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Como o Japão pretende levar pessoas ao espaço de elevador terça-feira, 25 de setembro de 2018

Obayashi CorpDireito de imagemOBAYASHI CORP
Japão pretende construir um elevador da Terra ao espaço, capaz de transportar 30 pessoas em uma espécie de contêiner em formato oval.

Parece ficção científica, mas é um plano concreto: um elevador que leva pessoas até o espaço. O projeto vem do Japão, que quer ser o primeiro país do mundo a transportar viajantes dessa maneira.

A ideia é construir um elevador capaz de transportar até 30 indivíduos dentro de uma espécie de contêiner em formato oval que se moverá a 200 km/h em trajeto de oito dias. Um motor elétrico impulsionaria a cabine através do cabo, que teria um comprimento total de 96 mil km.

Para tanto, o país deve lançar um teste, o primeiro do tipo no espaço. Um foguete com um mini-elevador de 10 cm será lançado da ilha japonesa de Tanegashima e, quando chegar ao espaço, viajará por um cabo de 10 metros suspenso entre dois mini satélites.

O teste estava previsto para dia 10 de setembro, mas a previsão de chegada do tufão Jebi atrasou seu lançamento.

Os responsáveis pelo projeto, que pretende chegar até a Estação Espacial Internacional, a 400 km de altura, são uma equipe de especialistas da faculdade de Engenharia da Universidade Shizuoka. No teste, uma câmera acoplada à estrutura registrará cada um dos movimentos. 

Mas essa ideia não é nova. Cientistas sonham com ela há décadas.

Velocidade máxima

Em 1895, o físico russo Konstantin Tsiolkovsky ficou deslumbrado com a Torre Eiffel, em Paris. E pensou que poderia usar uma estrutura similar para lançar corpos ao espaço.

A ideia era usar a força centrífuga da rotação do planeta, como se fosse uma corda amarrada a uma bola de futebol que gira, para impulsionar a estrutura.

Mas como concretizar essa ideia?

Os cientistas japoneses confiam em seu sistema, desenvolvido pela empresa Obayashi Corporation com custos de quase US$ 9 milhões (cerca de R$ 38 milhões).

Elevador japonêsDireito de imagemNASA
O maior desafio é encontrar material suficientemente resistente

“Nossos especialistas em construção, clima, dinâmica do vento e design dizem que é possível”, disse um porta-voz da empresa quando o projeto estava em sua fase inicial.

Espera-se que ele esteja pronto para ser lançado até o ano 2050.

“Em teoria, um elevador espacial é altamente plausível. As viagens espaciais podem tornar-se algo popular no futuro”, disse Yoji Ishikawa, que dirige a equipe de pesquisa.

Nem todos estão de acordo.

Estação Espacial InternacionalDireito de imagemNASA
A Estação Espacial Internacional orbita a cerca de 400 km de altura

Ventos contrários

O maior desafio é encontrar material suficientemente forte para enfrentar a gravidade e os ventos da atmosfera. Por isso os projetos até agora propõem nanotubos de carbono, material muito mais forte que aço.

A Nasa e a Agência Espacial Europeia também querem tornar viável a ideia do elevador espacial – o físico americano Bradley C. Edwards disse que é preciso pelo menos mais 20 anos para construí-lo.

Em 2009, a Agência Espacial Europeia mostrou um protótipo do objeto na Segunda Conferência Internacional de Elevadores Espaciais.

Mais tarde, a empresa canadense Thoth Technology Inc. conseguiu obter uma patente nos Estados Unidos para criar uma torre inflável de 20 km de altura que alcançaria o mesmo propósito.

Para o empresário Elon Musk, que tem uma empresa de exploração espacial, a SpaceX, a ideia é “extremamente complicada”.

“Não acho que seja realista criar um elevador espacial. Seria mais fácil construir uma ponte de Los Angeles a Tóquio”, disse em uma conferência no MIT.
BBC

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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