O cabeamento liga extremos como as cidades de Fortaleza, no Ceará, à capital gaúcha, Porto Alegre, passando por municípios do interior do Nordeste, como Imperatriz, próximo da divisa do Maranhão com o Tocantins e o Pará. Regiões do Centro-Oeste como Brasília e Goiânia são atendidas pela rede.

Construída pela Eletronet, a rede nunca chegou a funcionar plenamente, já que a companhia controlada pela AES Eletropaulo e outros sócios, decretou falência. Nos últimos anos, a rede esteve embargada pela Justiça para servir de garantia aos credores da Eletronet. A empresa falida deve aproximadamente R$ 800 milhões a credores.

No início deste ano, uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Governo Federal pode utilizar esse cabeamento para criar serviços de banda larga e inclusão digital. Neste caso, os credores vão resolver seus problemas com a Eletronet sem envolver a rede de fibra óptica, que neste momento está ociosa.

A rede de fibras da Eletronet é cobiçada por teles privadas. Em 2008, a Oi tentou comprar esta infraestrutura, sem sucesso.

O mapa abaixo mostra por onde passam os 16 mil quilômetros de fibra óptica que a Eletronet construiu mas não utiliza.

O plano do Governo Federal é unir estes 16 mil quilômetros de banda larga a outros 5 mil quilômetros atualmente sob uso de estatais como a Petrobras. Toda essa rede seria usada no Plano Nacional de Banda Larga, cujo modelo será conhecido no início de março.

O cenário mais provável é que os 21 mil quilômetros de fibra óptica recebam mais investimentos públicos, afim de levar conexões a pequenos municípios do Brasil e regiões onde não há este tipo de tecnologia. Redes sem fio seriam construídas ligando os limites dos cabos de fibra óptica até pequenas cidades do interior.

O projeto, no entanto, é alvo de críticas por prever a criação de uma nova estatal de telecomunicações, a Nova Telebrás, que gerenciaria toda essa rede. Para os críticos, seria melhor o governo entregar esta rede a iniciativa privada.

Felipe Zmoginski/INFO Online

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No Brasil, lan houses desbancam local de trabalho no acesso à web

Pnad 2008 indica que 35,2% dos internautas usaram acesso público pago.

Principal motivo para acesso à web é conexão com outras pessoas.Lan House Acesso Índio 01Foto: Renato Bueno/G1

As lan houses já representam o segundo lugar no Brasil onde mais se acessa a internet. Em 2008, 47,5% das 56 milhões de pessoas que se conectaram à web disseram ter acessado a rede em mais de um local. Esse ranking é liderado pelo ambiente doméstico (57,1%), seguido pelas lan houses (35,2%) e trabalho (31%). Em 2005, a ordem era diferente: ambiente doméstico, local de trabalho e lan houses.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008 sobre acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal, divulgada nesta sexta-feira (11). Os 56 milhões de usuários de internet com 10 anos ou mais tiveram acesso à web durante o período de três meses anteriores à pesquisa.

Lan House Acesso Local

No Norte e Nordeste, os centros públicos de acesso pago não ficaram em segundo lugar, mas lideraram a navegação entre pessoas com acesso à internet em diferentes lugares. No Norte a porcentagem chegou a 56,3%, enquanto no Nordeste chegou a 52,9%. Nessas mesmas regiões, o uso da web residencial ficou em 34,1% e 40%, respectivamente.

Lan House Acesso Tempo

Os 56 milhões de internautas representam 34,8% da população com 10 anos ou mais – em 2005, o percentual de conectados era de 20,9%. Os maiores percentuais de usuários de internet estão na região Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%), enquanto as regiões Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%) têm os menores percentuais.

Entre aqueles que, em 2008, acessaram a internet somente em um local (52,2% dos 56 milhões), 45,9% navegaram de suas residências, 29,5% de centros públicos de acesso pago, 12,1% do local de trabalho, 4,8% do estabelecimento de ensino, 0,8% de um centro público de acesso gratuito (como telecentro) e 6,9% de outro local.

Idade

A faixa etária do internauta está associada ao local de conexão, de acordo com a Pnad. As lan houses apareceram no topo da lista dos usuários com idades entre 10 e 17 anos, com 53,3%. Atrás delas ficaram os domicílios onde eles moravam, com 43,1%. A ordem foi diferente entre aqueles com mais de 40 anos: domicílio (78,6%) e local de trabalho (50,9%).

Em 2008, o grupo de 15 a 17 anos foi o que apresentou maior percentual de utilização da internet (62,9%), além de maior aumento em relação a 2005 (quando somava 33,7%). O percentual de usuários diminuiu com a idade, chegando a 11,2% entre as pessoas com 50 anos ou mais (o grupo representa 24,8% da população total, mas apenas 8% daqueles que acessaram a internet).

Em 2008, a idade média dos internautas era de 27,6 anos. Na imagem, um participante do evento Campus Party, realizado em São Paulo em janeiro de 2009.

Em 2008, a idade média dos internautas era de 27,6 anos. Entre aqueles que acessaram de casa, essa média subiu para 30,6 anos, enquanto entre o público que navegou no local de trabalho, foi para 34,6 anos. Em 2005, a idade média dos internautas ficou em 28,1 anos.

O rendimento per capta das pessoas que acessaram a web no trabalho foi de R$ 1.523, enquanto o dos internautas domésticos ficou em R$ 1.336 – os mais elevados. Os menores rendimentos per capta foram os dos usuários de centros públicos de acesso gratuito (825) e de lan houses (R$ 536).

Escolaridade

O uso de internet também está associado à escolaridade: aqueles que acessam a web têm 10 anos de estudo em média, contra 5,5 anos de estudo das pessoas sem conexão.

Lan House Acesso Uso

Quanto maior a escolaridade, maior a proporção de pessoas conectadas: 80,4% entre aqueles com mais de 15 anos de estudo; 57,8% entre pessoas com 11 a 14 anos de estudo, 38,7% entre aqueles com 8 a 10 anos de estudo; 23,4% para os que têm entre 4 e 7 anos de estudo e, por fim, 7,2% entre aqueles sem instrução ou com menos de 4 anos de estudo.

Motivo de acesso

Em 2005, o principal motivo para os internautas se conectarem (71,7% dos internautas) foram os fins educacionais e de aprendizado. Em 2008, essa motivação ficou em terceiro lugar (65,9%), atrás dos “líderes” comunicação com outras pessoas (83,2%) e atividades de lazer (68,6%).

A lista de finalidades de 2008 também incluiu leitura de jornais e revistas (48,6%), busca de informações e outros serviços (25,5%), compra ou encomenda de bens e serviços (15,4%), interação com autoridades públicas ou órgãos do governo (15,2%) e transações bancárias ou financeiras (13,1%).

As mulheres consideraram mais do que os homens o uso da web para se comunicar com outras pessoas (84% para elas, 82,3% para eles). A segunda e terceira posições divergem entre os sexos: para elas o segundo principal motivo para usar a web eram educação e aprendizado (69,4%), enquanto para eles eram atividades de lazer (72,8%).

Banda larga

Em 2005, 41,2% dos internautas que navegaram no ambiente doméstico o fizeram somente via banda larga. Esse percentual dobrou em 2008, chegando a 80,3%. No ano passado, 18% dos usuários navegaram de suas casas somente via conexão discada e 1,7% o fizeram das duas formas.

Regionalmente, o Centro-Oeste tem a maior disseminação de uso exclusivo de internet rápida, sendo usada por 93,4% das pessoas (em 2005, eram 57,1% delas). Na contramão, a região Norte teve a menor proporção de usuários que se conectam somente via banda larga: 70,4% (40,5% em 2005).

Sem acesso

De acordo com a Pnad, 104,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais anos não tiveram acesso à internet no período de três meses anteriores à pesquisa (65,2% do total). Os principais motivos para a não utilização foram não achar necessário ou não querer (32,8%); não saber utilizar a internet (31,6%) e não ter acesso a computador (30%).

Em relação a 2005, o percentual de pessoas que não navegavam porque não achavam necessário ou não queriam foi o que mais aumentou: subiu de 20,9% para 32,8% (no Rio de Janeiro, 45,1% dos desconectados apresentaram esse motivo). Por outro lado, houve redução no número de pessoas que disseram não acessar por não ter computador (de 37,2% para 30%) e entre aqueles que alegaram o custo elevado do PC (de 9,1% para 1,7%).

Aqueles que não demonstram interesse na internet apresentaram idades médias mais elevadas (44,1 anos em 2005; 45,2 anos em 2008) do que aqueles que apresentaram outros motivos para não se conectarem. Entre os estudantes, a principal razão para estarem desconectados é o fato de não terem acesso a um computador (46,9%).

G1

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Web móvel supera fixa em 2 anos, diz Huawei

Um estudo da Huawei sobre o uso de internet no Brasil prevê que as conexões móveis, como o 3G, ultrapassem as fixas até 2011.

O estudo aponta que há hoje no Brasil 11,1 milhões de conexões doméstica à banda larga fixa. Como mais de uma pessoa usa cada conexão, há pelo menos 20 milhões de brasileiros com acesso à internet fixa em casa.

Já o número de conexões 3G é hoje de 4,9 milhões. Segundo a Huawei, o 3G cresce a um ritmo seis vezes mais rápido que as conexões fixas no Brasil, o que indicaria uma supremacia das redes móveis num período de até dois anos.

Para 2011, a Huawei prevê que existam no Brasil 20 milhões de conexões móveis e 17 milhões de conexões fixas. Para 2014, o estudo prevê 60 milhões de conexões móveis e 30 milhões fixas.

Felipe Zmoginski/INFO Online

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Segundo membro do governo, verba para melhorias virá do Fundo de Universalização das Telecomunicações.

O coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, confirmou nesta segunda-feira, 16, a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já determinou a liberação de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para serem usados na expansão da banda larga no Brasil. Na semana passada, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, já havia dito que Lula concordava com a utilização dos recursos no projeto. Segundo Alvarez, a liberação será do fluxo anual dos recursos recolhidos ao Fust, que somam em torno de R$ 1 bilhão.

O Fundo é formado pela contribuição de 1% da receita operacional bruta das empresas de telecomunicações. Desde 2001, o Fust já recolheu R$ 8 bilhões, mas os recursos não foram aplicados em nenhum projeto.

Alvarez disse que o governo também está aberto a discutir a desoneração da carga tributária – outra reivindicação das empresas. Mas lembrou que essa discussão depende em grande parte dos governos estaduais, responsáveis pela arrecadação de dois terços do ICMS que incide sobre os serviços. “Não nos furtamos a discutir, em qualquer dimensão, políticas tributárias”, disse o coordenador.

Alvarez relatou que o presidente Lula foi incisivo em conversas com líderes dos partidos aliados na Câmara para que deem prioridade ao projeto de lei que libera o uso do Fust por todas as empresas do setor de telefonia e não só pelas operadoras de telefonia fixa, como prevê a legislação. “É uma decisão já tomada pelo presidente e já acertada com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento)”, afirmou o coordenador.

A utilização do Fust é uma das reivindicações das empresas de telefonia para participar do projeto de expansão da banda larga. Elas reivindicam também o uso de recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). Uma eventual redução da cobrança do Fistel, segundo Alvarez, tem que ser revertida para baixar preço, aumentar a qualidade e ampliar a cobertura dos serviços. “Nesse sentido, sempre estaremos dispostos a discutir. Não pode é haver desoneração pura e simples”, afirmou.

Alvarez disse que o grupo técnico do governo não definiu qual seria um preço justo para a banda larga, dizendo que essa definição depende da capacidade de conexão e da qualidade. “Hoje, uma banda de 256 kbps por R$ 50 está muito cara”, afirmou.

Ele defendeu a volta do subsídio cruzado nos os preços de banda larga para financiar os serviços destinados às camadas de baixa renda. “Por que, em um serviço como esse, de interesse público, todos têm que pagar a mesma coisa? Se, na água e na luz, pode ter tarifa diferenciada, por que não nas telecomunicações?”, questionou Alvarez.

Gerusa Marques/Agência Estado

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A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados vai realizar audiências públicas para debater os efeitos, implicações e a viabilidade técnica e financeira da implementação do Plano Nacional de Banda Larga.

A parlamentar afirma que o domínio dos diferentes recursos tecnológicos pelo País é condição necessária para o desenvolvimento, sendo que uma das ferramentas estratégicas para se alcançar esse patamar é a inclusão digital.

As reuniões acontecerão ainda este mês e serão realizadas em duas etapas. Para a primeira, entre outros convidados, diretor de Tecnologia do Banco do Brasil, José Francisco Alvarez Raya, participará do debate.

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Internet Gratuita Belo HorizonteBelo Horizonte, capital de Minas Gerais, terá conexão e infraestrutura de banda larga em órgãos públicos, telecentros, associações e espaços públicos de grande circulação de pessoas. O Projeto BH Digital será inaugurado nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro das Comunicações Hélio Costa, na cidade mineira.

O Projeto BH Digital faz parte do programa de inclusão digital do governo federal e é uma parceria com a prefeitura de Belo Horizonte. De acordo com o ministro Hélio Costa, foram investidos no projeto mais de R$ 4,5 milhões, sendo que deste total o Ministério das Comunicações aplicou diretamente R$ 3,7 milhões em recursos. O restante foi a contrapartida da prefeitura municipal.

A iniciativa do governo federal e prefeitura municipal vai garantir conexão em infraestrutura de acesso à internet em banda larga sem fio beneficiando cerca de 100 mil estudantes, mais de 250 associações de bairros, igrejas, ONGs e a 50 órgãos públicos da administração pública municipal. O Projeto BH Digital permitirá às comunidades com alto índice de vulnerabilidade social e à população em geral o acesso gratuito à rede mundial de computadores. A ideia é conectar telecentros, escolas, centros de saúde, bibliotecas, centros de cultura e órgãos da prefeitura.

A área de cobertura da rede de comunicação é de 340 quilômetros quadrados, o que abrange cerca de 95% de Belo Horizonte, e atende inclusive locais de grande concentração popular, como o Parque Municipal, Praça da Liberdade e Rodoviária.

Nessas 13 áreas, a instalação de pontos de conexão permite o acesso livre à população em geral, que poderá navegar na internet por até duas horas por dia utilizando equipamentos de informática, como notebooks, netbooks e smartphones, por exemplo. Até 2012, a previsão é que esses pontos de acesso cheguem a 50 locais de Belo Horizonte.

Pontos – Segundo o Ministério das Comunicações, a cada ponto de inclusão digital serão conectados em média dez computadores. A previsão é atender 1.300 usuários por mês, e 520 mil usuários simultâneos no mesmo período, totalizando 4 mil computadores conectados.

Cerca de 400 órgãos públicos e entidades localizadas no município, como associações de bairro, igrejas, organizações não-governamentais, escolas e postos de saúde, dentre outros estão conectados. De acordo com o ministro Hélio Costa, até 2012 serão mais de 600 órgãos públicos e entidades ligados à rede mundial de computadores.

A infraestrutura da rede sem fio garantida pelo projeto em Belo Horizonte é composta por nove estações de rádio base central, com torres de 30 metros de altura distribuídas pelo município. O acordo de cooperação da prefeitura com o Ministério das Comunicações permite que ambulâncias tenham conexão à rede de seus equipamentos de voz, dados e imagem.

O Projeto permite, na área de segurança pública, a instalação de cerca de 500 câmeras de vídeo em edifícios públicos com transmissão em tempo real. Assegura, ainda, o monitoramento simultâneo de três mil ônibus, permitindo o controle dos bilhetes de viagem. O tráfico da cidade ganhou dispositivos móveis para controle e monitoramento, com o funcionamento de 520 semáforos sem fio.

Estima-se que a rede permitirá a substituição de cinco mil linhas telefônicas comuns por outras baseadas em voz sobre IP, que é o roteamento de conversa usando a internet.

fonte: Boletim Em Questão

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Projeto voltado para população de baixa renda será lançado nesta quinta. Operadoras que oferecerem o serviço terão isenção de ICMS.

Os pacotes de banda larga popular que foram lançados na tarde desta quinta-feira (15) em São Paulo custarão até R$ 29,80. O valor será possível graças a uma parceria do governo de São Paulo com as operadoras. Em troca, as empresas pagarão menos impostos.

De acordo com o governo, as operadoras poderão ter valores variados para seus pacotes, desde que eles não ultrapassem R$ 29,80. A partir desta sexta-feira (16), quem oferecer o serviço já terá a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“Elas não são obrigadas a aderir ao programa, mas pesquisas indicam que metade das casas paulistas não tem acesso à internet e 2,5 milhões têm computador mas não tem internet. Acredita que essas pessoas são usuários em potencial”, explicou Alexandre de Araújo, diretor de serviços ao cidadão da Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (Prodesp).

Ao adquirir o pacote, a pessoa recebe o modem, a instalação e o provedor de acesso à internet. Segundo Araújo, a velocidade da conexão irá variar entre 200 Kbps e 1 Mbps.

Antes de a iniciativa ser anunciada, os valores mais baixos de internet banda larga cobrados em São Paulo eram R$ 49,90 (Net Virtua e Speedy, para pacotes de 500 Kbps) e R$ 74,90 (Ajato, para pacote mensal de 4 Mbps).

A Telefônica divulgou que o seu serviço de internet popular terá velocidade de 250 Kbps e que o consumo será ilimitado, ou seja, o plano não cobrará taxas adicionais caso o usuário exceda a quantidade de downloads.

Ainda, no valor estipulado pelo governo, estão inclusos o modem, a instalação e o provedor. A empresa diz, também, que a linha telefônica do cliente ficará livre para fazer e receber chamadas enquanto usa a internet.

A TVA informou ao G1 por meio de sua assessoria de imprensa que não irá aderir ao projeto de internet popular pois tem parceria com a Telefônica.

A NET informou que divulgará um comunicado ainda nesta semana.

G1

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Não bastasse puxar a economia do país para frente, a classe C está dando um show na internet. Promovida a classe média emergente, comprou computador, arrumou banda larga e está mandando ver online. Quem você acha que infla os números brasileiros do orkut (27,3 milhões de visitantes únicos em julho) ou mantém a atividade febril do MSN, com seus 32,1 milhões de usuários, conforme foram registrados pelo Ibope Nielsen Online?

No final de 2008, a penetração da internet na classe C chegava a 39%, segundo dados da TGI Brasil. A projeção do IAB, bureau de publicidade interativa, é que até dezembro chegue a 45%. Assim, quase uma de cada duas pessoas emergentes surfará na web até o final do ano.

Essa penetração de 45% pode não ser lá essas coisas — nas classes A e B, 76% já estão na internet hoje. Mas como a classe C, hoje em dia, é a maior do país, qualquer ponto porcentual na internet causa um maremoto, não uma marolinha. No início desse ano, a Fundação Getúlio Vargas estimava essa turma ascendente — gente com renda familiar mensal entre 1 064 e 4 561 reais — em 97,2 milhões de pessoas. Com a chacoalhada da crise, uma parcela pode ter despencado da classe C para a D — mas esse movimento está longe de ser dramático, porque são os emergentes, e não os ricos, os mais resistentes à crise atual.

Ao mergulhar na web, a classe C expande os números totais da internet brasileira de forma impressionante. Mais uma projeção do IAB: devemos chegar a 68,5 milhões de pessoas na internet no Brasil dentro de quatro meses. Não é nada, não é nada, estaremos incorporando, este ano, 6,2 milhões de internautas, ou seja, mais que uma Dinamarca inteira, e isso só contando quem tem mais de 16 anos de idade. E não estou falando de internauta desinteressado. Nós, brasileiros, já atingimos a marca de 30 horas por mês na web, quando se mede o uso da rede nas casas, de acordo com os dados do Ibope Nielsen Online.

Para alimentar essa expansão, foram vendidos 12 milhões de computadores em 2008 e outros 4,8 milhões no primeiro semestre deste ano, conforme os cálculos da Abinee, a associação brasileira da indústria elétrica e eletrônica. A banda larga deu em 2008 um salto de 45,9% em relação a 2007, conforme os dados do Barômetro Cisco, elaborado pelo IDC. As conexões saltaram de 8 milhões para 11,8 milhões, com graus variáveis de qualidade, mas de qualquer forma com velocidade maior que a das linhas discadas. Vivemos finalmente um círculo virtuoso em que praticamente todo mundo ganha, e ninguém perde. Se a massificação do ensino nos anos 80 deu nessa gororoba atual, e o acesso da classe C aos carros populares nos últimos anos transformou o trânsito caótico de grandes cidades em algo insuportável, na internet não houve trauma algum de absorção dos novos internautas. Muito pelo contrário. Há lugar sobrando para muitos milhões mais.

Sandra Carvalho/InfoOnline

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Projeto diz que será possível usar web a qualquer hora, de qualquer lugar.

Iniciativa propõe ainda parceria com organização voltada à inclusão digital.

O Rio de Janeiro quer ser uma cidade completamente conectada, que ofereça internet sem fio gratuita e de alta velocidade, durante as Olimpíadas de 2016. De acordo com o projeto da candidatura, o objetivo é garantir que os internautas consigam navegar a qualquer hora, de qualquer lugar, quando estiverem na cidade. O nome da sede dos Jogos Olímpicos foi divulgado nesta sexta-feira (2): Rio derrotou Madri, Tóquio e Chicago.

Descrito no projeto, o conceito da cidade conectada é “proporcionar uma ótima experiência para os espectadores através de uma série de equipamentos de comunicação, além de fornecer conexão de alta velocidade para atletas e agências fotográficas”. Por se tratar de uma iniciativa que dependia da escolha da cidade como sede dos Jogos Olímpicos, não foram definidos os tipos de equipamentos oferecidos durante o evento ou a velocidade do acesso.

Olimpíadas Rio Imagem Virtual Parque Olímpico

Imagem conceitual do Parque Olímpico do Rio.
Projeto de candidatura quer que a cidade esteja completamente conectada durante as Olimpíadas, com a oferta de Wi-Fi gratuito.

Ainda de acordo com o documento, o Rio de Janeiro deve expandir e modernizar sua infraestrutura de telecomunicações para garantir que todos os envolvidos no evento possam estar sempre conectados. Além disso, a cidade deve criar plataformas on-line chamadas de “live sites” para que internautas de todo o mundo troquem informações e experiências sobre os Jogos de 2016.

“Acho difícil prevermos agora o tipo de tecnologia para transmissão de dados e os equipamentos que serão utilizados daqui a sete anos. Mas considero fantástico o fato de as tecnologias serem disponibilizadas para a população, principalmente considerando que a internet proporciona uma grande mobilidade de conhecimento”, afirmou ao G1 Alexandre Cardoso, secretário de Ciência e Tecnologia do Rio.

Wi-Fi grátis

Segundo Cardoso, até 2010 toda a área urbana do Estado deverá estar coberta pela tecnologia de acesso gratuito e sem fio à internet (Wi-Fi), hoje já disponibilizada em Duque de Caxias, nas orlas de Copacabana, do Leme, de Ipanema e do Leblon, além do Morro Santa Marta e da Cidade de Deus. Em todos esses casos, o acesso é fornecido via antenas presas em postes.

“Não tenho dúvidas de que o conhecimento adquirido com esses projetos trará benefícios [para as Olimpíadas]“, continuou o secretário. “Até 2016 esse acesso gratuito estará disponível para todos, e o debate nos próximos anos passará então a ser o conteúdo oferecido via internet. A TV aberta é gratuita, mas o conteúdo faz com que alguns canais tenham mais audiência que outros”, comparou.

Velocidade

Hoje, em Duque de Caxias, a velocidade total oferecida gratuitamente via Wi-Fi para cerca de 1,5 milhão de pessoas é de 350 Mbps (Megabits por segundo): quanto mais usuários conectados, menor a velocidade disponível para cada um deles. A título de comparação, uma empresa que oferece acesso rápido à web afirma que, com 1 Mbps, é possível baixar um arquivo de música em um minuto e um arquivo de filme em cinco horas.

Olimpíadas Rio Imagem Virtual Maracanã
Imagem conceitual do Estádio do Maracanã para os Jogos Olímpicos de 2016.

Eduardo Tude, presidente da consultoria de telecomunicações Teleco, afirma que a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos pode trazer melhorias para a cidade na área de telecomunicações. Sua ressalva, no entanto, fica justamente por conta da velocidade oferecida para o acesso à web. “O problema não é a cobertura, pois essa estrutura já estará disponível. Mas é importante conseguir uma velocidade satisfatória para navegar”, explicou.

Segundo o especialista, isso poderia ser feito com um investimento temporário, durante o período das Olimpíadas, com o objetivo de aumentar a capacidade de acesso. “É como se você tivesse em sua casa uma internet de 1 Mbps e, quando recebesse visitas por um mês, aumentasse essa capacidade para 5 Mbps. A velocidade sempre será influenciada pela quantidade de pessoas que acessam a rede”, disse Tude.

Inclusão digital

Também como parte do projeto da candidatura está uma parceria entre o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a Comissão de Candidatura Rio 2016, e o Centro para Democratização da Informática (CDI), que promove a inclusão digital de populações de baixa renda na América Latina. Para serem concretizados, a parceria e seus objetivos dependiam da escolha do Rio como sede dos Jogos 2016.

De acordo com a assessoria de comunicação do CDI, essa união faria com que a organização utilizasse seu modelo pedagógico para que os excluídos digitais utilizassem a tecnologia como ferramenta de informação sobre esportes. A principal meta seria gerar oportunidades para a descoberta e o desenvolvimento de novos talentos na área esportiva.

A parceria estaria baseada na criação de pontos de inclusão digital interligados por uma plataforma virtual com conteúdo de esporte. Dessa forma, os alunos poderiam utilizar as máquinas dos chamados CDIs comunidade para acessar conteúdo ligado aos Jogos Olímpicos. Inicialmente, seriam criados 15 novos pontos de acesso, e cinco CDIs comunidades já existentes ganhariam esse foco esportivo.

Existe ainda a ideia de aproveitar o legado tecnológico das Olimpíadas, utilizando os computadores do evento olímpico nos espaços de inclusão digital do CDI.

Críticas

Para Ruy Bottesi, presidente da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET), as propostas descritas no projeto de candidatura são muito triviais. “Não há novidades, falta apresentar o que o Rio pretende mostrar em 2016 em termos de inovação tecnológica. Do jeito que está, parece que pegamos a tecnologia de 2009 e levamos para um cenário existente daqui a sete anos”, afirmou o especialista ao G1.

Segundo ele, os órgãos brasileiros voltados à tecnologia deveriam aproveitar a oportunidade para mostrar que o Brasil tem competência quando se trata de inovação. “É preciso um plano tecnológico que impressione. Expansão de rede e Wi-Fi não satisfazem mais, seria necessário algo de maior envergadura”, defendeu Bottesi.

Ele deu exemplos, citando formas de pagamento e transferências financeiras via telefone celular. Ou videoconferências também realizadas por meio de aparelhos portáteis. “Temos que usar como exemplo países como a Coreia do Sul, a Austrália e o Japão, que impressionam quando falamos em novas tecnologias. Se não temos essa visão de futuro, temos de seguir o caminho dessas nações, pois isso incentivará a vinda de outros eventos de grande porte para o Brasil”, concluiu.

Juliana Carpanez/G1

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As surpresas chegam e surpreendem. Aprovadas as regras para transmissão de internet através da rede elétrica, já podemos crer que em pouco tempo, milhões de brasileiros terão mais facilidade no acesso à internet. Principalmente para moradores da zona rural, onde a conexão depende de comunicação móvel e da existência de torres de transmissão,

É uma alternativa que pode diminuir a desigualdade e permitir que um público muito maior seja inserido no mundo digital e que faça uso de todas as ferramentas e oportunidades propiciadas neste ambiente. Os custos dessa nova forma de transmissão ainda não foram definidos, mas os testes já estão acontecendo.

O que lamentamos é o fato de que se essa alternativa já era possível e já funcionava em outros países, por que estamos sempre atrasados? Primeiro pagamos pelos péssimos serviços de internet discada, depois pagamos pelo serviço mal prestado, pelas empresas de telecomunicações que detém o monopólio, para ter banda larga. E somente agora, para muitos uma grande surpresa, a aprovação da internet banda larga via rede elétrica.

Mas antes tarde do que nunca. A notícia é boa e real. Através de um modem especial, conectado a qualquer tomada da casa, a conexão se dará por meio de cabos de fibra óptica. Não será preciso nenhuma quebra de parede para colocação dos cabos. As velocidades de conexão estão sendo testadas e em relação à qualidade, pode ser prejudicada se no momento do uso algum outro aparelho doméstico estiver sendo usado, mas para isso, basta utilizar um pequeno filtro que o problema já é solucionado. Então o que devemos fazer é comemorar, mais uma vez o Brasil vivendo as tecnologias de primeiro mundo.

Brasileiros de qualquer cantinho poderão conhecer e fazer parte da vida moderna e veloz. A vida online. Onde a informação não tem limites e os conhecimentos estão disponíveis para quem quiser acessá-los. Poderão usufruir também das gratuidades e facilidades oferecidas na rede, sem discriminação ou limitações.

Por: Roberto Soares Costa – Gerente de Projetos na webrcosta@gadbrivia.com.br

Fonte: LzRicco Assessoria de Comunicação

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Pombo-correio é mais rápido para informações do que serviço de banda larga na África do Sul. diz empresa.

Uma empresa de informática disse ter provado que o método mais rápido transmitir informações na África do Sul usa um pombo-correio em vez de usar o principal provedor de acesso à internet do país, denominado Telekom.

O pombo Winston levou um cartão de memória de 4 Gbytes amarrado em uma das pernas no trajeto de cerca de 80 km, entre um escritório da empresa Unlimited IT na cidade de Howick e outro na cidade costeira de Durban.

Segundo a Unlimited IT, levou 1h08 para que a ave chegasse ao destino e mais uma hora para que o conteúdo do cartão fosse colocado em um computador. Durante o mesmo período, a empresa disse que enviou de um computador no primeiro escritório a outro no segundo os mesmos dados e apenas 4% deles haviam sido baixados no destino nesse tempo –mesmo com o uso da banda larga.

A ideia da prova apareceu quando um funcionário da Unlimited IT, que reclamou da baixa velocidade na transmissão de dados por ADSL.

A prova empolgou alguns sul-africanos –centenas deles acompanharam os lances da corrida na internet em redes sociais como o Facebook e o Twitter.

Culpa da empresa?

A Telekom disse que não é responsável pela velocidade baixa da internet usada na empresa.

“No passado, várias recomendações foram feitas ao cliente (Unlimited IT) mas nenhuma delas, até agora, foi aceita”, disse Troy Hector, da Telekom, por e-mail, à agência de notícias da África do Sul, Sapa.

O correspondente da BBC no país Andrew Harding disse que a “corrida” foi uma jogada publicitária criativa da Unlimited, mas o resultado dá alguma indicação sobre o estado da banda larga no país e no continente africano como um todo.

Há expectativa de que a velocidade da internet na África melhore em breve, com a chegada de uma nova ligação por fibra ótica ligando o sul e o leste do continente, acrescentou Harding.

Segundo o repórter, Winston pode ter sido vitorioso nesta corrida, mas os provedores de internet já estão desafiando o pombo para uma revanche.

BBC Brasil

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Consultor contábil Fabio da Silva, que comprou notebook com acesso à rede 3G; PCs com chips movimentam esse mercado

Até pouco tempo atrás, a expansão da rede 3G estava atrelada à venda de aparelhos celulares que permitiam acessar a internet pela rede das operadoras móveis. Essa realidade mudou drasticamente com o surgimento dos chips que, acoplados aos computadores (PCs ou notebooks), estabelecem a conexão à internet móvel.

Dados compilados pela consultoria Teleco, especializada em telecomunicações, mostram que, entre dezembro de 2008 e março de 2009, a queda na venda de telefones celulares 3G foi de 44,5%, passando para 1,48 milhão de unidades comercializadas. Em contrapartida, entre outubro de 2008 e março de 2009, as vendas do chip 3G de acesso à banda larga móvel (modem) aumentaram 156%, atingindo 3,13 milhões de unidades em uso.

Esse negócio deu tão certo que as operadoras já planejam vender em larga escala notebooks com chips 3G instalados pelo fabricante a partir do segundo semestre deste ano.

As teles não contavam com essa explosão em tão pouco tempo. Tanto que chegou a faltar chip 3G no mercado no final do ano passado. Por isso, elas começaram a pressionar os fabricantes de chips e a apressar os investimentos na ampliação da cobertura, hoje presente em 8% do território nacional.

No primeiro trimestre de 2009, o crescimento do tráfego de dados saltou em média 70% nas operadoras, passando a representar 11% da receita de serviços. No final do ano passado ele variava entre 7% e 8%.

Colapso do serviço
O presidente da Claro, João Cox, acredita que há chances de colapso do serviço, em 2012, caso esse ritmo de crescimento seja mantido e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) não coloque mais faixas de frequência em uso.

Os sinais 3G são emitidos em uma determinada frequência (em hertz) e há um limite definido de operação, do qual as operadoras estariam se aproximando. Essa também é a posição da TIM. No Rio de Janeiro e em São Paulo o tráfego de dados estaria se igualando ao de telefonemas.

Por isso, desde o final de 2008, as teles, representadas por sua associação (a Acel), pressionam a Anatel pela liberação das frequências ociosas das TVs pagas (apenas as que operam com micro-ondas pela tecnologia MMDS) para a banda larga móvel. A agência decidiu manter as frequências das TVs, mas sinalizou que pode mudar as regras se preciso.

Outra reivindicação das companhias é a inclusão do chip 3G de acesso à banda larga na Lei de Informática. No caso dos computadores e dos notebooks, a lei permitiu aos fabricantes redução de impostos. Isso fez os preços despencarem e colocou o Brasil entre os maiores consumidores de PCs do mundo em apenas quatro anos.

O chip (modem) é o item mais caro para os assinantes na hora de contratar um pacote de dados. Mas, segundo Eduardo Tude, presidente da Teleco, há outros motivos para os preços não caírem. “As operadoras ainda estão investindo na expansão dessa rede”, diz. Para ele, essa é uma das razões pelas quais não existe competição nesse serviço, o que derrubaria os preços dos pacotes.

A competição existe em lugares em que as redes estão estabelecidas, e os investimentos, amortizados. Nesse ambiente, novos investimentos acabam tornando-se chamariz para os clientes. Foi o que aconteceu na Austrália, que possui um dos pacotes mais baratos. Lá, a Telstra perdia clientes até passar a oferecer pacotes com velocidade de 16 Mbps e pulou para a liderança.

da Folha OnLine

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