“É preciso estar atento e forte”…
Nunca o verso da música Alegria, Alegria, se mostrou mais atual. Enquanto o mundo se deslumbra com o gigantismo, literal em todos os sentidos, do império chinês, o país de do rio Amarelo, não esboça o mais envegonhado sorriso amarelo enquanto massacra a tentativa de liberdade do povo tibetano.
Ao lado dos monumentos arquitetônicos, erguidos para encantar o mundo nos jogos olímpicos, a arquitetura cruel da ditatura chinesa, tacitamente “acoitada” pelos interesses econômicos ocidentais, vai erigindo monumentos de censura, violência e morte.
Reproduzo abaixo, artigo do blog do jurista e professor Wálter Maierovitch¹
Depois do recente massacre em Lhasa, – capital de um Tibet que foi invadido por Mao Tse-tung e anexado à China em 1950 -, um grupo de intelectuais e artistas está propondo o boicote aos jogos Olímpicos de Pequim.
Os jogos estão marcados para o período entre 8 e 24 de agosto próximo, ou seja, faltam cinco meses para começar o maior espetáculo esportivo do planeta.
Apesar das permanentes violações aos direitos humanos na China, – e de se acrescentar o massacre em Lhasa com uma menina de 16 anos e um religioso budista entre centenas de mortos, feridos e presos (monges tibetanos e civis) -, o presidente Bush e o premier britânico confirmaram suas presenças na abertura dos jogos.
Para demonstrar que Bush não acerta uma, o massacre de Lhasa ocorreu quatro dias depois de os EUA terem tirado a China do elenco de países violadores de direitos humanos.
Como o oportunismo é uma “doença política contagiante”, o responsável pela pasta de política e relações exteriores da União Européia, Javier Solana, confirmou a sua presença nos jogos de Pequim. E Solana confirmou um dia depois de a cúpula da União Européia, reunida em Bruxelas, ter condenado a repressão em Lhasa e pedido respeito aos direitos humanos.
O supracitado grupo de intelectuais e artistas começaram a se articular depois de Steven Spilberg, por causa do genocídio apoiado pela China em Darfur (oeste do Sudão), ter renunciado à função de de consultor dos jogos de Pequim: – “A minha consciência não me consente”.
Depois do ocorrido em Lhasa, o grupo ficou mais ativo. A atriz Mia Farrow criticou duramente a presença de Bush e do premier britânico Gordon Brow nos jogos de Pequim. O artista George Clooney, por seu turno, disparou: – ” A China financia o genocídio em Darfur”.
PANO RÁPIDO. Boicotar jogos olímpicos não é uma boa-idéia. Basta lembrar dos realizados em Berlim, ao tempo de Hitler. Caso tivesse ocorrido boicote, Hitler não teria sido humilhado por um corredor negro, ganhador da medalha de ouro e aniquilador, perante o mundo, da tese nazista da superioridade da raça ariana.
A própria Mia Farrow propôs uma alternativa. Convocar todos os que são parceiros e respeitam os direitos humanos a desligarem os televisores quando da entrada dos anúncios comerciais. Ou seja, a punição recairia nas empresas patrocinadoras e, na sua visão, insensíveis. Evidentemente, também não é o caminho adequado, até porque, sem patrocínio, a grande maioria não poderia assistir aos jogos.
¹Wálter Fanganiello Maierovitch
Comentarista da CBN, 60 anos, colunista da revista Carta Capital e colaborador da revista italiana Narco-Mafie. Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, é também professor de pós-graduação em direito penal e processual penal, além de professor-visitante da Universidade de Georgetown (Washington-EUA).
É conselheiro da Associação Brasileira dos Constitucionalistas-Instituto Pimenta Bueno da Universidade de São Paulo (USP), ex-secretário nacional antidrogas da Presidência da República, titular da cadeira 28 da Academia Paulista de História.


que esse pais e uma merda
que esse pais e uma merda do caralho por que não melhora