Para presidente da CNN, redes sociais são o novo desafio dos canais de notícias

Facebook e Twitter ‘ameaçam’ afastar público da TV, diz Jon Klein.

Além de expansão na web, canal aponta para serviços via celular.

O presidente da CNN, Jon Klein, procura meios para enfrentar a ‘ameaça’ representada pelas redes sociais.

O maior desafio para a Cable News Network, o canal de notícias americano mais conhecido pela sigla CNN, hoje, são as redes sociais como Facebook e Twitter e não novas emissoras dedicadas à informação 24 horas, admitiu o presidente de uma das mais respeitadas empresas de mídia do mundo, nesta quarta-feira (10).

“A competição que eu realmente temo são os sites de relacionamento social”, confessou Jon Klein, durante a conferência de mídia Bloomberg BusinessWeek 2010, realizada em Nova York. “Eles são uma alternativa que ameaça afastar as pessoas de nós”, acrescentou.

“As pessoas de quem você é amigo no Facebook ou que você segue no Twitter são fontes confiáveis de informação”, explicou Klein. “Você clica em links que elas te enviam e confia nelas”, acrescentou.

“Bem, nós queremos ser o nome mais confiável quando o assunto é notícia”, continuou. E por isso, “não queremos que as mil pessoas que você segue no Twitter sejam as fontes mais confiáveis para você”.

“É um desafio e nós temos que responder a ele”, afirmou Klein.

“Por isso, estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”, comparou o executivo, citando a rede de TV que é a maior concorrente da CNN.

Aspas

Estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”

O executivo disse ainda que a “missão” de sua emissora é trazer as redes sociais e outros usuários da internet a se conectar de alguma forma à CNN. Além de expandir seus domínios na rede com notícias e vídeo, a CNN está voltada também para serviços via celular, explicou Klein.

“Os serviços on-line são uma área em expansão para nós, os serviços via celular têm enorme potencial de crescimento e o serviço doméstico a cabo nos Estados Unidos já é uma área de desenvolvimento”, acrescentou. “Há muito espaço para onde expandir”, emendou.

“Estamos em muitos lugares e eu acho que este é o modelo que pode funcionar bem para nós”, afirmou. “Todo mundo no ramo da mídia busca ativamente por múltiplas fontes de lucro, isto não é segredo”, acrescentou.

Análises detalhadas

Para Klein, que assumiu o cargo de diretor de operações da CNN nos Estados Unidos em 2004, depois de trabalhar na rede CBS, com a explosão das novas mídias e da internet, estar no local de um acontecimento não é mais o suficiente.

“Simplesmente estar lá costumava ser grande coisa”, afirmou. “Hoje em dia, precisamos dar mais do que simplesmente chegar lá”, continuou.

“Aprofundar e fazer análises é mais complicado”, disse. “Exige mais capacidade mental, mais trabalho, pensar mais o trabalho, exige mais criatividade”, enumerou.

“As pessoas acompanham rapidamente o que acontece hoje”, afirmou. “Você precisa dar a elas mais detalhes sobre o que está acontecendo. E aí que nós vamos trabalhar para continuar a fazer a diferença”, concluiu.

G1

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A incógnita da internet no jogo político-eleitoral

Há um consenso entre os que estudam a internet de que ela terá uma grande influência na definição dos novos centros de poder que estão surgindo na sociedade contemporânea. Mas o que ninguém sabe é como este processo vai se desenrolar, quando os seus resultados aparecerão e de que forma.

Os processos eleitorais configuram momentos em que as pessoas tomam decisões que vão moldar o cenário político e por consequência uma nova geografia do poder no país ou na região. Como a internet já faz parte do contexto social contemporâneo, ela começa a provocar reações desencontradas tanto entre os conservadores como entre os liberais.

As pessoas tomam decisões a partir de mensagens captadas pelo sistema cognitivo individual que por sua vez está condicionado a contextos específicos, dando origem a percepções diferenciadas. As mensagens são transmitidas e recebidas dentro do processo da comunicação, transportadas pelos chamados meios de comunicação (jornal, radio, TV, internet, cinema, livros, publicidade, propaganda etc.).

A internet é um meio de comunicação que opera no contexto de redes sociais formadas por usuários que interagem de forma horizontal e descentralizada. Estas características levaram o sociólogo espanhol Manual Castells a afirmar que “numa sociedade em rede, a política é essencialmente a política da mídia”, ou seja ela é determinada pela política dos meios de comunicação.

É esta característica que está deixando os conservadores nervosos e beligerantes enquanto os liberais mostram-se perplexos e desorientados. A internet quebrou o controle quase absoluto que os conservadores tinham sobre os meios de comunicação e isto os está assustando muito. A multiplicação vertiginosa dos weblogs, a disseminação viral dos twitters e o crescimento constante das redes como Facebook, os colocam diante de situações não previstas e incontroláveis.

O controle da comunicação sempre foi junto com a força militar o binômio responsável pela hegemonia de um segmento social cujo poder é financiado pela acumulação de riquezas. Como os conservadores estão perdendo o controle da comunicação isto os está obrigando a rever o seu modelo de poder político. A recente crise no sistema financeiro mundial é um sintoma deste ajuste, que até agora ninguém sabe como vai terminar.

Por seu lado, os liberais, ainda não chegaram a um consenso sobre o modelo econômico que viabilizará os negócios digitais, a longo prazo. A ausência deste modelo fragiliza os seus questionamentos políticos porque mantém a dependência dos internautas em relação à economia convencional.

Politicamente, a geração internet mostra-se refratária às práticas e valores tradicionais tendendo ao nihilismo eleitoral. Mas esta atitude, embora rotulada como apolítica, é na verdade profundamente política, porque aponta para o surgimento de um contra-poder alimentado pela comunicação horizontal e descentralizada dentro da internet.

Os dilemas e incertezas dos que desconfiam da internet são claramente visíveis na imprensa brasileira, que se mostra integrada ao sistema de poder político hegemônico no país, sem dar-se conta de que existe um contra-poder em gestação, cujo perfil é totalmente distinto daquele que caracterizou a esquerda.

A cobertura das eleições presidenciais deste ano faz parte deste contexto midiático e tende a fortalecer a ideia de que só existe um poder político, o que é uma ficção. Existe um poder hegemônico, mas a internet está criando outro que funciona segundo regras próprias e que em sua maioria ainda não foram suficientemente materializadas. A única coisa que se sabe é que ele provavelmente será fragmentado e descentralizado.

Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

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Gmail é o serviço de correio eletrônico mais utilizado

O Google vai transformar o seu serviço Gmail para ficar semelhante a uma rede social, segundo o The Wall Street Journal na sua edição de hoje. O jornal americano garante que a pedra basilar dessa mudança será a possibilidade do usuário compartilhar, inclusive vídeos com amigos, tal como já é possível no Facebook e Twitter.

Segundo o site especializado em novos mídias Mashable, a mudança deve ser anunciada amanhã.

Os jornalistas do site receberam um convite para estar presente num evento na sede da Google. O convite prometia revelar inovações em dois dos [seus] produtos mais populares?.

O Gmail é sem dúvida um dos produtos mais populares da Google e transformar o serviço de e-mail numa rede social seria uma grande inovação.

Em relação ao outro produto que vai ser alterado, os jornalistas do Mashable apostam no Picasa, no YouTube ou no Google Friend Connect.

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16 milhões de pessoas no Reino Unido acessaram a internet de seus celulares em dezembro de 2009.

As operadoras de telefonia celular da Inglaterra se aliaram com a empresa de pesquisa de mercado comScore para medir o uso da internet em dispositivos móveis, na primeira iniciativa do tipo que esperam ser capaz de lançar de vez o mercado de publicidade móvel.

Anunciantes tem mostrado interesse em atingir os celulares de consumidores, que trazem a vantagem de permitir um tipo de anúncio altamente pessoal como geograficamente dirigido, mas a intenção tem sido contida por fatores que incluem falta de dados sobre o consumo de mídia móvel.

Segundo a empresa de pesquisa de mercado Gartner, as receitas globais com publicidade em dispositivos móveis alcançaram 530 milhões de dólares no ano passado, podem saltar para 13,5 bilhões de dólares em 2013.

As operadoras celulares detém os dados sobre como seus usuários utilizam telefones, mas até agora vinham se mostrando relutantes em explorar essa informação por receio de levantarem questionamentos sobre privacidade dos clientes.

“Nos reunimos em uma coalizão de interesses e dissemos ´vamos tentar alguma coisa´”, afirmou Henry Stevens, que é responsável por publicidade móvel na GSM Association.

Stevens afirmou que levou quase três anos de conversas para tirar o projeto do papel e que as cinco operadoras celulares britânicas concordaram em fornecer dados anônimos de uso de Internet para a criação do produto.

Ele afirmou que a associação espera repetir o exercício em outros mercados depois da Inglaterra, que foi escolhida por seu tamanho e estágio relativamente maduro de desenvolvimento.

Os dados disponibilizados por O2, da Telefônica; Vodafone, Orange, T-Mobile e 3UK mostram que 16 milhões de pessoas no Reino Unido acessaram a internet de seus celulares em dezembro.

Os usuários visitaram 6,7 bilhões de páginas e gastaram 4,8 bilhões de minutos online a partir de seus aparelhos.

Os sites mais visitados foram Facebook, páginas do Google e da Telefônica, em termos de número de usuários. Com relação a número de páginas vistas e tempo gasto no site, o Facebook foi disparado o destino mais popular.

Compradores de espaço publicitário afirmaram que uma medição transparente poderá tornar possível o planejamento de campanhas de publicidade móveis e medir o sucesso dessas iniciativas da mesma forma com que fazem com outras mídias.

“Dados básicos de audiência é o ponto de partida”, disse Bob Wootton, diretor de marketing e publicidade da associação britânica do setor de propaganda ISBA, no lançamento de novo produto no final de ontem.

Info Online
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Tecnologia a serviço da liberdade.

O doidivanas das Caraíbas pode fechar estações de televisão, calar rádios e censurar jornais. Contudo, a internet está fora do alcance de qualquer aprendiz de tirano. “Eles” não aprendem! A web não pode ser censurada.

Contra a censura. Sempre!

O Editor

Redes sociais viram ‘arma’ anti-Chávez na Venezuela

Numa iniciativa batizada de “Política 2.0″, estudantes e opositores de Hugo Chávez converteram a web em plataforma de resistência ao governo na Venezuela.

Redes sociais como Twitter e Facebook se tornaram valiosas fontes de informação e rumores. Uma forma de reagir a restrições impostas pelo Chávez à mídia.

Sentindo o cheiro de queimado, Chávez qualificou os rivais cibernéticos, num discurso televisivo, de “terroristas”.

Chávez convocou seus partidários às páginas da internet. Instou-os a “inundar” o twitter com mensagens pró-governo.

O embate entre simpatizantes e opositores de Chávez converteu-se, assim, numa espécie de guerra cibernética.

O embate tomou vulto depois que Chávez tirou do ar a RCTV Internacional e emissoras de TV por assinatura que não transmitiam seus pronunciamentos.

Afora as redes sociais, estudantes se valem de mensagens transmitidas por celular para convocar manifestações, surpreedendo a repressão policial.

Segundo dados oficiais do governo, havia na Venezuela, em setembro de 2009, mais telefones celulares do que habitantes (100,13%).

Por isso, é ferramenta mais poderosa do que a internet. Apenas 28% dos venezuelanos tinham acesso à rede em 2009.

À medida que Chavéz vai se virando um presidente apenas atrabiliário em déspota, seus rivais encontram na web uma fronteira para a reação.

blog Josias de Souza
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Nem Orkut nem Facebook. Os atletas do Manchester United e do Manchester City, importantes clubes ingleses, estão proibidos de fazer parte de qualquer rede social na internet. O motivo alegado pelos dirigentes é que diversos perfis falsos dos jogadores foram encontrados na web recentemente. De fora dos sites de relacionamento, esses jogadores ingleses deixam de fazer parte de um universo de pelo menos 260 milhões de pessoas que frequentem ambientes virtuais de sociabilidade ao redor do mundo – somente no Brasil as redes sociais alcançam 29 milhões de usuários.

As novidades e os fenômenos relacionados a essa nova forma de interação social começaram a ganhar as páginas de VEJA em 2004. Naquele ano, chamava a tenção a crescente popularidade do Orkut que, muito à frente de seus concorrentes, contava com 2 milhões de usuários ao redor do planeta. Na época, programas que reuniam amigos ou pessoas com interesses comuns não eram propriamente uma novidade. A inovação promovida pelo Orkut era possibilitar a cada usuário montar uma página com seu perfil. O padrão acabou servindo de modelo à maioria das redes sociais que surgiram posteriormente e fez do Orkut o pioneiro de uma nova geração de serviços de comunicação interpessoal.

Um ano e meio depois do surgimento do Orkut, os sites de relacionamentos já eram tão presentes na vida de seus usuários que promoveram uma verdadeira mudança em seu comportamento. As redes sociais virtuais haviam criado novos paradigmas. Hoje, na vida conjugal, por exemplo, há quem veja na internet uma nova maneira de ser infiel. Já na educação, as redes se tornam ferramentas de interação entre aluno, professores e pais.

As novidades, porém, não pararam por aí. As possibilidades oferecidas pelo Orkut já não pareciam suficientes aos olhos dos americanos Tom Anderson e Chris DeWolf. A dupla de programadores reinventou os sites de relacionamentos ao oferecer aos usuários novos recursos, como a criação de blogs, a veiculação de canções e a divulgação de vídeos caseiros. O sucesso do MySpace era sem antecedentes: em um ano, havia quadruplicado seu número de visitantes e contava, em fevereiro de 2006, com 68 milhões de filiados. A preferência dos brasileiros, porém, ainda era pelo Orkut. Para esses usuários, a má notícia era o novo mecanismo que identificava as cinco últimas pessoas a circular em cada página.

Mas se os sites de redes sociais ainda guardavam alguma ligação com o mundo real, o Second Life, um misto de jogo e site de relacionamentos, permitiu um mergulho ainda mais profundo no mundo virtual. Criado em 2002, mas desperto de prolongada hibernação só em 2005, o programa deu a muitos a oportunidade de viver uma versão idílica da própria vida. Reportagem de VEJA de abril de 2007 contava a experiência de Tatiana Lacerda e Victor Salles, que criaram seus avatares – bonequinhos que são a encarnação virtual dos usuários – e, nos fins de semana, em casa, cada um com seu computador, passavam até doze horas no Second Life: ela na pele da curvilínea Tatjana e ele, do marombado Viktor.

Recentemente, a excessiva exposição a que estão sujeitos os usuários em sites como o Orkut mostrou-se nem sempre benquista. O Facebook, lançado em 2004 por Mark Zuckerberg, então aluno da Universidade Harvard, deve grande parte de seu sucesso ao fim dessa exibição desvairada. Oferecendo mais privacidade aos usuários, o Facebook conquistou anônimos e famosos, como o presidente americano Barack Obama, que usou as redes sociais como cabo eleitoral nas eleições americanas de 2008.

A exemplo da disputa eleitoral nos EUA, os políticos brasileiros já começam a usar os sites de relacionamento para fazer campanha. A sensação da vez é o Twitter, serviço de troca de mensagens curtas com até 140 caracteres que se tornou uma febre mundial. Somente no Brasil, o número de “tuiteiros” chega a 10 milhões, a imensa maioria bem-educada e moradora do Sul e do Sudeste. Com tanta visibilidade, twittar é correr o risco de digitar o que não deve, a quem não deve. Nessa arena, diversas celebridades e personalidades, além de acumular seguidores, acumulam também gafes. William Bonner, do Jornal Nacional, já registrou sua “pérola” no Twitter ao escrever: “Esqueci o que ía perguntar”, assim, com acento. Com humor, retratou-se: “Escrevi ia com acento. Velho e analfa”.

Veja
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“Por de Deus, tenham um blog!”, disse o papa Bento XVI aos padres católicos neste sábado, afirmando que eles devem aprender a usar novas formas de comunicação para espalhar as mensagens do evangelho. Em sua mensagem para a Igreja Católica no Dia Mundial da Comunicação, o papa, 82 anos e conhecido por não amar computadores ou a Internet, reconheceu que os padres devem aproveitar ao máximo o “rico menu de opções” oferecido pelas novas tecnologias.

” Os padres são assim desafiados a proclamar o evangelho empregando as últimas gerações de recursos audiovisuais ”

- Os padres são assim desafiados a proclamar o evangelho empregando as últimas gerações de recursos audiovisuais – imagens, vídeos, atributos animados, blogs, sites – que juntamente com os meios tradicionais podem abrir novas visões para o diálogo, evangelização e catequização – disse ele.

Os padres, disse ele, precisam responder aos desafios das “mudanças culturais de hoje” se quiserem chegar aos mais jovens.

Mas Bento XVI alertou os padres de que não tentem tornarem-se estrelas da nova mídia. “Os padres no mundo das comunicações digitais devem ser mais chamativos pelos seus corações religiosos do que por seus talentos comunicativos”, disse ele.

No ano passado um novo site do Vaticano, www.pope2you.net, foi lançado, oferecendo um novo aplicativo chamado “O Papa se encontra com você no Facebook“, e outro permitindo acesso aos discursos e mensagens do Papa nos iPhones ou iPods dos fiéis.

Bento XVI ainda escreve a maior parte de seus discursos à mão, em alemão, e seus ajudantes mais jovens ficam a cargo de colocá-los em conteúdo digital.
O Globo
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A Copa do Mundo da África do Sul não é só o maior evento do calendário esportivo de 2010, é também a maior oportunidade de marketing do ano.

Oito de cada dez pessoas no mundo devem assistir ao torneio, que dura quatro semanas, e só os direitos de transmissão são avaliados em US$ 2,7 bilhões. E as marcas mundiais devem gastar outros bilhões para patrocinar o evento, numa aposta de que o torneio vai propiciar um impulso muito bem-vindo à receita.

Embora o público acumulado de 40 bilhões de espectadores para as transmissões dos jogos já garanta uma série de acordos publicitários lucrativos antes de o torneio começar, a internet e o celular também devem ter um papel inédito na experiência dos torcedores na Copa da África do Sul. Para oferecer seus produtos aos torcedores, os patrocinadores da Fifa estão se afastando cada vez mais das campanhas tradicionais na televisão e em outdoor e rumo a sites de relacionamento social.

A Sony Ericsson – cuja matriz Sony gastou US$ 305 milhões para se tornar um dos seis patrocinadores de longo prazo da Fifa, juntamente com Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai e Visa – usará seu patrocínio da competição para criar uma comunidade na internet de torcedores que ajude a disseminar sua mensagem.

A fabricante de telefone celular planeja usar sites como Twitter e Facebook para atingir diretamente e individualmente os torcedores, em vez de transmitir propagandas para milhões ao mesmo tempo. Calum MacDougall, diretor de parcerias de marketing mundial da Sony Ericsson, diz que 2010 será a primeira “Copa do Mundo dos sites de relacionamento social”.

“A Copa do Mundo da Fifa de 2010 é o primeiro investimento da Sony Ericsson em futebol, então procuramos onde nos encaixaríamos melhor como marca e decidimos evitar os métodos tradicionais”, diz ele.

“Os sites de relacionamento social estarão no coração da Copa de 2010 – você só precisa ver o crescimento enorme do número de pessoas usando sites como Facebook, YouTube e Twitter para entender isso”, diz. “Queremos nos concentrar nos torcedores, oferecendo algo e conquistando-os nos sites de relacionamento social. Enfiar um logotipo ao lado de uma propaganda não necessariamente permite isso, então optamos por não fazê-lo.”

O principal elemento da campanha será o lançamento de um aplicativo que permite aos torcedores acessar vídeos dos amistosos e da fase de classificação. A Sony Ericsson também lançou o Twitter Cup, um torneio online que incentiva os torcedores dos países participantes a usar suas atualizações no site para concorrer num torneio virtual.

Além disso, os torcedores poderão compartilhar seus lances favoritos diretamente com os amigos por meio de aplicativos dos sites de relacionamento social instalados em seus celulares Sony Ericsson, como o WorldCupedia, que se autodescreve como o primeiro site de buscas só sobre futebol.

“Os sites de relacionamento social estão se tornando cada vez mais importantes para todas as marcas”, diz MacDougall. “Certamente é importante para nós e uma grande plataforma para apoiar nossa estratégia de conquistar os torcedores.”

Os especialistas em patrocínio concordam que a Copa da África do Sul terá uma mudança significativa para campanhas centradas no consumidor e com estratégias virais, enquanto mais e mais marcas usam os sites de relacionamento social como a base de suas iniciativas de marketing.

“Se você tem uma marca de massa e quer dialogar com muitos clientes, precisa usar os sites de relacionamento social porque é onde as pessoas estão”, diz Tim Crow, diretor-presidente da consultoria britânica de patrocínio esportivo Synergy.

“Também já surge uma mudança no estilo que as campanhas estão adotando. Antigamente era só propaganda, agora tem mais a ver com participar das conversas e deixar que as pessoas brinquem com nossa campanha.”

Apesar da queda nos custos dos espaços publicitários, as campanhas que giram em torno dos sites de relacionamento social são mais atraentes porque são mais baratas que as propagandas em vários meios, que num evento como a Copa do Mundo custam milhões às empresas.

Num momento em que os publicitários estão sob pressão para provar que suas campanhas dão resultado, Crow diz que as grandes marcas devem se afastar cada vez mais da abordagem massificada para algo mais concentrado e eficiente.

“Atingir muitas pessoas é muito mais barato do que antigamente, quando você tinha de produzir um comercial para a televisão, um anúncio impresso ou um pôster. Não custa nada criar uma identidade no Twitter”, diz ele.

Mas alguns analistas alertam que campanhas baseadas em sites de relacionamento social podem expor patrocinadores importantes ao risco de emboscadas de marketing, quando marcas concorrentes tentam fazer com que as pessoas acreditem que elas são patrocinadoras oficiais de um evento.

“Essas emboscadas estão se tornando um problema geral – não apenas em torno da Copa do Mundo – e são muito difíceis de controlar”, diz Simon Chadwick, professor de marketing e estratégia de negócios esportivos da Universidade de Coventry, na Inglaterra.

Jonathan Clegg/The Wall Street Journal/VALOR

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Vivendo em público

A mãe blogueira de uma criança que sofreu um acidente comunicou a morte do menino à sua audiência no Twitter da sala de um hospital americano.

Tila Tequila, a namorada da herdeira da fortuna Johnson & Johnson, Casey, que foi encontrada morta em casa no começo do ano, avisou pelo tweeter que sua amada estava em coma e depois corrigiu para “morta” em menos de 144 caracteres. Continua “tweetando” sobre a falecida enquanto parentes e amigos não virtuais tratavam do enterro.

Na semana passada, um filósofo e cientista de computação, participando de uma conferência de cultura e novas mídias na Inglaterra, disse que é hora de membros de redes sociais (networking) assumirem a responsabilidade pelo grau de exposição pública que procuram.

Quando as pessoas querem revelar sua vida online, disse Kieron O’Hara, devem saber que arriscam ser cúmplices das violações de sua privacidade.

Ele estava se referindo a pessoas que perderam o emprego por causa de algo que revelaram em sites como Twitter ou Facebook. É de se esperar a punição de empregados que tweetam sobre desafetos profissionais ou tornam pública informação privilegiada.

Mas não deve mais surpreender ninguém o fato de que profissionais encarregados de recrutamento pesquisam as páginas de contratados potenciais. Entramos na zona cinzenta que separa a diligência razoável da liberdade de expressão? Claro.

Vou, por um momento, me colocar no lugar de quem precisa entrevistar candidatos a enfermeiro plantonista de uma UTI.

Os cinco candidatos têm páginas em diversos sites de social networking e um deles se esqueceu de ajustar os controles para filtrar quem acessa sua página e nela aparece regularmente com fotos em situações que sugerem estar bêbado ou doidão.

Eu escolheria, para ficar junto a pacientes em estado grave, o candidato que, além de competente, aparentasse passar mais tempo sóbrio. Mas se eu admitir oficialmente que estou me baseando em informações sobre a vida privada do candidato bebum, ele pode me processar por discriminação.

Em dezembro, o Facebook, com 350 milhões de membros, alterou os controles de privacidade depois de críticas ao sistema que confundia os usuários, a mais detalhada delas publicada num relatório do governo canadense.

Um argumento responsável pelo sucesso inicial do Facebook era o fato de que o usuário estaria mais protegido de spammers e abelhudos. Pois as mudanças do Facebook, testadas pela Electronic Fronteer Foundation, receberam o seguinte diagnóstico:

O novo arranjo é claramente destinado a empurrar os usuários para a arena pública e compartilhar muito mais informação do que antes. E, como conclui Kevin Bankston, da fundação Electronic Fronteer, as mudanças reduzem o controle que podemos ter sobre o acesso de outros aos nossos dados pessoais.

Agrupados sob a abreviação “PAI” (informação pública disponível), o nome, a foto no perfil, a cidade, sexo, redes e páginas que acessamos estão prontas para cair no colo de marqueteiros e personagens mais sinistros.

E a mina de ouro corporativa, naturalmente, é a sua lista de amigos, o dispositivo para escondê-la do restante do mundo sumiu da lista de controles de privacidade.

Bankston recomenda enfaticamente que os usuários do Facebook não caiam na esparrela do controle oferecido automaticamente pelo serviço. Mas sabemos que a maioria das pessoas intimidadas por tecnologia faz exatamente isso. Ele dá uma lista detalhada do que considera desfaçatez com a informação alheia.

E lembra que a Constituição americana protege o direito de expressão no anonimato.

Quando o social networking cresce e passa a ter apetite por novas receitas, o exibicionismo sem consequências vira uma quimera.

A palavra do ano 2009, escolhida pela equipe do Dicionário Oxford foi unfriend – retirar alguém da sua listas de “amigos” de sua página. Decidi tentar uma saída mais radical e aceito sugestões para um neologismo.

Apaguei a luz, desativei a página. Em cinco segundos recebi o e-mail muy amigo: “Quando quiser voltar, use o mesmo nome e a mesma senha.”

O que será que vão fazer com essa informação dormente?

Se a tecnologia redistribuiu o poder de expressão e permitiu novas formas de individualismo, não há mais justificativa para delegar a integridade da vida privada a corporações, sem questionar as regras do jogo. Afinal, não esperamos que estranhos se encarreguem de trancar a porta da nossa casa.

Lúcia Guimarães/Estadão

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O que muda com a busca em tempo real do Google

Um dos principais objetivos do Google no ano fora alcançado: a criação de um serviço de busca em tempo real. Anunciado ontem, na Califórnia, nos Estados Unidos, o recurso conduz a principal marca de buscas na web a um artifício na qual não tinha dominio até então.

O que faz plataformas sociais como Facebook e Twitter tornarem-se tão valiosas com o uso desenfreado de um número cada vez maior de pessoas é a possibilidade de saber o que acontece no mundo neste momento. E o Google, de forma até desesperada, alcançou tal princípio, dois meses após o anúncio da parceria entre Facebook, Twitter e Bing, buscador da Microsoft.

Agora, toda vez que procurar por um termo na versão inglesa do Google, terá respostas distribuídas e captadas de diversas fontes. Inclusive da rede de mensagens de até 140 caracteres, o que permite iniciar uma discussão sobre qual é a relevância do conteúdo produzido, já que o resultado é apresentado de forma cronólogica.

Trata-se da pesquisa que possibilita a extração de conteúdos antes não indexados, além das tradicionais notíciais produzidas por veículos, atualizações do Yahoo Respostas e Wikipedia e conteúdos públicos previamente autorizados por seus usuários de redes sociais como o Facebook e o MySpace. O que explica a divulgação de uma “carta aberta” de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

A novidade de agregar a maior quantidade de informações em um único ambiente virtual está disponível apenas em uma versão (inglês) e a promessa do Google é que este recurso seja lançado nas próximas semanas em escala global, inclusive o português (Brasil).

O Google divulgou um vídeo explicando o que muda:

Veja

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O YouTube acaba de anunciar que, a partir de hoje, terá um encurtador de endereço próprio: o youtu.be.

Voltado exclusivamente para o site de vídeos, o recurso terá duas utilidades primordiais, de acordo com a equipe do Google. A primeira, mais óbvia, é comprimir um endereço e facilitar a vida de desenvolvedores e usuários comuns; já a segunda é trazer uma maior segurança aos que navegam em redes sociais, que poderão saber no que estão clicando.

YouTube ganha encurtador de URLs próprio
Para usar o encurtador, o internauta pode configurar sua conta em “Compartilhamento de atividade” nas configurações pessoais do YouTube, clicando em “AutoShare”, que pedirá a integração com Facebook, Twitter e Google Reader. Ao selecionar uma ou mais redes sociais, os usuários terão os endereços comprimidos automaticamente quando compartilharem vídeos do site.

Outra maneira de utilizar o encurtador de URLs do YouTube é por substituição manual. Basta pegar um endereço cheio (por exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=FdeioVndUhs), cortar o “www” e o “watch?v=”, e usar o “youtu.be”. Assim, o endereço exemplificado anteriormente ficará: http://youtu.be/FdeioVndUhs .

A integração reforçada com Twitter e Facebook

Como se pode perceber pela interação do encurtador de URL, o YouTube também está testando um aspecto mais social no YouTube em que troca informações dos usuários com Twitter e Facebook.

Por enquanto, esta ferramenta chamada de “AutoShare” facilita a busca por contas de amigos no YouTube e integra os feeds de notícias das redes sociais com os canais de vídeos. Em outras e poucas palavras, faz com que os vídeos subidos vão automaticamente para os perfis dos usuários em outras redes, trazendo mais pessoas para o site.

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Varejo americano usou Twitter e Facebook para anunciar promoções na Black Friday

Como de praxe, os varejistas americanos não pouparam os consumidores da enxurrada de anúncios de promoções para a tradicional queima de saldo da sexta-feira após o feriado de Ação de Graças, conhecida como Black Friday . Até aí nada de novo. O que mudou, como revela matéria publicada no site do jornal britânico Finnancial Times, foi o tipo de mídia escolhida para veicular as propagandas. Este ano, os varejistas reforçaram sua estratégia de comunicação aos consumidores com uma poderosa aliada: a internet, através das mídias sociais.

Target, Walmart, Macy´s, entre outras, usaram Facebook e Twitter para anunciar descontos de produtos, o que geralmente é feito no dia anterior nos jornais. A ideia era atingir com mais rapidez os 134 milhões de americanos aguardados nas lojas, de acordo com a estimativa da Federação Nacional da Rede Varejista dos Estados Unidos.

“Este é o primeiro ano que as mídias sociais estão realmente sendo usadas como um importante veículo de marketing pelas lojas não-virtuais ”

Brad Smith, responsável pelo relacionamento de mídias sociais da Best Buy – outra das mais tradicionais redes americanas – disse que a rede de aparelhos eletrônicos tem mais de 1 milhão de fãs no Facebook, o que motivou a empresa a usar a mídia social pela primeira vez para veicular as ofertas da Black Friday.

- Nós liberamos os negócios pelo Facebook às 2h da manhã do último sábado e, mesmo àquela hora, tivemos literalmente mil atendimentos em uma ou duas horas – disse Smith.

Best Buy também está usando pela primeira vez o Twitter para fazer publicidade das ofertas do dia, durante as corridas para as liquidações de Natal.

- Este é o primeiro ano que as mídias sociais estão realmente sendo usadas como um importante veículo de marketing pelas lojas não-virtuais – acrescentou Smith.

Outras redes como Target, JC Penney, American Eagle e Nordstrom também pretendem usar o Twitter para atrair consumidores às suas respectivas lojas. Além disso, mais de uma dúzia das maiores varejistas devem lançar sites de comércio eletrônico personalizados antes dos feriados.

Confira imagens da Black Friday

Ao lado da estratégia tradicional de “compre um leve o segundo de graça”, outras estratégias menos convencionais foram sendo anunciadas, como as lojas que tiveram a abertura antecipada ou que pretendiam abrir à meia-noite pela primeira vez, como a Toys R Us ou que acabaram abrindo ao meio-dia ainda no dia de Ação de Graça, como Old Navy e Gap.

A Toys R Us ainda usou o as mídias sociais para atrair mais clientes, garantindo aos 100 primeiros da fila fora de suas lojas a oportunidade de comprar um Zhu Zhu, um hamster de estimação robótico e um dos brinquedos de maior sucesso da estação – por apenas US$ 10.

Mas a atividade dos revendedores e suas promoções não refletem tanto desespero quanto as do ano passado. Depois da crise desencadeada em setembro do ano passado, os estoques estavam altíssimos e a intenção de compra dos americanos, baixíssima.

Este ano, mais precavidos e com o nível dos estoques 10% mais baixo que em 2008, os varejistas não quiseram gastar tanto com propaganda. O que pode explicar também o uso mais intenso das mídias sociais.

O Globo OnLine

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