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Garcia Lorca – Poesia domingo, 4 de novembro de 2018

Tenho Medo de Perder a Maravilha Federico Garcia Lorca Tenho medo de perder a maravilha  de teus olhos de estátua e aquele acento  que de noite me imprime em plena face  de teu alento a solitária rosa. Tenho pena de ser nesta ribeira  tronco sem ramos; e o que mais eu sinto  é não ter a flor, polpa, ou argila  para o gusano do meu sofrimento. Se és o tesouro meu que oculto tenho  se és minha cruz e minha dor molhada, …

Garcia Lorca – Versos na tarde 26/03/2018 segunda-feira, 26 de março de 2018

Este é o Prólogo Federico García Lorca Deixaria neste livro toda minha alma.  Este livro que viu  as paisagens comigo  e viveu horas santas.  Que compaixão dos livros  que nos enchem as mãos  de rosas e de estrelas  e lentamente passam!  Que tristeza tão funda  é mirar os retábulos  de dores e de penas  que um coração levanta!  Ver passar os espectros  de vidas que se apagam,  ver o homem despido  em Pégaso sem asas.  Ver a vida e a…

Garcia Lorca – Versos na tarde – 26/09/2017 terça-feira, 26 de setembro de 2017

Se as minhas mãos pudessem desfolhar Garcia Lorca¹ Eu pronuncio teu nome nas noites escuras, quando vêm os astros beber na lua e dormem nas ramagens das frondes ocultas. E eu me sinto oco de paixão e de música. Louco relógio que canta mortas horas antigas. Eu pronuncio teu nome, nesta noite escura, e teu nome me soa mais distante que nunca. Mais distante que todas as estrelas e mais dolente que a mansa chuva. Amar-te-ei como então alguma vez?…

Garcia Lorca – Versos na tarde – 15/04/2016 sexta-feira, 15 de abril de 2016

Escreva-me García Lorca¹ Amor de minhas entranhas, morte viva, em vão espero tua palavra escrita e penso, com a flor que se murcha, que se vivo sem mim quero perder-te. O ar é imortal. A pedra inerte nem conhece a sombra nem a evita. Coração interior não necessita o mel gelado que a lua verte. Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias, tigre e pomba, sobre tua cintura em duelo de mordiscos e açucenas. Enche, pois, de palavras minha loucura…

Garcia Lorca – Versos na tarde – 23/10/2012 sábado, 27 de outubro de 2012

Confusão Garcia Lorca ¹  “Meu coração é teu coração? Quem me reflexa pensamentos? Quem me presta esta paixão sem raízes? Por que muda meu traje de cores? Tudo é encruzilhada! Por que vês no céu tanta estrela? Irmão, és tu ou sou eu? E estas mãos tão frias são daquele? Vejo-me pelos ocasos, e um formigueiro de gente anda por meu coração. ” Federico García Lorca, in ‘Poemas Esparsos’ ¹ Federico García Lorca * Fuente Vaqueros, Espanha – 05 de…

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