo em direção ao futuro.

blog da Lucia Hippolito

, , , , , , , , , , , ,

Tecnologia Câmeras Fotográficas Antigas – Chambre Automatique estéreo de Bertsch – 1864


, , , , ,

De tudo fica um pouco?

Leio agora, no meio da minha insônia, no portal Terra:

“Coronel que comandou invasão da PUC na ditadura militar morre aos 85”.

Não posso deixar de pensar: tantas outras coisas terá feito esse homem… terá feito filhos, terá tido netos, terá plantado uma jabuticabeira, terá dado uma ajuda financeira a um primo distante, terá, quem sabe, evitado a morte de um cachorro. Terá até justificado, intimamente, atitudes truculentas em nome de uma ideologia que, por alguma razão, abraçava com convicção.

Ao morrer, no entanto, o que ficou foi apenas e tão-somente o fato de ter comandado a invasão à reitoria de uma universidade. Simplesmente isso.

Não morreu o pai de fulano e fulana; o avô de fulano e fulana; o homem que plantou aquela jabuticabeira ali; o primo que ajudou outro primo em dificuldade. Tudo isso desapareceu e ficou do homem apenas o título de coronel e sua “façanha” maior: invadir uma universidade em nome de um governo ditatorial.

Não, eu não lembro como foi o Natal daquele ano de 1977. Eu não me lembro de quem desejou feliz ano novo a quem. Provavelmente houve um hiato na eterna luta ideológica, provavelmente não cristãos desejaram feliz Natal a cristãos e vice-versa. Provavelmente foi o mesmo clima de final de ano de sempre: os espíritos mais radicais se flexibilizam e tendem a se deixar levar — ainda que por um minuto — pela noção racionalmente estruturada ou meramente intuída de solidariedade, respeito, honra, ética.

E, sobretudo, pela alegria.

A alegria meio irresponsável que permite sair mais cedo do trabalho, que permite beber e comer um pouco mais, que permite dar uma piscadela pra vida como que dizendo “ei, vida, estou te levando na boa”.

Mesmo para quem carrega uma cruz mais pesada, é comum que essa vibração leve a repousar por alguns minutos o instrumento de trabalho e a cantar, a desejar felicidade ao próximo, a repetir um ritual de todo fundamental, pois necessitamos de algum luxo e esse luxo pode ser apenas uma cor ou uma nota, como já disse alguém.

Foi assim em 1977, ano em que o Coronel Erasmo Dias comandou a invasão à PUC, e foi assim também neste final de 2009. Para quase todo mundo, inclusive alguns garis que desejaram, pela televisão, um ano feliz para todos.

Eu me lembro da invasão da PUC. Eu me lembro do coronel Erasmo Dias. O tempo desbastou a imagem dele, reduzindo-a apenas a um invasor de universidades. Foi assim que a história o marcou.

Talvez eu não esteja aqui para lembrar, mas tenho certeza de que a morte do cidadão Bóris Casoy será noticiada como a de um ser cuja dignidade desmoronou de todo ao tripudiar sobre aqueles trabalhadores que ousaram desejar feliz ano novo ao público e mereceram jornalista Bóris Casoy este brinde de final de ano:

“– Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo da escala de trabalho!”

Mais do que as acusações de pertencer ao CCC, mais do que sua nítida vocação para a subserviência ao poder, mais do que seus olhinhos espertos de ratazana, a lembrança que ficará da existência inteira do sr. Casoy será, certamente, a do episódio dos garis.

E será uma lembrança que para sempre cheirará à mesma merda com que ele não hesitou em rotular a alegria legítima e a solidariedade espontânea do outro.

Que merda, não?

Postado por Carlos E. Faraco/blog A Língua Lambe e Lixa

, , , , , , ,

Photo-Binocular – 1867

, ,

Tecnologia Câmeras Fotográficas Antigas Tourograph nº 1 – 1878


, , , ,

Câmera obscura – 1800


, , , ,

Interssante ‘passeio’ através da história da evolução dos computadores portáteis

Ao longo do desenvolvimento da Sociedade da Informação, a busca por cumputadores cada vez mais portáteis não parou.

Computador portátil da RadioShark

A corrida se dá na busca do binômio tamanho e capacidades de memória e de processamento.

Compac SLT 286

Adam Osborne em 1970 lançou o Osborne 1 pesando “apenas” 11kg.
Uma maravilha em termos de conceito, com o teclado se encaixando na CPU.

O Gavilan Mobile Computer surgiu em 1981.
Pesava 4kg, e tinha revolucionárias baterias de níquel-cádmo com 9h de duração.
Trazia conceitos de design que norteiam ainda hoje os projetos dos portáteis.

Macintosh Portable

Macintosh 165C

MacBook Air

Exercício interessante é imaginar como essas máquinas serão daqui a 10 anos, por exemplo

Desde os primeiros protótipos até as belezuras disponíveis hoje, a industria não parou de nos surpreender


, , , , , , , , ,

Memória. Ainda existem essas profissões?

Fotografias Memória Profissões Padeiro

Fotografias Memória Profissões Merceeiro

, , , , ,


Fotos-Herbert-richers-Imagens-Produtor-dublagem-empresa-morreu

Ele vai ser velado na capela 1 do Cemitério Memorial do Carmo.
O corpo do produtor de cinema deve ser cremado no sábado (21).

Morreu nesta sexta-feira (20) o produtor de cinema Herbert Richers. Conhecido pela frase “versão brasileira Herbert Richers”, dita nos filmes dublados na TV, o produtor vai ser velado esta tarde no Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio, e será cremado no sábado (21).

Ele estava internado desde o último dia 8 na Clínica São Vicente, na Zona Sul da cidade. Ele sofria de problemas nos rins.

Herbert tinha 86 anos e nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo e começou a produzir filmes em meados dos anos 50. Foram cerca de 60 filmes ao longo de sua carreira.

Ainda nos anos 50 fundou a empresa que leva seu nome e começou na distribuição de filmes. Mais tarde, ela se transformou numa das pioneiras na dublagem Brasil e ainda hoje é uma das maiores no ramo no país.
Twitter

No Twitter, o diretor José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, fez uma homenagem ao produtor. “Hoje se foi uma parte da história da TV brasileira… Nos deixou Herbert Richers, considerado o dono do melhor estúdio de dublagem do mundo”, escreveu ele.

A morte de Richers também foi comentada na internet pelo apresentador Luciano Huck.

G1

, , , , , , , , , , , ,

Fabricante de Sino

Memória Profissões Fabricante de Sino

, , ,