Creio ter algum crédito junto aos meus leitores. Afinal, tenho informado com alguma antecedência, em relação aos jornalões esclerosados, alguns fenômenos e tendências eleitorais que se confirmaram plenamente, como foi o caso da ascensão de Marina, principalmente no Rio, e a queda de Serra em Minas, em função do fenômeno Dilmasia (Dilma/Anastasia) que só este fim de semana a Folha e o Globo começaram a admitir. Antônio Anastasia é o candidato ao governo de Minas apoiado por Aécio Neves.
Agora, vou gastar um pouco por conta, para dizer que a candidata verde já esta batendo nos 20% da preferência do eleitorado fluminense e deverá superar Serra dentro de 30 dias. Mas a pior notícia para o tucano é que ele começa a perder terreno também em São Paulo, seu maior reduto.
Não se trata de adivinhação nem de especulação barata. Tenho informado aos leitores que os grandes institutos de pesquisas fornecem, aos seus clientes preferenciais, análises de conjuntura que, de certa forma, antecipam tendências e até números de pesquisas ainda em andamento.
É o caso, por exemplo, do IBOPE de Montenegro que antecipa prováveis resultados para as Organizações Globo que, geralmente, as repassam para o comando da campanha tucana. Quando isso acontece, as informações vazam e chegam até nós que temos ouvidos atentos. Além disso, existe uma série de pesquisas menos importantes ou locais, que, com os devidos cuidados, também ajudam a compor o quadro.
Pois, através desses canais transversos, o comando da campanha tucana já foi informado que a diferença de Serra para Dilma em São Paulo caiu para seis milhões de votos. Ainda é uma vantagem respeitável. Ocorre que ela era de dez milhões há 120 dias e de oito milhões há dois meses. Se for assim, o naufrágio e inevitável.
Mas, mais grave é a situação do Rio, onde os caciques do Partido Verde dão como certo que dentro de um mês Marina Silva estará ultrapassando Serra. Situação semelhante ocorre em Brasília, onde a candidata da Antônio Anastasia já está próxima dos 15%.
Já disse em outros textos que, como capital e ex-capital, Brasília e Rio são sintomáticas, antecipam uma tendência nacional. Marina cresce também no Nordeste (sempre roubando votos de Serra) e já ultrapassou o paulista em Alagoas, em função do apoio informal que recebe ali de sua amiga Heloisa Helena.
É por conta disso tudo que Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, os manda-chuva do PV, estão rifando José Serra, de quem dependiam financeiramente há alguns meses atrás. Agora, o tucano é tratado como um estorvo já que não faz sentido dividir o palanque com ele, quando é Marina a puxadora de votos.

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