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Shakespeare – Versos na tarde – 31/10/2017 terça-feira, 31 de outubro de 2017

Soneto LXX William Shakespeare¹ Se te censuram, não é teu defeito, Porque a injúria os mais belos pretende; Da graça o ornamento é vão, suspeito, Corvo a sujar o céu que mais esplende. Enquanto fores bom, a injúria prova Que tens valor, que o tempo te venera, Pois o Verme na flor gozo renova, E em ti irrompe a mais pura primavera. Da infância os maus tempos pular soubeste, Vencendo o assalto ou do assalto distante; Mas não penses achar…

Fernando Pessoa – Versos na tarde – 23/01/2016 sábado, 23 de janeiro de 2016

Desertos Fernando Pessoa¹ Grandes são os desertos, e tudo é deserto. Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo. Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes – Desertas porque não passa por elas, senão elas mesmas, Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu. Grandes são os desertos, minha alma! Grandes são os desertos! (…) ¹Fernando Antonio Nogueira Pessoa * Lisboa, Portugal –…

Ada Negri – Versos na tarde – 22/01/2016 sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Aquele Que Passa Ada Negri¹ O desconhecido que passa e te acha ainda digna de uma fugidia palavra de desejo, Talvez porque na sombra da noite tão doce de Maio Ainda resplendem teus olhos, ainda tem vinte anos a ligeira figura deslizante, Não sabe que foste amada, por aquele que amaste amada, em plena e soberba delícia de amor, E em ti não há membro nem ponta de carne ou átomo de alma que não tenha uma marca de amor….

Mário Lago – Versos na tarde – 11/10/2013 sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Devolve Mário Lago¹ “Devolve toda a tranqüilidade Toda a felicidade Que eu te dei e que perdi Devolve todos os sonhos loucos Que eu construí aos poucos E te ofereci Devolve, eu peço, por favor, Aquele imenso amor Que nos teus braços esqueci Devolve, que eu te devolvo ainda Esta saudade infinda Que eu tenho de ti.” ¹Mário Lago * Rio de janeiro, RJ. – 26 de Novembro de 1911 d.C + Rio de janeiro, RJ. – 30 de Maio…

Billy Blanco – Versos na tarde sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Banca Do Distinto Billy Blanco ¹ Não fala com pobre, não dá mão a preto Não carrega embrulho Pra que tanta pose, doutor Pra que esse orgulho A bruxa que é cega esbarra na gente E a vida estanca O enfarte lhe pega, doutor E acaba essa banca A vaidade é assim, põe o bobo no alto E retira a escada Mas fica por perto esperando sentada Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão Mais alto o…

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