Soneto Cláudio Manoel da Costa¹ Para cantar de amor tenros cuidados, Tomo entre vós, ó montes, o instrumento; Ouvi pois o meu fúnebre lamento; Se é, que de compaixão sois animados: Já vós vistes, que aos ecos magoados Do trácio Orfeu parava o mesmo vento; Da lira de Anfião ao doce acento Se viram os […]

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Soneto VII Claudio Manoel da Costa¹ Onde estou? Este sítio desconheço: Quem fez tão diferente aquele prado? Tudo outra natureza tem tomado; E em contemplá-lo tímido esmoreço. Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço De estar a ela um dia reclinado: Ali em vale um monte está mudado: Quanto pode dos anos o progresso! […]

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Soneto XLIV Cláudio Manoel da Costa¹ Há quem confie, Amor, na segurança De um falsíssimo bem, com que dourando O veneno mortal, vás enganando Os tristes corações numa esperança! Há quem ponha inda cego a confiança Em teu fingido obséquio, que tomando Lições de desengano, não vá dando Pelo mundo certeza da mudança! Há quem […]

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