Será que a o chamado livro eletrônico — em ‘informatiquês’ tablet, e-book, Kindle, iPad — produzirá, no registro e na difusão do conhecimento, o mesmo impacto que o tipo móvel de Gutenberg, lá no século XV, provocou? Nós hoje temos a oportunidade de observarmos a história dessa estória, tanto quantos as pessoas e os historiadores à época de Gutenberg, o fizeram. A tecnologia da digitalização de livros, como era de se esperar, já fez surgir legiões de prós e contras.

Essa nova tecnologia, inclusive pelo alto poder de sedução, abre um inegável potencial para a popularização da leitura entre a chamada geração digital, hoje afastada do hábito da leitura, inclusive pelo alto custo dos livros. Somos agora testemunhas, na história contemporânea, do surgimento de um contraponto a um dos cânones da teoria econômica, que desde Adam Smith entoa o mantra no qual a questão da escassez impõe um limite à capacidade produtiva, determinado o custo dos produtos.

Como fazer agora diante do fato de que na sociedade digital, na qual sai o átomo e entra o bit, existe uma infinita oferta de conhecimento, que quando não inteiramente gratuita é de baixíssimo preço em virtude da escala?
Tanto é assim que para Antonio Luiz Basile, professor de Ciência da Computação da Universidade Mackenzie, [...]“com a exclusão dos gastos com papel e encargos gráficos, a tendência é que o custo da publicação seja mais baixo”.

A par da mera discussão acadêmica, tecnológica, sociológica e/ou pedagógica, convém não perder de vista Schopenhauer:
“Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta, o tempo e a energia são limitados. Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo […], sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma.”
(Arthur Schopenhauer,A arte de escrever, Editora L&PM)
Ou seja: independente do meio, o conteúdo continuará fazendo a diferença e definindo a audiência. Às escolas cabe o papel fundamental de utilizar essa tecnologia, para ensinar os alunos a transformar informação em conhecimento

O Editor


A digitalização dos livros

John Thompson (foto), professor de sociologia em Cambridge e autor do livro Books in the digital age, participa amanhã do Fórum Internacional do Livro Digital, em São Paulo. Abaixo, trechos da entrevista, feita por correio eletrônico, sobre o futuro do livro.

Qual é o impacto da digitalização na indústria do livro?

A revolução digital nas editoras é muito mais complicada do que pensa a maioria das pessoas que não pertence a esse mercado. Não se trata somente dos livros eletrônicos, ou da questão de se os livros físicos vão desaparecer. Esse é somente um aspecto de uma transformação mais profunda, que mudou, e está mudando, a natureza do setor de publicação de livros – o que eu chamo de “revolução encoberta”.

Os livros físicos vão desaparecer?

Já que você perguntou, darei a melhor resposta que qualquer um pode dar: ninguém sabe. Muitas pessoas especulam sobre isso, mas a verdade é que ninguém sabe.

A revolução digital é uma revolução não somente das editoras, mas dos setores criativos de um modo mais geral, e faz parte da própria natureza das revoluções que ninguém saiba qual será o resultado final.

Dessa forma, qualquer um que afirme com grande confiança que os livros físicos vão desaparecer, ou mesmo que os e-books representarão 10% ou 20% ou até 50% do mercado em cinco ou dez anos, está simplesmente chutando – eles simplesmente não sabem.

O que é possível saber então?

Os únicos fatos que temos é que, num mundo de publicações de interesse geral, as vendas de livros eletrônicos nos Estados Unidos – que é provavelmente o mais desenvolvido para e-books – foram mínimas até 2006, e depois, com o lançamento do leitor da Sony, seguido do Kindle e do iPad, as vendas de livros eletrônicos subiu significativamente no período de 2007 até o começo deste ano. Mesmo assim, as vendas de e-books representam uma fração pequena das vendas totais nos EUA – provavelmente menos de 2%, dependendo de como se façam os cálculos.

Muito provavelmente as vendas de e-books continuarão a subir nos próximos anos, conforme mais e melhores leitores cheguem ao mercado e os preços caiam. Mas ainda é muito cedo para dizer como o padrão de vendas mudará em dois ou três anos, sem falar em cinco anos. O crescimento pode acelerar conforme mais pessoas se tornam acostumadas a ler livros em equipamentos portáteis de vários tipos, ou pode desacelerar – como aconteceu, por exemplo, com os audiolivros. Neste momento, simplesmente não sabemos.

Qual é a sua opinião?

Minha opinião pessoal é que os livros estarão cada vez mais disponíveis, e serão cada vez mais lidos, em formatos eletrônicos, em leitores de e-books e em vários tipos de equipamentos multifuncionais, como o iPad, mas que isso não irá tomar o lugar dos livros físicos. O mercado dos livros vai se tornar mais fragmentado e diferenciado, com pessoas com perfis diferentes escolhendo a forma de ler os diferentes tipos de conteúdo. As editoras precisam estar prontas para isso e para ser flexíveis e adaptar a maneira como seu conteúdo está disponível aos leitores.

Quais poderiam ser os efeitos negativos da digitalização?

As editoras não são os únicos atores nesse campo, e existem outros, como varejistas poderosos e empresas de tecnologia, que podem transformar um modelo de negócios potencialmente atrativo num cenário de pesadelo, em que o conteúdo intelectual é radicalmente desvalorizado – em que ele se torna um tipo de “bucha de canhão” para incentivar a venda de equipamentos. O ambiente online também traz riscos novos importantes no que diz respeito à pirataria e à possibilidade de desrespeito ao direito autoral, como demonstra a batalha legal ainda não resolvida do Google Livros.

A Amazon está vendendo mais livros eletrônicos que de capa dura. O que isso representa?

Não quer dizer muita coisa: a Amazon é somente um varejista (apesar de ser muito importante) e não sabemos sobre o valor dos exemplares que estão sendo vendidos. Poderia ser, por exemplo, que uma grande proporção desses e-books esteja sendo vendida por valores bastante baixos. Na verdade, a venda de livros de capa dura para adultos vai muito bem: números recentes da Association of American Publishers mostram que as vendas nos primeiros cinco meses subiram 21% sobre o mesmo período do ano passado.

Então, é preciso dar um desconto nos comunicados de imprensa da Amazon: eles investiram muito no Kindle e estão numa guerra por participação no mercado emergente de livros eletrônicos. Não devemos nos surpreender se eles revelarem porções muito bem escolhidas de informação para a imprensa, para dar mais munição ao Kindle.

Por que o seu livro não está disponível em versão eletrônica?

Estamos no começo e a editora ainda negocia com a Amazon e outros distribuidores e varejistas de livros eletrônicos.

blog do Renato Cruz/O Estado de S. Paulo

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Notebook Toshiba com duas telas

Toshiba lança portátil com duas telas para brigar com iPad e Kindle

Libretto, portátil da Toshiba com duas telas, chega ao mercado japonês em agosto. Portátil pode ser usado como livro eletrônico.

Uma das telas pode funcionar como teclado virtual.

Aparelho custará quase três vezes mais do que concorrentes.

A Toshiba lançou nesta segunda-feira (21) um computador portátil de pequeno porte equipado com duas telas que pode ser usado como leitor eletrônico. O aparelho, chamado Libretto, coloca a empresa em competição com o iPad, da Apple, e o Kindle, da Amazon.

O produto pode ser usado tanto como um notebook convencional com uma das telas servindo como teclado virtual, quanto como leitor eletrônico.

Ele estará disponível para comercialização no Japão no final de agosto e, posteriormente, na Europa, Estados Unidos e outros mercados.

A Toshiba lançou o W100 Libretto em um evento em Tóquio, que marcou os 25 anos de lançamento pela empresa do primeiro laptop do mundo, em 1985.

A companhia espera que a unidade de PCs, que teve um prejuízo de 8,8 bilhões de ienes (US$ 97 milhões) no ano encerrado em março, atinja o equilíbrio no ano fiscal que terminará em março de 2011.

O Libretto lançado nesta segunda-feira, que também enfrenta forte concorrência da Sony, não deve abalar o mercado de leitores eletrônicos no curto prazo, considerando que a Toshiba ainda precisará firmar acordos com provedores de conteúdo.

Libretto, portátil da Toshiba com duas telas, chega ao mercado japonês em agosto.

Libretto chega ao mercado japonês em agosto.

Mais do que experiência de “consumo” passiva

Entretanto, os executivos da empresa ressaltaram que o aparelho, que segundo eles deve ser vendido a 120 mil ienes (US$ 1.320) no Japão – ante US$ 489 do Kindle e US$ 499 do iPad mais barato – oferece mais do que uma experiência de “consumo” passiva.

“O iPad da Apple provavelmente está criando um novo mercado em termos de consumo de informação, navegação e leitura de livros”, afirmou o presidente-executivo da unidade de produtos digitais da Toshiba, Masahiko Fukakushi.

“Mas quando se trata de criação ou de produção… o que estamos fazendo ainda tem muito valor. Queremos continuar fazendo as duas coisas.”

A Toshiba é a quarta maior fabricante de notebooks no mundo depois de HP, Acer e Dell.

Reuters

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O tablet do Google

Circula na internet, um vídeo e fotos, do que se diz ser o tablet do Google.
A belezura, espalham os boatos, seria lançado juntamente com o sistema operacional Chrome OS.
Será que teremos mais um concorrente para o Kindle da Amazon e para o iPad da Apple?

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YouTube costura parceria com TVs para exibição de programas pagos

Atrações seriam inéditas, não teriam comerciais e custariam 1,99 dólar cada, mas usuário não poderia baixá-las no disco rígido do PC.

O YouTube vem tentando convencer emissoras e produtoras de TV nos EUA a transmitir atrações pagas, informa o All Things Digital, site ligado ao Wall Street Journal.

Os programas a serem exibidos seriam inéditos e sem comerciais, e custariam 1,99 dólar o episódio.

As negociações entre o site e as empresas de TV ainda estariam no início, disseram algumas fontes próximas ao negócio. Mas as empresas se mostram otimistas com o desfecho.

Alguns programas disponiveis no YouTube já são pagos, só que por meio de publicidade. A tecnologia seria a mesma: via streaming.

Pelo menos duas lojas virtuais, da Apple e da Amazon, já oferecem serviços semelhantes.

IDG Now

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Leitor digital Kindle, da Amazon

Tecnologia Gadgets Leitor Digital Kindle da Amazon 01

Até então, produto da Amazon só era vendido nos Estados Unidos, onde custa US$ 279, mas taxas fazem com que chegue a US$ 585,32.

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (7) que vai começar a vender o leitor digital Kindle para fora dos Estados Unidos — entre os países que poderão comprar o eletrônico está o Brasil. Com as taxas de importação e de entrega, o produto que custa US$ 279 nos EUA (cerca de R$ 490) vai chegar aos brasileiros por US$ 585,32 (o equivalente a R$ 1.028,75). A novidade estará disponível a partir de 19 de outubro, mas já é possível fazer reservas no site.

O Kindle tem capacidade para armazenar 1,5 mil livros e bateria que dura quatro dias com o wireless ativado ou duas semanas com ele desativado. Ele ainda apresenta função de leitura em voz alta (em inglês) e permite que o usuário baixe qualquer livro, em qualquer lugar, em apenas 60 segundos, através da conexão wireless embutida.

Essa função, que dispensa o uso do computador para fazer downloads, será viabilizada no Brasil com uma conexão 3G gratuita (usada somente para o download de livros digitais). Os títulos, no entanto, são pagos: o catálogo tem 300 mil títulos com preço médio de US$ 12 para lançamentos. Há 100 mil livros que custam menos de US$ 6.

Também é possível baixar os primeiros capítulos de uma obra gratuitamente, para decidir se quer ou não comprar o conteúdo.

Tecnologia Gadgets Leitor Digital Kindle da Amazon 02

O Kindle tem tela de 6 polegadas, mede 20 cm x 13,4 cm x 0,9 cm.
Pesa 289 gramas e pode ser carregado via cabo USB, diretamente do computador.

A capacidade interna do equipamento é de 2 GB, sendo que aproximadamente 1,4 GB estão disponíveis para armazenamento de livros.

Preço

A versão vendida nos Estados Unidos, que usa a rede da Sprint Nextel para fornecer conteúdo, teve redução de US$ 40 e foi para US$ 259 nesta quarta, nos EUA. O produto foi lançado em 2007 por US$ 400 e, no início do ano, custava US$ 360.

A diferença do modelo de US$ 259 para aquele que será vendido ao Brasil e outros cerca de cem países é o tipo de conexão. Segundo a agência de notícias AP, a versão internacional do produto vai fornecer os livros para serem baixados no Kindle pela rede da AT&T.

Vendas

Em entrevista nesta quarta, Jeff Bezos, diretor-executivo da Amazon, afirmou que o Kindle é o produto mais vendido da loja virtual. Apesar disso, ele se recusou a divulgar números de vendas relacionados ao leitor digital.

De acordo com um estudo da Forrester Research, as vendas de leitores digitais devem somar 3 milhões neste ano. Deste total, a Amazon responde por 60%, enquanto a Sony tem 35% do mercado.

Já a Associação de Editoras Norte-americanas divulgou que os livros digitais (compatíveis com leitores como o Kindle) responderam por 1,6% de todos os livros comprados no primeiro semestre. As vendas aumentam rápido: os e-books somaram US$ 81,5 milhões no primeiro semestre, nos EUA, contra US$ 29,8 milhões no mesmo período de 2009.

Segundo Bezos, a Amazon vende 48 cópias para o Kindle de cada cem cópias “físicas” comercializadas no site. Há cinco meses, esse número era de 35 para cem. De acordo com o diretor-executivo, esse crescimento acontece mais rápido do que o esperado.

do G1

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Esta semana (7-11/9), um tribunal norte-americano vai decidir quem ganha a primeira escaramuça de uma guerra econômica e cultural que vai durar algum tempo e promete lances dignos de um filme policial de Hollywood.

É uma luta entre gigantes quase da mesma estatura, com poder de fogo equivalente e um mesmo objetivo: controlar o mercado de livros digitalizados e publicados na internet, um negócio que muitos estimam em mais de cinco bilhões de dólares.

O juiz Denny Chin vai decidir se é legal o acordo firmado entre a empresa Google e a Associação Norte-americana de Editores, a Associação de Autores de Livros e cerca de 20 mil escritores, livreiros e editores independentes, para digitalização de livros e publicação na internet.

O acordo foi firmado em outubro de 2008, depois de uma disputa jurídica que durou três anos onde os editores e autores acusavam a Google Books de violar os direitos autorais ao anunciar sua decisão de disponibilizar textos de livros pela internet.

A decisão está sendo acompanhada nos mínimos detalhes pela Open Book Alliance, um projeto interado por 11 organizações de escritores, editores e livreiros, patrocinado por três pesos pesados na internet mundial, a Microsoft, a livraria virtual Amazon e a empresa Yahoo.

A Open Book Alliance , criada há menos de dois anos, tenta ocupar espaços num mercado que a Google vem cortejando desde 2002, quando foi lançado o projeto Google Books. A mega corporação de buscas na Web já gastou, até agora, cerca de 5 milhões de dólares em pesquisa sobre digitalização de livros, novos e antigos, publicação do conteúdo na página do Google Books e comercialização online.

Caso o juiz Denny considere o acordo legal, estará dado o primeiro passo para que a Google e seus parceiros criem a maior biblioteca da história da humanidade, um projeto que provoca divisões até mesmo fora dos Estados Unidos. Os governos da Alemanha e da França já se manifestaram contra o projeto da Google, enquanto a União Européia simpatiza com a idéia.

Os integrantes da Open Book Alliance prometem levar a guerra com a Google para dentro das universidades envolvendo também os grandes grupos da mídia convencional, como jornais, editoras, revistas e grandes cadeias de livrarias. O sindicato dos jornalistas dos Estados Unidos é contra a iniciativa da Google, enquanto a poderosa Associação Norte Americana de Deficientes Físicos e Mentais é a favor.

A batalha de Golias em torno da digitalização de livros tem a ver também com os interesses da Amazon e da Sony na venda dos leitores eletrônicos. A Amazon tem o Kindle, o mais vendido e com maior acervo de textos digitalizados. Já a Sony, uma aliada de Google, produz o eBook Reader. Todas estão de olho no futuro mercado do livro eletrônico, qualificado com outra “mina de ouro digital”.

Observatótio da Imprensa – Carlos Castilho

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Kindle, livro digital, brasileiro, sai do forno

O “Kindle brasileiro” está chegando… Você está pronto para ler livros em um gadget?

Tecnologia Computadores Kindle

Está prevista para outubro a chegada ao mercado brasileiro do primeiro leitor de ebooks (livros digitais) nacional. Ainda não tem nome definido, mas será montado em Minas Gerais pela empresa de tecnologia BraView, que já faz monitores, roteadores e diversos periféricos de informática.

A grande referência em ebook readers no mundo é o americano Kindle, da Amazon. O sucesso do Kindle nos Estados Unidos e em alguns países da Europa enche os olhos de qualquer empresário que atua no ramo. Não há números oficiais divulgados, mas especialistas estimam que a renda com a venda dos aparelhos e dos livros digitais chegue a US$ 1,4 bilhão em 2010.

O modelo de negócio pegou lá fora, mas principalmente por causa da mãe do Kindle, a Amazon. A empresa é a maior loja pontocom dos Estados Unidos, e começou na internet em 1995 vendendo justamente livros. A vocação no mercado foi fundamental. É claro que fez também toda a diferença o fato de Oprah, a apresentadora mais popular dos EUA, ter dito que o aparelho tinha mudado sua vida.

Pois falta um padrinho ao “Kindle brasileiro”. Segundo o gerente de marketing da fabricante, Eduardo Silva, alguns contatos com lojas pontocom brasileiras foram feitos, mas nada foi fechado ainda. Ele não cita nomes, mas é fácil imaginar que as parceiras naturais seriam varejistas como Americanas/Submarino e Saraiva.

A tabelinha Kindle/Amazon lembra o sucesso na música da dupla iPod/iTunes (Apple), que se repete agora com a venda de aplicativos para o celular iPhone. O sucesso do Kindle, do iPod e do iPhone não é apenas pelo “rostinho bonito” dos aparelhos. E o da BraView nem é lá dos mais atraentes.

Tecnologia Computadores Kindle

Sem padrinho, a empresa vai entrar nesse mercado com cuidado. Em um primeiro momento serão postos à venda apenas mil aparelhos.

O modelo escolhido para o lançamento é básico. Em recursos, lembra muito a primeira geração do Kindle, lançada nos Estados Unidos em novembro de 2007. O reader da BraView terá entrada para cartão de memória e servirá também como tocador de MP3. Não tem, por exemplo, conexão wireless para compra direta de conteúdo digital na internet, presentes no Kindle 2 e no Kindle DX. Segundo a BraView, essa função será incorporada na próxima geração do aparelho. O recurso wireless completou, com a Amazon e a Oprah, a trinca de sucesso do Kindle.

Por questões óbvias de patente, não será possível ler no gadget brasileiro os mais de 300 mil livros digitais disponíveis na Amazon (formato AZW). O “Kindle brasileiro” é compatível com arquivos PDF (Acrobat), TXT (texto), HTML (internet), EPUB e MOBI (dois dos arquivos padrões para livros digitais), FB2 (PocketPC), PRC (Palm), JPG e BMP (imagens) e MP3 (música). O preço do brinquedo será de US$ 200, algo próximo a R$ 380 no câmbio de hoje.

O Kindle não é vendido no Brasil, mas não faltam sites que ensinam como usar o aparelho por aqui. Além disso, há diversos ebook readers gringos no mercado nacional. A chegada de um representante genuinamente brasileiro levanta a dúvida: será que leremos livros digitais por aqui como fazem lá fora?

por Rafael Pereira – blog bombou na web

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Com o avanço da internet e principalmente dos blogs, os paquidérmicos jornalões, lerdos na divulgação dos fatos, começam a mostrar que estão ficando superados.

A agilidade necessária para acompanhar um mundo cada vez mais tecnológico, não encontra guarida no lento processo de produção de notícias impressas. A notícia surge em tempo real, na internet e principalmente nos celulares. Afinal, o celular é o único aparelho que passa 24 horas com o usuário.

Ninguém fica o tempo todo diante da TV nem do computador, mas porta o celular dia e noite. Milhares de amadores estão atentos para produzir conteúdo através das câmeras cada vez mais sofisticadas dos celulares. Daí a busca incessante para atingir o leitor através da telinha dos aparelhos que, eventualmente, servem para telefonar.

Alguns estudiosos se aprofundam na análise do problema.

O editor

Como salvar os jornais (e o jornalismo)

Walter Isaacson¹ – Estadão

Durante os últimos meses, a crise no jornalismo atingiu proporções de derretimento. Agora é possível contemplar num futuro próximo uma época em que algumas grandes cidades não terão mais seu próprio jornal e as revistas e redes de notícias empregarão apenas um punhado de repórteres.

Há, no entanto, um fato chocante e algo curioso a respeito desta crise. Os jornais têm hoje mais leitores do que nunca. O seu conteúdo, assim como o das revistas de notícias e de outros produtores do jornalismo tradicional, é mais popular do que jamais foi – até mesmo (na verdade, especialmente) entre o público jovem.

O problema é que um número cada vez menor de leitores está pagando pelo que lê. As organizações jornalísticas estão distribuindo gratuita e alegremente as suas notícias. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas Pew, no ano passado houve uma virada marcante: nos Estados Unidos, as notícias gratuitas disponíveis na internet foram mais procuradas do que os jornais e revistas pagos que publicavam o mesmo conteúdo. Quem pode se espantar com isso? Até mesmo eu, um antigo viciado em publicações impressas, deixei de assinar o New York Times, porque se o jornal não acha justo cobrar pelo acesso ao seu conteúdo, eu me sentiria um tolo pagando por ele.

Esse modelo comercial não faz sentido. Talvez esse sistema tenha dado a impressão de fazer sentido quando a publicidade eletrônica estava prosperando e qualquer editor parcialmente consciente podia fingir fazer parte do clã que “compreendia” as mudanças da época ao entoar o mantra de que “o futuro” estava na publicidade na internet. Mas quando a publicidade eletrônica entrou em declínio no último trimestre de 2008, o futuro do jornalismo parecia ser gratuito assim como um penhasco íngreme é o futuro de um bando de lemingues.

Leia mais…

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Vendas online. Amazon bate recordes

Pelo terceiro ano seguidos, as venda via Internet se afirmam como um respeitável canal de vendas, principalmente no período natalino.

Amazon registra recordes em vendas on-line no período de Natal

A megastore on-line Amazon.com informou, nesta sexta-feira (26), que registrou vendas recordes nas festas de fim de ano, um desempenho que contrasta com as recentes cifras de consumo nos Estados Unidos.

Em sua 14ª. temporada de festas natalinas, a Amazon registrou recorde nos volumes de pedidos: ainda que não tenha divulgado dados globais, informou 6,3 milhões de produtos encomendados em todo o mundo a partir do dia 15 de dezembro –o que representa o número de 72,9 pedidos por segundo.

Entre 15 de novembro e 24 de dezembro, a Amazon fez entregas em mais de 210 países. Mais de 99% das entregas foram feitas a tempo para as festas de Natal, informou o grupo.

As vendas abrangeram todo o tipo de artigo, de livros a produtos eletrônicos (software, games, GPS, etc.), passando por CDs e DVDs, relógios, roupas, até acessórios para carros e brinquedos.

da France Press

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Às vésperas da temporada de compras de final de ano, o comércio parece ter “descoberto” o iPhone como uma potencial arma para aumentar as vendas.

A Amazon.com anunciou nesta quinta-feira (04/12) uma versão do seu site de compras online para o telefone da Apple. Pelo aplicativo, é possível buscar produtos, consultar preços e finalizar a compra.

Mas a gigante do e-commerce não é a única que aproveitou a data “oportuna” para estrear no iPhone. Duas outras lojas conhecidas dos Estados Unidos – GAP e Target – lançaram recentemente aplicativos com temas natalinos para impulsionar suas vendas.

O aplicativo da GAP permite experimentar diferentes looks em modelos virtuais e “favoritar” as peças e acessórios escolhidos. Embora não seja possível finalizar a compra online, o aparelho indica a loja mais próxima do local em que a consulta foi feita.

O programa da Target dá um passo adiante na interação. Ele sugere presentes de Natal com base em critérios como idade e sexo do potencial presenteado. Se você se interessar por um das opções, basta clicar na foto e finalizar o pedido – neste caso, você é redirecionado para o navegador Safari.

Brasil é pioneiro

Mas não foram apenas as lojas norte-americanas que embarcaram no iPhone. No mês de novembro, o comparador de preços BuscaPé estreou sua versão para o portátil. Além de buscar produtos e comparar preços, é possível ligar diretamente para os fornecedores para tirar dúvidas, a partir de um botão disponível para algumas lojas.

Nesta semana, a Livraria Cultura também aderiu à moda e lançou seu aplicativo para o telefone da Apple. Como o software da Amazon, o aplicativo permite pesquisar produtos e finalizar a compra, em um ambiente protegido por criptografia.

Segundo Mauro Widman, desenvolvedor do aplicativo, optar pelo software em relação à simples adaptação do site ao aparelho – como muitos bancos e outras empresas fazem – traz vantagens como praticidade no uso e segurança.

“Toda a interatividade já está aparelho. Só é preciso baixar os dados específicos da pesquisa. Isso torna a navegação mais rápida, especialmente para quem não está conectado a uma rede Wi-Fi ou 3G”, explica o desenvolvedor.

Além disso, o aplicativo permite criptografar todos os dados na hora de fechar a transação, reforçando a segurança do processo. “A desvantagem é que cada mudança no software exige que o aplicativo seja baixado novamente”, reconhece Widman.

Segundo o desenvolvedor, os aplicativos de comércio eletrônico para o iPhone são ideais para as chamadas compras por impulso. “Se um amigo comenta sobre um livro durante um almoço no restaurante, você pode pesquisar o preço e fazer a compra na hora”, ele exemplifica.

Fica o recado para os peixes grandes do comércio eletrônico brasileiro, como Americanas.com, Submarino e Mercado Livre.

da Info

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Crônicas da modernidade – Tecnologia – Celulares.

Blog Cora Rónai


Quando eu penso em celular sempre recorro ao César e à Raquel da Hands. Os dois são meus gurus no assunto. Já assisti a uns 3 workshops deles. Em um destes, eles tocaram em alguns pontos muito interessantes sobre o mercado de telefonia móvel:


1 – Em 2008 mais usuários acessarão a Internet por celulares do que por PCs!

2 – 59% dos usuários já acessam a Web utilizando seus celulares, sendo que 25% utilizam o celular como método primário ou único.

3 – Só em 2005 foram vendidos mais celulares conectados à Internet do que todos os PCs existentes no planeta!

4 – 2,4 Bilhões de celulares conectados à Internet (contra 816 Milhões de PCs)

5 – As vendas de celulares crescem 42% ao ano contra 22% de PCs… muito em breve teremos praticamente um celular por habitante.

6 – O braço de Internet móvel da japonesa NTT DoCoMo (iMode) foi o serviço de Internet mais lucrativo do mundo no ano passado.

7 – A iMode sozinha lucrou mais do que Google, Yahoo, eBay, Amazon e AOL somadas!

8 – No Brasil, são 95 Milhões de Celulares (90 Milhões com SMS Two-Way)
9 – 40 milhões de pessoas já enviaram algum SMS no Brasil


E o César brilhantemente faz algumas perguntas de certa forma constrangedoras e engraçadas ao mesmo tempo:

O que te acordou hoje de manhã?
Você emprestaria seu celular para alguém por 3 horinhas?
Quanto nós estamos dependentes do celular?
E assim por diante…


Agora reparem o que está acontecendo:
ano passado comprei um iPod Nano.
Este ano comprei um Sony W810. Não sei onde ouvir mais mp3!! Ouço no iPod ou no celular? Comprei ano passado uma câmera digital. De onde tiro fotos? Da câmera ou do celular?Seguindo o mesmo raciocínio, imagino o que pensaremos no futuro: onde vou usar o computador? Onde vou usar o cartão de crédito? Onde assistirei à televisão?


Resumindo, até onde vai chegar o celular?

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