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Lula: se eu fosse economista ou advogado não seria chamado de analfabeto por Caetano Veloso

O chefe dos Tupiniquis está redondamene enganado. Só o que não falta no Absurdistão são advogados e economistas analfabetos. Além, evidentemente de neerdentais produzidos nas fábricas de diplomas das Unibans da vida.

Agora, sua (dele) ex-celência não estudou porque não quis. Tempo, houve!

O Editor

Lula diz que gostaria de ser economista ou advogado, pois assim não seria chamado de analfabeto por Caetano

GUAMARÉ (RN) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em discurso, ao assinar o termo de implantação da obras de infraestrutura da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), em Guamaré, que gostaria de ser um economista ou um advogado, pois assim não seria mais chamado de analfabeto pelo cantor Caetano Veloso . Ao falar das realizações do seu governo, com a construção de novas universidades e escolas técnicas, o presidente disse:

- Acho tão bonito economista, fala números e números, quando é oposição, sabe de pronto, eu nunca vi bicho sabido como economista de oposição – disse Lula, que em seguida afirmou que se não fosse economista, gostaria de ser advogado por ser um bicho falador.

- Eta bicho sabido, sabe umas palavras bonitas, jamais o Caetano chamaria um advogado de analfabeto falando letrado – disse Lula.

Um pouco antes, Lula tinha falado em seu discurso o termo latim “sine qua non”, dizendo que tinha aprendido com os advogados.

Em entrevista ao “Estado de S.Paulo” há duas semanas, Caetano, ao comparar a senadora Marina Silva a Lula, Caetano disse que ela não é analfabeta como o presidente, “que não sabe falar, é cafona”. A polêmica declaração foi recebida com críticas por parlamentares do governo e com cautela pela oposição .

Na mesma semana, Lula ironizou a entrevista de Caetano ao dizer que “tem muita gente que acha que inteligência está ligada à universidade. Isso é burro”.

Presidente defende alternância de poder

Acompanhado do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, da governadora Wilma de Faria e dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Geddel Vieira Lima (Integração), Lula fez um discurso de cerca de 50 minutos para marcar o início das obras de ampliação do polo industrial de Guamaré, que agora passa a ser chamado de Refinaria Potiguar Clara Camarão. A Petrobras está investindo cerca de US$ 250 milhões para implantação da produção de gasolina e nafta petroquímica.

” É importante que haja uma espécie de alternância de poder, uma rotação, para que possamos exercitar a democracia em toda a sua plenitude ”

O presidente Lula também falou do final do seu mandato, dizendo que o tempo passa rápido para quem está no governo, mas é uma eternidade para o pessoal da oposição. Lula defendeu a alternância do poder, dizendo se contra aqueles que falam para ele continuar no governo.

- Passa rápido para mim, uma desgraça, mas demora para a oposição, e eu compreendo, compreendo que oito anos para quem está no governo é pouco, mas para quem está na oposição é uma eternidade – disse.

- É importante que haja uma espécie de alternância de poder, uma rotação, para que possamos exercitar a democracia em toda a sua plenitude – disse o presidente, que afirmou que com democracia não se brinca, acrescentando que tem muita gente que diz para ele ficar mais um mandato.

- Aí começa a nascer o ditadorzinho, na política a gente não pode se achar nem insubstituível, nem imprescindível, sempre é importante acreditar que vem alguém melhor para fazer muito mais – afirmou.

Lula também falou das posições que o Brasil vai adotar na Conferência das Mudanças Climáticas das Nações Unidas, em Copenhague, marcada para início de dezembro. Segundo ele, os países desenvolvidos poluem mais o meio ambiente, mas é o Brasil que tem as melhores propostas.

- Nos queremos mostrar que o Brasil vai fazer a sua parte, mas nós não queremos fazer a nossa parte para impedir o nosso crescimento e eles continuarem crescendo produzindo carros cada vez maiores, parece mais uma banheira que um carro – afirmou Lula, sem citar os Estados Unidos.

Paulo Francisco/O Globo

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