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	<title>Blog do Mesquita</title>
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	<description>Comentários, Análises &#38; Opiniões &#124; Arte &#38; Política &#124; Cultura &#38; Comportamento &#124; Marketing &#38; Publicidade &#124; Tecnologia da Informação &#124; Internet &#124; Design &#124; Fotografia &#124; Poesia</description>
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		<title></title>
		<link>http://mesquita.blog.br/amar-apenas-as-belas-mulheres-e-suportar-os-maus-livros-sao-sinais-de-decadencia-frases-celebres-joseph-joubert</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 10:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frasário]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Joseph Joubert]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Amar apenas as belas mulheres e suportar os maus livros são sinais de decadência.&#8221;
Joseph Joubert

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="sticky_post"><p style="text-align: right;"><span style="color: #008080;">&#8220;Amar apenas as belas mulheres e suportar os maus livros são sinais de decadência.&#8221;</span><br />
<span style="color: #888888;"><em>Joseph Joubert</em></span></p>
</div>
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		<title>Fernando Pessoa &#8211; Álvaro de campos &#8211; Versos na tarde</title>
		<link>http://mesquita.blog.br/aniversario-poesia-de-fernando-pessoa-alvaro-de-campos</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 21:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos na tarde]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro de Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Antonio Nogueira Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[Heterônimos]]></category>
		<category><![CDATA[literatura portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Aniversário
¹ Fernando Pessoa &#8211; Álvaro de Campos
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer &#8221;anos&#8221; era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008080;">Aniversário</span></strong><br />
<span style="color: #888888;"><em>¹ Fernando Pessoa &#8211; Álvaro de Campos</em></span></p>
<p>No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,<br />
Eu era feliz e ninguém estava morto.<br />
Na casa antiga, até eu fazer &#8221;anos&#8221; era uma tradição de há séculos,<br />
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.</p>
<p>No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,<br />
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,<br />
De ser inteligente para os familiares,<br />
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.<br />
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.</p>
<p><span style="color: #888888;"><em>¹ Fernando Antonio Nogueira Pessoa<br />
* Lisboa, Portugal &#8211; 13 de Junho de 1888 d.C<br />
+ Lisboa, Portugal &#8211; 30 de Novembro de 1935 d.C</em></span></p>
<p><a href="http://biografia.wiki.br/fernando-pessoa-poeta.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/biografia.wiki.br/fernando-pessoa-poeta.html?referer=');"><em><span style="font-size: xx-small;">&gt;&gt;biografia</span></em></a></p>
<img src="http://mesquita.blog.br/?ak_action=api_record_view&id=34454&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Design &#8211; Mobiliário &#8211; Cozinha</title>
		<link>http://mesquita.blog.br/design-mobiliario-cozinha</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 10:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura & Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Ergonomia]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Mobiliário]]></category>
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		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Fatih Can Sarioz]]></category>
		<category><![CDATA[Portadores de necessidades especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Criação do designer turco Fatih Can Sarioz, a Coox Kitchen veio para facilitar as tarefas mais comuns do dia-a-dia, que normalmente são um desafio para qualquer um, mas que torna-se muito mais difícil para portadores de qualquer deficiência física.

O designer turco propõe uma cozinha dividida em duas seções. Uma para cozinhar e a outra para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criação do designer turco <strong>Fatih Can Sarioz</strong>, a <strong>Coox Kitchen</strong> veio para facilitar as tarefas mais comuns do dia-a-dia, que normalmente são um desafio para qualquer um, mas que torna-se muito mais difícil para portadores de qualquer deficiência física.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-34933" title="Blog do Mesquita - Design Mobiliário Cozinha Coox para deficientes 05" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/4e215624f998c331f4b20fcf86c07b42.jpg" alt="" width="650" height="547" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/4e215624f998c331f4b20fcf86c07b42.jpg" /></p>
<p>O designer turco propõe uma cozinha dividida em duas seções. Uma para cozinhar e a outra para as refeições. O conceito básico é de módulos em forma de ilhas, como já acontece em muitas cozinhas já existentes.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34932" title="Blog do Mesquita - Design Mobiliário Cozinha Coox para deficientes 04" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/a3c5ca0e320ce3820fd082a7ea479c7d.jpg" alt="" width="650" height="461" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/a3c5ca0e320ce3820fd082a7ea479c7d.jpg" /></p>
<p>Na primeira ilha estão algumas gavetas para arrumação de utensílios, uma geladeira, sistema hidráulico e motor eléctrico, forno microondas, fogão elétrico com giro de até 120 graus, lavatório e suporte para pratos.</p>
<p>A segunda área oferece mais locais de arrumação e um espaço de refeições  adequado para uma pequena família.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34930" title="Blog do Mesquita - Design Mobiliário Cozinha Coox para deficientes 02" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/a62be1249ff6e21d15d6a87f7af2e470.jpg" alt="" width="650" height="448" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/a62be1249ff6e21d15d6a87f7af2e470.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34929" title="Blog do Mesquita - Design Mobiliário Cozinha Coox para deficientes 01" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/95e2552af63f834cb8b9e2adeb153614.jpg" alt="" width="650" height="461" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/95e2552af63f834cb8b9e2adeb153614.jpg" /></p>
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		<title>A literatura no mundo virtual: falsas autorias</title>
		<link>http://mesquita.blog.br/a-literatura-no-mundo-virtual-falsas-autorias</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 10:05:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos & Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Wikipedia]]></category>
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		<description><![CDATA[Aíla Sampaio
Poetisa e Mestra em Literatura
Professora da Unifor &#8211; Universidade de Fortaleza, Ceará
CARLOS DRUMMOND, uma das maiores vozes de nossa literatura contemporânea, sofre, constantemente, deturpações de sua obra.
A internet tem sido uma ferramenta eficaz ao democratizar a publicação de textos literários, mas tem, por outro lado, dado espaço a imbróglios relativos à autoria. Esta pesquisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008080;">Aíla Sampaio<br />
Poetisa e Mestra em Literatura<br />
Professora da Unifor &#8211; Universidade de Fortaleza, Ceará</span></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-34919" title="Blog do Mesquita - Personalidades - Poetas - Carlos Drummond de Andrade Artigo Aíla" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/ce59a0c892c2760950a7377198145688.jpg" alt="" width="300" height="225" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/ce59a0c892c2760950a7377198145688.jpg" /><strong>CARLOS DRUMMOND</strong>, uma das maiores vozes de nossa literatura contemporânea, sofre, constantemente, deturpações de sua obra.</p>
<p>A internet tem sido uma ferramenta eficaz ao democratizar a publicação de textos literários, mas tem, por outro lado, dado espaço a imbróglios relativos à autoria. Esta pesquisa mostra a profusão de textos apócrifos no mundo virtual, bem como equívocos quanto aos créditos dados em poemas e crônicas de escritores consagrados na literatura universal</p>
<p>O mundo virtual ampliou os espaços da literatura, facilitou a publicação de textos literários em blogs e sites e, sem dúvida, democratizou o acesso de estudantes e internautas em geral a textos antes restritos aos livros. Essa facilidade, entretanto, não é totalmente benéfica. Pesquisas sérias devem ser feitas em sites sérios, pois a democracia só é positiva quando está na mão de quem tem capacidade e caráter para exercê-la. O espaço virtual é terra de todos e de ninguém.</p>
<p>Há quem se preocupe com a credibilidade do que posta, e cita autorias e fontes; há pessoas mal intencionadas, que utilizam o ócio para fazer confusão; e há os incautos, que recebem e repassam textos sem qualquer preocupação com a autenticidade deles. Claro que ninguém é obrigado a saber de cor a autoria de todos os textos, mas, antes de repassá-los ou utilizá-los em pesquisas escolares e acadêmicas, bem como usá-los em avaliações e provas, deve-se conferir a autoria em livros ou com profissionais da área desse conhecimento.<div style="float: right; padding: 3px 15px 2px 3px;"><script type='text/javascript'><!--//<![CDATA[
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<p><span style="color: #008080;">Das atribuições</span></p>
<p>Não bastasse a omissão da autoria, que constitui um crime previsto na lei nº 10.695, relativa à violação de direito autoral, os escritores estão sendo vítimas de outro engodo: a atribuição de autoria. Arnaldo Jabor,<strong> Luís Fernando Veríssimo, Chico Buarque, Dráuzio Varela e Mário Prata,</strong> por exemplo, estão vivos e podem rechaçar a atribuição, embora não possam detê-la. Já <strong>Shakeaspeare, Clarice Lispector</strong>, <strong>Machado de Assis</strong>, Carlos Drummond de Andrade, <strong>Vinícius de Moraes, Charles Chaplin, Fernando Pessoa</strong>, entre outros, circulam na internet como autores de textos que nunca escreveriam e nada podem fazer. O pior é que pessoas utilizam como fonte de pesquisa sites abertos a contribuições, como o www.pensador.info; qualquer pessoa, por mais ingênua que seja, vasculhando as páginas desse site, percebe que um mesmo texto é postado várias vezes com autorias diferentes, tal como na página da <strong>Wikipédia</strong>, onde qualquer internauta pode se cadastrar e postar o que quiser. Já foram criados blogs e comunidades no Orkut para esclarecer dúvidas quanto a autorias, contribuindo, assim, para que o espaço virtual não seja apenas um celeiro de engôdos, um desserviço ao aprendizado da literatura, mas um espaço legítimo que pode divulgá-la e servir de fonte de conhecimento, com credibilidade.</p>
<p><span style="color: #008080;">Drummonds</span></p>
<p>Carlos Drummond de Andrade, nome consolidado na literatura brasileira, tem estilo discreto e comedido, avesso, entretanto, a todo conservadorismo estético. Deixou uma obra consistente, acrescida dos poemas eróticos, de igual qualidade, desengavetados após sua morte. Não bastassem esses acréscimos, interneteiros insatisfeitos se deram o direito de atribuir-lhe versos que não constam na sua bibliografia, como é o caso do poema &#8220;Viver não dói&#8221;, amplamente postado em blogs e repassado em e-mails e scraps: (Texto I)</p>
<p><strong>Vanessa Lampert</strong>, uma das pessoas sérias, no mundo virtual, que estão lutando pelo crédito aos verdadeiros autores, fez uma análise interessante desse texto e deu uma explicação bem embasada. Em seu blog, ela discorre sobre o possível passo a passo da construção do poema, a começar pela crônica &#8220;As possibilidades perdidas&#8221;, de <strong>Martha Medeiros</strong>, publicada em 20 de agosto de 2002, no site Almas gêmeas.</p>
<p>Ela diz que Martha se inspirou em um verso do poema &#8220;Canção&#8221;, do poeta mineiro Emílio Moura, amigo e contemporâneo de Drummond: &#8220;Viver não dói. O que dói / é a vida que se não vive&#8221;, discorreu sobre a vida e concluiu com uma interrogação seguida de uma resposta: &#8220;Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais&#8221;.</p>
<p>A crônica de Martha, transformada em poema, recebeu o acréscimo de um texto da novelista inglesa Mary Cholmondeley : &#8220;A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, também perde a felicidade.&#8221; ( Em inglês: &#8220;Every day I live I am more convinced that the waste of life lies in the love we have not given, the powers we have not used, the selfish prudence that will risk nothing and which, shirking pain, misses happiness as well.&#8221;), com o enxerto final pinçado do livro You gotta keep dancin, de Tim Hansel, escrito logo após o acidente que ele sofreu e inspirado nas dores intermitentes que o perseguiram a partir daí. Ele diz que não podemos evitar a dor, mas podemos evitar a alegria: &#8220;Pain is inevitable, but misery is optional. We cannot avoid pain, but we can avoid joy.&#8221; Há muitos outros textos atribuídos ao poeta itabirano. O segundo mais citado é &#8220;Conselho de um velho apaixonado&#8221;: (Texto II)</p>
<p><strong>Leitura consistente</strong></p>
<p>Esse poema não consta em nenhum dos seus livros, nem se sabe ao certo quem é o verdadeiro autor. Também não constam em sua Obra Completa: &#8220;Desejo(s) e/ou Síntese da Felicidade&#8221; (&#8220;Desejo a você/Fruto do mato/Cheiro de jardim/Namoro no portão/Domingo sem chuva´´); &#8220;Reverência ao destino&#8221; (&#8220;Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião), que vem sempre acrescido dos versos do poema intitulado: &#8220;Eterno&#8221;, de autoria dele; e, também, &#8220;Inconfesso Desejo&#8221; (&#8220;Queria ter coragem / Para falar deste segredo / Queria poder declarar ao mundo / Este amor / Não me falta vontade /Não me falta desejo&#8221;).</p>
<p>As falsas atribuições ao poeta proliferam na Net como uma epidemia. A ele creditam: &#8220;Almas Perfumadas&#8221; ( Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daqueles que conseguimos acender na Terra), de Ana Claúdia Saldanha Jácomo; &#8220;Máscara&#8221;, de Dante Milano; a frase &#8220;Não sei quando virá o amanhecer, por isso abro todas as portas&#8221; (&#8220;Not knowing when the dawn will come I open every door.&#8221;), de Emily Dickinson; &#8220;Recomeçar&#8221; (Não importa onde você parou,/em que momento da vida você cansou,/o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar) foi, inclusive, lido por Ana Maria Braga em seu programa &#8220;Mais você&#8221;, com com o título &#8220;Faxina da alma&#8221;e os créditos dados a Drummond.</p>
<p>A criação é, no entanto, de Paulo Roberto Gaefke e, em algumas versões deturpadas, apresenta ainda os versos VII &#8211; de &#8220;Da Minha Aldeia&#8221; no final: (Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer/Porque eu sou do tamanho do que vejo E não, do tamanho da minha altura) que são de <strong>Alberto Caeiro</strong>, ( &#8220;O Guardador de Rebanhos&#8221;) um dos´ inúmeros heterônimos de Fernando Pessoa.</p>
<p><span style="color: #008080;">Trechos</span></p>
<p><span style="color: #008080;">TEXTO I</span></p>
<p>Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!</p>
<p>A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos /&#8230;/A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.</p>
<p><span style="color: #008080;">TEXTO II<br />
</span></p>
<p>Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.</p>
<p><span style="color: #008080;">Acerca dos Veríssimos inverossímeis</span></p>
<p><a href="http://mesquita.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/BL-PL-Personalidades-Escritores-Veríssimo-Artigo-Aíla.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-34920" title="bLOG DO mESQUITA - Personalidades - Escritores - Veríssimo Artigo Aíla" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/3f1d98e8e14eb2ff34976cacb919afd6.jpg" alt="" width="300" height="225" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/3f1d98e8e14eb2ff34976cacb919afd6.jpg" /></a></p>
<p>Luís Fernando Veríssimo, escritor que também se dedica à música instrumental, é um dos prosadores brasileiros a quem os internautas mais atribuem autoria a frases ou textos completos.</p>
<p>Luís Fernando Veríssimo, cujos textos são sóbrios e bem humorados, na Internet, aparece como autor de divagações que mudam o seu estilo: ora ele é romântico, conselheiro, ora adere ao filão da autoajuda. Ao ler a crônica &#8220;Quase&#8221;, ele mesmo ficou surpreso ao descobrir que a obra levava seu nome e estava amplamente difundida em slides:(TextoIII)</p>
<p>Em 2005, no Salão do Livro de Paris, Veríssimo recebeu uma coletânea de textos de escritores brasileiros traduzidos para o francês, das mãos da própria autora, e se surpreendeu ao ver que o seu escolhido era &#8220;Quase&#8221;, cuja tradução ficara &#8220;Presque&#8221;. Esclareceu o equívoco com a organizadora e, ao retornar ao Brasil, contou o episódio na sua coluna do Jornal Zero Hora, relatando episódios, em tom jocoso, sobre o tal texto:(Texto IV)</p>
<p><span style="color: #008080;">Das descobertas</span></p>
<p>Não muito tempo depois recebeu uma carta de uma estudante catarinense, Sarah Westphal Batista da Silva, de 21 anos, contando ser a verdadeira autora. A revelação valeu uma reportagem na capa do Caderno Variedades do jornal Diário Catarinense (e também no clic RBS, o portal da RBS) feita pelo repórter Felipe Lenhart, que descobriu a jovem estudante depois de muitas navegadas pelas ruas da internet.</p>
<p>&#8220;A felicidade pode demorar&#8221;, cujo título real é &#8220;O amor e a vida&#8221; ou &#8220;Uma reflexão sobre o amor e a vida&#8221; também não é do prosador gaúcho Luís Fernando Veríssimo, foi escrito, em verdade, por François de Bitencourt:. Veja-se em destaque: (Texto V)</p>
<p>&#8220;Tipo assim&#8221;, de Kledir Ramil, também é arbitrariamente postado como de Luís Fernando: (Texto VI)</p>
<p><span style="color: #008080;">O primeiríssimo</span></p>
<p>Um dos mais espalhados pelo mundo virtual, em nome do cronista gaúcho, é &#8220;Um dia de Modess na vida de um homem&#8221;. O texto é, de acordo com Beth Vidigal, de três jovens jornalistas &#8211; Nina Lemos, Giovana Hallack e Raquel Affonso ( conforme indica o site 02 Neurônio).</p>
<p>O autor da crônica assina &#8220;Rolinha&#8221;. Já a crônica intitulada &#8220;Diga Não às Drogas&#8221;, que faz a referência aos &#8220;cantores e compositores goianos&#8221; ou aos &#8220;músicos de Goiás&#8221; circula também com o título de &#8220;Depoimento Emocionado de Luiz Fernando Veríssimo Sobre sua Experiência com as Drogas&#8221; igualmente não é dele e, embora tenha sido publicado na &#8220;Revista Veja&#8221; como texto sem autor, ninguém apareceu para assumir a criação: (Texto VII)</p>
<p>Sempre foram tantas atribuições de autoria feitas a Veríssimo que ele, já em 18 de janeiro de 2002, escreveu no Estadão, sob o título &#8220;Apócrifos&#8221;, conforme: (Texto VIII):</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #008080;">Quintanas e Quintana<img class="alignright size-medium wp-image-34921" title="Blog do Mesquita - Personalidades - Escritores - Quintana Artigo Aíla" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/aa1cebcaa784329189c6fce5ce42d716.jpg" alt="" width="300" height="225" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/aa1cebcaa784329189c6fce5ce42d716.jpg" /></span></p>
<p>Outro gaúcho bastante agraciado com autorias falsas é o poeta Mário Quintana. O texto &#8220;Não quero alguém que morra de amor por mim&#8221;, um dos mais divulgados, inclusive em belos slides, é de Adriana Britto e tem como título &#8220;Certezas&#8221;. Leiamos, como exemplo, uma parte dele: (Texto IX)</p>
<p>Emílio Pacheco, pesquisador de texto apócrifos na Internet, já fez uma lista de &#8220;falsos Quintanas&#8221; no seu artigo homônimo e deu uma boa contribuição aos que querem levar a sério a bela atitude de repassar textos literários por e-mails ou scraps no Orkut.</p>
<p>Leiamos um dos mais repetidos nas páginas virtuais: &#8220;Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem. (&#8230;) Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação&#8221;. Eis o texto.</p>
<p>Em forma de versos ou em prosa, esse texto circula pela internet em slides, montagens, em perfis do Orkut ou mesmo em forma de mensagens. A dupla Bruno e Marrone, inclusive, o declamou em um desses seus shows pelo país.</p>
<p>Tornou-se comum, no mundo virtual, a colagem de textos de autores diferentes&#8230; nem sempre o sentimento da pessoa se traduz em um só poema e ela faz o recorte de versos, cola, e esquece de dar o crédito ao(s) autor(es).</p>
<p>Nesse que citamos há pouco, há uma frase famosa de O Pequeno príncipe, de Saint-Exupery: &#8220;Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas&#8221;.</p>
<p>Já a frase &#8220;Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação&#8221; foi retirada de um provérbio árabe. Outro enxerto foi feito há pouco tempo: &#8220;para o homem provar que é homem, não precisa ter mil mulheres, basta fazer uma feliz&#8221;.</p>
<p><span style="color: #008080;">O número um</span></p>
<p>Imbatível em quantidade de reproduções na Net é o texto que começa da seguinte maneira:: &#8220;Com o tempo você vai percebendo que, para ser feliz com outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela&#8221;, que se encerra com a afirmação: &#8220;O segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você&#8221;.</p>
<p><span id="more-34918"></span>Não há absoluta certeza da autoria dessa composição; existe, sim, uma página na Internet em que o &#8216;poema&#8217; aparece com a autoria de Kátia Cruz. Já o verso das borboletas é atribuído ao americano Walter D.Ehlers: Não corra atrás das borboletas, plante uma flor no seu jardim e todas as borboletas irão até ela. (http://sosfauna.braslink.com/reflex.htm). Uma informação, entretanto é segura: o texto não é do poeta Mário Quintana.</p>
<p><span style="color: #008080;">Trechos</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Texto III</span></p>
<p>Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que  poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. /&#8230;/ Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto IV</span></p>
<p>&#8220;O incômodo, além dos eventuais xingamentos, é só a obrigação de saber o que responder em casos como o da senhora que declarou que odiava tudo que eu escrevia até ler, na internet, um texto meu que adorara, e que, claro, não era meu. Agradeci, modestamente. Admiradora nova a gente não rejeita, mesmo quando não merece. O texto que encantara a senhora se chamava &#8220;Quase&#8221; e é, mesmo, muito bom. Tenho sido elogiadíssimo pelo &#8220;Quase&#8221;. Pessoas me agradecem por ter escrito o &#8220;Quase&#8221;. Algumas dizem que o &#8220;Quase&#8221; mudou suas vidas. Uma turma de formandos me convidou para ser seu patrono e na última página do caro catálogo da formatura, como uma homenagem a mim, lá estava, inteiro, o &#8220;Quase&#8221;. Não tive coragem de desiludir a garotada&#8221;. (ZERO HORA, 24/3/2005). E finalizou: &#8220;Eu gostaria de encontrar o verdadeiro autor do &#8216;Quase&#8217; para agradecer a glória emprestada&#8221;.</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto V</span></p>
<p>Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.</p>
<p>Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito</p>
<p>lentamente dessa ferida tão dolorosa /&#8230; /</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto VI</span></p>
<p>Tô ficando velho! Um dia desses, às 2 da manhã, peguei o carro e fui buscar minha filha adolescente na saída do show do Charlie Brown Jr. Ela e as amigas estavam eufóricas e eu ali, meio dormindo, meio de pijama, tentei entrar na conversa. E aí, o show foi legal? /&#8230;/</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto VII</span></p>
<p>&#8220;Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de &#8220;experimenta, depois quando você quiser é só parar&#8230;&#8221; e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de &#8220;raiz&#8221;, da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do &#8220;Leandro e Leonardo&#8221;.</p>
<p>Achei legal, uma coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de &#8220;amigo&#8221; e acabei comprando pela primeira vez. /&#8230;/  Por fim, no último estágio estava ouvindo Serginho e sua égua Pocotó&#8221;</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto VIII</span></p>
<p>&#8220;Que fique estabelecido, portanto, que qualquer texto mal escrito, ou bem escrito mas controvertido, ou incoerente, bobo, nada a ver, pretensioso, metido a besta, pseudolírico, pseudoqualquer coisa, pseudopseudo, ou que de alguma forma possa dar cadeia ou problemas com autoridades, goianos ou outros grupos, com a minha assinatura, na Internet ou fora dela, não é meu&#8221;.</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto IX<br />
</span></p>
<p>Não quero alguém que morra de amor por mim&#8230; Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. /&#8230;/</p>
<p>Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão&#8230; Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim&#8230; e que valeu a pena.</p>
<p><span style="color: #008080;">Nem Mário Quintana nem Fernando Pessoa</span></p>
<p>Mário Quintana, já na fase crepuscular do movimento modernista, não só realizou uma renovação na forma soneto como deu expressão poética ao simples e ao coloquial</p>
<p><span style="color: #008080;">IMAGEM MANIPULADA</span></p>
<p>Várias crônicas de Martha Medeiros circulam como se fossem de Quintana, com a forma adulterada e com colagens de frases e/ou versos alheios. Tal é o caso de: &#8220;Felicidade Realista&#8221;, &#8220;Promessas Matrimoniais&#8221;, &#8220;Sermão do Casamento&#8221; (também conhecido como &#8220;Casamento na Igreja&#8221;), &#8220;Sentir-se Amado&#8221; e &#8220;A impontualidade do Amor&#8221;.</p>
<p>De acordo com Pacheco, essa atribuição de autoria de textos em prosa, que nada têm a ver com o estilo a Quintana, deve-se ao fato de Vinicius de Moraes ter escrito muitos nessa forma literária, e todos falavam de amor. O estilo de Quintana não é exatamente romântico; sua poesia, além de refletir o processo criador, reflete a existência, a infância, a vida de modo geral.</p>
<p>Foge totalmente dessas características o poema constantemente repassado com o nome do gaúcho, cujo título é &#8220;A Idade Para Ser Feliz&#8221;, na verdade, escrito por Geraldo Eustáquio de Souza. Já &#8211; &#8220;Sentir primeiro, pensar depois&#8230;&#8221; engana uma vez que tem o estilo dele, mas não a sua autoria. Com &#8220;Amor é Síntese&#8221; ocorre o mesmo equívoco; a verdadeira autora é Mirtes Mathias. Na versão repassada na Net, o verso final aparece modificado: &#8220;E eu serei perfeito amor&#8221;. Leiamos parte do poema: (Texto X)</p>
<p><span style="color: #008080;">Mais exemplos<!--more--></span></p>
<p>Outros exemplos de apócrifos atribuídos a Quintana: &#8220;Algo sobre o amor&#8221; (&#8220;Para meus amigos que estão solteiros&#8230; casados&#8230; &#8220;). &#8220;Amadurecimento&#8221; (&#8220;Aprenda a gostar de você, a cuidar de você, e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você&#8221;.); e frases/versos como: &#8220;Se for para esquentar, que seja no sol, se for para roubar, que seja um beijo&#8230;&#8221; ; &#8220;Sentir primeiro, pensar depois/ perdoar primeiro, julgar depois&#8230;&#8221;.</p>
<p>&#8220;Deficiências&#8221; ou &#8220;Dicionário do Quintana&#8221; é, na verdade, a parte final de um texto redigido pela professora Renata Vilella, da escola mineira Flor Amarela: (Texto XI)</p>
<p>A amizade é um amor que nunca morre. As frases da professora foram reformuladas e colocadas em forma de versos, com o enxerto final de um verso do poeta gaúcho.</p>
<p>Na seção &#8220;Notícias On-line&#8221; do site da escola, localizada em São Vicente-MG, ela desabafa: &#8220;Há meses recebi um e-mail dizendo que circulava na internet o texto que está escrito na minha apresentação como sendo de autoria de Mário Quintana, não levei a sério, para falar a verdade me senti até honrada, porém quando o senado federal divulgou no folder do Dia Nacional de Valorização da Pessoa com Deficiência escrevi uma mensagem para o Senador Flávio Arns, autor do projeto, pedindo que esclarecesse, mas não obtive resposta.</p>
<p>Como o texto foi escrito no final de 1990, quando eu estava indo para o interior de Minas e Mário Quintana ainda era vivo, nem psicografado pode ter sido&#8221;.</p>
<p>Fernando Pessoa é também constantemente perseguido pelos desocupados. A ele atribuíram parte crônica &#8220;O medo: o maior gigante da alma&#8221;, que, de fato, é do professor de literatura do Objetivo e da UNIP, Fernando Teixeira de Andrade. O fragmento que circula com a falsa autoria foi retirado deste texto: (Texto XII)</p>
<p>Do mesmo modo, não é de Fernando Pessoa o soneto &#8220;A concha&#8221;, mas de Vitório Nemésio. Vejam a primeira estrofe: (Texto XIII)</p>
<p>Também não é de Pessoa: (Texto XIV)</p>
<p>As pessoas certificam-se da autoria na própria internet e, não tendo comprovado legitimamente, arranjam as desculpas mais ´amarelas´. Vejam o que foi respondido na página do Multiply de Vanessa Lampert, sobre o questionamento de autoria do texto acima: &#8220;Saber se Fernando Pessoa escreveu mesmo tal ou qual coisa faz parte do amá-lo como poeta, como o grande fingidor que o foi, como alguém que, de tão gigante, transformou-se em outros, deu voz a um ´humano´ que habita em cada um de nós. A questão é: Qual Pessoa escreveu isto?&#8221; É claro que Vanessa retrucou essa declaração e considerou irresponsável a atitude da moça, dando-lhe a alcunha de ´clonadora´ de textos.</p>
<p>Tentar justificar tais imbróglios com a multiplicidade da poesia pessoana, por conta de diferentes heterônimos e estilos, não convence. Até que seja provado, não é do autor o que não consta em suas publicações em livro.</p>
<p><span style="color: #008080;">Pessoa e pessoas</span></p>
<p>É séria a questão da confiabilidade nos sites em que pesquisamos! Por isso insisto em advertir os pesquisadores (professores, estudantes, curiosos, apaixonados pela literatura) que, se não conhecem o estilo do autor (mesmo quando têm tantos estilos como o Pessoa), procurem um livro para comprovar a autoria antes de utilizarem os textos em sites, trabalhos e até provas, onde já vi impresso o texto que citarei agora (Apenas uma parte), com a autoria do Fernando Pessoa: (Texto XV)</p>
<p>Em outro blog, o depoimento do que se diz o verdadeiro autor das três frases finais do poema, assinado com o pseudônimo de Nemo Nox, esclarece que o texto é uma montagem: &#8220;No início de 2003, chateado com os obstáculos que encontrava e tentando ser um pouco otimista, escrevi aqui estas três frases: &#8220;Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo&#8221;. Não pensei mais nisso até que recentemente comecei a receber e-mails pedindo que eu confirmasse ser o autor do trechinho, já tão comentado.</p>
<p><span style="color: #008080;">Considerações finais</span></p>
<p>Alguns escritores são mais constantemente contemplados com essa prática de atribuição e adulteração de textos na internet. De acordo com Marcelo Ferraz, em seu artigo &#8220;Entre a falência e a redenção: a polêmica circulação de textos literários na internet&#8221;, &#8220;esses casos de atribuição falsa são sintomáticos para medirmos a penetração simbólica de certos autores da tradição literária canônica na sua realidade de circulação digital&#8221;.</p>
<p>Assim, Veríssimo, Quintana, Drummond, entre outros, continuarão a povoar o imaginário dos que não conseguem criar textos próprios e se ocupam em ´transmutar´ os que já estão prontos.</p>
<p>O imbróglio, tende a ser amenizado pelo acesso de professores e camadas letradas aos sites de relacionamento, o que possibilita não a patrulha, mas a advertência de que a ferramenta da internet está criando, em vez de um espaço para a partilha de conhecimentos no campo da literatura, uma deturpação, uma falsa ideia de que as pessoas estão adquirindo mais cultura e lendo mais.</p>
<p><span style="color: #008080;">Trechos</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Texto X</span></p>
<p>Por favor, não me analise Não fique procurando cada ponto fraco meu Se ninguém resiste a uma análise profunda, quanto mais eu! /&#8230;/Não me corte em fatias, (ninguém abraça um pedaço), me envolva todo em seus braços E eu serei perfeita, amor!</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto XI</span></p>
<p>Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. Louco é quem não procura ser feliz com o que possui./&#8230;/</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto XII</span></p>
<p>&#8220;Para quem tem medo, e a nada se atreve, tudo é ousado e perigoso. É o medo que esteriliza nossos</p>
<p>abraços e cancela nossos afetos; que proíbe nossos beijos e nos coloca sempre do lado de cá do muro. /&#8230;/</p>
<p>Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos&#8221;.</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto XIII</span></p>
<p>A minha casa é concha. Como os bichos Segreguei-a de mim com paciência: Fechada de marés, a sonhos e a lixos, O horto e os muros só areia e ausência.</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto XIV</span></p>
<p>&#8220;O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis&#8221;.</p>
<p><span style="color: #008080;">Texto XV</span></p>
<p>Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, Mas não esqueço de que minha vida É a maior empresa do mundo E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. ./Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo</p>
<p>Diário do Nordeste, Fortaleza<br />
Caderno de Cultura</p>
<p>Saiba mais</p>
<p>CAIU NA REDE: <a href="http://livrocaiunarede.blogspot.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/livrocaiunarede.blogspot.com/?referer=');">http://livrocaiunarede.blogspot.com/</a><br />
ESCOLA FLOR AMARELA: <a href="http://www.floramarela.com.br/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.floramarela.com.br/?referer=');">http://www.floramarela.com.br/</a><br />
FERRAZ, Marcelo: <a href="http://www.revistaicarahy.uff.br/revista/html/numeros/1/dliteratura/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.revistaicarahy.uff.br/revista/html/numeros/1/dliteratura/?referer=');">http://www.revistaicarahy.uff.br/revista/html/numeros/1/dliteratura/</a><br />
LAMPERT, Vanessa. <a href="http://www.autordesconhecido.blogger.com.br/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.autordesconhecido.blogger.com.br/?referer=');">www.autordesconhecido.blogger.com.br/</a>,<br />
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA: <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=323AZL004" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=323AZL004&amp;referer=');">http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=323AZL004</a><br />
VIDIGAL, Betty. Textos apócrifos na internet: <a href="http://www.blassoc.com.br/bettyvidigaltextovm.htm" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.blassoc.com.br/bettyvidigaltextovm.htm?referer=');">http://www.blassoc.com.br/bettyvidigaltextovm.htm</a><br />
<a href="http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=749342" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=749342&amp;referer=');">http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=749342</a><br />
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		<title>Pro dia nascer melhor &#8211; 15/03/2010</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 10:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34914" title="Blog do Mesquita - Humor Cartuns Política Eleições 2010 Lula Dilma Poste" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/f3bc6a576a717d62dc05d0c824a2eec1.jpg" alt="" width="400" height="363" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/f3bc6a576a717d62dc05d0c824a2eec1.jpg" /></p>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 10:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
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Friedrich Nietzsche

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<span style="color: #888888;"><em>Friedrich Nietzsche</em></span></p>
</div>
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		<title>Diana Bellessi &#8211; Versos na tarde</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 21:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Poetas argentinos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não me mandes para o canto
Diana Bellessi ¹
Quando digo a palavra
nuca
chupo-te suavemente
até afundar
o dente aqui?
Acaso estou te tocando?
Quando digo bico do peito
a mão roça
as dilatadas rosas dos peitos teus?
Toco-te acaso?
Toca, língua, acaso o canto
de meus lábios e aprisiona
na vasta cavidade do corpo
que deseja ser tocado e cingido
por tua língua quando nomeia
por minha boca a palavra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008080;">Não me mandes para o canto</span></strong><br />
<span style="color: #888888;"><em>Diana Bellessi ¹</em></span></p>
<p>Quando digo a palavra<br />
nuca<br />
chupo-te suavemente<br />
até afundar<br />
o dente aqui?<br />
Acaso estou te tocando?</p>
<p>Quando digo bico do peito<br />
a mão roça<br />
as dilatadas rosas dos peitos teus?<br />
Toco-te acaso?</p>
<p>Toca, língua, acaso o canto<br />
de meus lábios e aprisiona<br />
na vasta cavidade do corpo<br />
que deseja ser tocado e cingido<br />
por tua língua quando nomeia<br />
por minha boca a palavra língua, acaso?</p>
<p>Não me mandes para o canto<br />
Não faças de mim a testemunha<br />
que se olha te tocando com palavras<br />
É a mão nomeada<br />
não o nome<br />
que deseja aprisionar tuas nádegas</p>
<p>- Fala-me<br />
- Como será?<br />
- O quê?<br />
- Tua voz</p>
<p>Fogo oculto na madeira<br />
do fogo que se expande?<br />
É assim que será?</p>
<p>O corpo de tua voz<br />
no instante em que<br />
não me mandes para o canto</p>
<p>Flui mel das romãs<br />
Não quero<br />
tocar um fantasma<br />
nem quero<br />
a fantasia cortês<br />
do trovador à sua dama</p>
<p>É a você, minha amada<br />
áspero corpo da amiga que desejo<br />
Gesto<br />
de mútua apropriação<br />
instante<br />
onde não se sabe<br />
os limites do tu, do eu<br />
O nome e o nomeado<br />
em tersa conjunção que sabe<br />
não durará<br />
e sabe<br />
é mais eterno<br />
que o gume de um diamante</p>
<p>Alegre<br />
relâmpago de garra<br />
e de mordedura<br />
animal<br />
o mais belo de todos<br />
o instinto<br />
impera aqui</p>
<p>Sua voz não tem tradução<br />
Verbal moeda de intercâmbio<br />
não<br />
Só o audaz abraço, minha amiga,<br />
responde aqui</p>
<p><span style="color: #888888;"><span style="font-size: xx-small;"><em>(Tradução de Santiago Kovadloff )</em></span></span></p>
<p><span style="color: #888888;"><em>¹ Diana Bellessi<br />
* Buenos Aires, Argentina &#8211; 1946 d.C</em></span></p>
<img src="http://mesquita.blog.br/?ak_action=api_record_view&id=34905&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Design &#8211; Vestuário</title>
		<link>http://mesquita.blog.br/design-vestuario</link>
		<comments>http://mesquita.blog.br/design-vestuario#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 10:38:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Objetos]]></category>
		<category><![CDATA[Designer]]></category>
		<category><![CDATA[Epidemias]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe Suína]]></category>
		<category><![CDATA[Organização Mundial da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Vestuário]]></category>
		<category><![CDATA[Vírus H1N1]]></category>

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		<description><![CDATA[Máscaras para prevenção contra a H1N1 &#8211; Gripe Suína
Diversos Estúdios foram convidados para criar máscaras contra a gripe suína.
O Estúdio Samira Boon criou uma proposta prática com um fecho que permite abrir para ingestão de comida.
Máscara geisha também do Estúdio Samira Boon
Digo Brands propõe uma máscara anti-porco pelo módico preço de US$100.

Um elegante bigode frisado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">Máscaras para prevenção contra a H1N1 &#8211; Gripe Suína</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">Diversos Estúdios foram convidados para criar máscaras contra a gripe suína.</span><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34888" title="Blog do Mesquita - Design Objetos Máscaras para gripe  suína 01" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/f166a818dd21de97b88264fd875ab170.jpg" alt="" width="600" height="354" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/f166a818dd21de97b88264fd875ab170.jpg" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">O <a href="http://samiraboon.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/samiraboon.com/?referer=');">Estúdio Samira Boon</a> criou uma proposta prática com um fecho que permite abrir para ingestão de comida.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34889" title="Blog do Mesquita - Design Objetos Máscaras para gripe suína 02" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/dc8259709a3001ddd38c706583e3fb61.jpg" alt="" width="600" height="354" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/dc8259709a3001ddd38c706583e3fb61.jpg" />Máscara geisha também do Estúdio Samira Boon</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><a href="http://digobrands.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/digobrands.com/?referer=');">Digo Brands</a> propõe uma máscara anti-porco pelo módico preço de US$100.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34890" title="Blog do Mesquita - Design Objetos Máscaras para gripe suína 03" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/720e6d038ebfcd82e6037154bd3813d4.jpg" alt="" width="600" height="354" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/720e6d038ebfcd82e6037154bd3813d4.jpg" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34891" title="Blog do Mesquita - Design Objetos Máscaras para gripe suína 04" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/b82fda67ad3bf4d730f6c320a881455d.jpg" alt="" width="600" height="354" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/b82fda67ad3bf4d730f6c320a881455d.jpg" />Um elegante bigode frisado é outra proposta da Digo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">A designer Sherry Sirof optou pela feminilidade e elegância.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34892" title="Blog do Mesquita - Design Objetos Máscaras para gripe suína 05" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/aa5450c6759a11a76c51ab0c833f413a.jpg" alt="" width="600" height="354" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/aa5450c6759a11a76c51ab0c833f413a.jpg" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34893" title="Blog do Mesquita - Design Objetos Máscaras para gripe suína 06" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/32c3f754c6d427846f05b43531273a0e.jpg" alt="" width="600" height="354" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/32c3f754c6d427846f05b43531273a0e.jpg" /><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">A designer <a href="http://redirectingat.com/?id=905X224436&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.creativeblok.com%2Ffaceblok_beard.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/redirectingat.com/?id=905X224436_amp_url=http_3A_2F_2Fwww.creativeblok.com_2Ffaceblok_beard.html&amp;referer=');">Irina Blok</a>, foi mais longe que a Digo na proposta do bigode e acrescentou uma generosa barba.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34894" title="Blog do Mesquita - Design Objetos Máscaras para gripe suína 07" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/c89748ecb42bdc0916f451d010a48a2c.jpg" alt="" width="600" height="354" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/c89748ecb42bdc0916f451d010a48a2c.jpg" /><br />
</span></p>
<img src="http://mesquita.blog.br/?ak_action=api_record_view&id=34887&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Umberto Eco: sobre livros e eletrônicos</title>
		<link>http://mesquita.blog.br/umberto-eco-sobre-livros-e-eletronicos</link>
		<comments>http://mesquita.blog.br/umberto-eco-sobre-livros-e-eletronicos#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 10:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurociências]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[O Nome da Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[Semiologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia da informação]]></category>
		<category><![CDATA[Umberto Eco]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8216;Eletrônicos duram 10 anos, livros, 5 séculos&#8217;
O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008080;">&#8216;Eletrônicos duram 10 anos, livros, 5 séculos&#8217;</span></p>
<p><a href="http://mesquita.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/BL-PL-Personalidades-Escritores-Umberto-Eco1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-34899" title="Retratos - Personalidades - Escritores - Umberto Eco" src="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/1c40a5b86db6344f1d9b3c16e7344732.jpg" alt="" width="142" height="100" imagescaler="http://mesquita.blog.br/wp-content/imagescaler/1c40a5b86db6344f1d9b3c16e7344732.jpg" /></a>O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano <strong>Umberto Eco</strong>. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. &#8220;Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade&#8221; &#8211; é a sua preferida. &#8220;Não li nenhum&#8221;, começa a segunda. &#8220;Se não, por que os guardaria?&#8221;</p>
<p>Na verdade, a coleção é maior, beira os 50 mil volumes, pois os demais estão em outra casa, no interior da Itália. E é justamente tal paixão pela obra em papel que convenceu Eco a aceitar o convite de um colega francês, Jean-Phillippe de Tonac, para, ao lado de outro incorrigível bibliófilo, o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, discutir a perenidade do livro tradicional. Foram esses encontros (&#8220;muito informais, à beira da piscina e regados com bons uísques&#8221;, informa Umberto Eco) que resultaram em Não Contem Com o Fim do Livro, que a editora Record lança na segunda quinzena de abril.<div style="float: right; padding: 3px 15px 2px 3px;"><script type='text/javascript'><!--//<![CDATA[
   var m3_u = (location.protocol=='https:'?'https://ad.mesquita.blog.br/www/delivery/ajs.php':'http://ad.mesquita.blog.br/www/delivery/ajs.php');
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<p>A conclusão é óbvia: tal qual a roda, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo. Qualquer dúvida é sanada ao se visitar o recanto milanês de Eco, como fez o Estado na última quarta-feira. Localizado diante do Castelo Sforzesco, o apartamento &#8211; naquele dia soprado por temperaturas baixíssimas, a neve pesada insistindo em embranquecer a formidável paisagem que se avista de sua sacada &#8211; encontra-se em um andar onde antes fora um pequeno hotel. &#8220;Se eram pouco funcionais para os hóspedes, os longos corredores são ótimos para mim pois estendo aí minhas estantes&#8221;, comenta o escritor, com indisfarçável prazer, ao apontar uma linha reta de prateleiras repletas que não parecem ter fim. Os antigos quartos? Transformaram-se em escritórios, dormitórios, sala de jantar, etc. O mais desejado, no entanto, é fechado a chave, climatizado e com uma janela que veda a luz solar: lá estão as raridades, obras produzidas há séculos, verdadeiros tesouros. Isso mesmo: tesouros de papel.</p>
<p>Conhecido tanto pela obra acadêmica (é professor aposentado de semiótica, mas ainda permanece na ativa na Faculdade de Bolonha) como pelos romances (O Nome da Rosa, publicado em 1980, tornou-se um best-seller mundial), Eco é um colecionador nato; além de livros, gosta também de selos, cartões-postais, rolhas de champanhe. Na sala de seu apartamento, estantes de vidro expõem tantos os livros raros &#8211; que, no momento, lideram sua preferência &#8211; como conchas, pedras, pedaços de madeira. As paredes expõem quadros que Eco arrematou nas visitas que fez a vários países ou que simplesmente ganhou de amigos &#8211; caso de Mário Schenberg (1914-1990), físico, político e crítico de arte brasileiro, de quem o escritor guarda as melhores recordações.</p>
<p>Aos 78 anos, Eco &#8211; que tem relançado no <strong>País Arte e Beleza na Estética Medieval</strong> (Record, 368 págs., R$ 47,90, tradução de Mario Sabino) &#8211; exibe uma impressionante vitalidade. Diverte-se com todo tipo de cinema (ao lado de seu aparelho de DVD repousa uma cópia da animação Ratatouille), mantém contato com seus alunos em Bolonha, escreve artigos para jornais e revistas e aceita convites para organizar exposições, como a que o transformou, no ano passado, em curador, no <strong>Museu do Louvre</strong>, em Paris. Lá, o autor teve o privilégio de passear sozinho pelos corredores do antigo palácio real francês nos dias em que o museu está fechado. E, como um moleque levado, aproveitou para alisar o bumbum da <strong>Vênus de Milo</strong>. Foi com esse mesmo espírito bem-humorado que Eco &#8211; envergando um elegante terno azul-marinho, que uma revolta gravata da mesma cor tratava de desalinhar; o rosto sem a característica barba grisalha (raspada religiosamente a cada 20 anos e, da última vez, em 2009, também porque o resistente bigode preto o fazia parecer Gengis Khan nas fotos) &#8211; conversou com a reportagem do Sabático.</p>
<p><span style="color: #008080;">O livro não está condenado, como apregoam os adoradores das novas tecnologias?</span></p>
<p>O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos? Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris, que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve o original em papel, como medida de segurança.</p>
<p><span style="color: #008080;">Qual a diferença entre o conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca?</span></p>
<p>A diferença básica é que uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar &#8211; muito embora <strong>Jorge Luis Borges</strong>, em seu livro Ficções, tenha criado um personagem, Funes, cuja capacidade de memória era infinita. Já a internet é como esse personagem do escritor argentino, incapaz de selecionar o que interessa &#8211; é possível encontrar lá tanto a Bíblia como Mein Kampf, de Hitler. Esse é o problema básico da internet: depende da capacidade de quem a consulta. Sou capaz de distinguir os sites confiáveis de filosofia, mas não os de física. Imagine então um estudante fazendo uma pesquisa sobre a 2.ª Guerra Mundial: será ele capaz de escolher o site correto? É trágico, um problema para o futuro, pois não existe ainda uma ciência para resolver isso. Depende apenas da vivência pessoal. Esse será o problema crucial da educação nos próximos anos.</p>
<p><span style="color: #008080;">Não é possível prever o futuro da internet?</span></p>
<p>Não para mim. Quando comecei a usá-la, nos anos 1980, eu era obrigado a colocar disquetes, rodar programas. Hoje, basta apertar um botão. Eu não imaginava isso naquela época. Talvez, no futuro, o homem não precise escrever no computador, apenas falar e seu comando de voz será reconhecido. Ou seja, trocará o teclado pela voz. Mas realmente não sei.</p>
<p><span style="color: #008080;">Como a crescente velocidade de processar dados de um computador poderá influenciar a forma como absorvemos informação?</span></p>
<p>O cérebro humano é adaptável às necessidades. Eu me sinto bem em um carro em alta velocidade, mas meu avô ficava apavorado. Já meu neto consegue informações com mais facilidade no computador do que eu. Não podemos prever até que ponto nosso cérebro terá capacidade para entender e absorver novas informações. Até porque uma evolução física também é necessária. Atualmente, poucos conseguem viajar longas distâncias &#8211; de Paris a Nova York, por exemplo &#8211; sem sentir o desconforto do jet lag. Mas quem sabe meu neto não poderá fazer esse trajeto no futuro em meia hora e se sentir bem?</p>
<p><span style="color: #008080;">É possível existir contracultura na internet?</span></p>
<p>Sim, com certeza, e ela pode se manifestar tanto de forma revolucionária como conservadora. Veja o que acontece na China, onde a internet é um meio pelo qual é possível se manifestar e reagir contra a censura política. Enquanto aqui as pessoas gastam horas batendo papo, na China é a única forma de se manter contato com o restante do mundo.</p>
<p><span style="color: #008080;">Em um determinado trecho de Não Contem Com o Fim do Livro, o senhor e Jean-Claude Carrière discutem a função e preservação da memória &#8211; que, como se fosse um músculo, precisa ser exercitada para não atrofiar.</span></p>
<p>De fato, é importantíssimo esse tipo de exercício, pois estamos perdendo a memória histórica. Minha geração sabia tudo sobre o passado. Eu posso detalhar sobre o que se passava na Itália 20 anos antes do meu nascimento. Se você perguntar hoje para um aluno, ele certamente não saberá nada sobre como era o país duas décadas antes de seu nascimento, pois basta dar um clique no computador para obter essa informação. Lembro que, na escola, eu era obrigado a decorar dez versos por dia. Naquele tempo, eu achava uma inutilidade, mas hoje reconheço sua importância. A cultura alfabética cedeu espaço para as fontes visuais, para os computadores que exigem leitura em alta velocidade. Assim, ao mesmo tempo que aprimora uma habilidade, a evolução põe em risco outra, como a memória. Lembro-me de uma maravilhosa história de ficção científica escrita por <strong>Isaac Asimov</strong>, nos anos 1950. É sobre uma civilização do futuro em que as máquinas fazem tudo, inclusive as mais simples contas de multiplicar. De repente, o mundo entra em guerra, acontece um tremendo blecaute e nenhuma máquina funciona mais. Instala-se o caos até que se descobre um homem do Tennessee que ainda sabe fazer contas de cabeça. Mas, em vez de representar uma salvação, ele se torna uma arma poderosa e é disputado por todos os governos &#8211; até ser capturado pelo Pentágono por causa do perigo que representa (risos). Não é maravilhoso?</p>
<p><span style="color: #008080;">No livro, o senhor e Carrière comentam sobre como a falta de leitura de alguns líderes influenciou suas errôneas decisões.</span></p>
<p>Sim, escrevi muito sobre informação cultural, algo que vem marcando a atual cultura americana que parece questionar a validade de se conhecer o passado. Veja um exemplo: se você ler a história sobre as guerras da Rússia contra o Afeganistão no século 19, vai descobrir que já era difícil combater uma civilização que conhece todos os segredos de se esconder nas montanhas. Bem, o presidente George Bush, o pai, provavelmente não leu nenhuma obra dessa natureza antes de iniciar a guerra nos anos 1990. Da mesma forma que Hitler devia desconhecer os relatos de Napoleão sobre a impossibilidade de se viajar para Moscou por terra, vindo da Europa Ocidental, antes da chegada do inverno. Por outro lado, o também presidente americano Roosevelt, durante a 2.ª Guerra, encomendou um detalhado estudo sobre o comportamento dos japoneses para Ruth Benedict, que escreveu um brilhante livro de antropologia cultural, <strong>O Crisântemo e a Espada</strong>. De uma certa forma, esse livro ajudou os americanos a evitar erros imperdoáveis de conduta com os japoneses, antes e depois da guerra. Conhecer o passado é importante para traçar o futuro.</p>
<p><span style="color: #008080;">Diversos historiadores apontam os ataques terroristas contra os americanos em 11 de setembro de 2001 como definidores de um novo curso para a humanidade. O senhor pensa da mesma forma?</span></p>
<p>Foi algo realmente modificador. Na primeira guerra americana contra o Iraque, sob o governo de Bush pai, havia um confronto direto: a imprensa estava lá e presenciava os combates, as perdas humanas, as conquistas de território. Depois, em setembro de 2001, se percebeu que a guerra perdera a essência de confronto humano direto &#8211; o inimigo transformara-se no terrorismo, que podia se personificar em uma nação ou mesmo nos vizinhos do apartamento ao lado. Deixou de ser uma guerra travada por soldados e passou para as mãos dos agentes secretos. Ao mesmo tempo, a guerra globalizou-se; todos podem acompanhá-la pela televisão, pela internet. Há discussões generalizadas sobre o assunto.</p>
<p><span style="color: #008080;">Falando agora sobre sua biblioteca, é verdade que ela conta com 50 mil volumes?</span></p>
<p>Sim, de uma forma geral. Nesse apartamento em Milão, estão apenas 30 mil &#8211; o restante está no interior da Itália, onde tenho outra casa. Mas sempre me desfaço de algumas centenas, pois, como disse antes, é preciso fazer uma filtragem.</p>
<p><span style="color: #008080;">Por que o senhor impediu sua secretária de catalogá-los?</span></p>
<p>Porque a forma como você organiza seus livros depende da sua necessidade atual. Tenho um amigo que mantém os seus em ordem alfabética de autores, o que é absolutamente estúpido, pois a obra de um historiador francês vai estar em uma estante e a de outro em um lugar diferente. Eu tenho aqui literatura contemporânea separada por ordem alfabética de países. Já a não contemporânea está dividida por séculos e pelo tipo de arte. Mas, às vezes, um determinado livro pode tanto ser considerado por mim como filosófico ou de estética da arte; depende do motivo da minha pesquisa. Assim, reorganizo minha biblioteca segundo meus critérios e somente eu, e não uma secretária, pode fazer isso. Claro que, com um acervo desse tamanho, não é fácil saber onde está cada livro. Meu método facilita, eu tenho boa memória, mas, se algum idiota da família retira alguma obra de um lugar e a coloca em outro, esse livro está perdido para sempre. É melhor comprar outro exemplar (risos).</p>
<p><span style="color: #008080;">Um estudioso que também é seu amigo, Marshall Blonsky, escreveu certa vez que existe de um lado Umberto, o famoso romancista, e de outro Eco, professor de semiótica.</span></p>
<p>E ambos sou eu (risos). Quando escrevo romances, procuro não pensar em minhas pesquisas acadêmicas &#8211; por isso, tiro férias. Mesmo assim, leitores e críticos traçam diversas conexões, o que não discuto. Lembro de que, quando escrevia O Pêndulo de Foucault, fiz diversas pesquisas sobre ciência oculta até que, em um determinado momento, elas atingiram tal envergadura que temi uma teorização exagerada no romance. Então, transformei todo o material em um curso sobre ciência oculta, o que foi muito bem-feito.</p>
<p><span style="color: #008080;">Por falar em O Pêndulo de Foucault, comenta-se que o senhor antecipou em muito tempo O Código de Da Vinci, de Dan Brown.</span></p>
<p>Quem leu meu livro sabe que é verdade. Mas, enquanto são os meus personagens que levam a sério esse ocultismo barato, Dan Brown é quem leva isso a sério e tenta convencer os leitores de que realmente é um assunto a ser considerado. Ou seja, fez uma bela maquiagem. Fomos apresentados neste ano em uma première do Teatro Scala e ele assim se apresentou: &#8220;O senhor não me admira, mas eu gosto de seus livros.&#8221; Respondi: Não é que eu não goste de você &#8211; afinal, eu criei você (risos).</p>
<p><span style="color: #008080;">Em seu mais conhecido romance, O Nome da Rosa, há um momento em que se discute se Jesus chegou a sorrir. É possível pensar em senso de humor quando se trata de Deus?</span></p>
<p>De acordo com <strong>Baudelaire</strong>, é o Diabo quem tem mais senso de humor (risos). E, se Deus realmente é bem-humorado, é possível entender por que certos homens poderosos agem de determinada maneira. E se ainda a vida é como uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, como <strong>Shakespeare</strong> apregoa em <strong>Macbeth</strong>, é preciso ainda mais senso de humor para entender a trajetória da humanidade.</p>
<p><span style="color: #008080;">Como foi a exposição no Museu do Louvre, em Paris, da qual o senhor foi curador, no ano passado?</span></p>
<p>Há quatro anos, o museu reserva um mês para um convidado (Toni Morrison foi escolhida certa vez) organizar o que bem entender. Então, me convidaram e eu respondi que queria fazer algo sobre listas. &#8220;Por quê?&#8221;, perguntaram. Ora, sempre usei muitas listas em meus romances &#8211; até pensei em escrever um ensaio sobre esse hábito. Bem, quando se fala em listas na cultura, normalmente se pensa em literatura. Mas, como se trata de um museu, decidi elaborar uma lista visual e musical, essa sugerida pela direção do Louvre. Assim, tive o privilégio (que não foi oferecido a Dan Brown) de visitar o museu vazio, às terças-feiras, quando está fechado. E pude tocar a bunda da Vênus de Milo (risos) e admirar a Mona Lisa a apenas 20 centímetros de distância.</p>
<p><span style="color: #008080;">O senhor esteve duas vezes no Brasil, em 1966 e 1979. Que recordações guarda dessas visitas?</span></p>
<p>Muitas. A primeira, em São Paulo, onde dei algumas aulas na Faculdade de Arquitetura (da USP), que originaram o livro A Estrutura Ausente. Já na segunda fui acompanhado da família e viajamos de Manaus a Curitiba. Foi maravilhoso. Lembro-me de meu editor na época pedindo para eu ficar para o carnaval e assistir ao desfile das escolas de samba de camarote, o que não pude atender. E também me recordo de imagens fortes, como a da moça que cai em transe em um terreiro (para o qual fui levado por Mario Schenberg) e que reproduzo em O Pêndulo de Foucault.</p>
<p><span style="font-size: xx-small;"><span style="color: #888888;">Ubiratan Brasil/Estadão</span></span></p>
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		<title>Google é ameaçado pelo governo da China</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 10:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Censura]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia da informação]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Deitaduras, todas são iguais. Não suportam a liberdade de opinião. De Cuba a Pequim!
Contra a censura. Sempre!
O Editor
China ameaça Google com &#8220;consequências&#8221; caso empresa largue autocensura
A China advertiu nesta sexta-feira (12) a gigante da internet americana Google que a empresa ficará exposta a &#8220;consequências&#8221; se interrromper a filtragem dos resultados da buscas no site Google.cn.
&#8220;Apoiamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000080;">Deitaduras, todas são iguais. Não suportam a liberdade de opinião. De Cuba a Pequim!</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Contra a censura. Sempre!</span></p>
<p><span style="color: #000080;">O Editor</span></p>
<hr style="width: 200px;" /><strong><span style="color: #008080;">China ameaça Google com &#8220;consequências&#8221; caso empresa largue autocensura</span></strong></p>
<p>A China advertiu nesta sexta-feira (12) a gigante da internet americana Google que a empresa ficará exposta a &#8220;consequências&#8221; se interrromper a filtragem dos resultados da buscas no site Google.cn.</p>
<p>&#8220;Apoiamos a expansão do Google na China, mas se violar as leis chinesas isto seria inamistoso e irresponsável, e o Google será certamente responsável pelas consequências&#8221;, afirmou o ministro da Indústria e Tecnologias da Informação, Li Yizhong.</p>
<p>O governo chinês controla com rigidez a internet e exige que as ferramentas de busca filtrem os resultados para ignorar os links que levam a conteúdos sensíveis para Pequim.<div style="float: right; padding: 3px 15px 2px 3px;"><script type='text/javascript'><!--//<![CDATA[
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<p>Em janeiro, o Google anunciou estar cansado da autocensura e informou que poderia interromper a medida, ou até mesmo suspender as atividades na China.</p>
<p>A ameaça aconteceu depois que a empresa americana foi vítima de ataques virtuais procedentes, segundo o Google, da China.</p>
<p>Desde então, o Google afirma estar em negociações com as autoridades chinesas, mas destaca que mantém a intenção de não atender mais as exigências oficiais de censura, o que não fez até agora.</p>
<p>&#8220;Se o Google decidir ficar na China, saberemos e isto beneficiará o desenvolvimento da internet na China&#8221;, comentou Li.</p>
<p>&#8220;Mas se decidir partir, o mercado de internet na China continuará se desenvolvendo rapidamente e o impacto não será muito grande&#8221;, completou.</p>
<p>A China tem o maior número de internautas no mundo: 384 milhões.</p>
<p>O mercado de busca on-line na China é dominado pelo local Baidu, que tinha 58,4% do setor no quarto trimestre, contra 35,6% da Google China.</p>
<p><span style="color: #808080;"><span style="font-size: xx-small;">France Presse, em Pequim</span></span></p>
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