Gmail dirá qual e-mail é importante

A Google lançará na próxima semana um sistema do Gmail chamado “Priority Inbox”, que promete separar os e-mails mais importantes de “todo o resto”.

O novo recurso será semelhante ao mecanismo de detecção de spams, mas vai levar em conta os endereços eletrônicos de pessoas com quem o usuário mais se relaciona (responde e encaminha e-mails).

Caso a separação não agrade, haverá botões para selecionar aquilo for mais importante: este símbolo para dar importância, e este para tirar importância.

Há ainda a possibilidade de criar filtros personalizados separando os e-mails em três caixas de entrada: “Important and unread” (importantes e não lidos); “Starred” (marcados) e “Everything else” (todo o resto).

A ideia, segundo o blog oficial da empresa, partiu do excesso de tempo perdido tentando descobrir “o que é preciso ser apenas lido e o que requer uma resposta”.

A novidade estará disponível para todos os usuários do Gmail.

O blog diz que um aviso aparecerá na próxima semana no canto direito da tela do site com a mensagem “New! Priority Box”.

Murilo Roncolato/O Estado de S.Paulo


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Independente dos saberes jurídicos e da existência de legislação surgida ainda na época do império dos meios analógicos, as novas tecnologias forçam um olhar diferenciado sobre a questão dos Direitos Autorais no mundo dos bits e bytes. É urgente uma reforma na lei do Direito Autoral em um mundo em que se produz conteúdo – textos, vídeo, música, etc. – sem sair de casa.
No âmbito das publicações acadêmicas, pesquisas demonstram que o material didático essencial para um ano de curso acadêmico, se adquiridos, chega a consumir a totalidade da renda familiar de 3/4 dos alunos oriundos da classe média.
A maior urgência, a meu ver, é a regulamentação do intermediário no consumo e replicação de conteúdos.
O Editor


O YouTube não é o Pirate Bay

* Este artigo foi escrito em parceria pela Dra. Patricia Peck Pinheiro e o Dr. Luiz Henrique Souza, advogados especialistas em Direito Digital sócios do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados. (www.pppadvogados.com.br).

Imagine um serviço criado para o compartilhamento na internet de conteúdos multimídia fornecidos pelos próprios usuários. Suponha ainda que uma parte significativa desses conteúdos viole direitos autorais de grandes conglomerados da mídia. Por fim imagine que este serviço se torne um dos mais relevantes da internet em termos de uma audiência formada substancialmente por pessoas interessadas em conteúdos “pirateados” e que por conta disto fature milhões em publicidade.

Parece-nos apenas uma questão de tempo para que tal serviço seja descontinuado pela justiça em nome da tutela dos direitos autorais. Foi assim com o Napster, foi assim com o Pirate Bay, mas não foi assim com o YouTube no recente julgamento da corte de Nova York no caso movido pela Viacom versus o Google e o YouTube. Porque será que, ao contrário de outros, o YouTube é um “porto seguro”?

A resposta está na lei americana especificamente criada para combater a pirataria na internet conhecida pela sigla DMCA (Digital Millennium Copyright Act), que permite que um prestador de serviços tenha sua responsabilidade limitada (“safe harbor”) caso consiga atender algumas exigências da lei americana como, por exemplo: (a) remover conteúdos infratores prontamente assim que tomar conhecimento ou quando propriamente notificado; (b) não obter vantagem financeira atribuível diretamente à violação de direitos; e (c) manter um agente de propriedade industrial especialmente designado para receber e encaminhar as reclamações recebidas.

Quando obedecidas estas exigências, o prestador de serviços na internet não é responsável pela conduta de seus usuários e tampouco é obrigado a agir proativamente vasculhando o conteúdo do seu serviço atrás de violações de direitos.

Em meados do século XVII não existia muita diferença na atuação de corsários e piratas, exceto que os primeiros agiam com a permissão de um Estado. Tais permissões foram abolidas pela Declaração de Paris, em 1856 e, por incrível que pareça, os Estados Unidos nunca ratificaram esta declaração.

No Brasil, talvez, a resposta do poder judiciário fosse bem diferente. Como não temos nenhuma lei, sequer, semelhante ao DMCA, poderia uma eventual ação ser julgada em desfavor do YouTube, considerando-o objetivamente responsável por todos os danos causados por força da aplicação da teoria do risco (art. 927 § 1º do Código Civil). Segundo essa teoria, existe obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Estão em fase de discussão pública dois interessantes projetos legislativos, a nova lei de direitos autorais e o marco civil regulatório da internet, que podem trazer uma abordagem mais moderna para discussões dessa natureza.

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Voto do ministro Henrique Neves em ação sobre liberdade de expressão na internet

Ação em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a retirada do ar de um blog que promove a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Ao apresentar seu voto em Plenário, o ministro negou o pedido do MPE por considerar que suspender todo o conteúdo do blog implicaria em determinar a retirada não só daquelas informações que, eventualmente, infrijam a legislação, mas também todas as demais que constituem meras opiniões e estão abarcadas pela garantia da livre expressão do pensamento.

Ele fez uma reflexão sobre liberdade de expressão e afirmou que, nestes casos, a suspensão deve ser “apenas e tão somente do quanto tido como irregular, preservando a liberdade de expressão”. Para o ministro, “diante de alegação da prática de propaganda irregular, de um lado, não pode ser sacrificado o direito à livre expressão do pensamento do cidadão que se identifica, de outro, não é possível permitir que essa manifestação ofenda princípios constitucionais de igual relevância ou afronte as leis vigentes”.

Leia o voto na íntegra.

Leia mais:

29/06/2010 – TSE decide sobre utilização da internet para divulgar opiniões sobre candidatos

22/06/2010 – Google informa ao TSE dados sobre o registro de blog a favor de Dilma Rousseff

16/06/2010 – Ministro determina que Google apresente informações sobre responsável por site favorável à Dilma

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Blog da candidata Dilam Roussef, segundo o TSE, não infringe legislação eleitoral

TSE mantém blog pró-Dilma acusado de antecipar campanha

Ministros decidiram pela retirada apenas de parte do conteúdo.

MP questionava ainda o Google por manter site com propaganda irregular.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (29) autorizar a continuidade do site dilma13.blogspot.com, contestado em ação pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por enaltecer a imagem da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A ação acusava ainda o Google de hospedar material com propaganda eleitoral irregular.

Na ação, o MPE ressalta ainda que o site faz pedido expresso de ajuda financeira. O relator do processo, ministro Henrique Neves, entendeu que o site pode ser mantido, mas com a retirada dos comentários considerados irregulares.

A pedido do TSE, na semana passada, o Google enviou informações sobre o site, que foi criado em 2008, e também forneceu o e-mail com o qual ele foi registrado.

No entanto, a empresa argumentou que “para remover conteúdo de suas ferramentas, é imprescindível a apreciação prévia pelo poder Judiciário, para que seja verificado se há ou não conteúdo lesivo, na forma da legislação vigente”.

Neves afirmou ainda que antes de ingressar com ações na Justiça Eleitoral, os partidos ou partes que se sentirem atacados devem antes notificar os provedores onde estiverem hospedados sites com conteúdo considerado ofensivo.

Os ministros entenderam que, sabendo da irregularidade, caso o provedor mantenha o conteúdo, passará a ser também responsável pela irregularidade.

“Não quer dizer que o site terá imediatamente que retirar o conteúdo. A notificação serve para demonstrar que o provedor sabia da irregularidade”, disse o ministro.

A ministra Cármen Lúcia acompanhou o voto do relator e lembrou da dificuldade de regular os conteúdos na internet.

“Parece extremamente difícil a regulação neste campo. É espaço de liberdade conquistado a partir de uma plataforma nova”, disse.

Débora Santos/G1

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Justiça de Connecticut investigará coleta de dados do Google.

o secretário de Justiça de Connecticut anunciou que conduzirá uma investigação de múltiplos Estados norte-americanos sobre a coleta pelo Google de dados de redes sem fio. A coleta foi feita por veículos que fotografam ruas para o serviço Street View da empresa.

O secretário Richard Blumenthal disse na segunda-feira que mais de 30 Estados dos EUA participaram de uma recente teleconferência sobre a questão.

Foi o mais recente desdobramento em uma controvérsia sobre defesa da privacidade que irrompeu em maio, com a notícia de que os veículos do Google Street View recolheram alguns dados pessoais que estavam sendo transmitidos por redes Wi-Fi.

A companhia já enfrenta uma investigação informal sobre o assunto pela Comissão Federal do Comércio (FTC) dos Estados Unidos e diversos inquéritos em outros países e processos judiciais coletivos.

“Meu gabinete liderará uma investigação multiestadual, com o envolvimento de número significativo de Estados, sobre a invasão muito perturbadora que o Google praticou contra a privacidade pessoal”, afirmou Blumenthal em comunicado.

“Os consumidores têm o direito e a necessidade de saber que informações, as quais podem incluir endereços de e-mail, dados sobre hábitos de navegação on-line e senhas da Web, foram recolhidas pelo Google, como e por que razão.”

Blumenthal diz que o Google vem colaborando, mas “as respostas que ofereceu até agora só serviram para gerar novas dúvidas”.

“Nossa investigação vai considerar se leis foram violadas e se mudanças nos estatutos federais e estaduais são necessárias”, afirmou.

O Google usa frotas de veículos em todo mundo para recolher imagens panorâmicas de ruas, já há alguns anos. As pessoas que usam o atlas online do Google em busca de endereços e informações muitas vezes podem visualizar fotos recolhidas pelo Street View.

O Google diz que utiliza dados sobre a localização de redes Wi-Fi para melhorar os serviços baseados em localização nos celulares inteligentes acionados por seu sistema operacional.

A empresa revelou que sua frota estava coletando dados de redes sem fio em abril, mas na ocasião disse que nenhuma informação pessoal dessas redes estavam envolvidas no caso.

Porém, depois de uma auditoria pedida pela Alemanha, o Google reconheceu em maio que estava recolhendo informações de maneira equivocada.

Folha de S.Paulo/Reuters

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Google lança aplicativos para eleições

O Google, responsável pela rede social mais popular no país, pretende lançar em agosto um pacote de aplicativos voltado para as eleições.

De acordo com Félix Ximenes, diretor de Comunicação do Google Brasil, a idéia é promover espaços específicos para os usuários debaterem campanhas eleitorais, assim como foi feito em 2008, porém de forma menos “tímida”.

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YouTube lança ferramenta on-line para edição de vídeos

Editor tem funções básicas para que usuários possam criar novos conteúdos.

Novo recurso é oferecido pelo Google a partir da computação em nuvem.

O YouTube lançou uma nova ferramenta on-line para edição de vídeos para os usuários, informou o site especializado em tecnologia “Cnet”.

Com funções básicas, o editor on-line do YouTube não concorre com ferramentas profissionais do porte do Final Cut, da Apple, ou do Premiere, da Adobe. Mas é possível cortar vídeos e combinar múltiplos vídeos para formar uma composição única.

Um dos maiores defensores da computação em nuvem, o Google mostra com o novo editor de vídeos do YouTube a possibilidade de criar conteúdo por esse meio, e não só consumir esse conteúdo, apontou o “Cnet”.

Para utilizar o editor de vídeo, o usuário deve arrastar as imagens em miniatura (thumbnails, as imagens de pré-visualização) dos seus vídeos até a linha de edição na parte inferior. Ao passar o mouse sobre a imagem, um ícone de tesoura surgirá, bastando clicar sobre ele para cortar o início e o fim de um vídeo.

É possível visualizar uma versão do vídeo em baixa resolução, antes de salvá-lo e incluí-lo na coleção de vídeos do usuário.

Ainda em fase de testes, o novo editor permite ainda a inclusão de trilha sonora, além das opções habituais como legendas, tags, permissão de compartilhamento, entre outros recursos.

G1

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O ministro Henrique Neves, do TSE, ordenou no início da tarde que a Google Brasil informe quem são os responsáveis pelo conteúdo do site intitulado Blog da Dilma (www.dilma13.blogspot.com).

A liminar atende a ação cautelar do Ministério Público Eleitoral ajuizado esta manhã. O MP identificou no blog “diversas matérias enaltecendo a candidatura e a candidata”, havendo, inclusive, pedido de ajuda financeira para custear tanto despesas do site como para confeccionar “vários tipos de materiais de campanha eleitoral”.

Tais práticas, segundo o MP, são vedadas porque a propaganda eleitoral na internet está proibida até o dia 4 de julho. Por isso, o MP pediu liminar para retirar o blog do ar imediatamente e identificar os responsáveis pelo site para, se houver elementos futuramente, puni-los por terem feito campanha antecipada.

Constam do site o jingle da campanha da candidata do PT e pedido de colaboração, de “qualquer valor”, para fortalecer “nossa luta em favor de eleger DILMA PRESIDENTE (sic). Há, inclusive, o número da conta de Lucas Silva de Oliveira, intitulado diretor financeiro do blog.

Henrique Neves negou pedido para suspender o conteúdo da página eletrônica. Mas concordou que os indícios apresentados pelo MP justificam “a quebra da relação de confidencialidade que normalmente rege as relações entre os provedores de hospedagem e os seus usuários”.

Ou seja, há elementos, como a divulgação do jingle de campanha e informações favoráveis à Dilma, que, em princípio, demonstrariam a realização de campanha antecipada.

blog do Lauro Jardim

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Google reinventa seu índice de buscas

A Google anunciou o lançamento de seu sistema Caffeine, uma nova abordagem de seu modo de indexar a web, com ênfase em oferecer as páginas mais recentes da internet como resultados de busca.

Segundo a empresa, é uma máquina de busca 50% mais rápida que a anterior, e representa a maior coleção de conteúdo web já oferecida na História.

Diferentemente do sistema anterior, que se baseava num conceito de camadas, o Caffeine trabalha separando a web em pequenas porções e mantendo o índice-mestre do Google continuamente atualizado, em escala mundial.

Mais detalhes, na tradução de um post no blog oficial do Google, em http://bit.ly/cafgoo.

Carlos Alberto Teixeira/O Globo

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No começo a internet é vista apenas como uma diversão, e usada, no máximo, para troca de e-mails. Por essa época, o computador era artigo de luxo nos lares, e era a época do ICQ e do incipiente MSN.

Agora, com a web 2.0 e a febre das redes sociais, saber quem está online, porque, de onde e para que passou a ser crucial para as estratégias globais de negócios.

O Editor


Mais um capítulo na história da megalomania digital

Mark Zuckerberg quer dominar a internet. Seu plano tem método e se ancora na identidade de cada um.

Há quase meio bilhão de pessoas que usam o Facebook com frequência. Estão entre os usuários mais ativos da internet. O Facebook sabe quem são os amigos destas pessoas, conhece seus hábitos de consumo e suas preferências culturais. Conforme mais e mais sites de serviço se aliam ao Facebook, mais o Facebook saberá sobre nossas vidas. E esta informação estará a venda.

O Facebook quer chegar ao ponto em que se alguém sabe quem é quem na internet, se uma única empresa sabe como vender o que para cada um de nós, será ele próprio. A identidade digital de todos nós será um perfil no Facebook.

Mark Zuckerberg não é o primeiro a querer dominar a internet. É só o último de uma história comprida que só. E o conceito de o que é “dominar a internet” tem variado um bocado.

Começou com a Guerra dos Browsers. Foram emocionantes os últimos anos da década de 90 do século passado. A web se popularizou por causa do primeiro software de navegação gráfico – o Mosaic. No topo da onda, o jovem estudante que havia escrito o programa se juntou ao fundador da Silicon Graphics e juntos eles puseram na rede o Netscape.

O raciocínio de Mark Andreessen, o programador, e Jim Clark, o executivo, era de que nossa base computacional deixaria de ser o sistema operacional do micro e pularia para a web. Um raciocínio ousado: nosso correio eletrônico, agenda, textos escritos, relatórios – tudo na web. A Microsoft, que tinha total monopólio do modelo antigo com seu Windows, entrou em pânico e partiu para a guerra aberta, total.

Embora o Explorer da Microsoft ainda esteja aí e o Firefox, baseado no Netscape, também tenha seguido uma carreira de sucesso, ambas perderam.

Assim como é irrelevante qual o sistema operacional que qualquer um use, hoje, tampouco importa qual o browser. Porque o domínio da internet passou a ser de outra ordem: quem controla o acesso a informação?

É o modelo Google que dominou os últimos dez anos. Conforme a internet cresceu, tornou-se impossível acompanhar toda informação em toda parte. E ao se transformar em site-centro de toda a internet, o Google foi além descobrindo um modelo de negócios.

Propaganda. E propaganda barata emaranhada nos resultados de busca a um custo de centavos por clique.

Logo os engenheiros perceberam que podiam ir além. Bastava oferecer serviços para donos de sites pequenos ou grandes. Caixas de busca, ferramentas de análise de tráfego, assinaturas por RSS. Tudo sempre uma boa desculpa para inserir um código do Google no site e, portanto, mais um pedaço da internet no qual o Google pode vigiar o usuário que passeia.

Há uma diferença. O Google acompanha cada página visitada, consegue encaixar a propaganda certa para o usuário de acordo com seu padrão de navegação mas, muitas vezes, não sabe de quem se trata.

Para o Facebook, não basta. E um novo conceito de o que é dominar a internet nasce. Cada usuário que navega pela rede tem nome e sobrenome. E ferramentas começam a pipocar em sites diversos – o botão de “curtir” e o login são apenas o início.

Mas o que é realmente dominar a rede? Quem controla a estrutura de endereços da internet é o Departamento de Comércio dos EUA. Praticamente todas as interconexões de servidores são feitas por roteadores de uma só empresa, a Cisco. O governo chinês filtra quase tudo que seus cidadãos veem com considerável sucesso. A internet já tem quem a controle faz tempo.

Pedro Doria/Estadão

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Twitter para brasileiro ver

Site prepara versão em português, revela executiva. País tem mais usuários que América Latina

O Twitter, site de microblogs mais popular da internet, já trabalha em uma versão para o português. De acordo com a companhia, o Brasil é um dos países estratégicos, embora inglês e japonês sejam os dois idiomas mais escritos na plataforma.

O brasileiro é um dos povos mais ativos no Twitter, confirmou Jenna Dawn, porta-voz do site americano.

Segundo a consultoria britânica comScore, há 5,945 milhões de usuários no país, cerca de 1,5 milhão de pessoas a mais que em todo o resto da América Latina, onde 4,498 milhões acessam o Twitter.

Em uma conferência com os jornais da América Latina que fazem parte do Grupo de Diarios América (GDA) — formado por 11 dos principais periódicos da região, entre eles O GLOBO — Jenna lembrou do forte crescimento do Twitter no Chile após o terremoto de fevereiro, quando o número de contas aumentou 500%.

Com isso, a empresa percebeu, segundo ela, a importância de ter o site de microblogs em diversos idiomas. Atualmente, são seis: além de inglês, espanhol e japonês, há italiano, francês e alemão.

— Se não tivéssemos Twitter em espanhol, não teríamos conhecido o impacto (da importância do idioma).

O Twitter estará disponível em português, mas ainda não temos uma data para o lançamento — revelou.

75% não postam comentários

A executiva destacou que o Twitter já aposta no Brasil. Isso porque o país é uma das seis nações que têm um “Trend Topic” — espécie de lista que conta com os assuntos mais populares entre os usuários de determinadas localidades. Ao lado do Brasil estão México, Reino Unido, EUA, Canadá e Irlanda. Em breve, haverá um do Chile.

Há ainda os “Trend Topics” das cidades. Atualmente são 13 nos EUA (Nova York, Washington, Los Angeles, São Francisco, entre outras), além de Londres e São Paulo. A ideia do Twitter é criar em breve um “Trend Topic” até para bairros.

Segundo Jenna, Brasil, Chile e Venezuela são responsáveis pelas cifras mais importantes da América Latina.

Mas ela não revelou os números.

Jenna Dawn detalhou o comportamento dos usuários do Twitter. Ela destacou que cerca de 75% dos acessos são feitos por aplicações móveis (telefones celulares) e os 15% restantes, no próprio site. E mais: 75% das pessoas com perfil no Twitter não postam comentários. A empresa também está preocupada com a segurança dos usuários, por isso vem conversando com os governos para manter a plataforma mais segura.

No Brasil, o Twitter — com 5,945 milhões de usuários — é o terceiro site de relacionamento mais acessado.

Fica atrás do Orkut, da Google, com mais de 24,6 milhões de usuários, e do Windows Live Profile, da Microsoft, com 11,2 milhões. Já na América Latina (incluindo o Brasil), o Twitter é o quinto — com 10,4 milhões.

Na região, o líder é o Facebook, com 48,7 milhões de usuários, seguido de Windows Live Profile (36,4 milhões), Orkut (25,2 milhões) e HI5.com (12,5 milhões).

Em entrevista ao jornal mexicano “El Universal”, Jenna afirmou que o Twitter não é “nada sem as pessoas, elas tinham coisas a dizer antes de a plataforma existir”.

— O Twitter não trata de estabelecer laços de amizade, mas sim de compartilhar informações pelo mundo, é um espaço aberto — afirmou a porta-voz, em visita ao México para o primeiro congresso latino-americano de Twitter (#140 México).

O Twitter se define como um serviço aberto de informação em tempo real, em que milhões de pessoas trocam conteúdo. A informação postada deve caber em 140 caracteres.

Bruno Rosa/O Globo

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Na realidade o melhor antivírus que existe é o próprio usuário. Claro que um programa antivírus comprado legalmente ajuda, mas cuidado com os sites que acessa e os links nos quais clica, ainda é a melhor garantia para manter seu computador longe das pragas dos vírus. O velho, contudo atualíssimo ditado, é melhor prevenir que remediar, não deve ser relevado pelo usuário.

O editor


Antivírus falsos já representam 15% de todos os softwares maliciosos

Programas antivírus falsos são uma ameaça cada vez maior para os computadores, de acordo com um estudo do Google divulgado nesta semana.

Uma análise de 240 milhões de páginas de internet feita durante 13 meses, entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2010, mostrou que programas antivírus falsos já representam 15% de todos os softwares maliciosos para computadores.

A pesquisa, apresentada em um seminário na Califórnia, sugere ainda que mais de 11 mil domínios registrados na internet estão relacionados à distribuição de antivírus falsos.

Segundo o estudo, mais da metade dos programas são enviados às vítimas como forma de anúncio comercial.

Usuários de computador são convencidos a baixar os programas que, uma vez instalados, podem roubar dados ou forçar o usuário a fazer pagamentos para registrar o produto falso.

“Surpreendentemente, muitos usuários são vítimas desses ataques e pagam para registrar os (programas antivírus) falsos”, disse o estudo.

“Para piorar as coisas, os antivírus falsos normalmente são acompanhados de outros vírus que permanecem nos computadores das vítimas mesmo que elas não tenham efetuado o pagamento”.

Recomendação

De acordo com Graham Cluley, da empresa de segurança Sophos, que não estava envolvida no estudo, um dos principais meios usados pelos hackers para espalhar esses programas falsos são as técnicas de optimização de buscas chamadas de black hat (chapéu preto), que manipulam as buscas para enganar os usuários, oferecendo conteúdo diferente.

“Os crackers usam notícias populares, como a morte de Michael Jackson. Depois, criam um website cheio de conteúdo que pode aparecer como primeira opção nos sites de busca”, explica Cluley.

“Qualquer um que clicar no link receberá um pop-up com um novo link para um software antivírus falso”, afirmou.

O Google usa mecanismos para filtrar esses websites, mas a empresa afirmou que os crackers estão conseguindo evitar serem detectados porque mudam os domínios que usam de maneira rápida.

Cluley recomenda que os usuários devem ser familiarizados com seus próprios programas de antivírus e suspeitarem sempre se receberem um link pop-up pedindo algum tipo de pagamento para a limpeza do computador.

“Se você já tem um antivírus instalado, não deve se preocupar com isso”, afirmou.

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