Pode ser que não faça muito bem à saúde da candidatura de José Serra a associação de sua (dele) imagem com o DEM. Afinal, depois do mensalão do Panetone de Brasília, o partido derivado do velho e corroído PFL, é um exemplo de telhado de vidro. Arrasta agora os funcionários fantasmas do senador Efraim Moraes DEM, PB. — e a condenação a dois anos de prisão do ex-prefeito de Curitiba Cássio Taniguchi – DEM,SC. por apropriação indébita de dinheiro público.

Assim, fica cada vez mais encurtada a distância entre o recém condenado mensaleiro Delúbio Soares, e as antes impolutas vestais dos democratas, agora cevadas de companheiros corruptos.

O Editor


Propaganda do DEM reproduz cena de ato pró-Serra


O DEM começou a exibir as inserções televisivas a que tem direito. O partido reproduz a tática que levara a oposição a reclamar do PT no TSE.

A peça do DEM exala José Serra. Exibe uma cena do ato de lançamento da candidatura do presidenciável tucano, ocorrido em 10 de abril, em Brasília.

Serra não fala, mas a imagem dele aparece na propaganda ‘demo’. Na abertura, o locutor faz menção ao lema do candidato: “…Unido, o Brasil pode mais”.

Na sequência, um pedaço do discurso que Rodrigo Maia, presidente do DEM, pronunciou no ato pró-Serra:

“Gostaria de falar aqui em nome de milhões de jovens brasileiros. Temos a obrigação de devolver a eles a capacidade de ter fé num futuro melhor…”

Depois, uma ironia com o bordão de Lula: “…O futuro começa aqui e agora, mas com uma força poucas vezes vistas na história desse país”.

Atrás do orador, um painel que não deixa dúvidas quanto à natureza eleitoral da propaganda: “Serra, Serra, Serra…”

Nesta mesma quinta (20), o corregedor-geral do TSE, Aldir Passarinho, julgou reclamação do PT contra propaganda do DEM-SP.

Determinou a suspensão da publicidade. Tachou-a de campanha eleitoral disfarçada. Nela, o prefeito ‘demo’ Gilberto Kassab festeja Serra.

O PT prepara agora recurso contra a peça do DEM federal. Depois de usar o seu tempo de TV para trombetear Dilma, o petismo também mimetiza a oposição.

O partido de Lula guia-se pela Lei de Talião. Os advogados do PT terão de fazer hora-extra. Na quinta (27) da semana que vem, o DEM leva ao ar programa de dez minutos. Estará, de novo, impregnada de Serra.

Em junho, virão as inserções e os programas do PPS e do PSDB. Serra num. Serra noutro.

Sobrevirão as reclamações do PT. O TSE talvez imponha à oposição as mesmas multas que espetou no petismo. E a hipocrisia, pacificada, dará jucundas gargalhadas.

blog do Josias de Souza

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Paulo Maluf na lista de procurados da Interpol

Nem tudo está perdido. Um dia a casa cai!

Cuidai-vos Mensaleiros, Cuequeiros, Panetoneiros, Delubianos e Valerioduteiros.

Ah!, sai daí Zé!

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Teremos mais um “inocente” pegue na nefanda prática, antes apontada como exclusividade do PT, do caixa 2?

Ou o ilustre membro do DEM será mais um que irá declarar que ‘eu não sabia de nada’?

Quem sabe dirá, à moda do cínico Delúbio Soares, que se trata de ‘recursos não contabilizados’?

Virá o ilustre líder do DEM no senado, Agripino Maia declarar, a exemplo do que disse no mensalão do DEM em Brasília, que  “não é do DEM, é do Kassab”?

Gilberto Kassab, ‘afogado’, com trocadilhos, por favor, até o pescoço nas denúncias, poderá sair com a mesma desculpa esfarrapada que o PSDB usa em relação ao senador Eduardo Azeredo: “não é mensalão. É caixa 2, sobras de campanha”!

O Editor


Doações ilegais ameaçam mandato de Kassab

Kassab teve 33% de doações ilegais em 2008, diz perícia

Um parecer técnico contábil da Justiça Eleitoral de São Paulo indica que 33% do total arrecadado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na campanha eleitoral de 2008 teve origem em fontes de doações consideradas ilegais pelo Ministério Público Eleitoral.

O laudo, concluído em outubro e obtido pela Folha, indica o risco de que Kassab seja condenado em primeira instância à perda do cargo.

Em casos semelhantes, o juiz Aloísio Silveira, responsável pela ação, cassou o mandato de 16 vereadores da capital.

Ele tem adotado como critério para condenar à perda de mandato contas de campanha que apresentem mais de 20% dos recursos provenientes de fontes vedadas.

A execução de sentença contra os vereadores foi suspensa até que os recursos deles sejam julgados em 2ª instância pela Justiça Eleitoral de São Paulo.

blog da TukaSkaletti/Folha de S. Paulo

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Siamêses no cinismo.

—Delubio Soares: “Não existe mensalão. São recursos contabilizados”.

—Senador Agripino Maia: “O mensalão não é do DEM é do Arruda”!

Assim, as duas sinistras figuras reduzem os Tupiniquins a um bando de dementes.

Argh!

O monopólio da mentira.
Texto de Rui Barbosa escrito em 1919.

“Mentira de tudo, em tudo e por tudo.
Mentira na terra, no ar, no céu.
Mentira nos protestos.
Mentira nas promessas.
Mentira nos progressos.
Mentira nos projetos.
Mentira nas reformas.
Mentira nas convicções.
Mentira nas soluções.
Mentira nos homens, nos atos e nas coisas.
Mentira no rosto, na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita.
Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos. (…) Mentira nas instituições, mentira nas eleições.
Mentira nas apurações.
Mentira nas mensagens.
Mentira nos relatórios.
Mentira nos inquéritos.
Mentira nos concursos.
Mentira nas embaixadas.
Mentira nas candidaturas.
Mentira nas garantias.
Mentira nas responsabilidades.
Mentira nos desmentidos.
A mentira geral. O monopólio da mentira”.

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Afinal, de quem é o mensalão?
blog Reinaldo Azevedo

As coisas estão começando a cheirar mal no DEM mais do que já estavam cheirando. Agripino Maia (RN), líder do partido no Senado; Ronaldo Caiado (GO), líder na Câmara, e o senador Demóstenes Torres (GO) defenderam a imediata expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda — que deixou claro que não vai pedir desligamento. Os deputados Rodrigo Maia (RJ), presidente da legenda, e ACM Neto (BA) acham que é preciso um pouco mais de tempo para que as coisas se aclarem.

Aclarar o quê? Rodrigo Maia e ACM Neto têm alguma dúvida de que novos vídeos se acrescentarão aos antigos, tornando o hoje sempre pior do que o ontem e melhor do que o amanhã? Se alimentam essa expectativa, estão movidos a uma grande ilusão.

Escrevi nesta madrugada que, por enquanto, o mensalão não é do DEM, mas do governo do Distrito Federal. Que se soubesse, não havia contaminação da direção nacional do partido. Na reunião com a cúpula partidária, palavras ambíguas do governador teriam sugerido que ele é um colaborador do partido em escala nacional. Sei!! Resta saber: com recursos legais ou ilegais?

O fato é que, por enquanto, Arruda vai ficando, e a situação do DEM, a cada minuto e a cada vídeo, vai piorando. A ação foi mesmo organizada para destruir o partido, que, nessas circunstâncias, tem uma única chance para sobreviver: a amputação. Mas terá condições de fazê-la? E se não o fizer? Não corre o risco de morrer do mesmo jeito?

Pois é… A cada minuto que passa, o mensalão do Distrito Federal vai se tornando, então, o mensalão do DEM. E acabará vitimando, também, a exemplo do que aconteceu com o PT, pessoas inocentes, que nada tinham a ver com o peixe.

A cúpula petista, é bom lembrar, não expulsou ninguém. A saída meio mandraque de Delúbio Soares foi negociada. Naquele caso, não havia dúvida de que havia o comprometimento dos todos os capas-pretas da legenda com a lambança. O comportamento da direção do partido vai dizer qual é o grau de contaminação deste mal chamado José Roberto Arruda.

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O inventor do mensalão e “descobridor” de Marcos Valério, Eduardo Azeredo, continua no fio da navalha. O mais interessante é que nenhum emplumado tucano taxa o ex-presidente do PSDB de “chefe de quadrilha”. Aguardaremos, ainda, capas das revistas semanais com o encalacrado senador ao lado de Delúbio Soares e demais adeptos dos inacreditáveis e cínicos “recursos não contabilizados”.

O editor

Senador Eduardo AzeredoO Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar no dia 4 de novembro a denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por envolvimento com o mensalão mineiro. O parlamentar é acusado por peculato e lavagem de dinheiro.

O senador e outros investigados, incluindo o empresário Marcos Valério, são acusados de montar e gerir um suposto esquema de “caixa dois” durante a campanha para a reeleição de Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.

A denúncia foi apresentada ao Supremo pelo ex-procurador geral da República Antonio Fernando Souza. Os ministros vão analisar se a denúncia apresenta indícios de autoria e materialidade dos crimes apontados pelo procurador.

Presentes os indícios, a denúncia é recebida e a Corte abre ação penal contra o investigado, que se torna réu.

coluna Claudio Humberto

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Lula entre dois atos.
De Fernando Barros e Silva/Folha de S. Paulo

“Não tem nenhum [outro] grande líder. No Brasil hoje — e esse é um dado triste para o Brasil —, a única figura de dimensão nacional sou eu”. Quem fala é Lula. Está num jatinho que vai de Macapá a Belém, a cinco dias do segundo turno das eleições de 2002. A cena faz parte de “Entreatos“, o documentário dos bastidores da campanha petista, dirigido por João Moreira Salles e lançado em 2004.

Se o diagnóstico já estava certo, hoje parece ainda mais verdadeiro. Até por isso, enquanto a biografia romanceada de Lula, by Barretão, não chega às telas, não perde tempo quem se dispuser a assistir ao filme em que o próprio candidato representa seu personagem.

Hoje, o que mais chama a atenção em “Entreatos” é a capacidade que Lula teve de sobreviver a seus coadjuvantes. Praticamente todos encolheram ou foram banidos do poder. O protagonismo do presidente, em contrapartida, só aumentou.

É curioso rever Mercadante, o maior papagaio de pirata, usando a câmera como um espelho, no qual contempla seu ego irrevogável. Ou lembrar de Zé Dirceu, para quem a câmera parece sempre uma intrusa, pondo em risco segredos & negócios de Estado. Deu no que deu.

Palocci, Gushiken, Duda Mendonça, Silvinho Pereira, Frei Betto, Ricardo Kotscho — todos os que aparecem ao redor de Lula de alguma forma fizeram água. Dilma, na época, não existia politicamente. E Delúbio, que existia até demais, não surge em cena, quem sabe por isso.

Fica claro em “Entreatos” que Lula já tinha perfeita noção de seu tamanho histórico. Mas também fica patente que ninguém ali sabia bem o que iria fazer no governo.

De certa forma, o enredo da comunhão nacional que vivemos hoje, cuja síntese apoteótica está na figura do próprio Lula (o filho do Brasil), é uma criação do ator eclético e camaleônico que ele soube ser.

Quanto de ficção e quanto de realidade? Fernando Meirelles disse há pouco que “Lula é o melhor ator, não sei se o melhor presidente”. Na falta de um país, já temos um filme.

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Lembram do Franklin Martins? E do Collor de Melo? Continuam os mesmos.

Aquele, jornalista, era comentarista da Globo. Antes foi terrorista e participou de ações como o sequestro do embaixador americano no Brasil. Agora, durante o governo do apedeuta do agreste, foi catapultado para o pomposo cargo ‘goebeliano’ de ministro da propaganda. É o ‘cara’ que controla a grana da publicidade milionária do governo.

Esse, era o caçador de marajás. Depois foi presidente da república. Das Alagoas para Brasília, se elegeu afirmando ser o Lula a encarnação do demo. Depois caçou a poupança dos Tupiniquins, cassou a ética e foi cassado.

Agora é senador da República! Que república!

Isto posto, vamos aos fatos.

Em 2005 o então comentarista da Globo, Franklin Martins, durante uma entrevista, certamente com “aquilo roxo”, brindou Collor de Melo com os singelos adjetivos de “ladrão e chefe de quadrilha”.

Aí, ‘obrando’ ira por todos os intumescidos olhos, o ex-chefe de PC Farias processou Franklin Martins por injúria, calúnia e difamação, exigindo, na justiça, uma indenização por danos morais no valor de R$50 mil reais. E ganhou! Em primeira instância.

O lindo vem agora.

Os dois, Franklin Martins e Fernando Collor, estão juntos na mesma canoa. Isso mesmo! Ambos fazem parte do mesmo governo. São aliados num governo que carrega um mensalão nas costas e que Franklin Martins insistia em negar que existiu. Por seu turno Collor de Mello segue “obrando” furibundas intervenções no senado em defesa do governo petista — lembrai-vos da intervenção que fez contra o Senador Pedro Simon —, mostrando assim que digeriu palatavelmente o antes indeglutível Lula. Na mesma comédia do ‘é mentira Terta?’, Collor, à época, afirmava que o episódio PC Farias era uma armação da mídia contra o ocupante da Casa da Dinda.

Mais iguais impossível se imaginar.

A lógica, embora perversa, explica então porque tais figurinhas estejam agora defendendo o mesmo governo. Diante da tibieza apresentada ao longo de suas trajetórias (sic), é bem possível que estejam agora a jurar amor eterno.

Uáu!

PS 1. Será que o processo continuará em instâncias superiores ou, em nome sei lá de que, ou de quem, a ação judicial será retirada?

PS 2. Caso a ação não seja retirada, Delúbio Soares e Marcos Valério voltarão à ribalta para providenciar “recursos não contabilizados”?

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Podebras, o Brasil em resumo

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Para usar uma expressão tipicamente paulista, eis um resumo da sacanagem que a corja comete contra os Tupiniquins. Chego a duvidar se não estamos em um estado de delírio comatoso, ou se exercitamos um inacreditável ensaio sobre a cegueira e a inutilidade das coisas.

Nem mesmo relendo Raízes do Brasil de Sérgio Buarque, consigo entender o comportamento letárgico da nossa tribo, diante da bodurna brandida pela classe política que, mea culpa, foi todinha eleita com nossos votos.

O editor

Tampando o nariz

Não há dia em que os jornais não estejam tomados por notícias políticas que, se levadas a sério, provocariam depressão coletiva. Talvez os cidadãos devessem receber um auxílio-escândalo ou um adicional de insalubridade para, aí sim, sair da anestesia moral e ir às ruas protestar? Vamos às manchetes da Podrebras, agência que divulga a podridão do poder público:

Renan Calheiros e Fernando Collor Comandam CPI da Petrobras – Mais uma da série “seria hilário se não fosse trágico”, em cartaz em todas as cidades do Brasil. Calheiros ainda não explicou de onde vinha o dinheiro para pagar a pensão de seu filho; nem ao menos foi punido por brandir notas falsas em plenário. Collor dispensa apresentações, mas não era ele que ia privatizar tudo, inclusive a Petrobras, essa plataforma de marajás? E eles, Collor e Calheiros, não eram inimigos? Que ambos sigam na política já é lamentável. Que agora sejam a tropa de choque parlamentar do PT, na antessala da campanha de 2010, diz uma enciclopédia sobre a política brasileira.

Senador Sarney recebe auxílio-moradia – Deve ser uma ajuda de custo para manter a ilha de sua propriedade? Ou um de seus outros latifúndios? Claro, ele rapidamente aplicou a tática do “eu não sabia”. Como é que poderia ter reparado num depósito tão irrisório em suas milionárias contas, como aquela que tinha no Banco Santos? Por muito menos o líder do Parlamento inglês renunciou e muitos de seus membros devolveram o dinheiro. Se corrupção existe em toda parte, como se fala tanto no Brasil (vide Ibsen Pinheiro, pai de natimorta reforma política), a impunidade tem forte cor local.

Lula diz que investigar a Petrobras é irresponsabilidade – Isso significa que o chefe do Executivo nacional desautoriza tudo que Polícia Federal, Ministério Público e Tribunal de Contas têm revelado a respeito de licitações suspeitas, patrocínios clubistas, aditivos contratuais e outros problemas “administrativos” numa das maiores estatais do mundo. Mas Lula em seguida deixou claro seus motivos: contou ao democrata Hugo Chávez que pensa em arranjar um emprego na Petrobras ao fim do mandato, talvez para frequentar entre um churrasquinho de coelho e outro.

Yeda Crusius é acusada de fazer caixa 2 – A governadora mostra a tocaia moral em que os tucanos se enfiaram desde o governo Lula. Eles achavam que a continuidade de sua política econômica mostraria o acerto do governo FHC, mas esqueceram que a continuidade de suas práticas políticas mostraria que, se todos são iguais, é melhor ficar com alguém que é mais igual ao povo do que os outros. O esquema de Marcos Valério começou com o PSDB, e isso foi suficiente para tirar credibilidade do tucanato aos olhos da população. No Rio Grande do Sul, onde o PT já mostrara tão bem o que era, a coisa ficou ainda mais feia.

Thomaz Bastos diz que mensalão não existiu – Se não existiu, o que foram aqueles depósitos no BMG e Rural? De onde veio aquele carro de Silvinho Pereira? Por que Valério não executou os serviços públicos para os quais sua empresa foi contratada? A quem Lula se referiu quando se disse traído, embora aquela fosse apenas uma “praxe” dos partidos brasileiros? Por que Duda Mendonça afirmou ter recebido via paraíso fiscal? E por que José Alencar disse que houve um “sacolão”, o pagamento aos aliados do PTB et caterva? Ah, esquece essas perguntas velhas, isso já passou, o Brasil é o país do futuro…

Promotoria pede rejeição de contas de Kassab – Como se não bastasse, onde estão as promessas feitas nessa mesma campanha? Basta circular pela cidade (essa antiga atribuição de repórteres) e ver a quantidade de problemas. Cidade Limpa significa basicamente que tem menos outdoors e menores letreiros, pois as ruas e praças estão sujas, além de mal iluminadas, congestionadas e cada vez mais inseguras. O número de pessoas morando em favelas aumentou. A manutenção da cidade também merece ser rejeitada.

Mas agora chega, que o leitor já me entendeu. Não preciso falar do deputado do castelo, do outro que deu carteirada para não passar no bafômetro, etc. Num país de cultura oligárquica, onde a classe política sempre se protege da opinião pública por mais que brigue entre si, cidadania é sempre uma palavra bonita, não uma representação real. Aqui a máxima de que “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta” sofreu ligeira adaptação: à mulher de César não importa ser desonesta, basta parecer honesta. Ave.

por Daniel Piza

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A coisa “tá de lascar o cano!” Só enumerando!

  1. O mensaleiro senador do PSDB, Eduardo Azeredo, também conhecido como o “descobridor” de Marcos Valério, terá foro privilegiado no STF. O ministro Joaquim Barbosa decidiu dividir o processo criminal sobre o mensalão mineiro. A ação referente ao senador Eduardo Azeredo, acusado de ter recebido dinheiro na campanha ao governo de Minas de 1998 de um esquema irregular coordenado pelo empresário Marcos Valério, fica no Supremo.
  2. Os Tupiniquins, então, continuamos aguardando que os principais órgãos de imprensa, como a Veja, estampem na capa de uma de suas (dela) edições a fotografia do Senador Eduardo Azeredo com a tarja de “Chefe de Quadrilha”.
    Afinal não são todos Dirceus, Valérios e Delúbios?
  3. Enquanto isso, nós, o povo, vamos “degustar” mais uma pizza “sabor senado federal” assada no forno do Palácio do Planalto, tendo o apedeuta como “chef”.
  4. Olhem só que desfaçatez: o processado Senador Romero Jucá, PMDB – responde a diversos processos no STF – será o Presidente ou o relator da CPI da Petrobras. E não esqueçam que a chapa branca CPI, terá entre outros impagáveis (sic) membros, a senadora Ideli Salvati PT.
  5. O piazzaiolo chefe é o boiadeiro Senador Renan Calheiros,PMDB.
  6. O “esquecido” Senador Sarney continua, marimbondo impoluto, na presidência do senado, mesmo recebendo o indecente auxílio moradia. Em verdade, o famigerado auxílio vinha pingando na conta de Sarney desde maio de 2007. Tudo somado, chega-se a R$ 79.800. Por muito menos, na Inglaterra, o presidente da câmara renunciou ao mandato.

Argh! e Argh!

O editor

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De maneira que a Petrobras perdeu dinheiro com uma ONG fundada por Delúbio Soares, prefiro começar como se o texto estivesse no meio porque parágrafos de abertura devem dizer algo surpreendente, e pilantragens financeiras envolvendo o tesoureiro do mensalão são tão previsíveis quanto a alternância das marés, a mudança das estações ou mais um assassinato do plural pelo presidente Lula. Considerada até recentemente uma empresa moderna para os padrões brasileiros, a estatal sucumbiu à Era da Mediocridade depois de tomada de assalto pela companheirada. Pode ter caído na vida, sugere a reportagem publicada pelo Estadão na edição de domingo.

Entre outros negócios ─ como direi? ─ obscuros, o jornal resumiu a história de um convênio celebrado em 2007 entre a Petrobras e o Instituto Nacional de Formação e Assessoria Sindical da Agricultura Familiar, o Ifas, organização não-governamental fundada em 1985 por um grupo de petistas chefiado por Delúbio. Homiziada numa casa modesta no centro de Goiânia, desprovida até da placa na fachada, a ONG já se metera num caso de desvio de verbas do INCRA quando a Petrobras topou contemplá-la com R$ 4 milhões.

No texto do acordo, ficou combinado que, em troca da verba, o Ifas ensinaria trabalhadores rurais de Minas, Bahia e Ceará a plantar mamona, dendê e girassol. Entusiasmados com os cifrões, os discípulos de Delúbio prometeram diplomar 3 mil famílias de pequenos agricultores, garantir-lhes assistência técnica e construir armazéns para hospedar a produção de bom tamanho: 5,5 mil toneladas de grãos. Entusiasmada com as cifras que jamais sairiam do papel, a direção da Petrobras acelerou a liberação de R$ 1,6 milhão. Ninguém sabe que fim levou a bolada.

O formidável berreiro causado pela gestação da CPI da Petrobras informou que algo de errado ocorrera. Querem prejudicar a nação com estragos na imagem de uma empresa que é a cara do Brasil, decolou o presidente Lula. Querem privatizar a Petrobras, viajaram sindicalistas neopelegos e subalternos vocacionais como o ministro Edson Lobão. O petróleo é nosso, ecoaram petistas de carteirinha e parlamentares da base alugada. É nosso e ninguém tira, preveniram no centro do Rio os puxadores de cantoria de uma passeata em miniatura. Aí tem, desconfiaram até os frentistas dos postos de gasolina.

Tem até um convênio com Delúbio, já se sabe. É só o começo. De maneira que a coisa vai ficar feia.

blog do Augusto Nunes

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Os emplumados tucanos, senhores da verdade e vestais da moralidade das campanhas políticas, quando são flagrados com a mão, quer dizer, o bico em falcatruas, permanecem na comodidade do poleiro.

No caso do inventor do valerioduto mineiro, o atual senador Eduardo Azeredo, os tucanos o apearam da presidência do partido, e “não se fala mais nisso”. Só quem faz mensalão e utiliza “recursos não contabilizados” são os ladravazes do PT.
PT saudações!

Novamente aparecendo com sujeiras nas penas, no caso da Governadora Yeda Crusius do Rio Grande do Sul, os cardeais do PSDB optaram pela escapista solução do “toma que o filho é teu”!

A governadora é abandonada e vaga pelo planalto buscando apoio até, acreditem, com a ministra Dilma Roussef. Para completar o advogado da governadora é o mesmo que defendeu o boiadeiro senado Renan Calheiros.

Uáu!

Abaixo um resumo do “imbroglio”, bem como um exemplo de com que desfaçatez o Presidente tucano, senador Sérgio Guerra, tira o braço da seringa.

Só faltou o inefável “eu não sabia de nada”!

A petralha penhoradamente agradece, senador!

O editor

Sérgio Guerra: “Defesa sobre acusações é de Yeda”

Para presidente tucano, “PSDB no RS é um e nacional outro”

Às voltas com denúncias de caixa dois, a governador gaúcha Yeda Crusius (PSDB) encontra-se nesta quarta (13), com líderes do tucanato nacional.

Yeda veio a Brasília à procura de apoio. Porém…

Porém, a julgar pelas manifestações do presidente da legenda, Sérgio Guerra, encontrará, no máximo, “solidariedade”.

O senador esforça-se para circunscrever a encrenca que ronda a governadora à seara gaúcha. Eis o que disse Sérgio Guerra:

“A operação nacional é uma; a operação local é outra. O partido no RS é um; o partido nacional é outro…”

“…Nós temos solidariedade, temos reconhecimento pelo trabalho da governadora e temos confiança nela…”

“…Mas a tarefa da defesa sobre as acusações que são feitas é da governadora e de seus auxiliares. Nós apostamos que essa defesa será bem feita”.

O mandachuva do PSDB acha que “não faria o menor sentido” que o diretório nacional se ocupasse da defesa de Yeda. Por quê?

“Nós não estamos sendo acusados. A gente não está sendo vitimado por nenhum tipo de denúncia…”

“…O fato é que essas denúncias são contra a governadora, nós acreditamos nela e temos certeza de que ela vai se defender”.

Nesta terça (12), Yeda tentara falar, pelo telefone, com a chefe da Casa Civil de Lula, Dilma Rousseff. Não conseguiu.

Dilma viajara com Lula para São Paulo. Na passagem por Brasília, Yeda pretende visitar a ministra.

A governadora planeja encontrar-se também com parlamentares da bancada gaúcha e com o advogado Eduardo Ferrão.

É o mesmo que defendeu Renan Calheiros (PMDB-AL) nos malogrados processos processos de cassação que ele arrostou no Senado.

De resto, deputados tucanos tentam intermediar um encontro de Yeda com o colega do DF, José Roberto Arruda (DEM).

Ela vai pedir a Arruda que apresse a conclusão do inquérito que apura a morte de seu ex-assessor Marcelo Cavalcante.

O corpo dele foi encontrado boiando nas águas do Lago Paranoá, em fevereiro passado. A investigação, a cargo da polícia civil de Brasília, aponta para suicídio.

Na Assembléia Legislativa gaúcha, o petismo amealhou, no primeiro dia de coleta, apenas dez assinaturas de apoio ao pedido de CPI contra Yeda. Precisa de 19.

Subemetida hierarquicamente ao ministro gaúcho Tarso Genro, um dos pré-candidatos do PT à sucessão de Yeda, a Polícia Federal cogita abrir uma investigação contra a governadora.

Aguarda um pronunciamento do STJ, o foro em que são processados e julgados os governadores de Estado.

De antemão, o superintendente da PF no Rio Grande do Sul, delegado Ildo Gasparetto, disse ao diário Zero Hora o seguinte:

“Os indícios nos mostram que as investigações têm de ser aprofundadas…”

“…Toda investigação tem de ter começo e fim, com autorização do poder competente para evitar nulidade”.

blog do Josias de Souza

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