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Joaquim Barbosa pretende escrever livro

Blog do Mesquita Juristas - Ministro Joaquim Barbosa STFJoaquim Barbosa viaja para Miami logo depois de deixar a presidência do Supremo Tribunal Federal e sua cadeira de ministro, dia 30.

Pretende ficar por um tempo longo nos Estados Unidos, com um projeto específico: escrever um livro onde muitos capítulos serão dedicados ao mensalão, mas não se limitará ao episódio.

Sua trajetória até a mais alta corte nacional de justiça merecerá igual destaque.

Tem gente tremendo desde já, supondo que em função de sua personalidade, Barbosa não usará meias palavras nem poupará pessoas.

Da discriminação que sofreu no Itamaraty até a campanha que vem sofrendo por parte de advogados dos mensaleiros, nomes e situações serão apresentados por inteiro.

Quanto à realidade política atual, o ministro tomou a decisão de não apoiar nem Aécio Neves nem Eduardo Campos, apesar dos seguidos telefonemas do ex-governador mineiro e das visitas recebidas por dirigentes do Partido Socialista.

Para ele, os dois candidatos diferem muito pouco dos atuais detentores do poder.

Dias atrás, ficou chocado ao ver nos jornais fotografias de Aécio com Jorge Piciani ao lado e Jair Bolsonaro ao fundo.

Da mesma forma, não entende como Eduardo Campos se apoia numa aliança com a política canavieira atrasada do Nordeste. Desses candidatos, tem dito a amigos, quer mesmo é distância.

Não vai apoiar ninguém, na sucessão presidencial.

Até o momento em que deixar a toga, Joaquim Barbosa poderá produzir mais surpresas, como a desta semana, quando renunciou à condição de relator do processo do mensalão.

Seu gesto é atribuído à atuação dos advogados dos mensaleiros, que passaram a comportar-se politicamente visando pressioná-lo e partindo para insultos pessoais.

Agora mesmo pediu ao Procurador Geral da República que denuncie o advogado de José Genoíno por crimes de calúnia, difamação e injúria.

Há quem imagine, também, que o ainda presidente do Supremo abandonou a relatoria do mensalão para não sofrer o constrangimento de ver colegas derrubando suas decisões, como a de que antes de cumprir um sexto de suas penas, os mensaleiros não tem direito a trabalho externo.

O novo relator, Luís Roberto Barroso, irá rever os pedidos os advogados dos réus.

Ainda que de propósito deixando passar o prazo para candidatar-se às eleições de outubro, Barbosa não afasta, para no futuro, seu ingresso na política. Mas nada para já.

Registrou, apenas, que nas pesquisas recentes recebeu apoio de 26% dos consultados.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

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