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Síria, guerras “boazinhas” e hipocrisia; Rambo perdeu a utilidade.

Rambo Blog do MesquitaSíria, a falácia de guerras humanas, e o cinismo global.

Nunca existiu guerra suave nem ditador humanista. O mais é hipocrisia. Tá na história.

Qual a diferença entre ser morto por tiro de metralhadora, bomba de mísseis Tomahawks, ou sufocado por gás Sarin?

O genocídio que está acontecendo na Síria, tem em contra partida o cinismo das declarações, e atitudes do chamado mundo livre. Evidente que os USA não pretendem cometer o mesmo erro cometido no Iraque, na Líbia e no Egito. Trocar ditaduras carniceiras por ditaduras teocráticas carniceiras.

O impasse da impossibilidade de ocupação militar é que leva os USA a declarar que não irá usar infantaria para exterminar o regime de Assad, mas optar pelo uso asséptico bombardeio por mísseis teleguiados, e provavelmente “Drones“, que são aviões controlados por controle remoto, capazes de entregar uma bomba com mais precisão que uma encomenda da FedEx.

O alvo primário é Irã! Israel não quer o Irã com bomba atômica. O Irã é o inimigo de Israel. Irã, pois, naturalmente, é o inimigo dos EUA. Assim fogo com os mísseis contra o único aliado árabe do Irã que é a Síria.

Alguns estrategistas conhecedores de entrelinhas, afirmam que um ataque à Síria servirá apenas para abrir um corredor por onde passariam os caças-bombardeiros israelenses a caminho do Irã. Confira no mapa abaixo.

Mapa Síria Oriente Médio Blog do Mesquita

A Síria possui uma defesa antiaérea eficiente e moderna, o que seria um entrave para que aviões reabastecedores israelenses permitissem aos caças de Israel ter autonomia para bombardear os reatores Iranianos, e liquidar com o sonho nuclear dos descendentes de Xerxes.

O enrosco passa evidentemente pelas encrencas étnicas. A Síria está como recheio de sanduíche na briga pelo comando do Islã. De um lado a Turquia, aliada inconteste do USA, sonhando em se transformar em potência hegemônica no mundo islâmico. A Turquia é território predominantemente sunita. Do outro lado, território majoritariamente xiita está o Irã, às portas de fazer parte do clube das potências nucleares, e que por isso, ou por causa disso também deseja o comando do Islã.

Com ou sem intervenção, que palavrinha “sofismática”, dos USA  a encrenca que acontece no Iraque hoje – Xiitas x Sunitas quando as duas etnias se reuniram para derrubar Saddam Hussein – e depois da intervenção militar dos USA, a luta entre as duas etnias voltou ao ancestral morticínio, que para muitos é muito pior do que quando Saddam estava no poder.

Noves fora todos os considerandos, em minha opinião a briga real é por água. Pelas nascentes do Rio Jordão – ficam nas colinas de Golan – que foram tomadas à Síria por Israel em uma das “trocentas” guerras travadas por lá. Sem a água do Jordão nada por lá será viável.

Hoje a globalização também chegou aos conflitos, que de locais passaram a globais, pois os interesses do complexo industrial militar – como bem definiu o ex-presidente presidente Dwight D. Eisenhower, em seu discurso de despedida, ao deixar a presidência – é quem realmente define os destinos do mundo. 

Voltando ao matadouro do Assad. Muito bem. Houve uso de armas químicas. Agora respondam; que as usou? Aí o buraco, ou o sufoco é mais embaixo, pois fica impossível definir quem foi o autor. A CBN divulgou que a Rússia teria provas de que os mísseis com gases tóxicos partiram dos redutos adversários de Assad.

E mais; o que acontecerá quando um míssil teleguiado explodir um depósito de armas químicas?

Quem se opõe ao Assad – será que é por isso que o carniceiro gosta de ‘assar’ os opositores – é uma facção da Al-Qaeda. Se tirarem o cabeçudo, assume como no Egito, a turma da bomba na cintura. Eis aí o impasse.

Os USA não temem encrenca com o ex-KGB Putin, que dirige uma Rússia insignificante – econômica e militarmente –  mas que com esse blá, blá, blá “embromático” colocou a terra dos Czares e das “troikas” de volta no tabuleiro das grandes potências. Para o Putin – finge que está Putin. Trocadilho infame, mas pertinente – esse salamaleque todo virou um suculento quibe.

Com a China não é precisa nada além de um afago diplomático, pois se o ocidente fechar a torneira das compras de porcarias manufaturadas, e fechar a fonte do fornecimento de matérias primas, para tudo na carniçaria criada pelo genocida Mao. Ou seja; a China não irá optar pelo confronto militar, mas pela manutenção do mercado. “É a economia estúpido”, como disse o assessor de Mr. Bill Clinton, respondendo a uma indagação feita pelo abestado marido de dona Hilária.

Parodiando Foster Dulles, ex-secretário de Estado dos USA, as nações não têm amigos. Têm Interesses.

O negócio é sempre prometer um futuro melhor. Seja para quem e ao que for.

Ps. –  O Nobel da Paz, isso mesmo da paz, o egípcio ElBaradei vejam só, apoiou o golpe militar fratricida no Egito. As grandes potências são de um cinismo inominável. Fingem que estão fazendo alguma coisa somente para consumo da plateia.

Ps. 2 – Tehani al-Gebali, vice-presidente do Supremo Tribunal Constitucional do Egito, acusa o queniano Malik Obama, irmão por parte de pai de BO, de ligações com a organização fundamentalista Irmandade Muçulmana.

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