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Saiu na mídia – 3 BILHÕES não podem comer, para não elevar a inflação domingo, 27 de abril de 2008

Artigo contundente do jornalista Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa, dispensa maiores comentários.

Visibilidade e reciprocidade contra a comunidade

Não existe nada mais destruidor, desastrado e desequilibrado do que a inflação. Pode ser dito que o capitalismo tem duas fases importantes, rigorosamente alternadas e alteradas. É impossível dizer quem chegou primeiro: a inflação ou o combate à inflação. O mundo tem hoje, 6 bilhões e 200 milhões de pessoas. Metade, ou seja, arredondando, 3 BILHÕES, estão rigorosamente abaixo da linha da miséria. Não comem, é proibido comer.

Isso acontece até mesmo nos EUA. E os economistas que servem aos mais diversos governos, em todos os países, SEM EXCEÇÃO, garantem; “Se esses 3 BILHÕES de “despossuídos”, que vivem na mais extrema miséria, passarem a comer, o mundo estremece e vai à falência. Esses economistas, são 85 por cento do total.

Os 85 por cento, apesar do que dizem, sabem de “ciência certa”, que os países só crescem, se desenvolvem e se transformam em potências, SE FOR ELEVADO O MERCADO CONSUMIDOR INTERNO. Mas como são pagos para mistificarem a opinião pública, mistificam e se transformam em ídolos do capitalismo.

Os outros 15 por cento, corretos, bons analistas, desligados do “bolsão” econômico do capitalismo, tentam lutar a favor da coletividade, mas são sufocados pelo regime, pelo grupo elitista, pelo sistema, que FHC com toda a sua formidável cultura e correspondente arrogância só chama de “establishment”. Esses se dão mal, não obtêm coisa alguma, vivem e acabam morrendo no mais completo ostracismo.

Na verdade só crescem, enriquecem e se transformam em oráculos, aqueles que como Mailson da Nóbrega, elevam a inflação até 80 por cento, AO MÊS, AO MÊS. E se inscrevem como vitoriosos no Livro dos Recordes da economia e da prosperidade. Depois de terem servido para ELEVAR a inflação a níveis astronômicos, esses mesmos Mailson são chamados para baixar “a febre da inflação”.

Esses economistas que somam 85 por cento do total, deveriam ser condenados à prisão perpétua e terminada a pena, fuzilados. Só que nada acontece. Eles controlam os cárceres e comandam os pelotões de fuzilamento.

No auge da inflação, o ministro Citisimonsen fez uma mudança sensacional. As fábricas de cigarros e de bebidas, pagavam “selo por verba”. O que era isso? Compravam o selo antes, os maços de cigarros e as garrafas de bebidas, vinham carregados com esses selos.

Citisimonsen mandou que pagassem o imposto, 30 ou 60 dias depois. Naquele tempo havia o que se chamava de “open market”. (Em linguagem decente, dinheiro do povo), ganharam fortunas. Os fabricantes do vício e o economista então na CNI, poderosa, hoje não valem mais nada.

As fábricas de cigarros, que são 17 só no Rio, faturaram somas enormes, logicamente não sozinhas. Há um ditado muito repetido: “No capitalismo nem mesmo um almoço é de graça”. O cigarro atinge o pulmão, a bebida liquida o cérebro.

Lógico, com essa ajuda, o vício legal (?) multiplicou suas contas bancárias. E com esse “VÍCIO LEGAL”, surgiu a DROGA ILEGAL, os três reunidos, massacram os mais jovens. No mundo todo.

A fumaceira do cigarro, o líquido da bebida, o fantasma da droga sólida, destroem a família, a comunidade, a crença, a esperança. Não FUMEM, não BEBAM, não se VICIEM com a droga sólida, que contamina e não permite a recuperação.

Mas como resistir ao lobismo e marquetismo, a soma espantosa gasta em publicidade? Depois ainda têm a audácia de dizerem: “BEBE ou FUMA quem quer, ninguém obriga ninguém”.

PS – O mundo tem hoje duas palavras chaves. VISIBILIDADE e RECIPROCIDADE. Só que as duas só servem aos poderosos, que enriquecem cada vez mais.

PS2 – A droga, o fumo e a bebida, fazem tanto mal quanto a inflação. Mas como ultrapassá-los?

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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