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Mozilla Firefox, WordPress, Windows Vista e forças ocultas

Nem mesmo invocando os poderes de “Graiscol”, tenho conseguido editar normalmente o blog.

À moda de Jânio Quadros, forças ocultas se uniram em um complô comandado pelo Windows Vista 64, o browser Mozilla Firefox e o WordPress, para atazanar a vida do editor do blog.

Tal “distrupiço” tecnológico me persegue há 15 dias.

Tenho enviado sinais de fumaça — à moda dos índios de filmes hollywoodianos — , e mensagens sonoras via tambor — à moda dos pigmeus que assessoram o Fantasma — para a mãe Dinah, irmã Jurema e até ao Lair Ribeiro, na esperança de uma solução. Meu desencanto é tamanho que estou quase chegando as raias da insanidade e pedir ajuda aos mágicos poderes do Paulo Coelho.

Em pagamento pela solução do problema, prometo até, vejam só, ler um comentário inteirinho do Arnaldo Jabor e assistir, na íntegra, a transmissão de qualquer evento narrado pelo Galvão Bueno. Se tais sacrifícios não forem suficientes, farei uma promessa para assistir, do começo ao fim, o dominguinho do Faustinho.

Enquanto não encontro um exorcista versado em bits e bytes capaz de fazer voltar à normalidade o computador desse escriba, vou pedindo paciência à “meia dúzia de três ou quatro” leitores que me honram com as suas (deles) audiências.

O editor

PS. Sou capaz até de, num ato de desvairo eletrônico, concordar com aqueles mais desavisados que acreditam que o Diogo Mainardi não é um bufão egresso dos canais venezianos para a radiosa Ipanema, com o intuito de incorporar os espírito facistóide do irascível Paulo Francis.

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A jornalista Lúcia Hippolito teve a dignidade e a grandeza de pedir desculpas por ter criticado o Ministro Tarso Genro no caso dos pugilistas cubanos, ocorrido durante os jogos panamericanos no Brasil. Vamos aguardar atitudes semelhantes de todos os outros que jogaram pedras no ministro e no governo brasileiro.

Veremos, se da tribuna do senado, senadores de oposição, como Arthur Virgílio, Agripino Maia, Demóstenes Torres, Tasso Jereissati, entre outros os mais iracundos nas acusações ao governo, subam novamente à tribuna para pedir desculpas ao ministro.

Aguardaremos também o mea culpa de Alexandre Garcia, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, e, argh!, Arnaldo Jabor, cujos dedões acusatórios costumam apontar antes de apurar. Ainda nesta lista cabe um puxão de orelhas na venalidade do jornalista Elio Gaspari que em seu artigo publicado ontem no O Globo, também desce o porrete no ministro. Sempre ouvi dizer que o bom jornalismo não se baseia em boatos e que profissional que se preza apura os fatos antes de emitir juízo de valor sobre pessoas.

Não tenho simpatia nenhuma, nem “en passant”, por Tarso Genro, muito menos procuração pra defendê-lo. Apenas, aproveito o fato, para lembrar, que não devemos nos deixar levar pela mídia venal, comprometida e/ou que busca unicamente o sensacionalismo. Devemos sempre aguardar a apuração dos fatos antes de jogarmos pedras no telhado dos outros. A ampla defesa e o contraditório são fundamentais para a existência do Estado de Direito e o pleno funcionamento da democracia.

do blog da Lúcia Hippolito

O caso dos boxeadores cubanos. Desculpas públicas ao ministro da Justiça

Ocupada com as consequências emocionais — e práticas — do falecimento de minha mãe, só agora, alertada por comentaristas aqui no blog, tomei conhecimento da entrevista do boxeador cubano e de suas declarações.

Assisti ao vídeo. Não tenho por que duvidar das palavras do atleta.

Jamais tive compromisso com o erro. Jamais tive problemas em pedir desculpas quando erro. Errei, peço desculpas. Sem problemas.

Assim sendo, quero pedir desculpas de público ao ministro da Justiça Tarso Genro.

Pelas declarações do pugilista, as declarações de sua Excelência de que os cubanos estavam desejosos de retornar a Cuba eram corretas.

O fato de os dois terem fugido de Cuba tempos depois parece ser independente de sua rápida deportação pelas autoridades brasileiras.

Ainda mais porque, segundo declarações do atleta cubano, o próprio presidente da República lhe perguntou ao telefone se ele não gostaria de permanecer no Brasil.

Portanto, mais uma vez com minhas desculpas ao ministro Tarso Genro, considero que o episódio encerrou-se da melhor forma possível. Os dois pugilistas cubanos estão fora de Cuba, competindo e tocando a vida.

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E os túneis do metrô de São Paulo, pelos quais o propinoduto francês, transportou dinheiro para irrigar bolsos e comprar corações e mentes de tucanos de alta plumagem, vão, literalmente, desmoronando.

A jornalista Lucia Hippolito faz revelações, que se fossem da alçada dos petralhas, provavelmente já teriam sido capas das revistas semanais, ou comentários pseudo moralistas do amoral Arnaldo Jabor. Como a sujeira está em poleiros ilustres, não se ouve nem o furibundo Senador Arthur Virgílio, não se vê o histriônico Agripino Maia, e muito menos o patético Mão Santa subirem a tribuna do Senado para comentar o assunto.

Do blog da Lucia Hippolito

Este caso da Alstom ainda vai dar pano para manga. Reúne todos os ingredientes de um escândalo de grandes proporções.

A empresa francesa teria pagado quase US$ 7 milhões para obter um contrato de US$ 45 milhões para a extensão do metrô de São Paulo.

As investigações revelam também relações no mínimo perigosas com a Eletropaulo, quando ainda era uma empresa estatal.

Chefe da Casa Civil no governo Mário Covas foi à Copa do Mundo da França em 98 com tudo pago pela Alstom. (Bem feito! Assistiu de camarote àquele mico na final.)

Empresas offshore teriam sido usadas para que R$ 13,5 milhões fossem pagos como propina a políticos brasileiros, através de pagamento de consultorias forjadas.

Em resumo, grossa corrupção.

Em São Paulo, o Ministério Público Estadual decide investigar os contratos da Alstom com empresas do governo do estado, entre as quais a Eletropaulo (quando era estatal), Metrô, Sabesp, Cesp e CPTM.

Em vista disso, o que faz o Governador José Serra? Tenta desqualificar a denúncia, alegando que é tática eleitoreira do PT. O “kit PT”, segundo expressão do governador.

E se for? A denúncia é verdadeira ou falsa? Existe gente do governo Covas e do governo Alckmin envolvida? Isto é que é importante.

Quantas vezes uma denúncia meramente eleitoreira não acabou revelando fatos escabrosos – e verdadeiros?

É verdade que nenhum governo gosta de CPI. Se tem maioria na Assembléia ou na Câmara dos Deputados, o governo faz valer sua maioria para abafar CPIs ou para matá-las no nascedouro.

(Acabamos de assistir ao falecimento da CPI dos cartões corporativos no Congresso Nacional. O governo Lula fez valer sua maioria, e nada foi investigado.)

Rola na Assembléia Legislativa de São Paulo uma CPI para investigar a privatização da Eletropaulo, instalada antes de estourar o escândalo da Alstom. Naturalmente, a oposição tentou convocar os envolvidos no escândalo.

(Quando estourou o escândalo do dossiê com as despesas pessoais do ex-presidente Fernando Henrique, a oposição também tentou convocar a ministra Dilma Roussef. É natural.)

A maioria, ligada ao governador Serra recusou ontem todos os requerimentos de convocação. Faz parte do jogo.

(Na CPI dos cartões, a maioria governista também recusou os requerimentos de convocação da ministra Dilma e de sua assessora Erenice Guerra para falar sobre o dossiê. Faz parte do jogo.)

Este escândalo da Alstom pode até ser escondido dentro do armário. Mas vai assombrar a campanha do ex-governador Alckmin, se ele insistir em ser candidato a prefeito em 2008.

Mas o governador José Serra se ilude, pensando que isto é assunto do governo Covas-Alckmin. Este esqueleto também vai sair do armário para assombrar a campanha do governador em 2010, seja para presidente da República, seja para se reeleger governador de São Paulo.

Como diz com muita precisão o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), “safadeza não prescreve”.

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