logo-petrobrasO presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, enviou ontem (14) carta aos empregados da companhia informando sobre a instalação da CPI no Senado Federal.

Gabrielli afirma que, mesmo considerando as obrigações legais da companhia de atender aos convites e convocações, ele fez questão de externar a posição da empresa de prestar a máxima colaboração com as investigações.

“Na carta, informo que eu e todos os diretores estamos no aguardo do agendamento das oitivas para prestar todos os esclarecimentos pertinentes sobre os pontos da CPI”, disse Gabrielli.

Ele destacou que a posição da empresa é de “muita tranquilidade” em relação aos temas que estão apresentados no requerimento para a constituição da CPI.

Em seguida, o presidente da estatal antecipa a posição da empresa em relação a cada um dos questionamentos que levaram à instalação da CPI.

Leia, a seguir, a íntegra da carta.

“1 – Com relação aos indícios de fraudes nas licitações para a reforma de plataformas de exploração de petróleo, apontados pela Operação Águas Profundas da Polícia Federal (PF), vamos demonstrar a correção das medidas adotadas pela Petrobras diante das denúncias, sua colaboração com a PF e com o Ministério Público Federal (MPF) para a apresentação da denúncia criminal contra os envolvidos e a adoção das medidas internas que resultaram em medidas disciplinares, entre elas, a demissão por justa causa de três empregados.

2 – Sobre as supostas irregularidades na revisão do valor de contrato de construção das plataformas P-52 e P-54, vamos demonstrar que a revisão foi necessária para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro, afetado em razão de variação cambial imprevisível, cuja licitude já foi constatada pelo próprio TCU em julgamentos anteriores que citamos;

3 – Com relação aos supostos indícios de superfaturamento na obra de construção da Refinaria de Pernambuco (Abreu e Lima), apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), demonstraremos a inconsistência do parâmetro de estimativa de preços adotados pelo tribunal, em vista das especificidades e complexidades de obra, bem como da adequação do valor contratado pela Petrobras, baseada nos melhores padrões internacionais.

4 – Sobre as supostas irregularidades quanto a utilização de royalties, vamos esclarecer que a Petrobras não possui qualquer ingerência na utilização destes recursos.

5 – Com relação às denúncias de uso de artifícios contábeis, que teriam resultado em redução do recolhimento de impostos e contribuições, demonstraremos que isso não ocorreu e que todas as medidas adotadas pela Petrobras estão em perfeita sintonia com a legislação tributária brasileira.

6 – E, finalmente, sobre o suposto beneficiamento político de prefeituras e ONGs, vamos mostrar que o processo de seleção de projetos para patrocínio e convênios possui critérios objetivos e impessoais e visam o fortalecimento institucional da marca da Petrobras e da sua reputação perante os seus diversos públicos, conforme já atestado pelo TCU em fiscalização anterior sobre o mesmo tema.”

Gabrielli encerra a carta afirmando que a empresa vive um momento delicado e, “talvez”, a sua maior crise. “Mas a Petrobras é maior que a crise. A CPI vai passar, a companhia vai sair dela muito mais fortalecida e continuar como orgulho do Brasil e dos brasileiros”.

Nielmar de Oliveira - Agência Brasil

Fonte: Direito do Estado

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A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) manifestou-se contra à decisão da Anatel de proibir a cobrança pelo ponto extra por empresas de TV a cabo.

Segundo a entidade que representa o setor, o inteiro teor da decisão não é conhecido e sua eficácia não é imediata. “A notícia divulgada pela Agência [Anatel], em página da internet, não supre e não tem o condão de suprir esse requisito”, afirma o comunicado emitido pela ABTA.

Ainda de acordo com a entidade, a decisão pode ser, e provavelmente será, objeto de recurso administrativo. A ABTA argumenta que apenas a partir da conclusão do processo administrativo, as operadoras terão condições de conhecer e se adequar às normas editadas pela Anatel, sem prejuízo de medidas judiciais que possam suspender seus efeitos.

Proibição foi anunciada na quinta-feira
A Anatel decidiu, após dez meses de discussões, proibir a cobrança do ponto extra por empresas de TV a cabo no dia 16 de abril.

A proibição chegou a ser definida ainda em 2008 pela agência, mas caiu após ações na Justiça de empresas de TV por assinatura. Agora, no entanto, a agência reguladora afirma que preparou um texto juridicamente bem feito, que não permitirá revés nos tribunais.

O texto preparado pela Anatel permite que as TVs cobrem uma só mensalidade por unidade domiciliar. É possível cobrar uma taxa de instalação ou aluguel de um equipamento para sintonizar a TV no ponto extra. Esta cobrança, no entanto, poderá ser parcelada dentro de um limite de meses.

da Info

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crise-mundial-toyota-empresa-japonesa-maior-montadora-do-mundo-tem-prejuizo
Empresa japonesa anunciou perdas de US$ 1,813 bi no terceiro trimestre, a primeira desde 2002

A montadora japonesa Toyota, que no ano passado tomou da norte-americana General Motors o posto de maior montadora do mundo em vendas globais, anunciou seu primeiro prejuízo trimestral, de 164,7 bilhões de ienes (US$ 1,813 bi), no trimestre encerrado em dezembro.
O resultado ficou bem distante do lucro de 458,67 bilhões de ienes que a empresa havia obtido um ano antes e também foi muito pior do que o prejuízo de 85,8 bilhões de ienes previstos numa pesquisa com 22 analistas pela Thomson Reuters.

As vendas encolheram 28%, para 4,803 trilhões de ienes, contra 6,710 trilhões de ienes apurados no último trimestre de 2007. Isso levou a um prejuízo operacional de 360,6 bilhões de ienes, diante de um lucro de 601,6 bilhões de ienes um ano antes.

Os resultados são o primeiro prejuízo da Toyota desde que a montadora começou a divulgar balanços trimestrais, em abril de 2002.

Para o ano fiscal que termina em março, a Toyota prevê um prejuízo líquido de 350 bilhões de ienes e a ampliação do prejuízo operacional, para 450 bilhões de ienes. Em dezembro, a Toyota projetava encerrar o ano fiscal com lucro de 50 bilhões de ienes e prejuízo operacional de 150 bilhões de ienes. A empresa reduziu sua estimativa de vendas, de 21,5 trilhões de ienes para 21 trilhões de ienes.

Antes da divulgação dos resultados trimestrais da Toyota, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating da dívida sênior não garantida de longo prazo da montadora e de suas subsidiárias, de Aaa para Aa1. As informações são da Dow Jones.

do Estadão

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