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Computação em nuvem: o que é e como usar

Mesmo sem saber, usuários já aderem à computação em nuvem.
Dados publicados na web vão parar em servidores invisíveis aos usuários.
Redes sociais e até mesmo conta de e-mail estão baseados nessa estrutura.

Você já está na nuvem, mas não sabe. Toda vez que você envia uma mensagem pelo Hotmail, busca um endereço no Google ou publica uma foto no Orkut, seus dados são processados e armazenados por um sistema conhecido como computação em nuvem. É a aposta de gigantes da computação, capaz de colocar do mesmo lado a Microsoft, criadora do Windows, e Linus Torvalds, gênio inventor do Linux. Todos querem sair do seu computador pessoal e partir para as nuvens.

“O mundo da tecnologia da informação passa por várias mudanças. Estamos agora evoluindo para uma estrutura de nuvem. O Google já nasceu na nuvem”, disse Francisco Gioielli, engenheiro do Google Brasil.

De acordo com Gioielli, existem duas características básicas para definir a computação em nuvem. Primeiro: os aplicativos são acessados pelo navegador. Ou seja, o usuário não precisa ter o programa instalado no computador, apenas o browser. A partir do navegador ele poderá acessar sites e ferramentas, como editores de texto e imagens, tudo armazenado na internet.

Depois, explica Gioielli, os dados ficam hospedados em uma infraestrutura que está invisível para os usuários, os servidores, onde as informações de várias pessoas são compartilhadas e armazenadas. Alguns usuários que acessam a nuvem frequentemente não imaginam que estão colocando informações nesses computadores.

“No momento que uma pessoa acessa um site via navegador, significa que as informações não estão rodando na máquina. O que mostra que ela já está consumindo uma nuvem”.

Nuvem na máquina local

Usuários como o publicitário Felipe Salles, de 26 anos, acreditam que computação em nuvem é apenas o que funciona remotamente por meio da internet. Salles utiliza, diariamente, sites como Facebook, Orkut, Twitter, e-mail e mensagens instantâneas. Além disso, por trabalhar em frente ao computador, ele fica on-line em torno de 12 a 14 horas por dia.

“Para mim, computação em nuvem é poder usar um programa como o ‘Microsoft Office’ sem precisar instalar nada. Ou seja, é tudo que está remoto, que você não precisa ter na sua máquina”, disse Salles.

Otávio Pêcego, arquiteto de soluções sênior da Microsoft Brasil, explica que, nesse caso, para acessar a nuvem sempre será necessário um software local trabalhando na máquina ou no celular. “Os usuários veem de vez em quando o Windows Update entrar. Esse é um exemplo de programa na máquina local que conversa com a nuvem para saber as informações que precisam ser baixadas”.

Outro exemplo de interação entre a nuvem e o sistema local é o programa Google Earth, que a empresa chama de geobrowser. “O Google Earth trabalha instalado na máquina do usuário mas, para funcionar, ele precisa se conectar aos servidores do Google”.

As empresas cada dia mais falam e apostam nessa tecnologia. Porém, Pêcego acredita que o fim dos softwares locais não está tão perto.

“A tendência está mostrando o contrário. Estamos tendo uma grande explosão de aplicações voltando. Há muitas pessoas que utilizam o Twitter por meio do navegador, mas outras preferem instalar um aplicativo para acessar o microblog”.

O que pode acontecer, segundo Pêcego, é o disco local funcionar como um lugar temporário onde os usuários podem acessar rapidamente para trabalhar e, aos poucos, transmitir e sincronizar o que está na rede. A nuvem ganharia, então, a função de “backup” (cópia de segurança).

“Por causa da demora, o usuário vai trazer a informação, trabalhar ela localmente e depois enviá-la para a nuvem”, explica Pêcego.

Como se proteger

Agora que você já sabe que está na nuvem, é importante entender que há um risco inerente de colocar todas suas informações na rede. O primeiro passo é entender o que está se usando. Ou seja, muitas vezes o internauta publica um conteúdo na rede sem saber quem pode acessá-lo.

“Precisamos educar nossos usuários para que eles saibam usar esses serviços que estão na nuvem. Mesmo assim, é importante que os internautas conheçam as políticas de cada empresa”, disse Pêcego.

Para Gioielli, não se trata apenas de como o site trabalha aquele conteúdo, mas do usuário saber o que publica nele.

“Tem o aspecto das informações pessoais, como aquelas fornecidas em sites de relacionamento. O usuário deve evitar colocar dados, como o número do cartão de crédito, e até mesmo endereços”, disse.

Laura Brentano/G1

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