De acordo com o Business Insider, a empresa contratou recentemente três especialistas para trabalhar em um grupo de “segurança de inteligência artificial”.

Os especialistas em questão são Viktoriya Krakovna, Jan Leike e Pedro Ortega. Krakovna, que tem título de Ph.D. em estatística pela Harvard, é uma das fundadoras do Future of Life Institute.

Esse instituto, que tem Stephen Hawking e Elon Musk entre seus membros, se dedica a mitigar os riscos existenciais que a humanidade enfrenta, em particular a ameaça por sistemas avançados de inteligência artificial.

Em sua conta do Twitter, Krakovna confirmou que havia sido contratada pela DeepMind justamente para trabalhar com essa finalidade. O tweet da pesquisadora pode ser visto abaixo:

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 Leike, por sua vez, confirmou a contratação por meio de seu site profissional: no canto superior esquerdo, é possível ver que seu cargo é “Research Cientist” na Google DeepMind.
Em seu site, ele diz que seu trabalho envolve compreender “como podemos desenhar agentes para que eles sejam incentivados a agir no nosso melhor interesse?”.
Além de trabalhar lá, Leike também é pesquisador do Future of Humanity Institute da Universidade de Oxford

Finalmente, Ortega tem Ph.D. em aprendizagem de máquina pela Universidade de Cambridge e já trabalhou na Yahoo antes de ir para a DeepMind.

De acordo com um resumo em seu site profissional, “seu trabalho inclui a aplicação de ideias informação-teóricas e mecânico-estatísticas em processos racionais de tomada de decisão”.

As ameaças

Se há no mundo uma empresa que tem motivos para temer o surgimento de uma rede de inteligências artificiais malignas como a Skynet, essa empresa é a DeepMind.

Os sistemas desenvolvidos pela DeepMind já foram capazes até mesmo de vencer o campeão mundial de Go e de caçar e matar humanos… no jogo Doom.

Recentemente, a empresa desenvolveu um método para que suas inteligências artificiais “sonhem” para aprender mais rapidamente.

De fato, essa não é a primeira vez que a DeepMind toma alguma medida para se precaver contra essa possibilidade.

O Google já realizou pesquisas sobre métodos de evitar (ou suspender) um eventual ataque robótico, e Mustafa Suleyman, um dos cofundadores da DeepMind, chegou a prometer que “Robôs não destruirão a humanidade”.

No entanto, deve-se considerar que, por enquanto, as inteligências artificiais da DeepMind só têm trazido e prometido coisas boas aos humanos.

Soluções da empresa já foram usadas para reduzir drasticamente a conta de luz do Google, ajudar a combater cegueira e auxiliar no tratamento câncer.

Ela também é capaz de imitar vozes humanas e até mesmo alguns estilos musicais.