Vídeo mostra Michel Temmer, Eduardo Cunha, olha ele aí, e Henrique Eduardo Alves aparecem como novos ingredientes do panetone do mensalão do DEM. O forno de Durval Barbosa pode assar o possível vice de Dilma Rousseff.

O Editor


E o cineminha do Durval Barbosa continua a fazer vítimas. Agora, um novo filminho compromete a cúpula do PMDB. Em conversa com o empresário Alcyr Collaço — aquele que meteu dinheiro na cueca —, Barbosa afirma que o governador José Roberto Arruda paga R$ 1 milhão por mês ao deputado Tadeu Filippelli (DF), que assumiu o comando do PMDB no DF e deu um chega pra lá em Joaquim Roriz, inimigo de Arruda.

Collaço corrige o interlocutor e diz que os números são outros: Filippelli receberia R$ 500 mil; o deputado Michel Temer (SP), presidente do PMDB e indicado pelo partido para ser o vice na chapa de Dilma Rousseff, ficaria com R$ 100 mil, mesma quantia recebida por dois outros colegas na Câmara: Henrique Eduardo Alves (RN) e Eduardo Cunha (DF).

Adverti ontem aqui, e alguns bocós não entenderam, que, da forma como estão as coisas, Barbosa se transformou em juiz de todos os seus inimigos. Como ele fazia o roteiro, atuava e dirigia a cena, punha em sua história quem bem entendesse e produzia “provas” a seu bel-prazer. Sendo tudo como diz Barbosa, o governador do DF, do DEM, pagava o mensalão, e o presidente do PMDB recebe o mensalão. Alguém se propõe a escolher o pior?

Uma coisa, convenham, é divulgar filmes em que os larápios estão escondendo dinheiro em meias, cuecas, bolsas etc. Outra, um tanto distinta, é virar propagandista de Barbosa e levar ao ar tudo o que ele — ou sei lá quem — liberar. Convenham: a sua fala gravada não pode ser prova da denúncia que ele próprio faz. Ou será que perdi alguma coisa?

blog Rainaldo Azevedo

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Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

A pouca, aliás, nenhuma vergonha, atravessa todas as fronteiras ideológicas.

Não tem para ninguém! Suas (deles) ex-celências, querem humilhar Al Capone.

A bandalheira é generalizada. A turma do mensalão passa a ser referência de ética diante dessa corja! Todos os partidos e seus respectivos dedões acusatórios da roubalheira dos outros, estão chafurdando na mesma pocilga. Como é que as vestais do PSDB do DEM e do PSOL vão explicar essa bandalheira?

Quem acha que Arthur Virgílio ou Zé Agripino, por exemplo, irão fazer um “mea culpa” e pedir perdão ao “aprendiz” de meliante Delúbio Soares, acredita em Papai Noel e em mula sem cabeça.

Cadê a furibunda Heloísa Helena? Afinal o líder de seu (dela) partido Ivan Valente é um dos turistas às nossas custas.

A gentalha que infesta o Congresso Nacional, todos eleitos com nossos votos, saliente-se, criou o Bolsa Aeronave!

Como é que essa turma pode reclamar do bolsa esmola, ops, bolsa família que o apedeuta dá aos miseráveis? Até o José Anibal, aquele poço de moralidade do PSDB, tá no cocho!

Anotem e divulguem o nome dos caras que estão metendo a mão, desavergonhadamente, no seu, no meu, no nosso sofrido dinheirinho.

Argh!

O editor

Líderes e famílias viajam ao exterior, Câmara paga. Metade dos 23 líderes partidários usou cota em viagens internacionais. Nova Iorque, Paris e Miami são destinos mais comuns entre as 82 viagens. O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves usou a cota da Câmara para levar a família aos Estados Unidos

Metade dos 23 líderes da Câmara utilizou a cota de passagens em 82 viagens internacionais nos últimos dois anos. O uso indiscriminado do benefício transcende as bandeiras partidárias e ideológicas, envolvendo 11 lideranças da base governista e da oposição.

Pelo menos oito líderes aproveitaram o recurso da Câmara para levar parentes para o exterior. São eles: Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), José Aníbal (PSDB-SP), Sandro Mabel (PR-GO), Mário Negromonte (PP-BA), Sarney Filho (PV-MA), Fernando Coruja (PPS-SC), Ivan Valente (Psol-SP) e André de Paula (DEM-PE), líder da minoria na Casa. Também cederam o benefício a terceiros para viagens internacionais Daniel Almeida (PCdoB-BA), Uldurico Pinto (PMN-BA) e Cléber Verde (PRB-MA).

Clique aqui para ver a relação de viagens de cada um deles

Leia tudo sobre a farra das passagens aéreas

O destino preferido dos parlamentares e de seus familiares é Nova Iorque. A cidade americana aparece como origem ou destino de 28 viagens custeadas com recursos públicos. Paris desponta, logo a seguir, na preferência dos deputados. A capital francesa é ponto de chegada ou partida em 16 ocasiões. Miami, com 15 viagens, é a terceira cidade estrangeira mais visitada com verba da Câmara pelos líderes. No total, gastaram R$ 145,6 mil.

Três líderes utilizaram a cota em voos para o exterior mais de dez vezes. Com 23 viagens, Mário Negromonte é o campeão em uso da cota com passagens internacionais. Fernando Coruja, com 19, e Henrique Eduardo Alves, com 13, aparecem na sequência.

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