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J. G. de Arújo Jorge – Verso na tarde – 09/01/2016

Esperança
J. G. de Arujo Jorge¹

Não! A gente não morre quando quer,
Inda quando as tristezas nos consomem.
Há sempre luz no olhar de uma mulher
E sangue oculto na intenção de um homem.

Mesmo que o tempo seja apenas dor
E da desilusão se fique prisioneiro.
Vai-se um amor? Depois vem outro amor
Talvez maior do que o primeiro.

Sonho que se afogou na baixa-mar,
De novo há de erguer, cheio de fé,
Que mesmo sem ninguém o suspeitar,
Volta a encher a maré.

Não penses que jamais hás de achar fundo
Nem que entre as tuas mãos não terás outra mão.
Pode a vida matar o sonho e o sol e o mundo,
Mas não nos mata o coração.
(Poesia de Maria Helena,- extraído do livro Concerto a 4 mãos – de 1959)

¹José Guilherme de Araújo Jorge
* Tarauacá, AC. – 20 de Maio de 1914 d.C
+ Rio de Janeiro, RJ. – 27 de Janeiro 1987 d.C

>> Biografia de José Guilherme de Araújo Jorge


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