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Alexandre O’Neill – Poesia domingo, 9 de dezembro de 2018

O Poema Pouco Original do Medo Alexandre O’Neill O medo vai ter tudo pernas ambulâncias e o luxo blindado de alguns automóveis Vai ter olhos onde ninguém os veja mãozinhas cautelosas enredos quase inocentes ouvidos não só nas paredes mas também no chão no tecto no murmúrio dos esgotos e talvez até (cautela!) ouvidos nos teus ouvidos O medo vai ter tudo fantasmas na ópera sessões contínuas de espiritismo milagres cortejos frases corajosas meninas exemplares seguras casas de penhor maliciosas…

Alexandre O’Neill – Versos na tarde – 14/04/2018 sábado, 14 de abril de 2018

O Poema Pouco Original do Medo Alexandre O’Neill O medo vai ter tudo  pernas  ambulâncias  e o luxo blindado  de alguns automóveis  Vai ter olhos onde ninguém os veja  mãozinhas cautelosas  enredos quase inocentes  ouvidos não só nas paredes  mas também no chão  no tecto  no murmúrio dos esgotos  e talvez até (cautela!)  ouvidos nos teus ouvidos  O medo vai ter tudo  fantasmas na ópera  sessões contínuas de espiritismo  milagres  cortejos  frases corajosas  meninas exemplares  seguras casas de penhor  maliciosas…

Alexandre O’Neill – Versos na tarde – 24/07/2017 segunda-feira, 24 de julho de 2017

O tempo Alexandre O’Neill¹ Há dias que eu odeio Como insultos a que não posso responder Sem o perigo duma cruel intimidade Com a mão que lança o pus Que trabalha ao serviço da infecção São dias que nunca deviam ter saído Do mau tempo fixo Que nos desafia da parede Dias que nos insultam que nos lançam As pedras do medo os vidros da mentira As pequenas moedas da humilhação Dias ou janelas sobre o charco Que se espelha…

Alexandre O’Neill – Versos na tarde – 08/05/2014 quinta-feira, 8 de maio de 2014

Poema Alexandre O’Neill¹ Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti. ¹Alexandre O’Neill * Lisboa, Portugal – 19 de dezembro de 1924 d.C + Lisboa, Portugal – 21 de agosto de 1986 [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo] Compartilhe a informação:

Alexandre O’Neill – Versos na tarde – 15/10/2013 terça-feira, 15 de outubro de 2013

A meu favor Alexandre O’Neill ¹ A meu favor Tenho o verde secreto dos teus olhos Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor O tapete que vai partir para o infinito Esta noite ou uma noite qualquer A meu favor As paredes que insultam devagar Certo refúgio acima do murmúrio Que da vida corrente teime em vir O barco escondido pela folhagem O jardim onde a aventura recomeça A meu favor tenho uma rua em transe Um alto incêndio…

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