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Heriqueta Lisboa – Versos na tarde segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Os lírios Henriqueta Lisboa¹ Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples e belos – perfeitos! – ao abandono dos campos. Antes que o sol apareça neblina rompe neblina com vestes brancas, irei. Irei no maior sigilo para que ninguém perceba contendo a respiração. Sobre a terra muito fria dobrando meus frios joelhos farei pergunta à terra. Depois de ouvir-lhe o segredo deitada entre lírios adormecerei tranquila. ¹Henriqueta Lisboa * Lambari,…

Heriqueta Lisboa – Versos na tarde – 07/07/2015 terça-feira, 7 de julho de 2015

Os lírios Henriqueta Lisboa ¹ Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples e belos – perfeitos! – ao abandono dos campos. Antes que o sol apareça neblina rompe neblina com vestes brancas, irei. Irei no maior sigilo para que ninguém perceba contendo a respiração. Sobre a terra muito fria dobrando meus frios joelhos farei pergunta à terra. Depois de ouvir-lhe o segredo deitada entre lírios adormecerei tranquila. ¹ Henriqueta Lisboa…

Henriqueta Lisboa – Versos na tarde – 09/02/2014 domingo, 9 de fevereiro de 2014

Tuas palavras, Amor Henriqueta Lisboa ¹ Como são belas e misteriosas tuas palavras, Amor! Eu nãos as tinha pressentido, eu era como a terra sonolenta e exausta sob a inclemência do céu carregado de nuvens, quando, igual a uma chuva torrencial de verão, tuas palavras caíram da altura em cheio e se infiltraram em meus tecidos. Ó a minha pletora de alegria! As árvores bracejaram recebendo as bátegas entre as ramas, as coroas bailaram numa ostentação de taças repletas, os…

Henriqueta Lisboa – Versos na tarde – 16/01/2014 quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Serenidade Henriqueta Lisboa¹ Há muito tempo, Vida, prometeste trazer ao meu caminho uma doida alegria feita de espírito e de chama, uma alegria transbordante, assim como esse alvo clarão que se irradia da orla festiva das enseadas, e entre reflexos de ouro se derrama do cântaro das madrugadas. Eu, que nasci para um destino manso de coisas suaves, silenciosas, imprecisas, e que fico tão bem neste obscuro remanso onde apenas se infiltra um perfume de brisas, imagino a tremer: que…

Henriqueta Lisboa – Versos na tarde – 27/08/2013 terça-feira, 27 de agosto de 2013

Raiz Amarga Henriqueta Lisboa ¹ Sinto que sou raiz amarga. Terra gretada é minha sede. Núcleo de sombras é meu cárcere. Lá fora – ao sol, à chuva, ao frio – rastejarei à flor do chão? Estarei no ar em clorofila?… Não sei se há a graça do tronco, pássaros abrigados nas franças, escaravelhos zumbindo nos brotos. Não sei se há doçura de pétalas, nem aconchego de folhagem dormindo sobre espelhos d’água. Seja de ouro o pólen ao vento, de…

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