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Heriqueta Lisboa – Versos na tarde

Os lírios Henriqueta Lisboa¹ Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples e belos – perfeitos! – ao abandono dos campos. Antes que o sol apareça neblina rompe neblina com vestes brancas, irei. Irei no maior sigilo para que ninguém perceba contendo a respiração. Sobre a […]

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Heriqueta Lisboa – Versos na tarde – 07/07/2015

Os lírios Henriqueta Lisboa ¹ Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples e belos – perfeitos! – ao abandono dos campos. Antes que o sol apareça neblina rompe neblina com vestes brancas, irei. Irei no maior sigilo para que ninguém perceba contendo a respiração. Sobre […]

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Henriqueta Lisboa – Versos na tarde – 09/02/2014

Tuas palavras, Amor Henriqueta Lisboa ¹ Como são belas e misteriosas tuas palavras, Amor! Eu nãos as tinha pressentido, eu era como a terra sonolenta e exausta sob a inclemência do céu carregado de nuvens, quando, igual a uma chuva torrencial de verão, tuas palavras caíram da altura em cheio e se infiltraram em meus […]

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Henriqueta Lisboa – Versos na tarde – 16/01/2014

Serenidade Henriqueta Lisboa¹ Há muito tempo, Vida, prometeste trazer ao meu caminho uma doida alegria feita de espírito e de chama, uma alegria transbordante, assim como esse alvo clarão que se irradia da orla festiva das enseadas, e entre reflexos de ouro se derrama do cântaro das madrugadas. Eu, que nasci para um destino manso […]

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Henriqueta Lisboa – Versos na tarde – 27/08/2013

Raiz Amarga Henriqueta Lisboa ¹ Sinto que sou raiz amarga. Terra gretada é minha sede. Núcleo de sombras é meu cárcere. Lá fora – ao sol, à chuva, ao frio – rastejarei à flor do chão? Estarei no ar em clorofila?… Não sei se há a graça do tronco, pássaros abrigados nas franças, escaravelhos zumbindo […]

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Henriqueta Lisboa – Versos na tarde – 14/01/2013

Os Lírios Henriqueta Lisboa ¹ Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples e belos – perfeitos! – ao abandono dos campos. Antes que o sol apareça neblina rompe neblina com vestes brancas, irei. Irei no maior sigilo para que ninguém perceba contendo a respiração. Sobre […]

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Henriqueta Lisboa – Versos na tarde

Serena Henriqueta Lisboa ¹ Essa ternura grave que me ensina a sofrer em silêncio, na suavidade do entardecer, menos que pluma de ave pesa sobre meu ser. E só assim, na levitação da hora alta e fria, porque a noite me leve, sorvo, pura, a alegria, que outrora, por mais breve, de emoção me feria. […]

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Henriqueta Lisboa – Versos na tarede

Comunhão Henriqueta Lisboa ¹ Ângulos e curvas se ajustam formando um volume, um todo: somos uma cousa única, eu e a lembrança do morto. Nada de excêntrico ou de incerto para a alma nem para o corpo: união natural e completa como a de líquidos num copo. A solidão perdeu aos poucos a rispidez. E […]

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Henriqueta Lisboa – Versos na tarde

Poema do Amor Henriqueta Lisboa ¹ Penso: agora serei feliz pois ao meu lado está o Amor. Sob a terra escondo a raiz, árvore a rebentar em flor. Feliz como o campo de trigo que após a chuva se aqueceu. Enfim o Amor está comigo, de coração unido ao meu! Contudo, agonias estranhas, estranhas amarguras […]

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Henrique Lisboa – Versos na tarde

Coração Henrique Lisboa ¹ Coração conheço que desconheço Aquário e peixe de sol em águas rútilas de sol. Crava as unhas de águia na rocha do peito bebendo sangue. Doando sangue logo em seguida – fiel de balança. Com força estranha de leão acorda e investe aos saltos contra amuradas. Em pouco é um tíbio […]

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Henriqueta Lisboa – Versos na tarde

Coração Henriqueta Lisboa ¹ Coração conheço que desconheço Aquário e peixe de sol em águas rútilas de sol. Crava as unhas de águia na rocha do peito bebendo sangue. Doando sangue logo em seguida – fiel de balança. Com força estranha de leão acorda e investe aos saltos contra amuradas. Em pouco é um tíbio […]

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