CPI da Exploração Sexual: casos sem punições
Processo mais rumoroso envolve o governador do Amazonas
Seis anos após o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual, três casos rumorosos investigados pelo Congresso em 2004 ainda não foram julgados, terminaram em absolvição ou acabaram descartados pelo Ministério Público.

O de maior destaque envolve a suspeita de que o governador do Amazonas e candidato à reeleição, Omar Aziz (PMN), tenha feito programa com uma jovem de 15 anos, em 2003, quando era vice-governador. Ele nega.

A acusação contra Aziz, vice-governador na época do escândalo, tem origem num inquérito da Polícia Civil sobre a atuação de duas cafetinas, em Manaus.

Em depoimento à polícia, a garota disse que tivera um encontro com um homem chamado Omar. O caso virou um escândalo político, mas na Justiça não foi longe. Em 2005, o MP descartou a participação de Aziz sem sequer interrogá-lo. E a investigação prosseguiu com foco em outros personagens.

O promotor João Lúcio de Almeida Ferreira excluiu Aziz da investigação com base somente em depoimento da jovem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Amazonas.

Na ocasião, ela voltou atrás e desmentiu o que sugerira no depoimento à polícia, à CPI do Congresso e em entrevista à revista “Época” — na qual narrou detalhes do encontro, afirmando que se tratava do então vice-governador.

A CPI estadual foi criada em 2004, a pedido de Aziz, depois que o caso veio a público no Congresso em Brasília. Duas fotos do vice-governador foram mostradas à garota.

Ela negou que fosse ele o homem de quem recebera R$ 150 para fazer um programa no segundo andar de uma loja de material de construção, em Manaus — o imóvel pertencia a um irmão de Aziz.

Demétrio Weber e Sérgio Marques/O Globo

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Pelo andar das pesquisas, até o momento, pode-se deduzir que a estratégia eleitoral do PSDB, e principalmente seus simpatizantes, deu errado. Nas redes sociais, Twitter, blogs, FaceBook, etc. e também por e-mail, a artilharia digital pró José Serra somente se preocupou em atacar Dilma Rousseff, ao invés de apresentar projetos concretos capazes de conquistar o eleitor. Adjetivos como poste, marionete do Lula e terrorista, circulam com a mesma intensidade com que o Índio da Costa brande o tacape contra o PT, associando o partido às Farcs e ao narcotráfico.

Quem tá comendo e comprando TV, Geladeira, Máquina de lavar,etc., tá se lixando pro botox da D.Letícia ou para cartões corporativos. Não sabe nem que ‘bicho é esse’.
Acontece que aumentou o salário, cresceu o emprego com carteira assinada, existe Prouni pra filho de pobre frequentar universidade, e por aí vão os ganhos que dá a Lula uma popularidade inacreditável para quem está em último ano de mandato.
Partidários de Serra ainda não perceberam que ‘bater’ no cara com 85% de aprovação, tira votos do tucano.
E aí, Dilma sobe.
O Editor


Lições da ascenção de Dilma
Paulo Moreira Leite/Revista Época

A eleição não terminou mas é possível extrair algumas lições diante da vantagem de 17 pontos de Dilma sobre José Serra.

Desconfie dos sábios que debatem estratégias de campanha e surgem com idéias geniais para mudar o voto de 140 milhões de brasileiros.

A vantagem de Dilma demonstra que o eleitor não está fazendo suas escolhas na campanha, mas que elas estavam definidas há tempos — e já era possível ler esses sinais na aprovação inédita do governo Lula. Como diz a velha piada, só faltava ligar o nome à pessoa.

Por isso, depois do início da propaganda na TV, o DataFolha mostra um quadro assim: Dilma dispara, Serra não cresce e Marina até oscilou um ponto para baixo.

A propaganda na TV não convenceu ninguém. Fez o trabalho de ampliar a informação e não se pode dizer, após oito anos de Lula no Planalto, que o eleitor pretende votar naquilo que não conhece. A imprensa escrita e eletrônica fez uma ampla cobertura do governo e seria absurdo afirmar que tenha sido omissa diante de erros, falhas e omissões.

A vantagem de Dilma não é um fenomeno de marketing eleitoral mas traduz fatos concretos. A economia está crescendo, o desemprego diminui, a inflação está baixa e as perspectivas são de continuidade.

Não há como Luiz Gonzalez, o marqueteiro de José Serra, mudar essa realidade. Nem o cineasta Fernando Meirelles, que trabalha para Marina Silva, pode fazer muita coisa.

A decisão do eleitor não se baseia naquilo que aparece na TV — mas em seu bolso, no orçamento de casa.

A aprovação ao governo Lula não é aplauso na arquibancada de um circo, para o melhor trapazista ou a bailarina mais bonita. Envolve o bolso da platéia, a vida de cada dia, os benefícios considerados relevantes. Isso não se muda com debates ou propaganda na TV.

Está tudo resolvido? Sim e não.

A campanha de Dilma pode cometer erros graves e abrir brechas para o crescimento dos adversários. Sempre existe essa hipótese. Mas a iniciativa está com ela.

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O mais danoso na era FHC foi o descaso do governo do sociólogo que se mostrava indiferente quanto às reservas em moeda forte. Do ponto de vista da teoria macroeconômica Fernando Henrique e equipe, a par de uma visão primária, acadêmica e contábil, colocaram a economia brasileira é uma situação de grande vulnerabilidade quando surgiu a crise asiática.
O Editor


Os analistas políticos dedicam-se agora a buscar as razões para o surpreendente mau desempenho do candidato da oposição, José Serra, nas pesquisas de intenção de voto.

As avaliações se sucedem. Focam a demora fatal do candidato na formação de alianças, especialmente nos Estados; ou, então, o menosprezo inicial dedicado à candidatura de Dilma Rousseff, considerada “o poste” à espera de transferência de votos do chefe; os sucessivos descarrilamentos na escolha do vice; a excessiva centralização das decisões de campanha; e, até mesmo, os seguidos atrasos no atendimento a compromissos que deixam os outros esperando horas a fio.

Essas razões e outras mais da mesma natureza não ajudam a empurrar o candidato. No entanto, é preciso encontrar explicação mais satisfatória em outro departamento, principalmente no comportamento da economia e seus efeitos sobre a vida do eleitor.

O presidente Lula fez lá suas bobagens, mas nenhuma chegou a ser tão grande a ponto de comprometer irremediavelmente o desempenho da economia. Depois do vacilo que proveio dos tempos em que o PT pregava “a ruPTura com o modelo neoliberal praticado por FHC”e após as denúncias insistentes da “herança maldita”, o governo Lula se dedicou a manter e, até mesmo, a incrementar o tripé que construiu o edifício econômico pós Plano Real: observância (até 2008) do superávit primário de 3,8% do PIB; sistema de metas de inflação e câmbio flutuante.

O aprofundamento da previsibilidade da economia que daí proveio desembocou no relativo controle da inflação, na valorização do poder aquisitivo do trabalhador, na expansão da massa salarial, no avanço do crédito e do consumo, no aumento do investimento, na redução da economia informal, no crescimento do emprego e no desenvolvimento de políticas de assistência social.

As pessoas mais simples não conseguem recompor todas as relações de causa e efeito, mas mantêm a percepção de que a vida melhorou. Essa sensação de um presente confortável e de um futuro provavelmente melhor é compartilhada por todas as camadas de poder aquisitivo e se reflete positivamente para o governo nas manifestações de intenção de voto.

Em 1992, quando disputou com o então presidente George Bush (pai) a Presidência da República dos Estados Unidos, o candidato do Partido Democrata, Bill Clinton, adotou um slogan intrigante engendrado pelos seus marqueteiros: “É a economia, idiota!” Foi a frase que, na época, sintetizou o desconforto geral com o desempenho sofrível da economia e de seu impacto sobre a vida do cidadão comum americano.

Por motivos opostos, a atual campanha eleitoral do Brasil começa produzindo efeito semelhante. É a população que espontaneamente manifesta sua relativa satisfação com os resultados da política econômica adotada desde os tempos da administração Fernando Henrique. E esse parece ser o fator mais importante que até aqui vinha sendo ignorado pela oposição.

Serra também não perdia oportunidade para proclamar que estava tudo errado na economia: é o sucateamento da indústria, o câmbio fora do lugar e os juros escorchantes impostos por um Banco Central com perfil de “Santa Sé”. Fica mesmo difícil mudar esse discurso e sustentar que basta que ele chegue ao governo para tudo melhorar.

Celso Ming/O Estado SP

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Brasil: da série “Acorda Brasil!”
Os petistas, aprendizes de censores teimam em tentar calar a imprensa. Suas (deles) ex-celências se dedicam ao inútil exercício de querer encaixotar fumaça. Agora, trilham caminhos disfarçados em sonoro e pomposo apelido de “Comunicação e Democracia”. Na realidade mais uma tentativa Stalinista de calar quem se lhes opõe.
Sai tirano entra tirano, e nem todo o poder de armas, prisões, repressões e censuras, consegue impedir que as notícias se espalhem pelo mundo. Nenhuma ditadura até hoje se manteve por muito tempo, contra o poder da informação. E aí, justamente que a WEB mostra todo o poder de informar, apesar da censura que os Cháves da vida, tentam impor à grande rede.
Caso me censurem aqui, com um celular via satélite edito meu blog usando qualquer rede disponível, em qualquer lugar desse “mundo vasto mundo”.
Contra a censura. Sempre!
O Editor


Casa de marimbondo

Caso Dilma Rousseff venha a ser eleita, o PT vai insistir num projeto denominado “Comunicação e Democracia“, que tentou e não conseguiu impulsionar durante o governo Lula. O que era uma sugestão para o segundo mandato do primeiro-companheiro vê-se agora transformado em proposta para a suposta sucessora.

Trata-se de proposta já debatida no partido mas ainda não discutida com a candidata. São tantas e tão polêmicas as mudanças sugeridas no sistema de comunicação eletrônica vigente que o mínimo a prever é uma crise dos diabos entre a mídia e o novo governo, caso ele se forme.

Sem análise mais profunda sobre o que o PT propõe, pelo desconhecimento do documento em sua integralidade, vale ressaltar que o texto sugere a elaboração de uma lei que dificulte, primeiro, e proíba, depois, a concentração da propriedade dos meios de comunicação eletrônica. Isso significa que um mesmo grupo ou conglomerado encontrará dificuldades para possuir e para explorar diversas emissoras e canais de televisão e rádio.

Sugestão paralela é de regulamentar o dispositivo constitucional até hoje inócuo, que proíbe a existência de oligopólios nos meios eletrônicos de rádio e televisão.

Outra novidade será a criação de conselhos populares que participariam da decisão hoje entregue ao governo e ao Congresso para a renovação e concessão de canais de rádio e televisão. Mais uma: a criação da Secretaria de Democratização da Comunicação, um miniministério subordinado diretamente à presidência da República.

A regulamentação da publicidade no setor público também faz parte do documento, assim como incentivos legais e econômicos para o desenvolvimento de jornais e revistas independentes.

Aqui para nós, se essa proposta progredir e vier a fazer parte das metas e objetivos de Dilma, é bom tomar cuidado, porque o governo estará enfiando não só o braço, mas o corpo inteiro numa imensa casa de marimbondos.

O governo Lula tentou três vezes bater de frente com a mídia. Primeiro, ao endossar no Congresso um projeto conhecido como “Lei da Mordaça”, que se aprovado proibiria juízes, promotores e delegados de polícia de prestarem declarações à imprensa sobre processos ainda em andamento. Seria uma agressão à liberdade de divulgação de notícias. Por exemplo: na maioria dos processos por corrupção, ficariam jornais, revistas, rádios e televisões impedidos de noticiar o nome dos acusados e as acusações respectivas, sob pena de ver punidos os agentes do poder público responsáveis pelas informações. Imagine-se o caso dos sanguessugas e dos dois mensalões: nenhum dos ladravazes hoje conhecidos teria tido nome e fotografia expostos pelos meios de comunicação.

Felizmente, o Congresso arquivou a “Lei da Mordaça“, como antidemocrática e lesiva aos interesses da sociedade.

Depois, o governo tentou criar a Agencia Nacional do Audiovisual, que engessaria a produção de cinema e vídeo, subordinando-a aos interesses de quem estivesse no poder. Novo recuo, dado o radicalismo da proposta.

Em seguida veio o projeto do Conselho Federal de Jornalismo, da mesma forma sepultado no Legislativo, mas tão eivado de veneno a ponto de permitir a suspensão do exercício da profissão, quer dizer, do direito de trabalho, de jornalistas que porventura contrariassem a opinião dos dirigentes da entidade. Aliás, nomeados pelo governo.

Agora, mais uma vez, o partido do presidente e talvez da presidente da República tentará enquadrar os meios de comunicação. É evidente que oligopólios são nefastos e que a concentração da propriedade jornalística é um perigo capaz de gerar a uniformidade das notícias e das opiniões, não fosse o detalhe chamado de concorrência.

Quanto aos “conselhos populares”, quem os convocaria e reuniria? Já existe o Conselho de Comunicação Social, mesmo paralítico, mas na teoria funcionando como um apêndice na mesa do Senado, dispondo apenas de funções consultivas. Seria extinto, mesmo tão desimportante?

A criação da Secretaria de Democratização da Comunicação seria apenas mais um cabide de empregos ou teria a seu cargo municiar o presidente da República de queixas e reclamações contra a imprensa? E de sugestões para reprimi-la?

Regular a atividade publicitária no setor público até que parece acertado, mas desde que para impedir o fluxo de dinheiro fácil para os meios de comunicação, de forma a conquistar-lhes as boas graças e a simpatia.

Não dá para entender a última sugestão, de programas de incentivos legais e econômicos para o desenvolvimento de jornais e revistas independentes. Independentes de que e de quem? Do governo? Das empresas estatais cuja publicidade tão bem se encontra manipulada?

Nas poucas vezes em que a candidata abordou a questão da mídia, não fechou as portas para uma espécie de controle administrativo, mas enfatizou sempre não admitir nada que pusesse em jogo o conteúdo dos meios de comunicação. Vamos ver se, no caso de eleita, cederá a pressões dos companheiros e mudará de opinião.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

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[...] o que dá pra rir dá pra chorar[..]
Nunca, o verso da música de Billy Blanco foi tão atual.  Diante da fúria censória do legislador derivado e da implacável tesoura do Tribunal Superior Eleitoral – aliás, tal corte eleitoral só existe no Brasil – caberá, em breve, aos candidatos perguntarem, para ficarmos no âmbito das analogias musicais, à moda de Noel Rosa: ” [...] com que roupa eu vou?”
Contra a censura. Sempre!
O Editor


Muito político faz chorar com a mesma matéria-prima que o humor faz rir, diz Danilo Gentili

Danilo Gentil ¹ especial para a Folha de S.Paulo

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) está preocupado, pois entendeu que satirizar um candidato na TV gera desigualdade no processo eleitoral. Ufa!

Agora os indefesos candidatos já podem respirar aliviados e se concentrarem na campanha em que, na mesma TV, durante a propaganda eleitoral gratuita, um terá 10 minutos a mais que o outro para expor suas ideias. Isso sim é democrático, igualitário e… Droga… Aqui caberia uma piada, mas não posso fazê-la.

Agora é contra a lei ridicularizar o candidato. Então, lembre-se: por mais ridículo que ele seja, guarde segredo.

Exemplo: Ainda que Collor ridiculamente ligue pra casa de um jornalista o ameaçando de agressão, por mais tentador que seja não mire sua lupa cômica nisso. Ele é candidato, e candidato aqui não fica exposto, fica blindado. O TSE nao é o feirante japonês que deixa a mercadoria exposta para que possamos apalpar e cheirar antes de levar. Ele é o coreano do Paraguai que a deixa na vitrine. Você não toca, não cheira. Apenas paga. Quando chegar em casa, reze antes de abrir a caixa.

Humorísticos censuram piadas e tiram candidatos do ar para evitar punição

E a discussão se essa censura é ou não constitucional? Tenho fé que em breve teremos uma resposta sensata. Logo após eles chegarem à conclusão de outra discussão que há anos os perturbam: afinal, o fogo é ou não quente?

O humorista pega a verdade e a exagera. Ao contrário do político, a verdade é imprescindivel para o sucesso de seu trabalho.. E esse é o problema. Num país onde culturalmente é bonito lucrar com a mentira, a verdade não diverte. Assusta. Indigna.

Onde já se viu um coronel permitir que manguem de sua cara em sua província? Então censuremos! Por isso, recentemente, tivemos imprensa brasileira censurada, jornalista estrangeiro expulso, repórter agredida e agora, humorista amordaçado. É melhor que o Estado defina o que pode ou não ser passado para o público, assim o público continua passando o que interessa para o Estado.

Aristófanes, pai da comédia antiga, exercia abertamente sua função de fazer o público rir, criticando instituições políticas e seus representantes. Se fosse brasileiro, hoje, Aristófanes não poderia realizar seu ofício. A visão democrática do TSE está mais atrasada que a da Grécia de 400 a.C.

Henri Bergson, filósofo francês, afirmou que “não há comicidade fora daquilo que é propriamente humano. Comicidade dirige-se à inteligência pura”. Filosoficamente, o pessoal do TSE não é humano, nem inteligente o bastante para compreender o que foi escrito há quase um século atrás.

Freud, pai da psicanálise, entendeu que “rir estrondosamente, satirizar personagens e acontecimentos fazem parte da nossa experiência cotidiana e é crucial pra nossa condição humana”. Um século depois, temos uma lei que impede a manifestação do cômico num evento tão importante pra sociedade como a eleição. Psicossocialmente falando, a democracia brasileira encontra-se retardada.

Estudos observam que primatas riem de boca aberta para manifestar raiva e hostilidade. A evolução preservou o instinto do riso no ser humano para que fosse a válvula de escape substituta à agressão física. A lei eleitoral quer abafar o instinto compulsivo da piada e do riso (e sabe lá Deus aonde isso vai pode explodir). Biologicamente, eles estão forçando um passo atrás na escala evolutiva.

Enquanto o Brasil se orgulha de dialogar com países desenvolvidos o suficiente para que nenhuma forma de comunicação seja restrita, a gente fica aqui rindo das imitações de Silvio Santos, porque é o que se pode fazer no momento. Claro, enquanto o Silvio Santos não for candidato.

Muito político faz chorar. Com a mesma matéria-prima o humorista faz rir. Para o TSE a segunda opção é uma ameaça e precisa ser contida.

A liberdade de expressão aqui tem o mesmo conceito de liberdade do zoológico. Faça e fale o que quiser. Você é livre! Desde que não passe os limites da sua jaula.

Não me multem, por favor. Isso não foi uma piada.

¹ Danilo Gentili é comediante stand-up e repórter do CQC da Band

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A internet é incontrolável!
Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves!

Também conhecida como AI-5 digital, a famigerada tentativa de amordaçar a internet através da não menos espúria Lei Azeredo, volta e meia tira o esqueleto do armário. O senador Azeredo, o inventor do mensalão e primeiro usuário dos “tortuosos serviços” do não menos notório Marcos Valério, deve se preocupar é com o processo no qual foi indiciado pelo Supremo Tribunal Federal, STF, por formação de quadrilha e caixa 2.
O Editor


O Projeto de Lei 84/99, que tipifica os crimes cometidos pela internet, poderá voltar a ser debatido na Câmara após as eleições.

Os deputados Julio Semeghini (PSDB-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP), especialistas no assunto na Casa, articulam acordo com o governo para viabilizar a votação.

De autoria do ex-deputado Luiz Piauhylino, a proposta ficou conhecida como Lei Azeredo, em referência ao senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que elaborou substitutivo à matéria no Senado.

O substitutivo teve forte rejeição de ativistas da internet livre, que fizeram uma petição on-line contrária à matéria intitulada “Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na internet brasileira”. A petição conta hoje com mais de 156 mil assinaturas.

Segundo Semeghini, relator do projeto na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, essa rejeição pode ser superada se houver mudanças no substitutivo do Senado.

Semeghini e Paulo Teixeira estão elaborando conjuntamente destaques (emendas) à proposta. “Há um consenso na sociedade de que, da forma como está, o texto prejudica o desenvolvimento da internet”, afirmou Teixeira, que articula o diálogo com o governo para viabilizar a votação do projeto.

Na semana passada, o substitutivo do Senado à lei de crimes na internet recebeu parecer favorável do deputado Pinto Itamaraty (PSDB-MA), relator na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Devido ao regime de urgência, o projeto está sendo analisado de forma simultânea pelas comissões de Segurança; de Ciência e Tecnologia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Embora seu parecer seja favorável ao substitutivo do Senado, o relator destaca que está aberto a receber sugestões e não se opõe à possibilidade de a matéria ser discutida conjuntamente com o Marco Civil da Internet, se esse for o entendimento do governo (possibilidade já levantada pela reportagem da TI INSIDE Online).

O deputado também acredita que, após as eleições, é hora de o projeto ser debatido e votado.

->>> mais: Ponto polêmico de projeto sobre crimes na web pode emperrar votação

Fonte: TI Inside On line

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As mensagens SMS, torpedos, vão se tornando mais populares que o telefonema propriamente dito. Além disso, Skype, Twitter e demais redes sociais contribuem significativamente para a diminuição das chamadas de voz nos aparelhos de telefonia convencionais.
O Editor

A morte do telefonema

Clive Thompson escreve na Wired (em inglês) que as pessoas fazem cada vez menos chamadas telefônicas, e que essas chamadas têm duração cada vez menor.

Citando dados da Nielsen, ele aponta que o número de chamadas de celular vem caindo a cada ano, depois de ter atingido um pico em 2007. E que a duração média dos telefonemas diminuiu para quase a metade dos três minutos registrados em 2005.

O autor explica:

“Caminhamos, em outras palavras, na direção de uma transição cultural fascinante: a morte da chamada telefônica. Essa mudança é particularmente clara entre os jovens.

Alguns universitários que conheço ficam dias sem falar em seus celulares inteligentes. Recentemente, estive com um empreendedor de vinte e poucos anos que precisou procurar durante cerca de 30 segundos a opção que permitisse a ele ligar para alguém.”

Os jovens preferem trocar mensagens de texto, bater papo via internet ou deixar mensagens nas redes sociais. Thompson sugere que os telefones passem a mostrar se as pessoas estão disponíveis para conversar, e prevê que mais e mais pessoas passarão a usar sistemas de comunicação com vídeo.

blog do Renato Cruz

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[...]“Tá legal.
Eu aceito o argumento
Mas não me altere a realidade tanto assim”[...]

Parafraseando Paulinho da Viola, até acredito que se deva dar um crédito de ingenuidade ecológica à amazônica candidata. Acontece, tem sempre um acontece no meio do caminho, que considerando o modelo atual de se fazer política no Brasil, do toma-lá-dá-cá, praticado por todos os partidos é quase impossível não haver alianças. Inclusive as mais espúrias. Como pensar em governar com lisura, sem acordos ou loteamento de cargos, tendo a reboque Sarneys, Renans, Barbalhos, Quércias e outras indeléveis personas da mais rasteira politicagem? Fica muito difícil ao eleitor menos informado – a maioria – conhecer os meandros do funcionamento do Congresso Nacional, a ponto de saber distinguir o que são alianças, como instrumento legítimo de governo, dos conchavos que são a perversão da política.
O Editor


‘É possível governar sem troca de favores’, diz Marina Silva. Ela voltou a dizer que, se eleita, se juntará ao ‘melhor’ dos outros partidos.
E mais

- ‘Quero governar com os melhores do PT e do PSDB
- ‘Sou a única que precisa do eleitor’, diz Marina Silva
- Marina defende atuação de Dilma na ditadura e critica rótulo de ‘terrorista’

A candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira (29) que, se eleita, quer construir uma base aliada que não seja pautada pela troca de favores. Ela concedeu entrevista ao programa “Vanguardão”, na Rádio Auri-Verde, de Bauru, no interior de São Paulo.

Questionada sobre como administraria a relação com os aliados e como lidaria com a troca de favores, ela afirmou:

“Eu acho que é possível governar sem troca de favores. Isso tem que acabar. Ninguém governa sozinho, mas quem disse que as pessoas só se juntam por troca de favores. O eleitor que vota não é por troca de favores.

Eu conheço no Congresso quem vota sem troca de favores. Eu posso citar nomes, tem o Eduardo Suplicy, o Pedro Simon, a Heloisa Helena. Eu mesma nunca votei por troca de favores.”

Depois, ao falar sobre qual seria sua primeira ação como presidente, respondeu que seria implantar suas promessas de campanha. “Iria olhar para o Congresso e construir uma base que não seja criada com troca de favores.”

Marina voltou a dizer que gostaria de fazer alianças com os partidos dos adversários na disputa, PT e PSDB.

“É preciso se juntar aos melhores para governar o país. Os melhores do PT, PSDB, PMDB. Existem pessoas em todos os partidos. Tem que ter disposição para dialogar, convencer e mostrar que não é o dono da verdade. Precisa do apoio e das ideias dessas pessoas.

A candidata do PV disse ainda que, ao contrário dos adversários, se ela for eleita, o responsável será o eleitor. “Que o eleitor brasileiro me ajude a chegar [à Presidência]. Meus concorrentes, se chegarem, vão achar que ganharam pelas alianças, pela estrutura, tempo de TV. Eu só teria um segmento. O homem, a mulher, o jovem, a criança, o empresário, o trabalhador brasileiro.”

Marina destacou a origem humilde e disse que conhece desde “as filas do serviço de saúde onde já foi atendida como indigente” até “os melhores hospitais do Brasil”. “Só quem conhece com profundidade a vida do povo será capaz de respeitar os avanços, mantendo o Bolsa Família e encarando os novos desafios.”

Em Bauru, Marina ainda vai inaugurar uma Casa de Marina, espécie de comitê domiciliares onde militantes distribuem material de campanha da candidata para outros eleitores. A candidata também participa de um comício na cidade de Bauru na parte da noite.

G1

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Pacote na web reúne nomes de 100 milhões de usuários do Facebook

Especialista em segurança listou e analisou dados da rede social. Perfis estavam disponíveis no diretório público do Facebook.

O nome foi o suficiente para incentivar um especialista em segurança a criar um código capaz de extrair dados do Facebook. Ron Bowes só queria reunir nomes e analisá-los de forma agregada para descobrir os mais comuns, auxiliando ataques de roubos de senha que dependem de tentativa e erro. Além de criar o pacote, Bowes o colocou na internet, em um download facilmente disponível que contém 2,8 GBs de dados.

2,8 GBs de dados públicos agregados do Facebook apareceram em sites de torrent.

Um torrent contendo 2,8 GB de nomes de usuários do Facebook foi colocado em sites públicos na internet. O arquivo contém apenas nomes, mas levanta a possibilidade de que criminosos possam vasculhar a rede social para reunir todas as informações que os usuários colocam na rede social e que estão livremente acessíveis por todos os outros internautas.

O volume de informação equivalente ao texto de cerca de 2.800 livros. Além dos nomes, o pacote possui análise de dados agregados, como os nomes mais comuns, somente nomes únicos, e a quantidade de vezes que um mesmo nome ou sobrenome apareceu.

A ideia foi do especialista em segurança Ron Bowes. Bowes criou um pequeno código de programação – script, no termo técnico – que analisou a página de diretórios do Facebook. Com isso, o especialista conseguiu uma lista dos nomes de usuários do Facebook, o que permitiu descobrir quais os nomes e sobrenomes mais comuns no Facebook, por exemplo.

A lista foi criada para ser usada em outro programa de segurança, o Ncrack, que visa a quebrar a autenticação (usuário/senha) de serviços de rede. O ataque é conhecido como força bruta do tipo dicionário. Um ataque de força bruta consiste em tentar várias combinações de usuário e senha, até que uma funcione.

O método de dicionário utiliza palavras pré-selecionadas no lugar de combinações geradas automaticamente. A lista poderá servir como um dicionário para o Ncrack, segundo Bowes. Sabendo quais são os nomes mais comuns é possível tentar combinações de usuário/senha com maior probabilidade de acerto.

No The Pirate Bay, um dos maiores sites de torrent da internet, o arquivo com os dados registra 10 mil participantes, o que o torna um dos arquivos mais populares do site.

Nenhuma informação pessoal está na lista. Nem mesmo informações normalmente públicas como o site da internet ou a foto do perfil estão no arquivo. Os usuários que estão na lista já tinham seu nome no diretório do Facebook, e portanto decidiram tornar público seus perfis.

No entanto, a prova de que a informação pode ser coletada e usada no agregado é provavelmente algo que poucos teriam achado possível. Especialistas disseram à imprensa que os dados são uma prova do desconhecimento que cerca o uso das ferramentas de privacidade do Facebook.

Bowes diz que ainda poderia ter examinado os perfis dos amigos daqueles que estavam no diretório público do Facebook. Justificou: “pegar os amigos trará mais dados para processar, e não tenho como lidar com isso no momento. Eu gostaria de fazer isso no futuro, no entanto”. O blog de Rowes encontrava-se offline quando a reportagem foi fechada.

Altieres Rohr/G1

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Pro dia nascer melhor – 31/07/2010

Entrevista com jogador sincero


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Maneira rápida de dobrar uma camiseta

Simples assim!

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Estatísticas e humor

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