Enquanto os gigantes, Microsoft e Google, brigam no Olimpo, sobra pros mortais aqui na planície digital. Entre os Titãs da tecnologia da informação a disputa é por dinheiro. Aqui entre os mortais o que vai se perdendo são valores.

O Editor

Disputa entre Microsoft e Google ameaça livre fluxo de informações na Web

Por enquanto ainda é rumor, mas crescem os indícios de que há mesmo uma conversa em curso entre a Microsoft e o império jornalístico News Corporation, controlado pelo magnata Rupert Murdoch, para tentar obrigar o mecanismo de buscas Google a pagar pela indexação de notícias publicadas na imprensa.

Ao que tudo indica a Microsoft e a NewsCorp decidiram que é hora de encurralar a Google numa jogada de alto risco, cujas conseqüências para a internet vão muito além de uma mera guerra entre três das maiores empresas do mundo digital contemporâneo.

Para tentar defender posições estratégicas ameaçadas pelo crescimento constante da Google e pela queda do seu faturamento global, a Microsoft e a News parecem dispostas a criar muros virtuais e sacrificar o principio do livre fluxo de dados, informações e conhecimentos, mantido desde o surgimento da Web, há mais de uma década.

Murdoch, que controla um império jornalístico onde se destacam jornais como o The Wall Street Journal, New York Post (ambos norte-americanos), The Times e The Sun (ingleses), há muito vem insistindo na tese de que o acesso a jornais e revistas online deve ser pago. Ele acusa a Google de “roubar” conteúdos jornalísticos ao indexar notícias que depois são publicadas no site Google News.

Murdoch tem se mostrado cada vez mais irritado e agressivo na defesa de sua tese, ao mesmo tempo em que a Microsoft vê seus lucros caírem por conta do crescimento da Google e da perda de espaço de softwares residentes em computadores para programas disponíveis na Web, a chamada “computação em nuvem”.

As perspectivas sombrias tanto para a News como para a Microsoft criaram o ambiente adequado para uma aproximação onde a empresa criada por Bill Gates oferece à de Murdoch um pagamento para ter a exclusividade na indexação de todos os conteúdos online produzidos pelo império criado pelo milionário australiano naturalizado norte-americano. Hoje a Microsoft é dirigida por Steve Ballmer, depois da aposentadoria de Gates.

A exclusividade de acesso é considerada um pecado mortal pelos criadores da Web que a conceberam como um espaço sem muros para a troca de informações. A Google é no momento uma espécie de paradigma de modelo empresarial bem sucedido financeiramente num ambiente digital, onde os sistemas convencionais de negócios estão mostrando uma série de debilidades.

A possível guerra de gigantes na internet é por dinheiro, mas as conseqüências serão sentidas no âmbito dos princípios e valores. Por isto não é uma disputa qualquer. Dependendo do desenlace, o sonho da livre circulação de informações pela rede pode ser adiado por alguns anos.

Apesar do cacife financeiro da Microsoft e da News ser muito grande, a Google também tem um arsenal respeitável em matéria a conta bancária e de posição no mercado. O mecanismo de buscas controla 65% do mercado enquanto o Bing, da Microsoft tem modestos 9%. Nada menos que 100 mil acessos por minuto são desviados de buscas no Google para os sites de jornais, revistas, rádios e TVs em todo mundo.

Números como este levaram alguns especialistas em buscas, como Danny Sullivan, do site especializado Search Engine Land, a afirmar que o risco de tentar isolar a Google é grande demais e que possivelmente a dupla Mudorch/Ballmer esteja apenas tentando assustá-la. Mas outros estão convencidos de que a perspectiva de lucros declinantes na Microsoft e na News é forte demais para eles estarem blefando.

Murdoch e Ballmer estão desafiando um processo deflagrado pela internet e que está alimentando o crescimento da nova economia digital, baseada na informação como matéria prima mais valorizada. Sem a livre circulação da informação, o ritmo das inovações tende a cair para uma velocidade típica da era industrial e mecânica, o que inviabiliza todo o sistema de produção baseado na automação e computação.

É o chamado conservadorismo digital, que tenta frear o avanço das inovações para manter privilégios. É mais ou menos como se a Olivetti tentasse proibir a fabricação de computadores para manter a sua hegemonia na venda de máquinas de escrever.

Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

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Fotos-Herbert-richers-Imagens-Produtor-dublagem-empresa-morreu

Ele vai ser velado na capela 1 do Cemitério Memorial do Carmo.
O corpo do produtor de cinema deve ser cremado no sábado (21).

Morreu nesta sexta-feira (20) o produtor de cinema Herbert Richers. Conhecido pela frase “versão brasileira Herbert Richers”, dita nos filmes dublados na TV, o produtor vai ser velado esta tarde no Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio, e será cremado no sábado (21).

Ele estava internado desde o último dia 8 na Clínica São Vicente, na Zona Sul da cidade. Ele sofria de problemas nos rins.

Herbert tinha 86 anos e nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo e começou a produzir filmes em meados dos anos 50. Foram cerca de 60 filmes ao longo de sua carreira.

Ainda nos anos 50 fundou a empresa que leva seu nome e começou na distribuição de filmes. Mais tarde, ela se transformou numa das pioneiras na dublagem Brasil e ainda hoje é uma das maiores no ramo no país.
Twitter

No Twitter, o diretor José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, fez uma homenagem ao produtor. “Hoje se foi uma parte da história da TV brasileira… Nos deixou Herbert Richers, considerado o dono do melhor estúdio de dublagem do mundo”, escreveu ele.

A morte de Richers também foi comentada na internet pelo apresentador Luciano Huck.

G1

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TV a cabo e internet são mercados diferentes

Numa excelente reportagem publicada na Folha de São Paulo de domingo, 9 de agosto, Caderno Ilustrado, Daniel Castro e Lucia Valentim Rodrigues analisam os espaços da TV a cabo e da Internet no país e acentuam que esta ameaça a evolução da primeira. O tema comunicação é eternamente fascinante desde a Grécia antiga, muitos séculos antes de Cristo, mas não creio que uma abale a outra. São mercados diferentes. Daniel Castro e Lucia Rodrigues assinalam que existem hoje no Brasil 6 milhões e 350 mil assinantes dos canais pagos, distribuídos pela Net, Sky e Abril, suponho.

De 2008 para cá, o setor registrou um crescimento de 17,6%. Possuía 20 milhões de espectadores. A Internet tem 60 milhões de usuários. A comparação, entretanto, implica em análise mais detida. Em primeiro lugar, o uso da Internet abrange não só as residências, mas o universo das empresas. Inclui a pesquisa. Os canais pagos englobam o lazer, os documentários, os filmes, o jornalismo, obras de arte portanto, as mesas de debates, as entrevistas, programas como o de Oprah. É bem diferente.

No Brasil, para um total de praticamente 54,5 milhões de domicílios, 12%(6,35 milhões) possuem TV a cabo. O total de residências com televisão passa de 90%. É um bem motivador, como se verifica. Nem poderia ser de outra forma. Há motivação também para o cabo, dada a multiplicidade de canais. Mas existe o limite de expansão imposto pelo preço, pelo valor da mensalidade. Afinal em nosso país, segundo também o IBGE, somente 7% ganham mensalmente acima de dez salários mínimos. Como pagar?

O mesmo índice mercadológico fixa um teto para a expansão da compra de computadores.

Como determina também uma fronteira para a contratação dos planos e seguros de saude. Mas estas são outras questões. O ponto essencial que impede a unificação dos mercados da TV a cabo e da Internet, penso eu, está no compartilhamento.

Um aparelho de televisão é compartilhado simultaneamente por várias pessoas da família e amigos que normalmente recebem. As duas coisas. Os computadores são de operação individual. Muito raro que o operador tenha a companhia de alguém. Não quero dizer que não aconteça, porém se trata de incidência percentualmente pequena.

Em matéria de CDS e DVDS, muitas obras de fato são baixadas pela Internet. Influi no mercado de consumo, como disseram Daniel e Lucia na Ilustrada da FSP. Mas não na dimensão da audiência dos canais a cabo, inclusive porque em larga escala estes incluem transmissões esportivas. Assim, creio que os dois sistemas se intercompletam. Como acontece com os jornais, com as emissoras de TV aberta e estações de rádio.

Quando no final de 1950 a televisão chegou ao Brasil, implantada por Assis Chateaubriand, Tupi do Rio e de São Paulo, houve quem pensasse que seria o fim da era do rádio. Não foi. Nada disso. Os futurólogos esqueceram, não somente a força do rádio, mas também a audiência de mobilidade, acentuada com a expansão da indústria automobilística. Não se pode dirigir e ver televisão. Mas se pode guiar ouvindo rádio. Existe também o transistor, outra invenção do início da década de 50.

Por estas experiências que os fatos acumularam na história moderna, a tendência é que a comunicação, claro, se expanda em função da Internet. Mas um setor não eliminará o outro. A propósito: em matéria de notícias em tempo real, o que acontece? Os internautas recorrem aos sites de quem? Dos jornais.

Tribuna da Imprensa – Pedro do Coutto

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Humor - Cartuns - Tecnologia - Tudo em um

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consumismo-consumo-compras-frugal-tendencia-2009Em um cenário de crise econômica, recessão e gastos comedidos, David Rosenberg, autor do relatório “O Futuro Frugal”, prevê que a farra consumista dos últimos anos está definitivamente sepultada e em 2009 os consumidores valorizarão cada centavo gasto nos produtos que compram - seja um frasco de xampu, seja num aparelho de TV. Segundo este relatório, o neofrugalismo como tendência de comportamento que começou a ser observada por especialistas americanos em marketing e consumo após a crise das hipotecas podres, no final de 2007, não é algo episódico, mas veio para ficar.

Nesta tendência, consumidores têm adotado comportamento semelhante em países europeus em recessão. Por exemplo, os consumidores tornaram-se mais seletivos e passaram a buscar produtos e serviços com diferenciais tangíveis.

Seguindo esta lógica, as pessoas devem passar mais tempo em casa como forma de economizar em despesas supérfluas e isso abre uma perspectiva a toda uma gama de produtos voltados para a diversão doméstica – vasta categoria que envolve de computadores que funcionam como central de entretenimento a videogames e sistemas de som digital.
Os consumidores neofrugais, ao que parece, deverão fazer com que empresas de todos os ramos, reajustem e repensem suas estratégias de marketing, e ressignifiquem os produtos e serviços que oferecem à seus clientes.

Bem, vamos tentar aproximar um pouco mais este conceito do nosso dia-a-dia, pois o fato é que alguns aspectos são fundamentais para o entendimento desta nova tendência de consumo: busca por benefícios tangíveis e maior seletividade.
Neste ponto é interessante pensarmos que o conceito de benefício tangível não deve restringir-se apenas ao fato de ser um benefício “palpável”, “corpóreo”, e sim, principalmente um benefício que seja sensível e perceptível ao consumidor.
A partir deste entendimento podemos fazer alguns ensaios dos ajustes que empresas de alguns ramos podem fazer para acompanhar esta tendência. Mas independente deste ensaio, é importante que as empresas foquem na resposta à seguinte pergunta: “Qual é o benefício tangível para o meu público?“.

Fonte: Omelhordomarketing

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Computador TK85 – USA – 1980

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TV Kuba Komet – Alemanha 1960
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TV Keracolor Sphere – Inglaterra 1960Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Keracolor Sphere

TV Crosleys – Inglaterra 1948Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Crosleys 1948

TV GE – USA 1948Objetos,Tecnologia,Computadores,TV GE 1948

TV Falkirk – Inglaterra 1926Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Falkirk 1926

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Modelo, que está grávida, doou vestido para leilão de caridade

A supertop alemã Heidi Klum protagonizou uma cena inusitada no programa de Ellen DeGeneres, na noite desta segunda-feira, 5. Heidi, que confirmou recentemente sua gravidez, doou o vestido que usava para a caridade. Ellen, então pediu para que a entrevistada trocasse de roupa ali mesmo. Sua produção trouxe um biombo em seguida, e Heidi trocou a peça por um roupão.

Fonte: Saiu no Jornal

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Apesar da crise, o Dia das Mães ainda renderá bons lucros para as vendas on-line. A informação é da consultoria e-bit, que apresentou nessa segunda-feira previsões para a data no comércio eletrônico brasileiro.

De acordo com a consultoria, o Dia das Mães deve movimentar R$450 milhões neste ano, 20% a mais que o ano passado. A previsão abrange os dias entre 25 de abril e 9 de maio.

No ano passado, livros foram os principais produtos vendidos. Em seguida vieram os artigos de informática, saúde e beleza, telefonia celular, eletrônicos, e eletrodomésticos. As previsões apontam resultado semelhante no ano de 2009.

O Dia das Mães é a segunda melhor data para o comércio eletrônico – só perde para o Natal. Espera-se que o internauta brasileiro gaste aproximadamente R$ 325,00 em suas compras, R$3,00 a mais que a expectativa de 2008.

do Olha Digital

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Assistir a vídeos em alta qualidade é um dos tópicos mais falados e desejados nos últimos tempos. Mas muitas pessoas desconhecem as conexões de vídeo da própria TV. São vários os padrões de conexões de vídeo, e pode ter certeza que há uma boa diferença em relação à qualidade da imagem. Então, confira aqui o ranking das conexões de vídeo disponíveis nos aparelhos de TV e veja qual se encaixa no seu aparelho:

RF (coaxial) - quase todas as TVs e videocassetes possuem esse plug, mas é o que oferece pior qualidade de imagem e som.

RCA - é composto por 3 plugs: o amarelo é para o vídeo; o branco para o canal esquerdo de áudio, e o vermelho, para o canal direito do áudio. Indicado para quem quer ligar o DVD ou videocassete à TV.

S-Vídeo - é o que possui uma saída redondinha e oferece mais linhas de resolução que o RCA.

Vídeo componente - não é muito encontrado em aparelhos domésticos. Este tipo de conexão usa três cabos: um verde, um azul e um vermelho. Cada um transmite um padrão de cor, o que torna a imagem bem melhor.

VGA - é uma boa opção para conectar sua TV a aparelhos que entregam vídeos em alta qualidade. A única deficiência é que ainda entrega sinais analógicos.

HDMI - este é o supra-sumo dentre todos desta lista. O mesmo cabo transmite áudio e vídeo digitais, e isso faz dele o único cabo que realmente consegue te entregar uma qualidade full HD.

do Olha Digital

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A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) manifestou-se contra à decisão da Anatel de proibir a cobrança pelo ponto extra por empresas de TV a cabo.

Segundo a entidade que representa o setor, o inteiro teor da decisão não é conhecido e sua eficácia não é imediata. “A notícia divulgada pela Agência [Anatel], em página da internet, não supre e não tem o condão de suprir esse requisito”, afirma o comunicado emitido pela ABTA.

Ainda de acordo com a entidade, a decisão pode ser, e provavelmente será, objeto de recurso administrativo. A ABTA argumenta que apenas a partir da conclusão do processo administrativo, as operadoras terão condições de conhecer e se adequar às normas editadas pela Anatel, sem prejuízo de medidas judiciais que possam suspender seus efeitos.

Proibição foi anunciada na quinta-feira
A Anatel decidiu, após dez meses de discussões, proibir a cobrança do ponto extra por empresas de TV a cabo no dia 16 de abril.

A proibição chegou a ser definida ainda em 2008 pela agência, mas caiu após ações na Justiça de empresas de TV por assinatura. Agora, no entanto, a agência reguladora afirma que preparou um texto juridicamente bem feito, que não permitirá revés nos tribunais.

O texto preparado pela Anatel permite que as TVs cobrem uma só mensalidade por unidade domiciliar. É possível cobrar uma taxa de instalação ou aluguel de um equipamento para sintonizar a TV no ponto extra. Esta cobrança, no entanto, poderá ser parcelada dentro de um limite de meses.

da Info

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Segundo a Anatel, empresas só poderão cobrar pela instalação e por reparos do ponto extra; decisão vale para os contratos já em vigor.

Depois de dez meses de adiamentos e indefinições, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu ontem proibir a cobrança pelo ponto extra da TV por assinatura. Mas as operadoras poderão cobrar pela instalação desse ponto adicional e pela reparação de defeitos. O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, explicou que essa cobrança pelos reparos será feita eventualmente, quando houver, por exemplo, quebra do decodificador.

As cobranças da taxa de instalação e de reparos poderão ser divididas em parcelas, dependendo de acerto entre o cliente e a operadora. Sardenberg disse que isso dependerá da “criatividade” das empresas. Mas ressaltou que essa criatividade não pode ser transformada em uma mensalidade fixa. ” A cobrança não é automática. É preciso que haja eventos.”

O presidente da Anatel disse que a TV por assinatura é um serviço prestado pelo regime privado e que, portanto, a agência não fixa preços. Mas, em casos de abusos, garantiu que a Anatel interferirá.

A decisão da Anatel deverá entrar em vigor na próxima semana, assim que for publicada no Diário Oficial da União. A proibição da cobrança, segundo Sardenberg, valerá também para os atuais contratos. Ou seja, quem hoje paga pelo ponto extra ficará livre da cobrança. Sardenberg esclareceu ainda as empresas não podem cobrar retroativamente pelo decodificador que já está instalado na casa do cliente.

As operadoras sempre foram contra o regulamento. Algumas empresas chegaram a afirmar que o ponto extra representava 20% de sua receita total. As prestadoras disseram até que a gratuidade aumentaria os custos das empresas e impediria avanços dos serviços.

Ontem à tarde, diante dos boatos que circularam no mercado de que a Anatel aprovaria o fim da cobrança, as ações da operadora Net caíram mais de 7% na Bolsa de Valores. Sardenberg, dizendo-se indignado, informou que a Corregedoria da Anatel vai apurar eventuais vazamentos de informação. E disse que a agência está “testando” a realização de reuniões de seu conselho diretor abertas ao público, a exemplo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas que essa não é uma decisão fácil.

LIMINAR

Diante da decisão da Anatel, a liminar da Justiça Federal que mantinha a cobrança perde o objeto, na avaliação de Sardenberg. A liminar, obtida pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), foi emitida até que a Anatel tomasse uma decisão. Ele explicou que não cabe mais recursos no órgão regulador, mas disse que “todo mundo tem o direito de ir à Justiça”.

A polêmica começou em junho de 2008, quando a Anatel regulamentou os direitos dos usuários de TV por assinatura. O regulamento proibiu a cobrança do ponto extra, mas permitiu que fossem cobradas taxas de manutenção dos serviços.

Na época, órgãos de defesa do consumidor criticaram o regulamento, afirmando que ele abria brechas para que as operadoras transformassem a taxa de manutenção em uma cobrança mensal, o que levou a agência a cancelar os artigos que tratavam do assunto.

Gerusa Marques – O Estado de São Paulo

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Decisão só vale após a publicação no Diário Oficial.
Cobrança já havia sido proibida, mas liminar mantinha permissão.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu nesta quinta-feira (16) proibir as TVs pagas de cobrar mensalidades pelo ponto extra. A proibição foi aprovada por três votos a dois pela agência -considerando o voto do conselheiro Pedro Jaime Ziller, que não está mais na Anatel, mas adiantou sua posição em reunião anterior. A decisão só começa a valer após a publicação no Diário Oficial, o que deve acontecer na próxima semana.

A cobrança pelo ponto extra já havia sido proibida pela agência no ano passado, mas uma liminar da Justiça manteve a permissão para a cobrança até que a Anatel esclarecesse o teor dessa decisão.

Segundo o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, as operadoras de TV paga só poderão cobrar pela instalação do ponto extra, pelo aparelho que decodifica o sinal e por reparos neste aparelho. Ele destacou que a cobrança não pode acontecer na forma de mensalidade, mas sim “por evento.”

Sardenberg explicou que pode haver parcelamentos desses pagamentos, como o aluguel do aparelho ou mesmo a diluição em alguns meses do preço do reparo ou da instalação. “Pode-se chegar à situação de contribuição mensal para amortizar esses custos”, afirmou.

Ele disse que a agência irá fiscalizar caso encontre abusos na ação das operadoras, com tentativas de manter a cobrança de mensalidades pelo ponto extra. “A Anatel não fixa preços, mas acompanha a evolução dos temas e, em caso de abuso, a Anatel interferirá”, disse Sardenberg.

O presidente da Anatel disse não acreditar que haverá aumento nas mensalidades na TV paga. A agência enfatiza que os custos da empresa com a instalação e os reparos poderão ser cobrados pelas empresas, o que, na visão dos conselheiros, cobre as despesas das operadoras.

O G1 tentou falar com a assessoria de imprensa da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), mas não obteve sucesso. A reportagem deixou recado com a esposa do presidente da associação, Alexandre Annenberg, e na caixa postal da assessoria do órgão.

do G1

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