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	<title>Blog do Mesquita &#187; Big Brother</title>
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	<description>Seja qual for a ideologia de quem está no poder, ele só quer se perpetuar.E o povo é quem paga! Arte&#124;Poesia&#124;Literatura&#124;Humor&#124;Tecnologia da Informação&#124;Design&#124;Publicidade&#124;Fotografia</description>
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		<title>Pro dia nascer melhor &#8211; 05/03/2010</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 10:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34562" title="Blog do Mesquita - Humor Cartuns Big Brother Profissão" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/792e05e0e3b5100fac1f8642f28ad2ef.jpg" alt="" width="320" height="252" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/792e05e0e3b5100fac1f8642f28ad2ef.jpg" /></p>
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		<title>A TV e a nova mídia</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 10:05:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Hildeberto Aleluia &#8211; Jornalista Henry Jenkins é professor de Ciências Humanas e coordenador do Programa de Estudos de Mídia Comparada do prestigiado MIT &#8211; Massachusetts Institute of Technology. Em seu livro Cultura da Convergência, ao contrário de Bill Gates e Rudolph Murdoch, não imagina o mundo sem televisão em seus estudos e pesquisas. Acredita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><em>Por Hildeberto Aleluia &#8211; Jornalista</em></span></p>
<p><strong>Henry Jenkins</strong> é professor de Ciências Humanas e coordenador do Programa de Estudos de Mídia Comparada do prestigiado MIT &#8211; <strong>Massachusetts Institute of Technology</strong>. Em seu livro <strong>Cultura da Convergência</strong>, ao contrário de <strong>Bill Gates e Rudolph Murdoch</strong>, não imagina o mundo sem televisão em seus estudos e pesquisas.</p>
<p>Acredita mesmo que todas as mídias permanecerão, apesar da <strong>Internet</strong>. E profetiza a tal da convergência onde as velhas e novas mídias sobreviverão complementando-se e a interatividade será o combustível de todas. É difícil discordar do mestre. Mas a busca por um modelo de comunicação, com interatividade, é frenética e alucinante na TV.</p>
<p>O problema é o modelo, ou os modelos. Nos EUA, as experiências vão do Survivor ao Aprendiz. Todo dia surge uma ideia, porém insuficiente. Todas moduladas na velha fórmula das TVs, um falando para todos. Pelo tipo de veículo é difícil estabelecer um modelo de interação que satisfaça ao telespectador, até mesmo por questões tecnológicas. Mas o tempo dirá. Aqui entre nós no Brasil as experiências são primárias, insuficientes ainda.</p>
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<p>No Brasil a experiência mais realista foi o Fala Que Eu Te Escuto, um programa evangélico, na <strong>Rede Record</strong>. No começo era muito interessante. E a interação era via telefone. Aliás, a área evangélica, na TV, é a que mais se permite experiência de interatividade. Já vimos de tudo, mas nada que supere o Fala Que Eu Te Escuto no seu início. Ali, os fiéis colocavam suas dúvidas, sugestões e críticas, sem edição. A experiência deu tão certo que rendeu até um senador para a igreja universal, no Rio de Janeiro. Daqui para frente veremos cada vez mais a TV buscando a participação do telespectador.</p>
<p>No jornal, bem, o jornal parece era mais dificuldades para sobreviver. Assim sinaliza o mercado. Mais a frente veremos o porquê.</p>
<p><span id="more-26825"></span></p>
<p>Segundo o professor Jenkins “a nova mídia opera sob princípios diferentes daqueles que regiam a mídia de radiodifusão que dominou a política americana por tanto tempo: acesso, participação, reciprocidade e comunicação ponto a ponto, em vez do velho modelo de um para muitos&#8221;, e esse aspecto caracteriza uma nova modelagem na  cultura de massa e uma alteração significativa na cultura e comportamento da gente.</p>
<p>Observa ele que a mídia digital provoca um “senso de comunidade diferente, uma sensação maior de participação, menos dependência de expertise oficial e maior confiança na solução coletiva de problemas&#8221;. A TV e o jornal não conseguiram isso.</p>
<p>Segundo Jenkins, “se a informação é poder, a nova tecnologia é a primeira a distribuir informação de forma justa&#8221;.  Ele complementa com uma sentença:</p>
<p>- O poder está se deslocando das instituições que sempre governaram de cima para baixo, sonegando informações, dizendo como devemos cuidar de nossas vidas, para um novo paradigma de poder, distribuído democraticamente e compartilhado por todos nós.</p>
<p>E é em busca disso que as velhas mídias perdem o sono, particularmente a TV. Com muita sutileza e sem resultados elas navegam por esse mar. Como exemplo, nos últimos sessenta dias a rede Record de TV alterou a sua grade de programação, em São Paulo, vinte e quatro vezes. O <strong>SBT</strong> é o campeão de surpresas em alterações de horários e programação e a <strong>Rede Globo</strong> vem alterando o conteúdo de sua programação em profundidade.</p>
<p>Os mais atentos podem perceber as mudanças de foco no programa Fantástico, com o conteúdo destinado às classes C,D e E. Nunca os negros e pardos apareceram tanto na TV. O programa do <strong>Luciano Hulk</strong> mais parece um supermercado. Sob a égide do sorteio, se vende de tudo, do computador a móveis e utensílios domésticos. Até quando o telespectador vai aceitar esse merchandising disfarçado, com sua audiência e esperança, será a prova da mudança.</p>
<p>O Centro de Pesquisas de Notícias, dos Estados Unidos computou em 2007 e 2008 a queda de um por cento na circulação dos jornais e quatro por cento na audiência das TVs, enquanto a Internet como fonte de informação crescia dezesseis por cento.</p>
<p>Aqui no Brasil, o primeiro semestre de 2009 marcou a queda de audiência das TVs abertas com relação à mesma audiência obtida no ano de 2008, registradas em pesquisa do IBOPE. Não só perdem audiência como diminuem a quantidade de aparelhos ligados.</p>
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		<title>Lula a leitura e a azia</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 11:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo excelente sobre a conhecida azia do chefe dos Tupiniquins à leitura. Aliás, aos jornalistas que &#8220;marretam&#8221; o Apedeuta por sua (dele) falta de leitura, fica a pergunta: os jornalistas leem o que Lula escreve? O presidente Lula não lê. E daí? Por Alberto Carlos Almeida¹ &#8211; Valor Econômico. Certamente em um aspecto relevante o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #333399;">Artigo excelente sobre a conhecida azia do chefe dos Tupiniquins à leitura. Aliás, aos jornalistas que &#8220;marretam&#8221; o Apedeuta por sua (dele) falta de leitura, fica a pergunta: os jornalistas leem o que Lula escreve?<br />
</span></p>
<p><span style="color: #008080;">O presidente Lula não lê. E daí?</span><br />
<span style="font-size: x-small;"><span style="color: #008080;">Por Alberto Carlos Almeida¹ &#8211; Valor Econômico.</span></span></p>
<p>Certamente em um aspecto relevante o presidente <strong><span style="color: #808080;">Lula</span></strong> é um fiel representante do povo brasileiro: ele não lê. Como declarou em entrevista ao jornalista Mário Sérgio Conti, publicada pela revista &#8220;<strong><span style="color: #808080;">Piauí</span></strong>&#8220;, não é a falta de tempo que o impede de ler, mas, segundo o próprio mandatário máximo da nação, não é necessário ler para quem, como ele, conversa diariamente com inúmeras pessoas.</p>
<p>Todos somos, em grande medida, produtos do meio em que vivemos. Com Lula não é diferente. Ao ser eleito presidente ele não se transformou da água para o vinho, ao menos pessoalmente. A grande massa dos brasileiros não foi educada para gostar de ler. Orgulhamo-nos de ser uma mistura do branco europeu (português) com o índio e o negro. Nos três casos, culturas fundamentalmente orais.</p>
<p>Se deveríamos ter alguma esperança de menos oralidade, ela adviria da terra de <strong><span style="color: #808080;">Camões</span></strong> e <strong><span style="color: #808080;">Fernando Pessoa</span></strong>. Portugal sempre foi em termos de escolarização um dos países mais atrasados da Europa. Portugal e Espanha. Nos dois casos, a herança católica foi fundamental. Quanto mais fervoroso é o catolicismo, menos escolarizado é o rebanho. Até hoje o interior do Nordeste, onde fica a Garanhus de Lula, é a região mais católica do Brasil e a que apresenta os menores índices de escolarização.</p>
<p>Pode-se matizar o efeito da região afirmando que Lula migrou muito cedo para o &#8220;Sul Maravilha&#8221;. Sem dúvida isso teve impacto na sua formação, mas também o teve o histórico familiar. De uma família cuja herança religiosa e escolar não viria a contribuir para que o futuro presidente do Brasil gostasse de ler.</p>
<p>Nos Estados Unidos em 1810, a população branca totalizava 5.862.004 pessoas. No mesmo ano, havia 359 jornais com uma circulação de 22.321.700. Isso significava que havia 3,81 exemplares de jornais para cada habitante branco. A população e a circulação de jornais continuaram crescendo, a segunda mais rápido que a primeira. Quarenta anos mais tarde, em 1850, a população branca era de pouco mais de 19,5 milhões de habitantes. A circulação de jornais aumentou para 426.409.978, o que dava 21,81 exemplares por pessoa.</p>
<p>A tradição americana é menos oral e mais escrita. A brasileira é mais oral e menos escrita. <strong><span style="color: #808080;">Barack Obama</span></strong>, o Lula americano, é professor da Universidade de Chicago, a que tem a maior quantidade de prêmios Nobel. Lula veio do sindicalismo. A biblioteca do Congresso americano é a maior do mundo. O Brasil é o país onde o &#8220;<strong><span style="color: #808080;">Big Brother</span></strong>&#8221; mais faz sucesso. Novelas não há lá como cá, mas elas existem e fazem muito sucesso em Portugal.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: x-small;">¹Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de &#8220;A Cabeça do Brasileiro&#8221; (Record).</span></span></p>
<p><span id="more-15164"></span>As tradições são diferentes, mas estão aí para ser mantidas ou alteradas. As críticas e os elogios a Lula são muitos e variados. Há os que dizem que nunca neste país se fez tanto pelos pobres quanto em seu governo; por outro lado, há aqueles que consideram estarmos diante de um governo cuja prática da mentira é completamente disseminada.</p>
<p>Quanto a isso, o exemplo mais invocado é o do mensalão. Lula negou com veemência saber que seu principal auxiliar na época, <strong><span style="color: #808080;">José Dirceu</span></strong>, coordenava um esquema de compra de votos no parlamento. Nunca saberemos se Lula sabia ou não, temos de acreditar no que ele disse, como acreditamos na entrevista em que ele afirma que não lê porque sente azia. Aliás, aqui até caberia um mentirinha, uma &#8220;white lie&#8221;, como chamam os americanos: Lula poderia ter dito que lê com freqüência e seu exemplo deveria ser seguido pelo povo brasileiro.</p>
<p>Lula é produto do meio, mas também age sobre ele. O presidente ou primeiro-ministro de um país é um líder. Ele serve de exemplo para várias gerações de compatriotas que governa. Para pessoas como eu, que dependem muito da leitura para se aperfeiçoar, é lastimável ver que o presidente de meu país não faz a menor questão de liderar o povo no esforço de se instruir e ler mais. Dirão os defensores do governo que nunca se fez tanto pela educação brasileira quanto foi feito no governo Lula. Pode até ser verdade, mas não exclui o exemplo presidencial. Não exclui a possibilidade de o presidente declarar, sem precisar necessariamente mentir, que acompanha com freqüência o noticiário da imprensa.</p>
<p>Aprendi com colegas antropólogos que a socialização de cada um de nós molda até os pequenos detalhes de nosso comportamento. Sugiro ao leitor que considere esse ensinamento ao ver alguém que nunca pegou em um livro manuseá-lo pela primeira vez. Simplesmente a pessoa não sabe o que fazer, não sabe por onde começar, como lidar com as páginas, etc.</p>
<p>Recentemente, num vôo doméstico, vi uma pessoa forçando a porta da cabine do piloto pensando que era o banheiro. Como no exemplo do livro, essa pessoa provavelmente nunca havia voado antes. Uma vez, fui comer pamonha com um alemão que recebi no Brasil. Ao pegar a pamonha ele a mordeu imediatamente, sem saber que antes era necessário retirar a palha do milho. Aquele que sabe onde fica o banheiro do avião e sabe como comer a pamonha tende a rir das pessoas que forçam a porta do piloto ou mordem a palha do milho. Aqueles que costumam ler vários livros por ano, ler jornais e revistas, não vão rir da declaração de Lula, mas chorar.</p>
<p>Ler é algo trabalhoso e cansativo, não há dúvidas. Como qualquer coisa na vida, ler exige treinamento. Uma criança recém-alfabetizada pode facilmente adquirir o hábito da leitura e nunca mais abandoná-lo. Ela foi treinada na hora certa. As pessoas que tiveram a trajetória de Lula na mesma época em que ele foi socializado dificilmente foram incentivadas a adquirir esse hábito. Isso isenta Lula de responsabilidade quanto a não gostar ou não ter o hábito de ler.</p>
<p>A minha sogra é descendente de alemães e foi criada em Santa Catarina. Camponesa na origem, do Vale do Itajaí, mais precisamente de Rio do Sul, a escolaridade dela é muito semelhante à de Lula. No Natal, o meu filho pediu ao Papai Noel o livro dos recordes da cervejaria Guiness. A minha sogra se interessou e leu várias partes do livro. Ela é de formação luterana, Lula é católico. Mais um fator que isenta Lula de responsabilidade, não como no caso do mensalão, mas sim da responsabilidade de não gostar de ler.</p>
<p>Na entrevista à revista &#8220;Piauí&#8221;, Lula fala mais. Afirma que a imprensa não merece ser lida porque trata muito mal o seu governo. Ele vai além e diz que a TV pública pode contribuir para a ampliação do debate político no Brasil e que as discussões sobre economia nas TVs não públicas dispensam os professores universitários como Maria da Conceição Tavares e mobilizam apenas a opinião dos economistas do mercado financeiro.</p>
<p>O presidente acredita nas mudanças de cima para baixo. Faça-se uma TV pública (de preferência sob o controle do seu governo) que o nível do debate será mais elevado. Nada disso. Quem eleva o nível do debate não são as emissoras, mas os receptores. Muito mais efetivo e louvável para aumentar a qualidade do debate sobre política e economia será elevar o nível educacional da população, treinar os brasileiros no hábito da leitura. Isso, porém, não gera empregos no curto prazo.</p>
<p>A intervenção mágica, de fundação de uma TV pública, em nada vai alterar a pauta de nossas emissoras. O &#8220;Big Brother Brasil&#8221; não vai morrer de morte matada, mas de morte morrida. Há em curso no Brasil um lento processo de erosão da audiência das novelas. Isso se deve a vários fatores. Muitos mencionarão a internet, mas um deles, de efeito lento e prolongado, é a perda de força da oralidade por meio do aumento da escolarização e da leitura. Quanto mais leitores existirem, menos audiência haverá para novelas e big brothers. Ou melhor, menor será a repercussão de programas que dependem da tradição oral para que tenham sucesso.</p>
<p>A opção por uma TV pública revela uma crença em soluções mágicas, algo típico das pessoas que têm escolaridade mais baixa. Perde-se o emprego, faz-se promessa para conseguir outro ou pede-se ao prefeito que abra novos concursos públicos. Trata-se de uma saída mágica, que não é baseada na solução racional e sistemática. Cai-se, supostamente, o debate da TV brasileira, funda-se uma TV pública na qual são depositadas as esperanças de elevação do nível das discussões. Vamos ler, pessoal, vamos ler.</p>
<p><span style="color: #008080;">¹Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de &#8220;A Cabeça do Brasileiro&#8221; (Record).</span></p>
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		<title>Barack Obama e Google. Atração fatal?</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 10:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Big Brother — não o do chatíssimo Bial mas o do genial George Orwel —, deixa de ser uma ficção restrita ao romance 1984. O ameaçador romance entre o Google e Barack ObamaUm espectro ronda o mundo: o relacionamento cada vez mais próximo do Google com o futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #333399;">O <strong>Big Brother</strong> — não o do chatíssimo Bial mas o do genial <strong>George Orwel</strong> —, deixa de ser uma ficção restrita ao romance 1984.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">O ameaçador romance entre o Google e Barack Obama</span><a href="http://mesquita.blog.br/wp-content/uploads/2009/01/bl-pl-personalidades-politicos-barack-obama-e-google.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14580" title="Barack Obama e Google" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/a04306f8a092b316dcd4adbbf56ae08c.jpg" alt="Barack Obama e Google" width="360" height="150" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/d49972677fd7f27eb705b4506e796af1.jpg" /></a>Um espectro ronda o mundo: o relacionamento cada vez mais próximo do <strong><span style="color: #808080;">Google</span></strong> com o futuro presidente dos Estados Unidos, <strong><span style="color: #808080;">Barack Obama</span></strong>. Isso só pode acabar mal. Quando uma empresa começa a se envolver diretamente na política, quem paga o pato somos nós. Sempre.</p>
<p>As corporações (pequenas, médias e grandes) têm como único objetivo ganhar dinheiro &#8211; e o Google não foge disso. Cá entre nós, o sistema legal e as instituições dos países muitas vezes aparecem para os empresários como um entrave aos seus negócios. Aí, só restam duas opções.</p>
<p>A primeira é aceitar as coisas como elas são e ganhar menos grana do que o esperado. Por que você acha que o pessoal de <strong><span style="color: #808080;">Mountain View</span></strong> aceitou se submeter às regras do regime ditatorial da China? Não dava para ignorar um mercado de mais de 1 bilhão de pessoas com crescimento econômico recorde&#8230; A segunda alternativa é dar um jeito de alterar essas estruturas e estourar a banca. Que modo melhor de fazer isso do que tornar-se amigaço do Obama?</p>
<p>Para quem tem memória curta, no ano passado o Google quase tomou uma <a href="http://www.techcrunch.com/2008/12/03/google-was-three-hours-away-from-being-charged-as-a-monopolist/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.techcrunch.com/2008/12/03/google-was-three-hours-away-from-being-charged-as-a-monopolist/?referer=');">pancada do Departamento de Justiça dos EUA</a> quando tentou firmar um acordo de publicidade com o Yahoo!. A empresa estava prestes a ser classificada como um monopólio quando resolveu voltar atrás, com medo de ver a sua fama de &#8220;superlegal&#8221; ser destruída (a Microsoft, que já passou por isso, que o diga).  Mas tudo poderia ter corrido bem em Washington se houvesse um maior número de compadres.</p>
<p>As provas de que o Google tenta estreitar laços com Obama são muitas. Seu CEO, <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/102008/20102008-13.shl" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/info.abril.com.br/aberto/infonews/102008/20102008-13.shl?referer=');">Eric Schmidt, declarou apoio ao democrata e ajudou na campanha</a> pela sua vitória (ele fez a ressalva de que a empresa continuava neutra, mas você acreditou? Tsc&#8230; tsc&#8230; tsc&#8230;).  Tem mais. <a href="http://www.nytimes.com/2009/01/12/technology/internet/12google.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.nytimes.com/2009/01/12/technology/internet/12google.html?referer=');">O Google vai fazer uma festa no dia da posse de Obama</a> (disseram que será um evento também voltado para os republicanos&#8230; Hum&#8230; Sei&#8230;). Por falar nisso, seis dos seus executivos &#8211; Eric Schmidt, Larry Page, Marissa Mayer, Chad Hurley, Richard Costolo e David Drummond &#8211; <a href="http://www.pic2009.org/page/content/donors/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.pic2009.org/page/content/donors/?referer=');">doaram um belo dinheiro</a> (US$ 25 mil cada um)  para a cerimônia de posse do futuro presidente americano.</p>
<p>Bem, e o que nós temos com isso? Tudo. Nenhum político é bobo. Aqueles que se deixam influenciar sempre pedem algo em troca. E é aí que mora o perigo. Obama pode mudar uma regrinha aqui e ali para alegrar o Google. Depois, vai cobrar o que achar que deve, como, por exemplo, o acesso aos dados de milhões de usuários que estão nos servidores da empresa. Aí você pode dizer: &#8220;Imagina, o Obama é joia&#8221;. Dá no mesmo. Porque os republicanos um dia vão assumir a presidência e podem querer se vingar desse namoro declarado. Como? Obrigando o Google a abrir a caixa preta de seus servidores.</p>
<p><span style="color: #808080;"><span style="font-size: x-small;">da <a href="http://info.abril.com.br/blog/nalinhadogoogle/20090113_listar.shtml?141051" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/info.abril.com.br/blog/nalinhadogoogle/20090113_listar.shtml?141051&amp;referer=');">Info Online</a></span></span></p>
<p><a></a></p>
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		<title>Olhe essa &#8211; George Orwell está vivo no Japão</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 11:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Big Brother]]></category>
		<category><![CDATA[George Orwell]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>

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		<description><![CDATA[1984, a genial ficção sobre o avanço do poder do Estado como &#8220;o grande irmão&#8221; fiscalizador do cidadão, cda vez mais vai se tornando realidae. Agora é o Japão. Lá o &#8220;big brother&#8221; de olhinhos puxados, começa a fichar estrangeiros. Quem quer viaje ao Japão ao Japão vai a ser fichado, tendo suas fotografias e suas impressões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1984, a genial ficção sobre o avanço do poder do Estado como &#8220;o grande irmão&#8221; fiscalizador do cidadão, cda vez mais vai se tornando realidae.</p>
<p>Agora é o Japão. Lá o &#8220;big brother&#8221; de olhinhos puxados, começa a fichar estrangeiros. Quem quer viaje ao Japão ao Japão vai a ser fichado, tendo suas fotografias e suas impressões digitais tiradas.</p>
<p>Segundo o governo, a medida é uma prevenção antiterrorista., que, contudo, despertou protestos de advogados e ativistas. A nova Lei para o Controle de Imigração e Refugiados entrou em vigor ontem e obriga o registro de dados biométricos dos milhões de estrangeiros que chegam todos os anos ao país. O governo alega a necessidade de reforçar a segurança nacional.</p>
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