Aviões misteriosos aparecem no Google Maps

Internautas acharam aeronaves e sombras com formato de aviões pelo serviço de mapas do Google, o Google Maps, de acordo com informações o site Gawker.

Foto mostra um avião em um quintal do Paraguai, aparentemente escondido sob as árvores

A segunda foto sugere um avião submerso, próximo ao aeroporto JFK, em Nova Iorque.

Segundo o site, é possível que o efeito seja resultado de o avião estar sob o satélite no momento exato em que este tirou a foto.

O Google Maps, como o nome indica, mapeia a superfície terrestre.

O serviço gratuito funciona com imagens de satélite da companhia e pode ser usado para calcular rotas.

O site norte-americano brinca que a aeronave poderia ser o voo Oceanic 815, da série Lost.

Foto aparenta ser avião submerso na água; efeito pode ser resultado de sombra, segundo afirma site.

G1


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Google e o monopólio das buscas

Procure, mas talvez não encontre

Adam Raff *

À medida que nos tornamos cada vez mais dependentes da internet, precisamos nos preocupar cada vez mais com a sua regulamentação. A Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) propôs normas de “neutralidade na rede”, que proibiriam as provedoras de internet de discriminar ou de cobrar prêmios para determinados serviços ou aplicações na rede. A comissão está certa em estabelecer que a garantia de igual acesso à infraestrutura da internet é vital, mas erra ao dirigir suas regulamentações apenas a provedoras de serviços, como AT&T e Comcast.

Hoje, mecanismos de busca como Google, Yahoo e o novo Bing, da Microsoft, tornaram-se os guardiães da internet, e o papel crucial que eles desempenham dirigindo os usuários para os sites da rede implica que agora são um componente essencial de sua infraestrutura, como a rede física em si. A FCC precisa ir além da neutralidade na rede e incluir a “neutralidade na busca”: o princípio segundo o qual os mecanismos de busca não deveriam ser submetidos a políticas editoriais, com exceção da abrangência e da imparcialidade dos seus resultados, e basear-se exclusivamente na relevância.

A necessidade da neutralidade da busca é particularmente premente porque um único grupo, o Google, detém um poder de mercado enorme em suas mãos. Com 71% do mercado de buscas nos EUA (e 90% na Grã-Bretanha), o predomínio do Google tanto na busca quanto na publicidade das buscas confere à companhia um controle preponderante.

As receitas do Google superaram os US$ 21 bilhões em 2008, mas isso não é nada perto das centenas de bilhões de dólares das receitas de outras companhias, que o Google controla indiretamente mediante os seus resultados de busca e os links patrocinados.

Uma das maneiras pelas quais o Google explora esse controle é pela imposição de “penalidades” disfarçadas que podem atingir sites legítimos e úteis da rede, excluindo-os inteiramente de seus resultados de busca ou colocando-os tão em baixo nos rankings que, provavelmente, nunca serão encontrados. Foi assim que, durante três anos, o site de busca vertical e de comparação de preços da minha companhia, a Foundem, efetivamente “desapareceu” da internet.

Outra maneira pela qual o Google explora seu controle é mediante a colocação preferencial. Com a introdução, em 2007, do que chamou de “busca universal”, o Google começou a promover seus próprios serviços no topo ou perto do topo dos seus resultados de busca, passando por cima dos algoritmos que utiliza para classificar os serviços das outras. Agora, ele favorece seus próprios resultados de comparação de preços para pesquisas de produtos, seus próprios resultados de mapas para consultas de geografia, seus próprios resultados em matéria de notícias para consultas tópicas, e seus próprios resultados do YouTube para consultas sobre vídeo. E os planos declarados do Google de busca universal deixam claro que este é apenas o começo.

Como seu predomínio no mercado de busca global e sua capacidade de punir os concorrentes colocando seus próprios serviços no topo dos resultados de buscas, o Google dispõe de uma vantagem competitiva praticamente inatacável. E pode usufruir desta vantagem muito além dos limites das buscas de qualquer serviço que escolher. Sempre que faz isto, as companhias que estão atuando na internet são derrubadas, as que se estabeleceram recentemente são suprimidas e a inovação é ameaçada.

O tratamento dispensado pelo Google à Foundem asfixiou nosso crescimento e limitou o desenvolvimento da nossa tecnologia inovadora para buscas. A colocação preferencial do Google Maps contribuiu para tirar a MapQuest de sua posição de líder em serviços de mapeamento online nos EUA praticamente da noite para o dia. O preço das ações da TomTom, fabricante de sistemas de navegação, caiu cerca de 40% nas semanas que se seguiram ao anúncio do serviço gratuito de navegação por satélite, mais detalhado, do Google. E a RightMove, o portal líder para imóveis na Grã-Bretanha, perdeu 10% do seu valor de mercado no mês de dezembro, somente por causa do boato de que o Google planejava introduzir um serviço local de busca de imóveis.

Sem normas de neutralidade de busca para restringir a vantagem competitiva do Google, poderemos caminhar para um mundo sombriamente uniforme de Google Tudo – Google Viagens, Google Finanças, Google Seguros, Google Imóveis, Google Telecoms, e, evidentemente, Google Livros.

Alguns dirão que o Google é tão inovador que não devemos nos preocupar. Mas a companhia não é tão inovadora quanto as pessoas consideram em geral. Google Maps, Google Earth, Google Groups, Google Docs, Google Analytics, Android e muitos outros produtos Google baseiam-se em tecnologia que o Google adquiriu, e não que inventou.

Os próprios AdWords e AdSense, os motores econômicos extraordinariamente eficientes que determinaram o sucesso meteórico do Google, são essencialmente invenções emprestadas de outros: o Google adquiriu a AdSense com a compra da Applied Semantics em 2003; e a AdWords, embora desenvolvida pelo Google, é usada com licença de seus inventores, a companhia Overture.

O Google reconheceu imediatamente a ameaça à abertura e à inovação para o poder de mercado das provedoras de serviços da internet, e há muito tempo é um dos principais defensores da neutralidade da rede.

Mas, agora, enfrenta uma escolha difícil. Adotará a neutralidade de busca como extensão lógica da neutralidade da rede que protege realmente o igual acesso à internet? Ou tentará argumentar que o poder discriminatório de mercado é de certo modo perigoso nas mãos de uma companhia de telecomunicações ou a cabo, mas inócuo nas mãos de um mecanismo de busca esmagadoramente predominante? A FCC agora convida a comentar publicamente as normas de neutralidade de rede que propõe, de modo que ainda há tempo para convencer a comissão a ampliar o alcance de suas regulamentações. Particularmente, ela deveria garantir que os princípios de transparência e não discriminação sejam aplicados aos mecanismos de busca e também às provedoras de serviços. A alternativa é uma internet em que a inovação poderá ser esmagada à vontade por um mecanismo de busca todo-poderoso.

* Adam Raffé um dos fundadores da Foundem, empresa de tecnologia de Internet

Estadão

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Google lança ‘Street View” no Brasil

Google lança serviço de imagens Street View no Brasil

Google Street View FiatClique na imagem para ampliar
Modelo Fiat Stilo foi adaptado para receber o kit de captura de imagens do Google Street View.

O Google anunciou nesta quinta-feira (2) que as cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro serão as primeiras do país a receberem o serviço Street View, que digitaliza imagens das ruas no serviço de mapas da empresa.

Essa ferramenta, disponível tanto no Google Maps quanto no Google Earth, permite que o usuário “navegue” por uma região, visualizando fachadas e outros elementos urbanos fotografados e transformados em um ambiente virtual.

A parceria do Google com a Fiat leva às ruas 30 carros modelo Stilo, adaptados para capturar as imagens enquanto circulam. Ao todo, nove câmeras instaladas no topo do carro fotografam os ambientes – as imagens são sincronizadas com um aparelho GPS e armazenadas em um computador embarcado no veículo.

O objetivo da empresa é digitalizar todas as ruas das regiões metropolitanas dessas cidades, o que resulta, segundo estimativas, em 1 milhão de quilômetros a serem percorridos.

Fotografando as ruasGoogle Street ViewClique na imagem para ampliar
Street View permite ao usuário visualizar imagens panorâmicas capturadas por veículos.

Segundo Marcelo Quintella, gerente de produtos do Google, a captura das imagens começa nesta quinta, mas não existe previsão de quando elas estarão disponíveis on-line. Depois de capturadas, as fotografias passam por tratamento e só depois são incluídas no sistema. A publicação das imagens de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro ocorrerá simultaneamente, segundo a empresa.

A lista das próximas cidades a serem digitalizadas não está definida. Segundo Quintella, a prioridade será atender o interesse do usuário, levando em consideração as principais cidades do país.

Interesse público

“O Street View tem uma dimensão de serviço público que não pode ser ignorada”, disse Alex Dias, diretor-executivo do Google no Brasil. Ele destaca que órgãos públicos poderão aplicar o Street View em projetos turísticos, por exemplo.

Outras situações citadas pelo Google envolvem soluções para o transporte urbano, como informações sobre roteiros de ônibus, e até segurança pública, como auxílio em ações de bombeiros ao atender emergências em locais desconhecidos.

O Street View existe desde 2007 e é alvo de críticas sobre invasão de privacidade em outros países, tendo “flagrado” pessoas em situações consideradas impróprias pelos usuários. Atualmente, o sistema aplica um filtro automático para preservar a identidade de pessoas e as placas de automóveis. O usuário que se sentir ofendido por alguma cena pode usar um formulário de reclamação disponível no próprio serviço: ele indica a imagem polêmica e explica sua reclamação.

Renato Bueno – G1

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Tecnologia: Sem privacidade e sem esconderijos

Sem privacidade e sem esconderijos
por Roberto Soares Costa
Gerente de projetos na web – Porto Alegre/ RS

Em pouco tempo não haverá mais esconderijos e a todo o momento estaremos sendo perseguidos por alguém. Situações inimagináveis até mesmo em filmes de ficção estão acontecendo, e a velocidade é tão rápida que ainda não paramos para pensar.

A evolução da tecnologia tem apresentado ferramentas poderosíssimas. Se ocuparmos minutos do nosso tempo para analisar o quanto nossas vidas estão expostas, uma crise de pânico pode se espalhar. O arsenal de ferramentas do Google, é um exemplo, nos captura de várias formas, não somos mais pessoas e sim cadastros, consumidores.

Quando fazemos uso do Gmail, onde nos permitem enviar e receber e-mails infinitamente, nossas mensagens vêm e vão sempre acompanhadas de propagandas e anúncios, seja pelas laterais ou no topo de nossas caixas de correio eletrônico.

Quando aderimos ao Orkut, alimentamos um álbum público com nossas fotos, relação de amigos, expomos todas as nossas preferências, deixando bem claro nosso perfil ao mundo. Quando realizamos pesquisas no Google.com, estamos dando dicas do que nos interessa, o que estamos precisando, qual é nosso estado de espírito, se tristes ou animados. Nossas ações vão nos identificando dentro de um ambiente que nos tem como alvos.

Um outro exemplo do quanto nossa privacidade está comprometida, é o fantástico recurso do Google Maps, o Google Latitude. Com este recurso poderemos saber onde estão ou para onde estão indo, nossos filhos, amigos ou parceiros em tempo real.

Esta tecnologia que está em fase experimental funcionará através de telefones celulares ou pelo navegador web. Por parte do Google não haverá nenhuma cobrança, já se tratando das operadoras de telefonia é de se esperar. Saber onde estamos ou para onde vamos, nossos gostos, necessidades, relações sociais ou costumes, comercialmente é fantástico.

A final receber um bom atendimento, ter soluções antecipadas às nossas necessidades, é tudo que queremos, no entanto o que assusta é não saber onde tudo isso vai parar.

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Você já parou para pensar na quantidade de informações que são passadas diariamente para o Google e o poder que ele tem de saber os hábitos de seus usuários?

Milhões de pessoas se utilizam de sites de buscas para trabalho, estudo ou compras, além de pesquisas sobre temas mais delicados como uma doença grave, a procura por um amor, uma informação sobre empréstimos…E você sabe qual é o buscador mais utilizado no mundo? O Google, claro.

Metade de todas as buscas da internet são feitas no Google, o que dá ao site o poder de determinar o que será visto e o que ficará esquecido na web. Também não há como deixar de lado seus outros serviços famosos, como o Youtube, Orkut, Gmail, Google Earth, Blogger e Picasa. Junte tudo, mais a quantidade de informação pessoal que o Google é capaz de armazenar a seu respeito e não sobra muit o Google sabe quem você é.

Mas afinal, quanto o Google sabe sobre você, sobre o que você gosta/faz/quer e até onde você está?

O site Center Networks produziu uma lista que mostra como os principais serviços do gigante das buscas podem revelar inúmeras informações a seu respeito.

Leia mais…

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Olhe essa – Tecnologia – Google Maps, avança

O pessoal do Google, não dorme. Está sempre descobrindo novos ninchos de negócios. Somos surpreendidos como a empresa encontra espaços para extender seus (deles) tentáculos. Leia a seguir as novas do Google.

Bombas de combustível terão Google Maps em postos dos EUA.
Folha On Line

A partir de dezembro motoristas que estiverem perdidos nas estradas dos EUA poderão ter acesso ao serviço Google Maps em telas instaladas em bombas de combustível, anunciou na quarta-feira a fabricante Gilbarco Veeder-Root.

O novo sistema mostrará os mapas coloridos nos postos de gasolina, com rotas e outras informações para viajantes que precisam se localizar e não tem uma conexão de internet disponível.

“Motoristas perdidos poderão pedir ao Google para ajudá-los”, disse à agência de notícias France Presse a porta-voz da Google, Megan Quinn. Segundo ela, a ferramenta estará disponível em milhares de postos de gasolina dos EUA.

O viajante poderá localizar pontos no mapa, como restaurante, hospitais e atrações turísticos. Após a pesquisa, o motorista poderá imprimir o mapa e levá-lo para consultas posteriores.

“Buscar endereço na bomba de combustível é mais seguro para o motorista do que usar dispositivos móveis e, de longe, mais confiável que consultar um estranho”, diz Kirsten Paust, vice-presidente de sistemas globais da Gilbarco’s.

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