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Cecília Meireles – Literatura domingo, 11 de novembro de 2018

“Escolha o seu sonho” Devíamos poder preparar os nossos sonhos como os artistas, as suas composições. Com a matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos poder construir essas pequenas obras-primas incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa, duram apenas o instante em que vão sendo sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que a nossa memória. Como quem resolve uma viagem, devíamos poder escolher essas explicações sem veículos nem companhia – por mares, grutas, neves, montanhas e…

Cecília Meireles – Versos na tarde – 26/12/2017 terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Desenho Cecília Meireles Traça a reta e a curva, a quebrada e a sinuosa Tudo é preciso. De tudo viverás. Cuida com exatidão da perpendicular e das paralelas perfeitas. Com apurado rigor. Sem esquadro, sem nível, sem fio de prumo, traçarás perspectivas, projetarás estruturas. Número, ritmo, distância, dimensão. Tens os teus olhos, o teu pulso, a tua memória. Construirás os labirintos impermanentes que sucessivamente habitarás. Todos os dias estarás refazendo o teu desenho. Não te fatigues logo. Tens trabalho para…

Cecília Meireles – Versos na tarde – 11/12/2016 domingo, 11 de dezembro de 2016

Dái-me algumas palavras Cecília Meireles¹ Dai-me algumas palavras, – porém, somente algumas! – que às vezes apetece, pelos jardins de areia, colher flores de espuma. Deixai, deixai,secreto, às portas da minha alma, guardando os labirintos e as esfinges enormes. (O silêncio caído com seus firmes oceanos – onde não há mais nada dos litorais do mundo nem do périplo humano!)silêncio que dorme. ¹Cecília Benevides de Carvalho Meireles * Rio de Janeiro,Brasil – 7 Novembro 1901 d.C. + Rio de Janeiro,Brasil…

Cecília Meireles – Versos na tarde – 07/11/2016 segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Pássaro Cecília Meireles¹ Aquilo que ontem cantava já não canta. Morreu de uma flor na boca: não do espinho na garganta. Ele amava a água sem sede, e, em verdade, tendo asas, fitava o tempo, livre de necessidade. Não foi desejo ou imprudência: não foi nada. E o dia toca em silêncio a desventura causada. Se acaso isso é desventura: ir-se a vida sobre uma rosa tão bela, por uma tênue ferida. ¹ Cecília Benevides de Carvalho Meireles * Rio…

Cecília Meireles – Frase do dia – 05/07/2014 terça-feira, 5 de julho de 2016

“Não vou deixar a porta entre-aberta. Vou escancará-la ou fechá-la de vez. Porque pelos vãos, brechas e fendas passam semi-ventos, meias verdades e muita insensatez.” Cecília Meireles Compartilhe a informação:

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