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Antônio Botto – Versos na tarde – 22/05/2018 terça-feira, 22 de maio de 2018

Se fosses Antônio Botto Se fosses luz serias a mais bela De quantas há no mundo: – a luz do dia! – Bendito seja o teu sorriso Que desata a inspiração Da minha fantasia! Se fosses flor serias o perfume Concentrado e divino que perturba O sentir de quem nasce para amar! – Se desejo o teu corpo é porque tenho Dentro de mim A sede e a vibração de te beijar! Se fosses água – música da terra, Serias…

António Botto – Versos na tarde – 11/07/20217 terça-feira, 11 de julho de 2017

Quanto, Quanto me Queres? António Thomaz Botto Quanto, quanto me queres? – perguntaste Numa voz de lamento diluída; E quando nos meus olhos demoraste A luz dos teus senti a luz da vida. Nas tuas mãos as minhas apertaste; Lá fora da luz do Sol já combalida Era um sorriso aberto num contraste Com a sombra da posse proibida… Beijámo-nos, então, a latejar No infinito e pálido vaivém Dos corpos que se entregam sem pensar… Não perguntes, não sei –…

Antonio Botto – Versos na tarde – 14/03/2016 segunda-feira, 14 de março de 2016

Ouve, meu anjo Antonio Botto¹ Ouve, meu anjo: Se eu beijasse a tua pele? Se eu beijasse a tua boca Onde a saliva é mel? Tentou, severo, afastar-se Num sorriso desdenhoso; Mas aí!, A carne do assasssino É como a do virtuoso. Numa atitude elegante, Misterioso, gentil, Deu-me o seu corpo doirado Que eu beijei quase febril. Na vidraça da janela, A chuva, leve, tinia… Ele apertou-me cerrando Os olhos para sonhar – E eu lentamente morria Como um perfume…

Antônio Botto – Versos na tarde – 26/04/2014 sábado, 26 de abril de 2014

Soneto Antônio Botto ¹ Quanto, quanto me queres? – perguntaste Numa voz de lamento diluída; E quando nos meus olhos demoraste A luz dos teus senti a luz da vida. Nas tuas mãos as minhas apertaste; Lá fora da luz do Sol já combalida Era um sorriso aberto num contraste Com a sombra da posse proibida… Beijámo-nos, então, a latejar No infinito e pálido vaivém Dos corpos que se entregam sem pensar… Não perguntes, não sei – não sei dizer:…

Antônio Botto – Versos na tarde – 17/05/2013 sexta-feira, 17 de maio de 2013

Soneto Antônio Botto¹ Se, para possuir o que me é dado, Tudo perdi e eu própio andei perdido, Se, para ver o que hoje é realizado, Cheguei a ser negado e combatido. Se, para estar agora apaixonado, Foi necessário andar desiludido, Alegra-me sentir que fui odiado Na certeza imortal de ter vencido! Porque, depois de tantas cicatrizes, Só se encontra sabor apetecido Àquilo que nos fez ser infelizes! E assim cheguei à luz de um pensamento De que afinal um…

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