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Como a Alemanha usa as escolas contra mentiras sobre o nazismo e o Holocausto sexta-feira, 12 de outubro de 2018

O recente episódio em que um grupo de brasileiros que não acreditam no Holocausto contestou um vídeo publicado no Facebook pela Embaixada da Alemanha em Brasília colocou luz sobre uma necessidade que o governo alemão já elegeu há décadas como prioridade nas políticas públicas: garantir que a verdade sobre a história do nazismo não seja perdida entre mentiras e boatos espalhados tanto entre adultos quanto crianças.

O genocídio de cerca de seis milhões de judeus conduzido pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial é um dos episódios mais sombrios da História. Por isso, na Alemanha, o Holocausto não é visto apenas como um fato históricocomum; tal abordagem se reflete, inclusive, na maneira e na frequência com que o tema é tratado em sala de aula.

Quando estavam na 9ª série e tinham 15 anos, os alunos berlinenses Willy Hanewald e Franz Kloth tiveram as primeiras aulas sobre o Holocausto. Seus professores de História apresentaram o tema em sala de aula e, posteriormente, organizaram excursões a memorais.

Willy, que estuda numa escola pública, foi com sua turma ao campo de concentração Sachsenhausen, localizado nos arredores de Berlim. Já a escola privada onde Franz estudava organizou uma viagem a Auschwitz, na Polônia.

“A excursão foi uma experiência muito mais marcante do que a abordagem em sala de aula. Acho que é impossível compreender profundamente a dimensão do Holocausto sem nunca ter estado num campo de concentração”, diz Willy, de 17 anos.

Franz, de 18 anos, teve a mesma impressão que o colega e destacou outra experiência que o marcou: uma palestra de um sobrevivente do Holocausto. “Essas atividades são importantes, pois somente imagens em preto e branco não são suficientes para compreender completamente o que aconteceu”, ressalta.

Os dois jovens fazem parte do Comitê de Alunos de Berlim que defende a implementação da obrigatoriedade da visita a campos de concentração financiada pelo governo no currículo escolar – o que atualmente não acontece. “Vivemos atualmente um período cultural muito frágil, precisamos sempre relembrar o que aconteceu e como aconteceu para isso nunca voltar a acontecer”, diz Franz.

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