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Google reinventa seu índice de buscas

A Google anunciou o lançamento de seu sistema Caffeine, uma nova abordagem de seu modo de indexar a web, com ênfase em oferecer as páginas mais recentes da internet como resultados de busca.

Segundo a empresa, é uma máquina de busca 50% mais rápida que a anterior, e representa a maior coleção de conteúdo web já oferecida na História.

Diferentemente do sistema anterior, que se baseava num conceito de camadas, o Caffeine trabalha separando a web em pequenas porções e mantendo o índice-mestre do Google continuamente atualizado, em escala mundial.

Mais detalhes, na tradução de um post no blog oficial do Google, em http://bit.ly/cafgoo.

Carlos Alberto Teixeira/O Globo

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O que muda com a busca em tempo real do Google

Um dos principais objetivos do Google no ano fora alcançado: a criação de um serviço de busca em tempo real. Anunciado ontem, na Califórnia, nos Estados Unidos, o recurso conduz a principal marca de buscas na web a um artifício na qual não tinha dominio até então.

O que faz plataformas sociais como Facebook e Twitter tornarem-se tão valiosas com o uso desenfreado de um número cada vez maior de pessoas é a possibilidade de saber o que acontece no mundo neste momento. E o Google, de forma até desesperada, alcançou tal princípio, dois meses após o anúncio da parceria entre Facebook, Twitter e Bing, buscador da Microsoft.

Agora, toda vez que procurar por um termo na versão inglesa do Google, terá respostas distribuídas e captadas de diversas fontes. Inclusive da rede de mensagens de até 140 caracteres, o que permite iniciar uma discussão sobre qual é a relevância do conteúdo produzido, já que o resultado é apresentado de forma cronólogica.

Trata-se da pesquisa que possibilita a extração de conteúdos antes não indexados, além das tradicionais notíciais produzidas por veículos, atualizações do Yahoo Respostas e Wikipedia e conteúdos públicos previamente autorizados por seus usuários de redes sociais como o Facebook e o MySpace. O que explica a divulgação de uma “carta aberta” de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

A novidade de agregar a maior quantidade de informações em um único ambiente virtual está disponível apenas em uma versão (inglês) e a promessa do Google é que este recurso seja lançado nas próximas semanas em escala global, inclusive o português (Brasil).

O Google divulgou um vídeo explicando o que muda:

Veja

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Google e o monopólio das buscas

Procure, mas talvez não encontre

Adam Raff *

À medida que nos tornamos cada vez mais dependentes da internet, precisamos nos preocupar cada vez mais com a sua regulamentação. A Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) propôs normas de “neutralidade na rede”, que proibiriam as provedoras de internet de discriminar ou de cobrar prêmios para determinados serviços ou aplicações na rede. A comissão está certa em estabelecer que a garantia de igual acesso à infraestrutura da internet é vital, mas erra ao dirigir suas regulamentações apenas a provedoras de serviços, como AT&T e Comcast.

Hoje, mecanismos de busca como Google, Yahoo e o novo Bing, da Microsoft, tornaram-se os guardiães da internet, e o papel crucial que eles desempenham dirigindo os usuários para os sites da rede implica que agora são um componente essencial de sua infraestrutura, como a rede física em si. A FCC precisa ir além da neutralidade na rede e incluir a “neutralidade na busca”: o princípio segundo o qual os mecanismos de busca não deveriam ser submetidos a políticas editoriais, com exceção da abrangência e da imparcialidade dos seus resultados, e basear-se exclusivamente na relevância.

A necessidade da neutralidade da busca é particularmente premente porque um único grupo, o Google, detém um poder de mercado enorme em suas mãos. Com 71% do mercado de buscas nos EUA (e 90% na Grã-Bretanha), o predomínio do Google tanto na busca quanto na publicidade das buscas confere à companhia um controle preponderante.

As receitas do Google superaram os US$ 21 bilhões em 2008, mas isso não é nada perto das centenas de bilhões de dólares das receitas de outras companhias, que o Google controla indiretamente mediante os seus resultados de busca e os links patrocinados.

Uma das maneiras pelas quais o Google explora esse controle é pela imposição de “penalidades” disfarçadas que podem atingir sites legítimos e úteis da rede, excluindo-os inteiramente de seus resultados de busca ou colocando-os tão em baixo nos rankings que, provavelmente, nunca serão encontrados. Foi assim que, durante três anos, o site de busca vertical e de comparação de preços da minha companhia, a Foundem, efetivamente “desapareceu” da internet.

Outra maneira pela qual o Google explora seu controle é mediante a colocação preferencial. Com a introdução, em 2007, do que chamou de “busca universal”, o Google começou a promover seus próprios serviços no topo ou perto do topo dos seus resultados de busca, passando por cima dos algoritmos que utiliza para classificar os serviços das outras. Agora, ele favorece seus próprios resultados de comparação de preços para pesquisas de produtos, seus próprios resultados de mapas para consultas de geografia, seus próprios resultados em matéria de notícias para consultas tópicas, e seus próprios resultados do YouTube para consultas sobre vídeo. E os planos declarados do Google de busca universal deixam claro que este é apenas o começo.

Como seu predomínio no mercado de busca global e sua capacidade de punir os concorrentes colocando seus próprios serviços no topo dos resultados de buscas, o Google dispõe de uma vantagem competitiva praticamente inatacável. E pode usufruir desta vantagem muito além dos limites das buscas de qualquer serviço que escolher. Sempre que faz isto, as companhias que estão atuando na internet são derrubadas, as que se estabeleceram recentemente são suprimidas e a inovação é ameaçada.

O tratamento dispensado pelo Google à Foundem asfixiou nosso crescimento e limitou o desenvolvimento da nossa tecnologia inovadora para buscas. A colocação preferencial do Google Maps contribuiu para tirar a MapQuest de sua posição de líder em serviços de mapeamento online nos EUA praticamente da noite para o dia. O preço das ações da TomTom, fabricante de sistemas de navegação, caiu cerca de 40% nas semanas que se seguiram ao anúncio do serviço gratuito de navegação por satélite, mais detalhado, do Google. E a RightMove, o portal líder para imóveis na Grã-Bretanha, perdeu 10% do seu valor de mercado no mês de dezembro, somente por causa do boato de que o Google planejava introduzir um serviço local de busca de imóveis.

Sem normas de neutralidade de busca para restringir a vantagem competitiva do Google, poderemos caminhar para um mundo sombriamente uniforme de Google Tudo – Google Viagens, Google Finanças, Google Seguros, Google Imóveis, Google Telecoms, e, evidentemente, Google Livros.

Alguns dirão que o Google é tão inovador que não devemos nos preocupar. Mas a companhia não é tão inovadora quanto as pessoas consideram em geral. Google Maps, Google Earth, Google Groups, Google Docs, Google Analytics, Android e muitos outros produtos Google baseiam-se em tecnologia que o Google adquiriu, e não que inventou.

Os próprios AdWords e AdSense, os motores econômicos extraordinariamente eficientes que determinaram o sucesso meteórico do Google, são essencialmente invenções emprestadas de outros: o Google adquiriu a AdSense com a compra da Applied Semantics em 2003; e a AdWords, embora desenvolvida pelo Google, é usada com licença de seus inventores, a companhia Overture.

O Google reconheceu imediatamente a ameaça à abertura e à inovação para o poder de mercado das provedoras de serviços da internet, e há muito tempo é um dos principais defensores da neutralidade da rede.

Mas, agora, enfrenta uma escolha difícil. Adotará a neutralidade de busca como extensão lógica da neutralidade da rede que protege realmente o igual acesso à internet? Ou tentará argumentar que o poder discriminatório de mercado é de certo modo perigoso nas mãos de uma companhia de telecomunicações ou a cabo, mas inócuo nas mãos de um mecanismo de busca esmagadoramente predominante? A FCC agora convida a comentar publicamente as normas de neutralidade de rede que propõe, de modo que ainda há tempo para convencer a comissão a ampliar o alcance de suas regulamentações. Particularmente, ela deveria garantir que os princípios de transparência e não discriminação sejam aplicados aos mecanismos de busca e também às provedoras de serviços. A alternativa é uma internet em que a inovação poderá ser esmagada à vontade por um mecanismo de busca todo-poderoso.

* Adam Raffé um dos fundadores da Foundem, empresa de tecnologia de Internet

Estadão

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Sistema aponta endereços conforme gosto mostrado pelo internauta

No lugar de usar um buscador genérico como o Google, sistemas de recomendações de site podem surpreender com boas indicações.

O StumbleUpon, o mais conhecido do tipo, sugere conteúdo baseado em categorias bem variadas: sociologia, esporte, história medieval ou cultura lésbica, entre outras opções de refinamento.

Há um mês, ele anunciou uma mudança bastante aguardada por sua comunidade de quase 8 milhões de cadastrados. O serviço de recomendação de sites adaptou a extensão de navegador para uma barra que funciona sem precisar ser instalada.

A mudança harmoniza com o “novo StumbleUpon” anunciado neste ano: ele está muito mais adequado para ser usado diretamente da internet, sem a necessidade de instalar nada.

Mas a forma ideal de usar o serviço ainda é criando uma conta e instalando a extensão.

A partir daí, uma barra sob o endereço de internet fará o diálogo com o mecanismo.

Nessa barra, basta clicar no botão I like it (eu gosto disso, representado por um polegar para cima) para mostrar que você gostou da recomendação e gravar aquele site no seu perfil, criando também um catálogo on-line.

O botão com o polegar para baixo marca os desaprovados.

O botão Stumble! faz com que apareça uma página na categoria ou na mídia indicada, como blog, notícias ou vídeo.

Conforme o usuário indica os sites de que gostou e de que não gostou, o mecanismo de recomendação é aprimorado.

Delicious

Sem dúvida, o StumbleUpon é um dos melhores sistemas de recomendação da internet. Como gerenciador de favoritos, porém, o tradicional Delicious se sai melhor.

O Delicious também pode ser usado como extensão ou diretamente do navegador.

Em ambos os casos, o ideal é colocar etiquetas (tags) sempre que você classificar um site como favorito.

De forma simplificada, uma etiqueta é uma categoria para aquele site. Para o portal YouTube use, por exemplo, vídeo.

Caso deseje guardar um clipe da Madonna, é melhor ser mais específico, usando termos como música e clipe, além do nome da cantora.

Se seus favoritos estiverem etiquetados, fica mais fácil encontrá-los depois. Na página do seu perfil do Delicious, no lado direito, é possível navegar nas etiquetas. Clicando sobre uma, dá para ver todos seus sites que levam aquela tag.

Gustavo Vilas Boas – Folha de São Paulo

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Internet – Google, Yahoo e companhia

A empresa de consutoria ComScore divulgou lista com a relaçao dos site de buscas mais usados em Dezembro de 2007, na internet mundial.

1º – Google: 62,4%
2º - Yahoo!: 12,8%
3º - Baidu (chinês): 5,2%
4º – Microsoft: 2,9%
5º - NHN (coreano): 2,4%.

Os dados apurados pela ComScore que o número de usuários na China já é igual ao dos Estados Unidos, batendo nos 210 milhões, com um aumento de 18% em relação a 2006.

Caso a lista fizesse o “ranking” dos 10 mais, o site chinês www.aliba.com apareceria com 0,8%. O Aliba é um portal de negócios e possui, - como tudo na China os números são sempre milionários - 24,6 milhões de membros registrados.

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