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Fernando Pessoa – Poesia terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Hoje já é outro dia Fernando Pessoa Eu amo tudo o que foi Tudo o que já não é A dor que já me não dói A antiga e errônea fé O ontem que a dor deixou O que deixou alegria Só porque foi e voou E hoje é já outro dia. Compartilhe a informação:

Fernando Pessoa – Literatura domingo, 9 de dezembro de 2018

A Realidade é um bocado de sol simples É preciso criar abismos, para a humanidade que os não sabe saltar se engolfar neles para sempre. Criar todos os prazeres, os mais artificiais possível, os mais estúpidos possível, para que a chama atraia e queime. O problema da sobrepovoação, o problema da sobreprodução eliminam-se criando-se focos de eliminação humana (por meio de todos os vícios), criando focos de inércia humana (por meio de todas as seduções). Fazer suicidas, eis a grande…

Fernando Pessoa – Poesia sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Não Tenho Pressa Fernando Pessoa Não tenho pressa. Pressa de quê? Não têm pressa o sol e a lua: estão certos. Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. Não; não sei ter pressa. Se estendo o braço, chego exatamente aonde o meu braço chega – Nem um centímetro mais longe. Toco só onde toco, não aonde penso. Só me posso sentar aonde estou. E isto faz…

Fernando Pessoa – Poesia quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A Espantosa realidade das cousas Fernando Pessoa/Alberto Caeiro A espantosa realidade das cousas É a minha descoberta de todos os dias. Cada cousa é o que é, E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, E quanto isso me basta. Basta existir para se ser completo. Tenho escrito bastantes poemas. Hei de escrever muitos mais. Naturalmente. Cada poema meu diz isto, E todos os meus poemas são diferentes, Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer…

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