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Florbela Espanca – Versos na tarde – 26/06/2018 terça-feira, 26 de junho de 2018

Tarde no mar,horizonte Florbela Espanca A tarde é de oiro rútilo: esbraseia. O horizonte: um cacto purpurino. E a vaga esbelta que palpita e ondeia, Com uma frágil graça de menino, Pousa o manto de arminho na areia E lá vai, e lá segue o seu destino! E o sol, nas casas brancas que incendeia, Desenha mãos sangrentas de assassino! Que linda tarde aberta sobre o mar! Vai deitando do céu molhos de rosas Que Apolo se entretém a desfolhar……

Florbela Espanca – Versos na tarde – 10/01/2018 quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Poema Florbela Espanca Teus olhos têm uma cor de uma expressão tão divina, tão misteriosa e triste. Como foi a minha sina!!! É uma expressão de saudade vagando num mar incerto. Parecem negros de longe… Parecem azuis de perto… Mas nem negros nem azuis são teus olhos meu amor… Seriam da cor da mágoa, Compartilhe a informação:

Florbela Espanca – Versos na tarde – 04/07/2017 terça-feira, 4 de julho de 2017

Sem remédio Florbela Espanca¹ Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou… Não sabem que passou, um dia, a Dor À minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu Nosso Senhor! Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! Sinto os passos de Dor, essa cadência Que é já…

Florbela Espanca – Versos na tarde – 08/09/2016 quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Os versos que te fiz Florbela Espanca¹ Deixa dizer-te os lindos versos raros Que a minha boca tem pra te dizer! São talhados em mármore de Paros Cinzelados por mim pra te oferecer. Têm dolências de veludos caros, São como sedas brancas a arder… Deixa dizer-te os lindos versos raros Que foram feitos pra te endoidecer! Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda… Que a boca da mulher é sempre linda Se dentro guarda um verso que não diz!…

Florbela Espanca – Versos na tarde – 05/09/2016 segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Suavidade Florbela Espanca¹ Poisa a tua cabeça dolorida Tão cheia de quimeras, de ideal Sobre o regaço brando e maternal Da tua doce Irmã compadecida. Hás de contar-me nessa voz tão q′rida Tua dor infantil e irreal, E eu, pra te consolar, direi o mal Que à minha alma profunda fez a Vida. E hás de adormecer nos meus joelhos… E os meus dedos enrugados, velhos, Hão de fazer-se leves e suaves… Hão de poisar-se num fervor de crente, Rosas…

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