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Imprensa mudou nome do PMDB antes da Justiça domingo, 22 de abril de 2018

Mesmo antes do partido ter mudança de nome aprovado, maioria dos veículos começou a tratar legenda com novo nome*Temer,Padilha,Romero Jucá,Moreira Franco,Quadrilhão,PMDB,Corrupção,Brasil,Blog do Mesquita

Foi assim que o PTN virou Podemos. O PT do B virou Avante. O PEN pediu para virar Patriotas. Mas um destes partidos pediu a mudança, ainda não teve a resposta, mas já é tratado por quase toda a imprensa como uma sigla nova. O PMDB.

No ano passado, a legenda do presidente Michel Temer decidiu retomar o nome que tinha, quando era o único partido a fazer oposição ao regime militar: MDB. A estratégia, aparentemente, buscou amenizar a imagem que a legenda ganhou ao longo dos anos, de ser aliada de qualquer um que estivesse no poder, de troca de cargos por votos, além, claro, de todos os problemas relacionados à Lava Jato que atingiu esta e boa parte das siglas brasileiras.

Trazer de volta o MDB também levaria a uma retomada da ideia de luta pela democracia, presente nos principais líderes da sigla nos anos 1980, com figuras como o saudoso Ulisses Guimarães.

A questão é a seguinte. Não basta o partido falar: vou mudar de nome e ponto. Essa alteração precisa ser aprovada e julgada pela Justiça Eleitoral. Essa ressalva, contudo, não tem sido lembrada por praticamente toda a grande imprensa brasileira.

Curiosamente, no caso de outra legenda, o tratamento é diferente.
O PEN teve sua mudança aprovada internamente, mas segue sendo tratado pelo nome de Partido Ecológico Nacional, enquanto o nome Patriotas não é avalizado.

Pode parecer simples. Mas tem um peso. Para se ter ideia, houve questionamentos de filiados do próprio PMDB sobre a mudança. “Para que a alteração seja feita, o pedido do PMDB deve ser aprovado pelo Plenário do TSE, o que ainda não ocorreu”, aponta o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “O último despacho do relator, ministro Admar Gonzaga, refere-se à contestação de diretórios estaduais ao pedido do PMDB nacional”.
Logo, ainda não há certeza nem de que esse nome vingará, apesar de a tendência ser de aprovação.

Em um ano com uma eleição permeada de incertezas, com a polarização no ápice e a situação delicada do sistema político brasileiro, atribuir um nome que ainda não existe formalmente para uma sigla ajuda, involuntariamente, apenas o partido.

Além disso, usar um nome que não existe mostra também como pequenos detalhes passam despercebidos e podem se naturalizar na imprensa do país.

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Paulo Talarico é jornalista e faz parte da Agência Mural de Jornalismo das Periferias e cobre política na região oeste da Grande São Paulo

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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