Lula ‘estadista global’: “Esse prêmio mostra a estima que o mundo tem por Lula e por suas políticas de sucesso. Ele está comprometido com todas as áreas sociais e é um exemplo de liderança”, disse presidente do Fórum de Davos.

Presidente será reconhecido como “estadista global” pelo evento, criticado por ele no passado

Em sua última participação como presidente brasileiro no Fórum Econômico Mundial de Davos, Luiz Inácio Lula da Silva receberá o prêmio de “estadista global”. Lula tem sido um dos mais assíduos frequentadores do evento que reúne a elite capitalista mundial, apesar de muitos, entre os quais o seu fundador, Klaus Schwab, ainda se lembrarem de suas críticas ao evento no passado. Neste ano, Davos ainda dedica uma reunião para debater “o futuro do Brasil”. “As pessoas falam muito da China. Mas tenho muito confiança no Brasil”, disse Schwab ao Estado. Já a administração Obama esnobou neste ano o evento e praticamente não estará presente.

O fórum será realizado a partir de 27 de janeiro, na luxuosa estação de esqui de Davos, nos Alpes. Será a primeira vez que o prêmio será dado pela organização, mas a forma de escolha do vencedor não foi esclarecida pela entidade. Schwab disse que a escolha de Lula foi baseada numa pesquisa com empresários e líderes ligados ao fórum. Já fontes do fórum admitem que não houve uma regra clara sobre a escolha.

“Esse prêmio mostra a estima que o mundo tem por Lula e por suas políticas de sucesso. Ele está comprometido com todas as áreas sociais e é um exemplo de liderança”, diz Schwab. O prêmio inédito será entregue pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, no dia 29.

Neste ano, além de Lula, o fórum terá a presença do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e dos chefes de governo da Espanha, Canadá, África do Sul, Senegal, Colômbia, México, Grécia e Israel. Já a administração de Barack Obama vem rejeitando uma aproximação do fórum e praticamente nenhum representante do presidente americano irá à Suíça.

Poucos dias depois de assumir a presidência em 2003, Lula deixou parte do PT irritada ao anunciar que iria ao Fórum Econômico na Suíça. Naquele ano, foi também ao Fórum Social Mundial. Segundo Lula, sua ida a Davos era “para mostrar que outro mundo é possível” – usando o próprio slogan do Fórum Social.

Lula se tornou uma das estrelas de Davos e uma das provas de que o evento estava disposto a ouvir os representantes do Sul. Afinal, o brasileiro representaria um país emergente, com um discurso duro, social, mas não considerado extremista nem inconveniente como o de Hugo Chávez, Evo Morales e outros. Seu presidente do Banco Central era ex-presidente do BankBoston e o ex-ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, era um grande exportador.

Neste ano, Schwab quer dar um lugar de honra a Lula. “Eu conheci Lula 20 anos antes de ele ser presidente e já me diziam que ele seria o líder do País”, afirmou o fundador de Davos. Além do prêmio, o Brasil terá uma sessão inteira dedicada ao futuro do País, com a participação de empresários e de Meirelles.

“O Brasil será a quinta maior economia do mundo até 2020″, disse Schwab. Questionado sobre os desafios do Brasil nos próximos quatro anos, Schwab se recusou a responder. “Acho melhor deixar isso para Lula.”

Jamil Chade/Estadão

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Apesar das críticas iniciais, à época, das oposições, Lula acertou quando, atendendo a mandato da ONU, enviou tropas brasileiras ao Haiti. Agora, quando do catastrófico terremoto, a presença das Forças Armadas do Brasil representa o que de melhor os brasileiros somos capazes.
O editor


Ninguém poderia ter previsto com precisão o terrível terremoto no Haiti, ainda que especialistas tenham advertido para a possibilidade. E seria também intelectualmente tortuoso tentar usar fatos pouco previsíveis de agora para justificar uma decisão tomada lá atrás.

Mas algo é inegável: é ótimo que o Brasil e suas Forças Armadas estejam hoje bem instalados em terras haitianas. É a partir da posição brasileira ali que a comunidade internacional poderá intervir para evitar o caos absoluto.

Houve algumas resistências internas quando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com mandato da Organização das Nações Unidas, decidiu mandar tropas para a nação mais miserável das Américas, na esteira de uma conturbação política.

Uns acusaram o Brasil de oferecer braços para manter a dominação colonial. Outros recorreram a uma crítica mais habitual. Por que gastar lá fora um dinheiro que poderia ser bem empregado aqui dentro, para coisas supostamente mais importantes?

O destino, com seus critérios obscuros, e neste caso trágicos, acabou transformando a empreitada haitiana num dos mais importantes investimentos desta administração no campo das relações internacionais.

O Brasil é agora o jogador-chave no cenário da tragédia. E não era automático que fosse assim. A América Central não é área de influência natural nossa.

Se há hoje ali uma disputa, é mais entre os Estados Unidos e a Venezuela, ainda que esta tenha perdido impulso depois do revés hondurenho. Sem falar nas dificuldades econômicas que atravessa o país de Hugo Chávez.

O Haiti é um lugar onde o governo brasileiro vem fazendo tudo certo (outro, após tropeços iniciais, é a Bolívia). Metemo-nos ali depois de chamados, e com amplo respaldo internacional.

Quando decidimos entrar, foi para valer, mas com jeito. Teve até jogo da seleção brasileira em Porto Príncipe. E nossas tropas têm executado a missão com profissionalismo, sem os incidentes comuns em situações como essa, de quase ocupação.

Há um imenso espaço a preencher nas Américas, desde que os Estados Unidos estão mobilizados por outros vetores, como a guerra contra o terrorismo. É a hora do Brasil.

Claro que sempre haverá tensões e divergências na relação do dia a dia com a superpotência, o que é normal. Parceria não é submissão. Mas é uma oportunidade de ouro que a situação tenha conduzido a isto: a consolidação da liderança regional, e ampliada, do Brasil interessa também, e muito, à Casa Branca.

E com a vantagem de o presidente americano ser Barack Obama. Sempre será mais fácil defender a legitimidade de uma cooperação com ele do que seria com outro qualquer.

blog do Alon

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Só falta o Moto Rádio

Grande ano, 2009, para o presidente Lula. Só não se pode dizer que melhor, impossível, porque, quando se trata de Lula, nada é impossível. Com seus poderes e uma estrela que vou te contar, ele deverá prolongar 2009 até a Copa do Mundo ou tornar 2010 ainda melhor para ele.

O jornal francês “Le Monde” elegeu-o “o homem do ano”. O espanhol “El País“, “a personalidade” idem. O inglês “Financial Times“, um dos 50 da década.

Antes disso, Barack Obama disse que ele era “o seu cara”, o que o Brasil entendeu como se ele fosse “o cara”. E o que dizer dos 72% de aprovação popular no sétimo ano de governo?

Quando, normalmente, os mandatos presidenciais já começam a azedar, o de Lula está mais fresco e perfumado do que nunca.

Ruy Castro/Folha de S. Paulo

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O pai do ano foi o presidente do Paraguai e ex-bispo Fernando Lugo, que reconheceu a paternidade de todos os filhos que disseram que eram seus, inclusive alguns mais velhos do que ele.

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As voltas do ano: Ronaldo ao Corintians, Adriano ao Flamengo e Collor ao noticiário.

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Madonna esteve no Brasil e namorou um Jesus. A relação, imagina-se, foi ainda mais ardente pela sugestão de incesto.

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Entreouvido na Itália:

- Atiraram o Duomo de Milão no Berlusconi.

- Oba!

- Era uma miniatura.

- Ah…

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Moda do ano: meias elásticas “Dem”, para carregar propina.

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Cineasta do ano: Durval Barbosa.

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Mãe do ano: o governo americano, que deu bilhões para grandes bancos americanos não quebrarem, com a recomendação de não gastarem tudo em gratificações de fim de ano.

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Mão do ano: a do Henry Thierry.

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Ivete Sangalo engravidou. Fernando Lugo apressou-se a declarar que não esteve nem perto da cantora.

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Barack Obama tomou posse como o primeiro presidente quenio-havaio-americano dos Estados Unidos, e provavelmente o último.

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Barack Obama recebeu o premio Nobel da paz numa cerimonia em Oslo. Não é verdade que tenha sido revistado na entrada porque podia estar armado.

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O campeão de golf Tiger Woods revelou-se um sexólatra compulsivo. Pior serão as piadas sobre tacos e buracos que vem aí.

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Buuuu do ano: para os alunos que hostilizaram a menina Geisy numa universidade paulista só porque estava com um vestido curto, para os torcedores do Grêmio que hostilizaram jogadores do seu time por terem se esforçado contra o Flamengo, para o Piquet que simulou um acidente a pedido no Grand Prix de Cingapura, para o Ahmadinejad e para a gripe suina.

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Fernando Lugo, explicando seus filhos, disse que tudo se deve à restrição da sua igreja ao uso da camisinha.


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Ah!, os sofistas!
Barack Obama, o ‘new american heroe’: “vou reduzir o arsenal nuclear americano para 20%”

Maravilha!!!

Agora sim! Seremos exterminados somente umas 200 vezes ao invés de mil. Obrigado senhor de todos os arsenais.

Na sala do apocalipse… Israel, Coréia do Norte, Paquistão, Índia, tudo com o dedo no gatilho da bomba. E ainda vem por aí o bolivariano das arábias fabricando a dele contra os infiéis!

Enquanto isso no Absurdistão… cuecas, meias e panetones.

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Apesar de toda a censura e repressão existente em Cuba, o “paraíso” caribenho — também conhecido como o feudo da dinastia ditatorial dos saguinários irmãos Castro — a blogueira cubana continua resistindo.

Contra a censura. Sempre!

O Editor


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concedeu uma entrevista sem precedentes à blogueira cubana Yoani Sánchez, que é abertamente crítica ao governo da ilha.

Sánchez havia enviado um questionário com sete perguntas ao líder americano e ao presidente cubano, Raúl Castro, sobre a relação entre os dois países. Obama foi o primeiro a responder às perguntas de Sánchez, autora do blog Generación Y.

“Depois de meses de tentativas consegui fazer com que um questionário chegasse ao presidente norte-americano Barack Obama com alguns desses temas que não me deixam dormir”, disse a blogueira ao jornal espanhol El País.

Na entrevista, Obama disse que quer uma relação melhor entre os Estados Unidos e Cuba. Mas o presidente voltou a afirmar que qualquer mudança da política americana em relação à ilha dependerá da ação das autoridades cubanas em responder ao desejo da população para aproveitar os benefícios da democracia.

“Há tempos que digo que é hora de estabelecer uma diplomacia direta e sem condições, seja com amigos ou com inimigos. No caso de Cuba, o uso da diplomacia deveria resultar em maiores oportunidades para promover nossos interesses e as liberdades do povo cubano”, disse Obama na entrevista.

Obama ainda agradeceu a oportunidade de mostrar suas impressões e não descartou uma visita ao país, contanto que o povo possa desfrutar dos mesmos direitos das populações do resto do continente.

O blog Generación Y foi eleito como um dos 25 melhores do mundo pela revista americana Time. A autora já recebeu diversos prêmios, entre eles o Ortega y Gasset de jornalismo, na Espanha.

BBC

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Tudo bem que Mr. Obama saiu no lucro graças aos velhinhos senis da surpreendente academia sueca. Agora, com a declaração transcrita abaixo, o ditador cubano Fidel Castro leva a imbecilidade ao nível da indigência neural.

O provecto carniceiro do caribe vê o Evo e não vê a uva.

Argh!

O editor


Fidel: Nobel da Paz deveria ser dado a Evo Morales

Líder cubano afirma que ganhador do prêmio, Barack Obama, ainda precisa mostrar porque mereceu nomeação.

…”se Obama venceu o prêmio por sair vitorioso nas eleições de um país racista apesar de ser afro-americano, Evo o merece por ganhar as eleições de seu país, apesar de ser indígena e cumprir mais que o prometido”, expressou o ex-líder cubano em sua coluna de opinião ‘Reflexões’.

Associated Press / Agência Estado

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Americano diz que rede aumenta engajamento e pode dar mais transparência às disputas eleitorais

Estrategista da inovadora campanha de Barack Obama pela internet ano passado e cotado para assessorar Dilma Rousseff (PT) em sua candidatura ao Planalto, em 2010, o publicitário americano Ben Self defendeu o uso da rede mundial de computadores como forma de aumentar o engajamento do eleitorado e dar mais transparência às disputas eleitorais.

— Há outras formas de relacionamento que não sejam com dinheiro e tapinhas nas costas — afirmou.

Em sua intervenção no 1 Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing promovido pela Universidade George Washington, Self citou números da campanha on-line de Obama: US$ 500 milhões (cerca de R$ 900 milhões) arrecadados pela internet, 220 milhões de contatos com eleitores por meio de um mailing com mais de 13 milhões de endereços, 1.800 vídeos divulgados na rede que proporcionaram a assistência de mais de 1 bilhão de minutos via computador.

O sistema de arrecadação começou com pedidos de U$ 5. Segundo ele, mais do que arrecadar fundos, a estratégia serve para aumentar o engajamento na campanha:

— Quando você dá dinheiro, algo muda na relação. As pessoas passam a ter mais interesses. Você começa pedindo US$ 5 e vai pedindo mais e mais.

Perguntado sobre um contrato com Dilma ou com o publicitário do PT, João Santana, Self se esquivou, dizendo que não fala de “clientes em potencial”.

Ricardo Galhardo/O Globo

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O jornalista Luiz Gonzales, responsável nos últimos 15 anos por nove entre 10 campanhas do PSDB em São Paulo, concedeu uma longa entrevista ao jornal Valor sobre a futura disputa Dilma Rousseff x José Serra. A ele caberá tocar a parte de comunicação da campanha de Serra.

O jornalista Luiz Gonzales, responsável nos últimos 15 anos por nove entre 10 campanhas do PSDB em São Paulo, concedeu uma longa entrevista ao jornal Valor sobre a futura disputa Dilma Rousseff x José Serra. A ele caberá tocar a parte de comunicação da campanha de Serra.
blog do Noblat

A internet vai ser importante em 2010?

A cada eleição a internet fica mais importante. E, em 2010, pode até ser a ferramenta mais comentada, pelas novidades que trará. Mas não acredito que será a mais importante. Nas condições de 2010, acho que a TV ainda será mais importante do que a internet, por mais amplas e diversificadas que sejam as ações na internet e por mais tradicionais que sejam na TV. Mário Covas dizia que se ele tivesse pouco dinheiro pagaria advogado e programa de TV e depois contrataria o resto. Se fosse para hierarquizar os veículos que eu usaria, diria que o mais importante é o horário eleitoral, free media [presença dos candidatos no rádio, TV, jornais e revistas], programa eleitoral no rádio e, por fim, a internet.

Por que?

Pela abrangência. O Brasil tem pouco mais de 131 milhões de eleitores. A televisão chega a praticamente todos. Existem 57 milhões de domicílios no Brasil. Há pelo menos um aparelho de TV em 95% desses domicílios – 170 milhões de brasileiros a assistem diariamente. Estima-se que haja até 60 milhões de internautas, com 11 milhões de conexões em banda larga. Ou seja: a televisão chega a muito mais gente. Outra questão é a distribuição geográfica. A TV chega a todo o país de maneira mais uniforme: 96% dos domicílios urbanos têm TV. Na zona rural a presença cai, mas ainda é alta: 78% das residências rurais têm TV. Essa presença avassaladora e bem distribuída não acontece, ainda, com a internet. A internet está mais presente nas regiões Sul e Sudeste, com 60% dos internautas. Mas as regiões Norte e Nordeste que têm, juntas, 34% do eleitorado, só têm 22% dos internautas.

Essa concentração da internet no Sul e Sudeste favorece alguma candidatura?

Acho que a internet vai servir de maneira distinta às candidaturas. Serve mais ao PT do que ao PSDB. Como o PT tem mais dificuldade no Sul e no Sudeste, onde a internet tem mais penetração, o instrumento vale mais. Da mesma forma, se o corte for cidade grande versus cidade pequena, o PT tem mais dificuldade nas capitais e cidades grandes. O PSDB tem mais dificuldade nos grotões. Desse ponto de vista, o que o PSDB precisa é de carro de som nas pequenas cidades. Além disso, a televisão é um veículo impressionista. É um veículo de emoção, que surpreende o telespectador em sua casa. Nessas características essenciais, é insubstituível.

Algumas observações:

a) A essa altura, para argumentar sobre a força da televisão em uma campanha, citar Mário Covas não me parece convincente. Covas morreu em 2001 quando a internet ainda engatinhava por aqui. Foi um político à moda antiga se levado em conta o uso dos meios de comunicação.

b) Gonzales fala da internet como se ela fosse um veículo de comunicação a competir com a tv, o jornal e o rádio. Antes de tudo, a internet é um veículo de mobilização social. Muito diferente dos outros, portanto. Via jornal, rádio e televisão você não consegue montar comunidades dispostas a dissiminar as mensagens de um candidato e de ir à caça de votos para ele. A internet se presta a isso.

Vale a pena ler Como Obama venceu com a Internet; A internet de Barack Obama

c) “Como o PT tem mais dificuldade no Sul e no Sudeste, onde a internet tem mais penetração, o instrumento vale mais [para ele]“. Se o Sul e o Sudeste são fortalezas do PSDB (a conferir no momento certo), e se ali a internet penetra mais, seu uso massivo e inteligente deve ser feito tanto pelo PT como pelo PSDB. O PT para abrir buracos na suposta fortaleza. O PSDB para assegurar a blindagem da suposta fortaleza.

d) Em outra passagem da entrevista, Gonzales afirma que carro de som continuará sendo útil nos grotões do país onde é rala a força do PSDB. Carro de som em campanha está mais para carro de boi no interior do Nordeste. Este país está forrado de celulares. E boa parte dos celulares já acessa a internet.

Serra vem sendo até agora o político mais bem-sucedido no uso do twitter. Tem mais de 100 mil seguidores. Diante do comportamento que adota em relação à internet, sua campanha eleitoral corre o risco de parecer antiga.

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Ninguém com coragem para calar o vice presidente José Alencar

Quinta-feira, na mesma hora em que em Nova York o Conselho de Segurança das Nações Unidas pronunciava-se pelo fortalecimento do tratado de não proliferação de armas nucleares, em Brasília o presidente em exercício, José Alencar, sustentava a necessidade de o Brasil dominar a tecnologia nuclear, inclusive produzindo a bomba atômica, importante para a garantia do petróleo do pré-sal.

No Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, estavam delegados da Rússia, China, Inglaterra e França, todas potências nucleares. Quer dizer, eles podem, além de alguns outros, mas o resto do mundo, não. Estamos proibidos de seguir-lhes o exemplo. Trata-se de desfaçatez. Malandragem e prepotência. Fingimento puro, voltado nesse momento contra o Irã e a Coréia do Norte. Entrará o Brasil no rol dos países proscritos, caso o presidente Lula dê seguimento às exortações de seu vice?

Parece difícil, ainda que não impossível. O heróico José Alencar tem o dom de falar a verdade, mesmo incômoda. Há sete anos insurge-se publicamente contra os juros astronômicos, contrariando a política econômica do titular. Ninguém, a começar pelo Lula, teve e tem coragem para pedir ao vice-presidente que se cale. Agora, também, na defesa do direito de nos tornarmos potência nuclear.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

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Apesar de dona Dilma olhar pelo retrovissor e não enxergar niguém atrás, o chefe dos Tupiniquis ainda acredita que pode colocá-la na ‘pole position’ da corrida presidencial.

O editor

Houve tentativas

O DEM e PSDB tentaram contratar os marqueteiros americanos Ben Self e Scott Goodstein, mas eles tinham a recomendação de Barack Obama de trabalhar apenas para o partido do presidente Lula.

Visitando a clientela

Responsável pelo site do então candidato Barack Obama, Ben Self chegou a Brasília na terça (15), para visitar Lula e Dilma Rousseff. Quem o contratou foi João Santana, marqueteiro de Lula desde 2006.

coluna Claudio Humberto

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