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Carlos Drummond de Andrade – Poesia domingo, 21 de janeiro de 2018

Para o sexo a expirar Carlos Drummond de Andrade   Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante. Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo. Amor, amor, amor – o braseiro radiante que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.   Pobre carne senil, vibrando insatisfeita, a minha se rebela ante a morte anunciada. Quero sempre invadir essa vereda estreita onde o gozo maior me propicia a amada.   Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem…

Carlos Drummond de Andrade – Versos na tarde – 30/07/2017 domingo, 30 de julho de 2017

Ausência Carlos Drummond de Andrade ¹ Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. ¹ Carlos Drummond de Andrade * Itabira do Mato Dentro, MG, – 31 de Outubro de…

Carlos Drummond de Andrade – Versos na tarde – Poesia 22/042017 sábado, 22 de abril de 2017

A Máquina do Mundo Carlos Drummond de Andrade E como eu palmilhasse vagamente uma estrada de Minas, pedregosa, e no fecho da tarde um sino rouco se misturasse ao som de meus sapatos que era pausado e seco; e aves pairassem no céu de chumbo, e suas formas pretas lentamente se fossem diluindo na escuridão maior, vinda dos montes e de meu próprio ser desenganado, a máquina do mundo se entreabriu para quem de a romper já se esquivava e…

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