Lula ficou com cara de paisagem enquanto ouvia o ditador hereditário de Cuba, Raul Castro tentar justificar a falta de liberdade em Cuba.
O carniceiro caribenho, com a desfaçatez dos néscios, colocou a culpa, claro, nos Estados Unidos.
Lula, o falastrão contumaz, deveria ter aproveitado a oportunidade para cobrar um Plano Nacional de Direitos Humanos aos ditadores cubanos, e também esbravejar contra a base de Guantánamo, localizada em Cuba, onde os norte americanos cometem torturas contra prisioneiros acusados de pertencerem a Al-Qaeda.
O ‘cunpanheiro’ entrou calado e saiu mudo!
PS. Em defesa de Lula, por questão de isonomia, devemos lembrar que nenhum presidente americano que visitou o Brasil durante o regime militar, falou qualquer coisa sobre direitos e humanos nem sobre os prisioneiros políticos que abarrotavam as prisões dos órgãos de repressão.
O Editor
Diretos Humanos ‘envenenam’ visita de Lula a Cuba Os repórteres crivaram Raúl de perguntas sobre um tema incontornável: a morte do pedreiro cubano Orlando Zapata Tamoyo.
Zapata, um dos tantos presos políticos de Cuba, fenecera na véspera, horas antes da chegada de Lula. Tombara no 85º dia de uma greve de fome.
Em memória do morto, os dissidentes do regime cubano promovem em Havana um minuto de barulho. A zoada ecoa ao redor de Lula.
Pois bem, instado a manifestar-se, Raúl Castro atribuiu a morte de Zapata, veja você, aos EUA.
“Lamentamos muitíssimo. Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos”, disse o irmão do aposentado Fidel Castro.
“Não assassinamos ninguém. Aqui, ninguém foi torturado, mas sim na base [norte-americana] de Guantánamo, não em nosso território”.
Lula não disse palavra. Calado estava, calado ficou. Silêncio “cúmplice”, acusa Oswaldo Payá, líder do Movimento Cristão de Libertação de Cuba.
Payá afirma: “Respeitamos e amamos o povo brasileiro, mas o governo Lula não deu nenhuma palavra de solidariedade para com os direitos humanos em Cuba…”
“…Tem sido um verdadeiro cúmplice da violação dos direitos humanos em Cuba. Já não esperamos e nem queremos esperar nada dele”.
Antes do desembarque de Lula em Havana, os dissidentes cubanos redigiram uma carta. Endereçaram-na a Lula.
No texto, classificaram Lula de “magnífico interlocutor”. Pediram que, nos encontros que manteria com Raúl e Fidel, ele intercedesse pela libertação dos presos políticos.
Lula não se animou a levar a mão ao vespeiro. No Brasil, criou a Comissão da Verdade, para perscrutar as violações aos direitos humanos da ditadura.
Em Cuba, o presidente brasileiro preferiu a cumplicidade silenciosa diante das mentiras convenientes enunciadas por Raúl.
Lula ouviu o irmão de Fidel criticar a imprensa: “Só publica o que os donos querem”. Raúl enalteceu as maravilhas do modelo cubano:
“Aqui não há uma máxima liberdade de expressão, mas se os Estados Unidos nos deixarem em paz, poderá haver”.
A carta dos dissidentes a Lula virou notícia no pedaço da imprensa que “só púbica o que os donos querem”.
Nem assim Lula se animou a mexer os lábios. O assessor internacional do presidente, Marco Aurélio Garcia, tentou explicar o silêncio.
Disse que a carta não chegara às mãos de Lula. Nem poderia. Os autores do texto foram à embaixada brasileira. Mas deram com a cara na porta.
Foi a quarta viagem de Lula a Cuba desde que virou presidente, em 2003. A comitiva presidencial deixou em Havana, além de abraços e apertos de mão, US$ 150 milhões…
…E levou da capital cubana, além de charutos, um vexame político que corre os jornais do mundo.
blog Josias de Souza

