O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, seu antecessor, Tasso Jereissati, e os líderes Arthur Virgílio, tucano, e José Agripino Maia, do DEM, desembarcaram em peso ontem na CPI das ONGs.
De Eliane Cantanhêde
Folha de São Paulo
O gesto sugere que a oposição não dá um tostão furado pela CPI da Tapioca, principalmente depois que os cartões corporativos de Serra entraram na roda, e prefere investir nas ONGs, muito vinculadas ao PT e ao governo federal.
Já que não podiam recuar de todo na CPI da Tapioca, os tucanos indicaram Marisa Serrano para a presidência, pelo menos para manter algum controle sobre as investigações e aproveitar a exposição da senadora para vincular a (boa) imagem dela à do partido.
Mas o alvo preferencial, ou real, é a outra CPI. Sérgio Guerra, por exemplo, acusa as ONGs de serem cabos eleitorais do PT e de Lula, inclusive propagando a versão de que um eventual governo Alckmin privatizaria Petrobras e BB, botando milhões de empregados na rua.
As ONGs devem servir novamente de instrumento da guerra entre petistas, de um lado, e tucanos e demos, de outro, neste novo ano eleitoral. Com a oposição no ataque, não é difícil imaginar governo e PT atrás de umas ONGzinhas financiadas pelos governos de São Paulo e de Minas. Para tentar zerar o jogo, como no “mensalão” e na tapioca.


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