- MST invade fazenda em São Paulo e destroi 7 mil pés de laranja. Os marginais, vejam só, alegam que a Cutrale, a maior produtora de suco de laranja do mundo, não é a dona da fazenda. Os bandoleiros de vermelho dizem que a área pertence à União.
- Índios lá nos cafundós do Brasil bloqueiam uma estrada para protestar. Não vem ao caso o porquê.
Uáu! Virou uma zona. Cadê a lei?
Ah é? É?
Nesse caso:
- Vou invadir a área de um parque aquático, situado nas praias de Fortaleza, destruirei parte dos equipamento e alegarei que os proprietários não têm a posse do terreno, que, a meu ver, pertence a União.
- Vou interromper, com barricada de árvores e queima de pneus, a rua onde moro pra protestar contra o volume de tráfego que me obriga esperar um tempão pra poder tirar o carro da garagem do edifício.
Agora, sem ironias. Quando é que o Estado Brasileiro vai enquadrar essa turma do MST? O MST se quer tem existência legal!
Qual o mistério que faz com que organizações representativas e parte da sociedade sejam tão omissos com as ações dessa turba?
Que cambada de governantes frouxos é essa que não têm peito de enfrentar esses arruaceiros. Não estão vendo que esse movimento atua como desestabilizador do Estado Democrático de Direito?
A propósito: convém lembrar que foi o PSDB que iniciou o financiamento público para o MST. E o PT acoita!
Quem assistiu na TV a cena do trator destruindo 7MIL pés de laranja, não pode, não deve e não tem o direito de ficar omisso.
Argh!


Premissa e conclusão são meras ilações.
Opinião é ponto de vista, baseado em inúmeras variáveis. Desde as acadêmicas, passando pelas absorvidas em diversas e plurais fontes até as adquiridas ao longo da vida.
Opinião não é a afirmação de um fato. Os fatos proporcionam interpretações de acordo com a ótica de quem os examina. A divergência na interpretação não significa desinformação.
Agora, a tolerância com um estado paralelo, cedo ou tarde, irá cobrar o seu preço. A história não registra organização de ideologia socialista que tenha se formado sem considerar a possibilidade de cometer crimes em nome da causa.
Nenhuma justificativa é aceitável para a prática de violência, seja de qualquer lado. A construção de uma república social democrática passa pelas normas do Estado de Direito. O Estado não pode ter medo de aplicar a lei. Será que não aprendemos nada desde Platão?
Não sou candidato a nada nem pretendo ser porta bandeira de nenhuma facção, partidária ou ideológica. Tenho meu blog e nele exponho o que penso. Acredito que meus leitores não são influenciáveis, e são capazes de formar opinião própria, independente do que escrevo. Tal e qual como a senhora o faz.
A preocupação com o “politicamente correto”, esse sofisma autocrático, cultiva o péssimo hábito de disfarçar mistificações nas sutilezas da linguagem. É conhecida, no âmbito da dialética, a técnica fascista de desqualificar a quem se nos opõe.
Por democrático, o blog não censura nenhuma opinião, não as adjetiva, nem tampouco rotula quem as faz. Nem mesmo às contrárias ao editor.
Assim, sua opinião será sempre bem-vinda. Nada mais salutar para a democracia que a convivência dos contrários.