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‘Tanque de guerra pessoal’, o novo objeto do desejo dos super-ricos? domingo, 15 de janeiro de 2017

 Você teria um tanque de guerra na garagem de casa? 

O novo mimo está sendo vendido por uma empresa dos Estados Unidos a multimilionários. Ele se chama EV2, um blindado de alta velocidade que custa centenas de milhares de dólares.

“Você aperta um botão e as portas se abrem como um Lamborghini. Os bancos são revestidos de couro e acomodam até oito pessoas. Ele também possui câmera de ré e suspensão de última tecnologia”, diz Mike Howe, um dos donos da empresa que fabrica o veículo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A ideia de criar um “tanque de luxo” partiu dele e de seu irmão gêmeo, Geoff.

Eles argumentam que, graças às esteiras que protegem as rodas, o veículo pode se movimentar em alta velocidade sobre qualquer tipo de terreno, assim como o original militar.

Mas, diferentemente dos tanques de guerra comuns, o blindado de luxo não tem armamentos. Mike e Geoff afirmam que há demanda pelo produto. No entanto, essa é a primeira incursão deles no mercado de luxo.

Segundo os irmãos, a origem da empresa, sediada no Estado americano do Maine, remete à infância deles. “Nós sempre estávamos pensando além”, lembra Geoff.

“Construímos nossa própria cabana de madeira porque outras crianças na rua tinham uma casa na árvore que o pai delas ajudou a construir. Eu e Mike não tínhamos uma figura paterna. Então, tivemos de construi-la por conta própria. Queríamos fazê-la maior e melhor”, acrescenta.

Com o passar do tempo, as cabanas de madeira evoluíram para veículos atípicos.

Quando estavam na universidade, os irmãos Howe transformaram um ônibus em um palco móvel para a sua própria banda de rock.

Em seguida, ficaram obcecados com a ideia de criar um veículo com rastreio de alta velocidade. Depois de anos de trabalho, eles terminaram construindo um pequeno tanque, que batizaram de Ripsaw.

O veículo chamou atenção das Forças Armadas dos EUA, que acabaram encomendando versões tripuladas e não tripuladas para pesquisa e desenvolvimento.

Como resultado do interesse dos militares americanos, os irmãos conseguiram transformar o que era um hobby em um negócio, mas enfrentaram desafios técnicos.

Por exemplo, o fato de que quanto mais rápido um veículo de rastreio se movimenta, maior é a chance dele perder estabilidade. “É como se fosse um pneu saindo de um carro”, explica Mike.

Problemas de engenharia como esses se provaram difíceis de serem solucionados.

Os irmãos foram, então, buscar respostas para além do mundo automobilístico, e aprenderam lições de outros campos, como a tecnologia empregada em motosserras.

Hollywood

Na medida em que ganharam experiência, eles expandiram sua gama de produtos, incluindo sistemas robóticos capazes de desarmar bombas, e a Ripchair, uma cadeira de rodas ‘off-road’ com esteiras.

Hollywood também começou a mostrar interesse pelos irmãos e os veículos começaram a aparecer em grandes produções, como os filmes GI Joe 2 e Mad Max: Estrada da Fúria.

Foi a colaboração com a indústria cinematográfica que levou o negócio a uma nova direção.

Um dia, os irmãos receberam um telefonema de alguém que dizia trabalhar para um multimilionário que havia visto um dos veículos deles no cinema. Ele queria uma versão sob medida do Ripsaw para uso recreativo.

Inicialmente, os irmãos disseram ter ficado surpreendidos com o pedido, mas decidiram materializar a ideia. O resultado foi o EV2.

Mike e Geoff afirmam que lidar com o mercado de luxo representa um novo desafio para eles.

“Há uma curva de aprendizado”, explica Geoff. Uma das maiores dificuldades, segundo eles, é estabelecer linhas de comunicação “claras”.

Geoff diz que raramente fala de forma direta com os compradores finais – por isso, é vital garantir que os desejos deles sejam atendidos, e não dos intermediários.

O alto custo do EV2 representa outro obstáculo. Por causa da grande quantidade de dinheiro em jogo, os irmãos precisam verificar se os clientes potenciais podem bancar os custos do veículo.

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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